Robson Paz em Foco

Do Blog Bequimão em Foco

O Jornalista e atual secretário do PPS municipal  Robson Paz concede entrevista ao blog na estréia do nosso bloco de entrevistas com as lideranças e personalidades bequimãoenses.

Apresentação.

Robson Paz, 33 anos, jornalista e radialista, casado, tem um filho Robson Luiz, de dois anos. Nasceu no povoado Jacioca-Bequimão (MA), filho de Luiz Gonzaga Pereira e Celina Maria Pereira. Em 1988, a família mudou-se para São Luís em busca de oportunidade e visando garantir os estudos aos filhos – onze no total, mas sempre mantendo o vínculo com o município. Cursou Ensino Fundamental e Médio em escola pública U.I. Roseana Sarney Murad e Cesg Nerval Lebre Santiago, respectivamente. Em 1999, ingressou na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no curso de Comunicação Social. A partir daí já no primeiro período estagiou na Rádio Universidade FM, atuando nos Núcleos de Programação Musical e Operação de Áudio. Depois, teve passagem pela Rádio Timbira AM, onde apresentou o programa Revista Maranhão; na Rádio Capital AM, apresentou o programa Comando da Tarde, em substituição a Gilberto Lima, que disputou eleição para vereador de São Luís, em 2004. Ingressou no Jornal O Imparcial, onde foi repórter das editorias de Esporte, Cidade e Política, de 2001 a 2005. Convidado pelo saudoso deputado estadual João Evangelista, então presidente da Assembleia Legislativa, assumiu a Diretoria Adjunta de Comunicação Social, exercendo o cargo por dois biênios. Permaneceu como diretor adjunto na gestão do ex-presidente Marcelo Tavares e continua desenvolvendo as atividades na atual gestão a convite do presidente da Assembleia, deputado estadual Arnaldo Melo. Filiado ao PPS, desde 2007, presidiu o partido por quatro anos no município de Bequimão e integra o Diretório Estadual da legenda.

    ENTREVISTA:

    * Bequimão em Foco: Robson, a primeira pergunta que eu quero fazer é: Porque o Robson Paz decidiu entrar na política? Você tem o projeto de disputar um cargo eletivo? Ou prefere ficar na articulação?

Robson Paz: A política é inerente a nós humanos. Quando nascemos uma de nossas primeiras ações é chorar para reivindicar o leite nossa alimentação. Então, desde sempre fazemos política, mas infelizmente ainda há pessoas que tentam ignorá-la ou reduzir sua importância de forma equivocada. No caso da política partidária, o que devemos fazer é trabalhar para afastar dela os maus políticos e isso só vai acontecer à medida em que pessoas corretas e transparentes participarem deste processo buscando aquilo que é a essência da boa política o bem coletivo. Ainda respondendo a sua pergunta posso afirmar que ingressei na política partidária ao me filiar ao PPS, em 2007, mas já participava desde 2000 informalmente da política de Bequimão nas campanhas de meu irmão Fredson para vereador. Não tenho a disputa eleitoral como projeto de vida, mas posso assegurar que sempre pensei em fazer algo que contribua para melhorar as condições de vida de nossa população. Graças a Deus, já tive ao longo desses anos a oportunidade de contribuir para a melhoria de vida de parte dos conterrâneos com ações simples, mas de grande utilidade. Se para fazer mais for necessário disputar cargo eletivo e esta for a vontade de minha família, amigos e conterrâneos é algo que pode ser possível. Quanto à articulação é bondade sua apenas opino quando sou consultado sobre política.

    * Bequimão em Foco: Como você analisa a política bequimãoense? Acha que é, e sempre vai ser um município bipolarizado OU você acredita que essa bipolarização está com os dias contados?

Robson Paz: Infelizmente, a política de Bequimão tem essa característica do ‘bem e do mal’ e isso não é fácil de mudar. Mas, felizmente iniciativas como a desse blog e outros que começam a dar a oportunidade para que haja discussão sobre o município num nível elevado e acima das picuinhas políticas pode fazer com que nossa população adquira um nível de conscientização suficiente para superar esse estágio da bipolarização, que a meu ver só atrapalha o município. Mas, mais importante que isso é a educação. Com uma população com melhor nível de educação as pessoas avançam no conhecimento e podem avaliar os políticos não por estar do lado A ou B, mas por suas propostas e ações em prol da maioria da população. Hoje, acredito que esse sentimento começa a despertar com alguma intensidade em nosso município e tende a se ampliar nos próximos anos.

*      Bequimão em Foco: E as novas lideranças? O que tem a dizer sobre elas? Você se encaixa nesse contexto?

Robson Paz: O surgimento de novas lideranças políticas em Bequimão ainda é um processo muito lento. Isso é compreensível se levarmos em consideração o modelo político centralizador implantado há décadas no município. Há bons nomes e não seria a pessoa mais adequada para avaliar o meu papel nesse cenário.

    *      Bequimão em Foco: É verdade que o vereador Fredson é “ficha suja”? Se realmente for, e sua candidatura for impugnada, vocês já articularam o seu possível substituto? Seja sincero: é você ou o seu irmão Elanderson? Cogita-se outro nome?

Robson Paz: Posso assegurar que o Fredson é vereador em exercício de seu segundo mandato outorgado pelo povo e que desenvolve um grande trabalho. Bequimão, especialmente a região de Jacioca é prova disso. Desde que ele entrou na política local, em 2000, foram várias ações em benefício da população. Como presidente da Câmara articulou a aprovação do projeto de lei que criou a Guarda Municipal. Teve importante atuação como presidente da Comissão de Educação e Saúde na aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais da educação, recentemente, atendendo a antigo sonho dessa categoria. Implantou uma nova forma de fazer política sem negociatas, priorizando os interesses da população. Fez isso, inclusive com iniciativa própria, quando em parceria com o vereador Doutor construiu casa de farinha no povoado da Titara, coisa que é obrigação do Executivo. Fez várias indicações para a melhoria de estradas, iluminação pública, telefone público e das escolas. E teve importante papel junto à comunidade para aquele que considero o melhor projeto que a Jacioca já teve que foi o sistema de abastecimento d’água. Organizou a comunidade e pleiteou o projeto implantado no governo Jackson, que beneficia cerca de 100 famílias e cujo recurso e previsão de atendimento era para apenas 40 famílias. Continua desenvolvendo esse trabalho, tem um posicionamento de apoio ao prefeito, mas com críticas e reivindicações quando necessárias. Se o conceito de ficha suja que você utiliza se enquadrar nesse perfil… Sobre candidatura a vereador na próxima eleição Fredson ainda não se pronunciou, mas deve adotar o mesmo procedimento das eleições anteriores, quando reuniu a família, amigos e o grupo que nos acompanha para decidir o melhor caminho.  Posso assegurar que independentemente de qual seja o nome, nosso grupo estará bem representado e unido para a próxima eleição.

  *      Bequimão em Foco: Responda com a sinceridade que lhe é peculiar: Você acha que Zé Martin e César Cantanhede são cópias fiéis dos pais? Ou você acha que eles podem fazer algo diferente?

Robson Paz: Eu ainda acredito muito na humanidade e na capacidade do ser humano surpreender positivamente. Nem os clones de ficção tem as mesmas reações e comportamento. Portanto, creio que eles podem sim fazer algo melhor que seus pais e isso é muito natural até pela evolução de nossa sociedade e das gerações.

    *      Bequimão em Foco: A pesquisa realizada em Bequimão teve um resultado positivo para os partidos da situação? Afinal, Zé Martins venceu em todos os cenários.

Robson Paz: Pelo que vi o Zé Martins venceu em alguns cenários em outros empatou, noutros ele perdeu e há um cenário que é muito relevante e que deve ser levado em consideração: a rejeição. Nesse aspecto ele lidera. Isso não quer dizer que a candidatura dele seja desprezível ou que seja favorito. É um retrato do momento e ainda é cedo para fazer prognósticos. Falta um ano para as eleições. Mas, a pesquisa é importante principalmente quando se faz análise desprovida de paixões. Ela será um importante instrumento para as ações futuras dos candidatos.

    *      Bequimão em Foco: O prefeito Antonio Diniz (PDT) já disse que é candidato a reeleição em 2012.  César Cantanhede pegou fôlego depois da pesquisa, você não teme um possível “racha” no grupo? Ou você acredita que os partidos decidirão tudo numa conversa franca, e que a situação só lançará um candidato?

Robson Paz:  Ainda é cedo para dar uma resposta definitiva. Torço para que haja unidade não apenas eleitoral, mas administrativa. Creio que a população está pouco preocupada com eleições, mas com a solução dos seus problemas pelo poder público. Esse deveria ser no momento o foco principal dos políticos. Mas a tradição em nosso país, no estado e em nosso município é terminar uma eleição e já começar a falar da próxima. Mas, acredito que haja maturidade e entendimento no grupo.

    *      Bequimão em Foco: Se César Cantanhede sair candidato, disputando com Antonio Diniz e Zé Martins, o PPS apoiaria quem?

Robson Paz: Como falei na pergunta anterior ainda é muito cedo. Em política um ano é uma eternidade. São dois grandes quadros políticos e que bem assessorados podem fazer uma boa administração.

    *      Bequimão em Foco: O PPS sempre foi um partido de suma importância na base do atual prefeito Antonio Diniz. Hoje em dia, o PPS está satisfeito com o espaço que está tendo no governo municipal?

Robson Paz: Tenho convicção de que o PPS poderia acrescentar muito à administração do município. O partido não integra a administração atualmente. Há filiados do PPS também muito competentes, que participam de forma exitosa do governo municipal, mas indicações pessoais do prefeito Antônio Diniz. Tivemos uma passagem meteórica pela Secretaria de Esportes, mas devido aos problemas orçamentários enfrentados pelo município não houve sucesso no desenvolvimento de ações par a área e o partido entregou o cargo ao prefeito.

    *      Bequimão em Foco: PERGUNTA DO LEITOR RODINEY LUCIANO: “Robson Paz, nesses quase três anos de Gestão do prefeito Antonio Diniz, você vê algum avanço, se é que existe algum, no desenvolvimento do Município, já que aqui continuam os mesmos problemas de sempre, a mesma politicagem e eu não vejo nenhuma mudança? E qual avaliação você faz dessa administração?”

Robson Paz: Há avanços sim, embora não sejam tantos quanto poderíamos ter. Há algo que é obrigação de qualquer gestor público, mas que em nosso município não foi respeitada em gestões recentes como o pagamento em dia dos servidores municipais, construção do portal do município, recuperação asfáltica do acesso à cidade de Bequimão, aquisição de ambulância e realização de exames de endoscopia, ônibus para o transporte escolar.
Há falhas também principalmente na infraestrutura do município. As estradas, boa parte delas danificadas, é um exemplo. Outro é a questão da iluminação pública, além de deficiências na saúde. Enfim, há uma reclamação grande também da centralização excessiva do prefeito. Mas, há que se considerar também a conjuntura adversa enfrentada pelo prefeito em relação ao governo do Estado. Mas independentemente disso Bequimão precisa de um gestor que seja empreendedor, aliás, essa é a característica das boas administrações. Não dá mais pra prefeito ficar acomodado esperando apenas os repasses constitucionais. Tem que ser pró-ativo. Quanto à politicagem infelizmente isso é uma triste realidade como comentei anteriormente.
A maioria da população age como torcida de futebol com uma diferença pra pior. As torcidas quando o time não vai bem cobram do técnico, dos jogadores e da diretoria para o time melhorar. Em Bequimão não é assim. As pessoas torcem por um grupo político de forma tão doentia que são incapazes de enxergar seus erros e propor acertos. E isso acostuma mal principalmente os lideres políticos que passam a se sentir reis e não aceitam qualquer questionamento.

    *      Bequimão em Foco: Já falamos muito sobre a base do prefeito Antonio Diniz, vamos falar agora da oposição: Você acha que a oposição ficou mais forte, ou enfraqueceu com relação a 2008?

Robson Paz: Pelo que tenho acompanhado e ouvido o grupo dos Martins teve perdas consideráveis outras nem tanto, mas buscou também se fortalecer. Ainda teremos um longo período até as eleições e ainda há espaço para novas mudanças.
Mas nesse primeiro momento avalio que o grupo que elegeu o prefeito levou certa vantagem a se confirmar o apoio do vereador Vadico Barbosa e outras lideranças medianas. Embora, o Zé Martins também tenha conquistado alguns apoios, como Balão e o irmão de Mário do Quindiua.

    *      Bequimão em Foco: Como você analisa a dobradinha Zé Martins/Vadoca Almeida?

Robson Paz: É uma chapa competitiva. Precisa ver como é que fica o Pedro Acará nesse cenário considerando que ele acredita na reedição da chapa com ele como vice. Mas, é cedo e não sou adepto da futurologia.

    *      Bequimão em Foco: O grupo de Juca Martins já esteve no comando da prefeitura, como você analisa a gestão do grupo?

Robson Paz: Por muito tempo inclusive. A última que tive a oportunidade de acompanhar foi muito negativa. Começou muito bem no primeiro ano e meio de mandato com obras e pagamento de servidores até antecipadamente e depois foi desastrosa, após a reeleição. Basta vermos o julgamento feito pelo eleitorado no último pleito de 2008.

    *      Bequimão em Foco: Já recebeu convite para trocar de lado?

Robson Paz: Não.

    *      Bequimão em Foco: De forma resumida, diga quais são seus projetos e sonhos para Bequimão.

Robson Paz: Penso em muitos projetos que possam contribuir para o desenvolvimento do município. Sonho com o dia em que a população de Bequimão tenha um nível de educação e saúde que proporcione a independência de nossa gente, que só pode ocorrer em plenitude por meio do conhecimento. Com isso, teremos um município forte economicamente com justiça social e condições dignas para seus filhos viverem.

    *      Bequimão em Foco: Robson, vamos fazer aqui um PINGA FOGO, eu digo o nome de alguém ou de alguma coisa, e você responde com uma palavra ou uma frase, como bem entender:

·         PPS Bequimão:
Robson Paz: Decente

·         Política:
Robson Paz:Mudança

·         Vereador Fredson:
Robson Paz:Trabalho

·         Antonio Diniz:
Robson Paz: Prefeito

·         César Cantanhede:
Robson Paz: político de novas ideias

·         Zé Inácio:
Robson Paz: defensor dos trabalhadores

·         Bernal:
Robson Paz: líder de boas ideias

·         Zé Martins:
Robson Paz: Jovem político

·         Juca Martins:
Robson Paz: Político de seu tempo

·         Eleições 2012:
Robson Paz: Distante

·         Bequimão:
Robson Paz: Tá no coração

·         Robson Paz:
Robson Paz: Bequimãoense, determinado, filho de Luiz Gonzaga e Celina

Bequimão em Foco: Para finalizar, a última pergunta: Quem você indicaria para ser o próximo entrevistado pelo blog?
Robson Paz: Zé Martins


Vice-prefeito elogia PPS e trabalho do vereador Fredson

Do Blog do PPS Bequimão

Vice-prefeito César Cantanhede destaca PPS e Fredson em seu discurso

O vice-prefeito de Bequimão, César Cantanhede (PTC), parabenizou o PPS por sua atuação política no município de Bequimão e destacou o trabalho realizado pelo vereador Fredson (PDT) em benefício da população bequimãoense, especialmente da região de Jacioca.

“O PPS está de parabéns por organizar seus filiados e envolver a população no debate sobre o nosso município. O partido tem desempenhado papel importante na conscientização política e certamente com seu posicionamento responsável e crítico muito colabora para o desenvolvimento de nosso município”.

Ele aproveitou a oportunidade para elogiar a forma comprometida com que o vereador Fredson e família fazem política. “Posso testemunhar que o vereador Fredson, junto com o PPS, Robson Paz e família tem feito um grande trabalho em prol da população desta região. Eles conseguiram trazer uma das coisas mais importantes para o ser humano que foi o sistema de abastecimento de água, que eu tive a oportunidade de participar da inauguração neste povoado (Jacioca), ao lado deles e do ex-governador Zé Reinaldo. Água é vida e isso demonstra o quanto eles lutam pelos interesses do povo”, discursou.


GIRO DA NOTÍCIA

Sobe som

Definitivamente a sonorização não é o forte dos partidos políticos de Bequimão. Depois dos problemas no evento do PT, agora a pane aconteceu no Congresso Municipal do PPS. Em vários momentos, o microfone falhou. Menos mal que não houve reclamação pública, mas da próxima vez…

Dalton deixa o PDT…

O ex-militante do PDT, Dalton Duarte pediu a desfiliação do partido. Descontente com os rumos da administração municipal, há meses a família Duarte afastou-se da prefeitura.

…e será candidato em São Luís

Filho do ex-deputado estadual Benedito Duarte, Dalton deve fazer o teste das urnas concorrendo ao mandato de vereador em São Luís. Ele filiou-se ao PTdoB e anda entusiasmado com a possibilidade de seguir a carreira exitosa do pai no Legislativo. A Câmara de São Luís terá mais dez vagas na próxima eleição.

Chutou o balde

O secretário municipal Carlos Resende (Educação) entregou o cargo pela enésima vez ao prefeito Antônio Diniz (PDT) nesta semana. Mas, agora parece ter sido pra valer. O descontentamento seria com o não pagamento de conta, segundo o secretário, autorizada pelo prefeito num comércio local.

Chutou o balde I

A justificativa foi a gota d’água, mas a insatisfação durava longos meses. Resende estaria incomodado por não ter poderes na Secretaria de Educação. Fonte ligada ao PSB ouvida pelo blog Bequimão Agora afirma que ele é uma espécie de rainha da Inglaterra, pois quem dá as ordens na pasta é Josiane, mulher do vereador Sinhô. A situação constrange até mesmo os correligionários socialistas. E o secretário resolveu chutar o balde.

Pra valer

A considerar as últimas ações de pessoas ligadas ao grupo de Zé e Juca Martins, a debandada do vereador Barbosa (DEM) para a base do prefeito Antônio Diniz (PDT) é mesmo pra valer. Nem mesmo a possibilidade de filiação do irmão Vadoca ao PMDB se concretizou. Ou seja, caso não possa ser candidato, o vereador do Mojó deve mesmo lançar a mulher Preta, que se filiou ao PDT.

Convenção do PDT

O PDT de Bequimão realiza neste domingo (30) sua Convenção Municipal, na escola Domingos Bouéres, na Estiva. Os pedetistas devem eleger o Diretório Municipal e apresentar os novos filiados ao partido. Entre as novidades estão o vereador Filuca, que deixou o PMDB, e Preta, mulher do vereador Barbosa (DEM). Agora, a bancada do PDT na Câmara passa a contar com três vereadores. Eleitos em 2008, Doutor e Fredson permanecem no partido.


OAB questionará lei que estatizou a Fundação Sarney

Do Blog do Josias de Souza

A seccional maranhense da OAB decidiu questionar na Justiça a constitucionalidade da lei que enfiou a Fundação Sarney no bolso do contribuinte do Maranhão.

Proposta pela governadora Roseana Sarney, filha do tetrapresidente do Senado, a lei passou num estalar de dedos.

Foi publicada, aprovada e sancionada na semana passada. Tudo em exíguos cinco dias.

Assim, com a velocidade de um raio, estatizou-se a entidade de Sarney, rebatizada de Fundação da Memória Republicana Brasileira.

Para a OAB, a nova lei fere os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade.

Mesmo sem saber quanto vai custar ao Estado, a Assembléia Legislativa aprovou a novidade por 34 votos contra 8.

No video lá do alto, uma paródia produzida a partir de discurso pronunciado no dia da votação pelo deputado estadual Magno Bacelar (PV), proto-aliado da família Sarney.


Sindicato homenageia servidores públicos

Do Blog do Sismubeq

O Sindicato de Servidores Públicos do Município de Bequimão (Sismubeq) publicou nota em que faz homenagem aos servidores pela passagem do Dia do Servidor Público: Abaixo íntegra da nota:

O serviço público é de suma importância para o desenvolvimento e consolidação de nossa Nação. E por esse motivo, o SISMUBEQ, vem através deste, homenagear e agradecer a todos os Servidores Públicos.

Queremos ostentar nosso reconhecimento e nossa gratidão, por sermos beneficentes do produto de um trabalho feito de muita dedicação, pois não há um só lugar em que um funcionário público não esteja prestando serviço à população: nas escolas, nos hospitais, nas repartições e etc… E todos nós sabemos que estes serviços são de extrema importância para toda nação brasileira…

Esta é uma homenagem a quem dedica a sua vida e o seu trabalho à construção de uma cidade melhor e à construção de um futuro promissor para as novas gerações. Sabemos da importância desses profissionais para o funcionamento harmônico e eficaz dos serviços públicos. Sabemos também que, sem eles, nada do que conquistamos nesses anos seria possível. Todos são coautores de nossas conquistas e do que temos ainda a conquistar.

Então como forma de compensá-los, dedicamos esta, singela mais de todo coração, homenagem, promovendo a valorização das funções da categoria, e também levando a todos os funcionários públicos o nosso grande e forte abraço, enriquecido de votos para que seja viabilizado a toda a classe: “Melhor Rentabilidade”.


O DIA EM QUE OS MARCIANOS INVADIRAM SÃO LUÍS PELAS ONDAS DO RÁDIO

Do Blog do Ed Wilson

O livro "Outubro de 71: memórias fantásticas da Guerra dos Mundos", coordenado pelo professor Francisco Gonçalves da Conceição, lançado na quarta-feira (26).

O livro “Outubro de 71: memórias fantásticas da Guerra dos Mundos”, coordenado pelo professor Francisco Gonçalves da Conceição, será lançado nesta quarta-feira (26), às 19 horas, no Memorial Cristo Rei (praça Gonçalves Dias).

A obra recupera os traços memoráveis da cena histórica e estética de um dos mais importantes eventos de mídia já veiculados no Maranhão, na rádio Difusora, em 1971.

Inspirados no clássico programa “Guerra dos Mundos”, de Orson Welles, veiculado em 1938, nos Estados Unidos, um grupo de talentosos profissionais do rádio maranhense fez descer no Campo de Perizes a nave dos marcianos.

Confira na entrevista com Francisco Gonçalves os detalhes da pesquisa que resultou no livro. Na foto, a equipe de pesquisadores.

Quando iniciou a pesquisa e quantas pessoas participaram do levantamento?

Francisco Gonçalves – A pesquisa tinha como objetivo reunir depoimento dos produtores do programa, reconstituir o roteiro e localizar possíveis registros sonoros. Entre 2005 e 2006, a equipe de pesquisa entrevistou José de Jesus Brito (Sérgio Brito), Manoel José Pereira dos santos (Pereirinha), José de Ribamar Elvas Ribeiro (Parafuso), José Faustinho dos Santos Alves (J. Alves) e José Marinho Raiol Filho (Rayol Filho). Na época, embora tivéssemos tentando, não conseguimos localizar Fernando Melo e Fernando Costa. José Branco não aceitou conceder entrevista sobre o assunto. Além disso, reconstituímos o roteiro a partir de uma gravação do programa cedida por Parafuso. Dessas atividades de pesquisa, participaram, além de mim, Aline Cristina Ribeiro Alves, Andréia de Lima Silva, Elen Barbosa Mateus, Kamila de Mesquita Campos, Karla Maria Silva de Miranda, Mariela Costa Carvalho, Romulo Fernando Lemos Gomes e Sarita Bastos Costa, todos (na época) alunos do Curso de Comunicação Social da UFMA.

Como foi organizado o trabalho? Em quais áreas a pesquisa incidiu?

Francisco Gonçalves – Focamos em duas áreas: a versão dos produtores e interpretes e a reconstituição do roteiro do programa, já que tratava-se de organizar fontes de pesquisa sobre o programa veiculado pela Rádio Difusora em 1971 e, deste momento, inserir esse acontecimento nos estudos de comunicação no Brasil e no exterior. Embora a Guerra dos Mundos seja um tema recorrente nos estudos de rádio e jornalismo, apenas recentemente o episódio de São Luís começou a ser objeto de discussão nos fóruns científicos do país. Por exemplo, apenas em 2003 foi apresentado um artigo científico sobre o tema, no caso, trabalho do Prof. Ed Wilson no 1º Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho, intitulado A Guerra dos Mundos em São Luís do Maranhão. Esse foi o primeiro artigo científico apresentado sobre o tema em um fórum de discussão da área de comunicação.

Entre os profissionais que participaram da produção, quais foram entrevistados e que funções cada um exerceu na montagem?

Francisco Gonçalves – Todos os entrevistados participaram da produção do programa e/ou interpretação dos personagens, embora existam divergências sobre o papel desempenhado por cada um e o personagem que cada um chegou a interpretar. Sérgio Brito, Pereirinha e Parafuso, junto com Fernando Melo, participaram da produção do programa. Especificamente, Sérgio Brito, no roteiro; Pereirinha, nos efeitos especiais, na direção técnica; e Parafuso, na sonoplastia. Sérgio Brito interpretou o locutor da Rádio Repórter do Rio Janeiro (uma emissora fictícia), Pereirinha o controlador de vôo. Sobre o piloto de avião seguido por objeto desconhecido, o relato de Pereirinha diverge do de Sérgio Brito. Sérgio Brito afirma que interpretou esse personagem e Pereirinha atribui a interpretação a Fernando Melo. Sobre os demais entrevistados, J. Alves e Rayol Filho interpretaram a si mesmos. Outros personagens aparecem na história, como dono da Fazenda Santa Marta, interpretado de acordo com Pereirinha por Fernando Melo; o professor Leonardo Galvão e o cientista Mário Corteline, ambos interpretados por Reynaldo Faray. Não obstante as divergências sobre o papel de cada um, o programa A Guerra dos Mundos, como todo produto de mídia, é uma obra coletiva, resultado do esforço de todos.

Quais os cenários de São Luís no início da década de 1970?
Francisco Gonçalves – Na passagem dos anos 60 para os anos 70, São Luís estava passando por mudanças políticas, urbanísticas, demográficas e midiáticas. De 1960 a 1970, de acordo com o IBGE, a cidade cresceu em mais de cem mil habitantes, passando para 265.486 moradores. Novas vias de acesso foram abertas, com as pontes sobre o Rio Anil, no Caratatiua e São Francisco. No começo da década de 70, a população maranhense ainda vivia o impacto da derrota de Renato Archer (PTB-PSD e vitória de José Sarney (PSP-UDN-PR). No campo das mídias, a televisão ganhava envergadura, por conta das mudanças técnicas, a expansão do consumo de produtos televisuais e aumento do número de telespectadores. Naquela década, a televisão deslocaria, na capital, o lugar social, econômico e político do rádio. Foi exatamente nos anos 70 que o Brasil veio a se constituir em uma sociedade midiática, sobretudo por conta do papel que a televisão viria a ocupar no sistema de comunicação, a partir da organização das redes nacionais. Mas, São Luís também era uma cidade povoada de assombrações, como a Carruagem de Ana Jansen, a serpente do Ribeirão e o Touro Encantado da Ilha dos Lençóis.

Em que aspectos o programa de São Luís mais se aproxima do original de Orson Welles?

Francisco Gonçalves – De acordo com Sérgio Brito, o roteiro do programa da Difusora levou em consideração do livro de H.G. Wells, A Guerra dos Mundos, e uma sinopse do programa de Orson Welles, veiculado em 1938 pela CBS nos EUA, publicado em uma edição da revista Ele&Ela. Os dois roteiros possuem estrutura narrativa semelhante. Ambos utilizam os recursos do radiojornalismo para contar a famosa história de H.G. Wells. Mais também existem algumas diferenças importantes. Nos Estados Unidos, o programa foi veiculado em uma noite de domingo, em um horário destinado ao radioteatro. Em São Luís, o programa foi veiculado em uma manhã de sábado, ao longo da programação normal da emissora, sem nenhum aviso prévio que se tratava de obra de ficção. Nos Estados Unidos o programa foi interpretado por atores; em São Luís por respeitados e reconhecidos profissionais de rádio e jornalismo. Nos Estados Unidos o foco da invasão foi o território americano; em São Luís, a invasão se espalha pelo mundo e chega ao campo de Perizes, sendo este um momento chave na dramática narrativa da Difusora, para o qual foram fundamentais a música e os efeitos de som.

O que os produtores do programa pretendiam com a veiculação?

Francisco Gonçalves – Sobre os objetivos dos produtores também existem visões diferentes. Para Sérgio Brito, por exemplo, o objetivo era demonstrar o valor do rádio em um momento que o panorama de comunicação passava por mudanças com o crescimento da audiência de televisão. Para Pereirinha, era uma brincadeira, feita para comemorar o aniversário da emissora. Eu diria que, de certo modo, os dois têm razão. Foi uma brincadeira no aniversário da emissora, mas uma brincadeira que se prestava a expor a importância do rádio, em um momento em que a televisão, institucionalmente falando, provocava uma reestruturação do papel social, econômico, político e cultural do rádio.

No começo da década de 70 como estavam posicionados o rádio e a televisão no cenário midiático de São Luís?

Francisco Gonçalves – No começo da década de 70, cinco emissoras de rádio disputavam a atenção dos ouvintes na capital do Estado, no caso, Difusora, Timbira, Gurupi (hoje, Rádio São Luís), Educadora e Ribamar (hoje, Rádio Capital). Com a chegada do vídeo-tape em 1966, a televisão superou a sua primeira fase, caracterizada por uma produção local, feita, sobretudo, por profissionais oriundos do rádio e teatro. Essa produção local foi gradativamente substituída por uma programação do sul país. Como observa Aldo Leite, em seu livro sobre o teatro, a criatividade e a improvisação cederam lugar à tecnologia.

Quais os aspectos relevantes na estética do programa que levaram à construção de um efeito de realidade?

Francisco Gonçalves – Eu diria que o realismo foi fundamental para conferir valor de verdade à narrativa – o programa foi apresentado e interpretado por cronistas, locutores e repórteres respeitados e reconhecidos pelo público; a história de H. G. Wells foi recontextualizada, ou seja, São Luís passou a ser um dos palcos da fictícia invasão; o uso da vinheta de notícias extraordinárias da Rádio Difusora marcou o ritmo do programa; e a trilha sonora, que articulou as músicas mais pedidas da semana, com música clássica (utilizada quando morria alguém importante) e músicas da trilha sonora da novela O homem que deve morrer e do filme 2001: uma odisséia no espaço.

Houve pânico em São Luís durante a veiculação do programa?

Francisco Gonçalves – Os depoimentos dos produtores e interpretes do programa revelam um aspecto bastante interessante do programa: as pessoas acreditaram mesmo que a Terra estava sendo invadida por naves extraterrestres e que os marcianos estavam chegando em São Luís. Muitos ouvintes interpretaram essa invasão como o próprio anúncio do fim do mundo. Tendo chegado o fim do mundo, a preocupação das pessoas era ir para casa morrer com os seus. Nos últimos dias, temos ouvido muitos relatos que confirmam essa versão. Ao divulgar o lançamento do livro, várias pessoas nos procuram com histórias semelhantes àquelas narradas por Sérgio Brito, Pereirinha, Parafuso, J. Alves e Rayol Filho.

Como foi a repressão à Rádio Difusora após a exibição do programa?

Francisco Gonçalves – Tropa do exército invadiu e ocupou as dependências da emissora. E em um ato completamente arbitrário, o comandante determinou o fechamento da emissora e da televisão, que deveria entrar no ar a partir das 17h. Nos anos seguintes, a Difusora responderia processo no DENTEL. A situação só não foi pior porque Sérgio Brito, Pereirinha e Parafuso introduziram em dois espaços da gravação uma pequena nota dizendo que se tratava de programa de ficção.

Qual a descoberta mais relevante da pesquisa?

Francisco Gonçalves – O aspecto mais relevante da pesquisa é que, pela primeira vez, se conseguiu reunir importantes fontes de pesquisa sobre esse programa, agora publicadas em livro. Ou seja, reunimos os depoimentos dos produtores e interpretes do programa, reconstituímos o roteiro e localizamos cópia da gravação com Parafuso e Pereirinha. O livro Outubro de 71: memórias fantásticas da Guerra dos Mundos apresenta esses depoimentos e o roteiro e o áudio do programa. Cada participante do programa apresenta a sua própria versão daquele acontecimento. As convergências e divergências nas narrativas fazem parte da própria dinâmica metodológica adotada na pesquisa, no caso a história oral. Nós estamos convencidos que ao lançar o livro outras histórias e outras lembranças virão a público, do mesmo modo, que as diferentes versões provocarão bons debates sobre o papel dos produtores e interpretes e sobre o próprio programa. Deste modo, teremos condições de ampliar as informações sobre esse importante evento.


Programa de rádio que causou pânico no Maranhão faz 40 anos

Versão de ‘A guerra dos mundos’ fechou comércio e levou Exército às ruas.
Livro reconstitui episódio que marcou a história. Confira trechos.

Alec Duarte Do G1, em São Paulo

Primeira página do jornal "O Imparcial" de 31/10/71 relata o impacto do programa da rádio Difusora

Uma adaptação radiofônica da obra de ficção científica “A guerra dos mundos” (publicada em 1898 por H. G. Wells) pôs o Exército em alerta, fechou boa parte do comércio e provocou pânico generalizado entre a população.

Não se trata da célebre encenação levada ao ar em 1938 por Orson Welles nos EUA, mas de uma versão que, em 1971, comemorou o aniversário da rádio Difusora, de São Luís (Maranhão), transformando a rotina da cidade –  como ocorrera 33 anos antes durante a emissão americana.

“O programa foi interpretado pelos ouvintes não como uma invasão alienígena, conforme seu roteiro, mas como se fosse o próprio fim do mundo”, explica o professor Francisco Gonçalves da Conceição, organizador do livro “Outubro de 71 – Memórias fantásticas da guerra dos mundos”, que reconstitui a histórica transmissão.

Fruto de três anos de trabalho de uma turma de graduação em Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Federal do Maranhão, a obra será lançada hoje à noite, em São Luís, com a presença de alguns dos protagonistas que transformaram o então pacato sábado 30 de outubro de 1971 naquele que, para muitos de seus ouvintes, seria seu último dia sobre a Terra. Clique aqui e continue lendo.


Weverton Rocha destaca governo Jackson na Câmara dos Deputados

O deputado federal Weverton Rocha (PDT), que obteve a segunda maior votação em Bequimão, fez um pronunciamento na Câmara dos Deputados sobre o trabalho do ex-governador Jackson Lago, sua história e sua luta por um Maranhão mais digno.

Segundo Weverton, Dr. Jackson enquanto governador do estado, mesmo que por pouco tempo, teve a chance de consolidar muitas coisas em prol do valoroso povo maranhense. “Usei a tribuna para enaltecer um homem que sempre tive como modelo de homem público, um homem honrado que nunca esteve envolvido em nada que não fosse correto. Este homem que não está mais entre nós, mas que deixou um legado político imenso que honra a todos que tiveram como eu, a oportunidade de conviver com ele”.

Veja o discurso