Giro da Notícia

Festival de Tambor de Crioula

Neste sábado (26), a cidade de Bequimão sediará o 1° Festival de Tambor de Crioula do município. O evento será realizado na Praça 02 de Novembro, a partir das 19 horas. Participação especial do Forró de Caixa de Zé de Custódia do Areal. Vale a pena valorizar a cultura local!

Crise na fazenda

Têm sido frequentes os recados pouco lisonjeiros de aliados de Vadoca Almeida (PSL) para a dupla Zé e Juca Martins (PMDB). Eles deixam claro que caso a dupla não defenestre Pedro Acará da condição de candidato a vice-prefeito o pré-candidato do PSL deve ser o próximo a desertar do grupo.

Pai da criança?

Demonstrando pouco respeito pela liderança de Zé Martins, Vadoca e Cia posam de responsáveis pela eleição de Jorge Filho (PP) para a Presidência da Câmara de Vereadores. E deixam claro que cobrarão reciprocidade na próxima eleição seja qual for o posicionamento político da dupla Vadoca/Robson Chêra. Por enquanto, os Martins observam tudo sem dá um pio.

Indefinição

Está indefinido o quadro sucessório no grupo político que dá sustentação ao prefeito Antônio Diniz (PDT). Agora declarado pré-candidato à reeleição, o pedetista tem o apoio do PSB, PSDB. Mas, terá como provável concorrente em prévia o vice-prefeito César Cantanhede (PTC), que tem a simpatia do PCdoB, PT e PPS. A disputa promete!

Polícia…

A rapidez com que o governo de Roseana Sarney deslocou a PM para Bequimão, onde reprimiu a manifestação pacífica dos moradores, que reivindicavam a recuperação da ponte do Balandro, contrasta com a lentidão com que as mesmas forças de ‘segurança’ do estado agem quando o assunto é o tráfico de drogas no município.

… pra quem precisa

Levantamento do município aponta cerca de 17 bocas de fumo em Bequimão. Mas, apesar dos apelos da população, imprensa e autoridades locais o sistema de segurança do governo do Estado move-se com a velocidade de um paquiderme. Mas, quando é pra descer cacetete e atirar bombas de gás nos trabalhadores é rápido como uma lebre pra acionar um batalhão de policiais e escolta aérea do GTA. Pobre Maranhão!


Pior governo da vida do povo: genro de Nelma Sarney quer investigação sobre cunhado de Roseana Sarney

Deputado Edilázio Júnior

O deputado Edilázio Júnior (PV), genro da desembagadora Nelma Sarney, classificou de “fajuto” o processo seletivo para contratação de profissionais da área médica nas UPAs e anunciou que vai pedir ao Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) que investiguem a Secretaria de Saúde do governo do Estado comandada por Ricardo Murad, cunhado da governadora Roseana Sarney.

Leia os principais trechos do discurso de Edilázio Júnior:

“Só para citar de uma só vez, a Secretaria de Saúde consegue ferir cinco princípios constitucionais, de uma só vez. Como tudo é grande, então ele não brinca em serviço. O princípio da legalidade, o princípio da impessoalidade, o princípio da moralidade, da publicidade e da eficiência”.

“(…)é um processo seletivo fajuto, que não existe que é apenas fictício e que o nome deveria ser mudado de processo seletivo para ‘processo de indicação’ ou ‘processo de apadrinhamento’”

“Deputado Neto Evangelista acabou de falar dos jovens que estão saindo das faculdades pleiteando concursos públicos, esses jovens vendo a oportunidade de emprego com todas essas UPAs e todos esse hospitais inaugurando em nosso Estado e a frustração de saber que o processo seletivo, “deveria ser chamado de processo de apadrinhamento”, ou “processo de indicação política”, isso me envergonha (…)”.

“Já estou com os ofícios prontos também pedindo ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual que o promotor, doutor Herbert, juntamente com a procuradora geral doutora Fátima Travassos apurem e deem a atenção devida a este caso”.


Estado sem comando. Polícia, bombeiros e agentes penitenciários em greve

Policiais militares do Maranhã invadem Assembleia Legislativa Categoria decretou greve por tempo indeterminado na noite desta quarta-feira

A paralisação começou nesta quarta-feira e não tem data para acabar segundo os grevistas

Policiais fazem protesto em frente a Assembleia - Foto: Wilson Kleyton do Santo Lima

Wilson Lima, iG Maranhão

Cerca de mil policiais militares e oficiais do Corpo de Bombeiros do Maranhão invadiram na noite desta quarta-feira (23) a Assembleia Legislativa do Estado após a categoria decretar greve por tempo indeterminado. A ocupação das dependências do prédio também não tem data para terminar.

A ideia do movimento grevista é pressionar o governo do Estado a conceder aumento salarial de 30%, referentes a perdas salariais dos últimos três anos. Eles também reivindicam modificações de critérios de promoção e reorganização do quadro de oficiais, implementação de jornada de trabalho de 44 horas semanais, eleição do Comandante Geral da Polícia Militar, entre outros benefícios.

Até o início da madrugada, o clima era tenso e os policiais militares que aderiram ao movimento falam que se houver qualquer tentativa de tirá-los do edifício haverá confronto. Os policiais estão nos gabinetes, nos jardins e alguns tentaram entrar no plenário, mas foram impedidos pelo gabinete militar da casa. Não há informações sobre depredação de patrimônio do imóvel.

Na entrada da Assembleia, os militares fizeram uma espécie de barricada com veículos prevendo uma possível intervenção da Força Nacional que está no Maranhão a pedido da governadora Roseana Sarney (PMDB). A Força Nacional fará o policiamento ostensivo no Estado durante a paralisação da PM e Corpo de Bombeiros. Não foram divulgados números de quantos homens foram deslocados para o Estado, mas fala-se em 300. Hoje, a PM do Maranhão tem cerca de 7,5 mil policiais.

Na manhã desta quinta-feira (24) está previsto um café da manhã entre os grevistas. Eles também esperam conversar com os deputados da base do governo na Assembleia Legislativa para iniciar o processo de negociação. A sessão ordinária da casa está prevista para acontecer às 9h horário local (8h, horário de Brasília).

Segundo um dos integrantes do comando de greve da PM do Maranhão, William Dourado, como policiais não podem oficialmente participar de um movimento de greve, todos os militares concordaram em não ir para os quarteis e batalhões durante a paralisação. “Mas no oitavo dia, todos irão para registrar presença para não serem processados por deserção”, explicou Dourado. Há também policiais que ficaram aquartalados no Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão, em São Luís.

Pelas informações do comando de greve, a paralisação atingiu as principais cidades do Estado, entre as quais Imperatriz, Bacabal e Pedreiras. O comando de greve informou também que a brigada de combate a incêndio do aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, também deve deixar de trabalhar na greve.

No dia 08 de novembro, as categorias fizeram uma paralisação de advertência de quatro horas. Na ocasião eles tiveram a promessa do governo do Estado que a pauta de reivindicação seria levada análise do governo do Estado.

Os militares reclamam que não houve avanço até então. Em nota oficial divulgada no início da madrugada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que “sempre manteve aberto o diálogo. Uma comprovação disso é que durante o processo de conversação com policiais e bombeiros militares diversos avanços foram obtidos pelas categorias”.

Ainda segundo o governo do Estado, os militares receberam 29% de reajuste nos últimos dois anos e também houve elevação do vale-refeição em 150% no período. “(O governo) Reitera ainda que um estudo está sendo concluído objetivando o realinhamento salarial dos servidores públicos estaduais ativos e inativos, contemplando também os policiais militares.

A Força Nacional já está operando em São Luís e Imperatriz, além de outras cidades do interior do Maranhão. A SSP afirma que estão sendo empregados todos os esforços para garantir que a população não seja penalizada”.


Crise ameaça reeleição do prefeito de Bequimão

Do Blog do Décio

Antonio Diniz, de Bequimão

Uma crise política ameaça a política na pequena e acolhedora Bequimão, na Baixada Maranhense.

Candidato à reeleição, o prefeito Antonio Diniz (PDT) começa a retaliar o vice-prefeito César Cantanhede (PTC), que ameaça se lançar candidato.

O pai do vice, Leonardo Cantanhede, é o secretário de Saúde da prefeitura mas vem tendo sua atuação esvaziada por Antonio Diniz.

Para terminar de “matar” o aliado, o prefeito planeja colocar uma pessoa de sua extrema confiança para responder pela secretaria, transformando Leonardo numa espécie de “Rainha da Inglaterra”.

O objetivo do prefeito é claro: não criar cobrar para engoli-lo depois.

O vice-prefeito e o pai só aguardam algumas conversas para romper com Antonio Diniz.

No entanto, é voz corrente no comércio do “Zé Mingau”, espécie de “senadinho” de Bequimão, o desgaste do pedetista, acusado pelos aliados de ser centralista demais e não conversar com a classe política.

Observando tudo de longe está o hoje oposicionista José Martins, filho do ex-prefeito Juca Martins (ambos do PMDB).

Te cuida, Antonio Diniz!


Comprovada outra mentira do governo Roseana Sarney

Outubro acabou. Novembro está próximo do fim. Já a interminável obra do hospital de 20 leitos, prometido pelo governo Roseana Sarney para o município de Bequimão… Mais uma promessa da governadora que se confirma uma retumbante mentira.

Desta vez, registrada em revista oficial do governo. Nos primeiros meses deste ano, a Secretaria de Saúde publicou revista sobre o programa “Saúde é Vida”. Na página 35 da bem elaborada revista, consta foto panorâmica da construção do prédio do hospital e o selo “CONCLUSÃO: OUTUBRO DE 2011” (Veja abaixo).

Foto panorâmica da obra do hospital de Bequimão com prazo de entrega

E este não é o primeiro prazo para entrega da obra. O prazo inicial de execução era de 270 dias, ou nove meses. A construção do hospital começou no início de 2010, com valor orçado em mais de R$ 1,8 milhão.

Capa da revista publicada pela Secretaria de Saúde no início deste ano

Após e se o prédio for concluído, o governo terá de adquirir equipamentos e decidir sobre a administração do hospital. A prefeitura de Bequimão não demonstra nenhum interesse em arcar com a gestão da unidade de saúde.
Agora veja as imagens da obra inacabada:


Dutra denuncia manobra da família Sarney na justiça eleitoral para evitar cassação de Roseana

Do Site dep. federal Domingos Dutra

Roseana Sarney na mira do TSE

O deputado federal Domingos Dutra denunciou nesta segunda-feira (21), no Plenário da Câmara, manobras que a família Sarney estaria fazendo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para evitar a cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB). Processo contra a governadora tramita na Justiça Eleitoral desde o ano passado, por abuso de poder político e econômico, expresso na celebração no mês de junho de 2010  de mais de mil convênios eleitoreiros com liberação automática de dinheiro a prefeitos municipais, Associações de Moradores, Clubes de Mães, Associação de Beach Soccer, Entidade Espírita, totalizando mais de  meio bilhão de reais.

Domingos Dutra lembrou no Plenário o “golpe jurídico” articulado pela família Sarney para cassar o ex-governador Jackson Lago. “Eles moveram céu e terra para cassar Dr. Jackson, acusado de ter participado de uma reunião no município de Pinheiro, em abril de 2006, e do aniversário da cidade de Códo, fatos acorridos antes do período proibido por lei. Em abril de 2009, em uma sessão esdrúxula, Jackson foi injustamente cassado pelo TSE pelo placar de 4 a 3, sendo interrompido o mandato do primeiro governador eleito pela oposição após a ditadura”.

DERRAME DE DINHEIRO – O parlamentar maranhense disse que em face do derrame de recursos públicos e outros abusos cometidos pela governadora Roseana Sarney, durante a campanha eleitoral, o ex-governador José Reinaldo Tavares ingressou no Tribunal Superior Eleitoral com um recurso contra expedição de diploma de nº 809, que tem como relator ministro Arnaldo Versianni.

Denunciou que somente nos dias 23 e 24 de junho de 2010 (data da convenção de Roseana) foram assinados cerca de 600 convênios com fins eleitorais e  eleitoreiros. “Os recursos foram sacados na boca da caixa e usados na campanha de Roseana Sarney para comprar votos, apoios de lideranças, e até de prefeitos da oposição”.

O deputado Domingos Dutra Diante ressaltou que diante da gravidade dos fatos, constantes no recurso contra a expedição de diploma, o relator Arnaldo Versianni deferiu a produção de provas documentais e testemunhais das partes. “A governadora e o vice arrolaram várias testemunhas em vários cantos do Brasil, algumas delas com fórum privilegiado, visando proclastinar o julgamento do recurso”.

TESTEMUNHAS – Disse também que, através de Carta Precatória, determinou o TRE que colhesse o depoimento das testemunhas do Maranhão no prazo de 60 dias. No TRE-MA, o processo ficou paralisado durante quatro meses – diferentemente de 2007 em que  TRE providenciou a intimação de Jackson Lago um dia após a posse do ex-governador.

Domingos Dutra disse, ainda, que para ouvir as testemunhas da governadora e do vice, o ministro Versianni marcou audiência para o dia 28 de outubro passado para oitiva das testemunhas,  expedindo Carta de Ordem para que as mesmas fossem ouvidas no prazo improrrogável de 60 dias. A Carta de Ordem chegou ao TRE-MA dia 1º de setembro de 2011, sendo distribuída para o juiz Sérgio Muniz, que é filho do Sr. Antonio Muniz, secretário-adjunto de Roseana Sarney.

MANOBRA E GENTILEZAS – “A Carta de Ordem dormiu no gabinete do Dr. Sérgio Muniz durante 59 dias sem nenhum despacho e sem intimar nenhuma testemunha”, informou o deputado. Segundo ele, na véspera da audiência, dia 28 de outubro passado, “Sérgio Muniz acordou, devolvendo a Carta de Ordem ao TSE,  sem cumprimento, alegando falta de documentação. Com esta manobra, a governadora atrasa pelo menos para mais seis meses o julgamento do processo”.

Domingos Dutra também denunciou na Câmara que “coincidência ou não”, Sérgio Muniz está na lista tríplice para ser reconduzido para o TRE do Maranhão, cuja decisão compete à presidenta Dilma.

“Como no Maranhão acontece de tudo, talvez o Dr. Sérgio Muniz espere como recompensa desta gentileza uma mãozinha de José Sarney para ser reconduzido a mais alta corte eleitoral no Estado”, ressaltou.

EX-ADVOGADA DO PMDB E DA FAMILIA SARBNEY TOMA POSSE NO TSE

O deputado enfatizou no Plenário que Sarney não dorme no ponto. “Ele dá plantão 24 horas na defesa de seu poder oligárquico e fará de tudo para salvar a sua filha da degola no TSE”. E lembrou que há cerca de três semanas, o presidente do Senado esteve na primeira fila do TSE prestigiando a posse da advogada Luciana Lócio,  nomeada pela presidente Dilma.

“E sabem quem é a ministra Luciana Lócio? Foi advogada do PMDB e da governadora do Maranhão, inclusive na campanha eleitoral de 2010, inclusive junto no próprio Tribunal Superior Eleitoral. E sabem quem ela vai substituir no TSE? Exatamente o ministro Arnaldo Versianni, cujo mandato acaba em outubro de 2012, relator do processo de cassação de Roseana. É por isso que a oligarquia Sarney está e fará tudo para atrasar o julgamento do processo de cassação no TSE”.

Domingos Dutra defendeu o ministro Arnaldo Versianni. “É um ministro incorruptível, sério, competente e honesto, e os Sarneys sabem que ele não se dobrará aos caprichos da família. Por isso, agem em duas frentes: atrasar o julgamento até o final do mandato do relator e colocar como sua substituta uma ex-advogada do PMDB da família”.

O parlamente acrescentou que diante deste escândalo, “espero que o ministro Versianni adote todas as medidas jurídicas para impedir as manipulações e proclastinações para garantir um julgamento rápido e justo”.


Vereador mostra vídeo em que alerta abandono de obras

Do Blog do Fredson

O vídeo mostra trecho de discurso feito pelo vereador Fredson (PDT) na audiência pública realizada pela Frente Parlamentar em Defesa da Baixada, no município de Pinheiro, no dia 8 de julho deste ano. Ele falou sobre as obras do governo do Estado e federal que estão paralisadas, entre estas a ponte do Balandro. Veja:


Frase da semana

“As crianças e os adolescentes do Maranhão, senhora governadora, não são responsáveis pela corrupção, pela incompetência e pela falta de administração da senhora. A senhora é sim, responsável pela falta de escolas dessas crianças, pela falta de comida no prato dessas crianças e pela falta de cidadania no Maranhão, é a senhora responsável ou a principal responsável. Tenha vergonha, a senhora e o seu secretário de pés de ouro (Ricardo Murad) que não podem botar os pés no chão do Maranhão”

Deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), líder da oposição, criticando a nota em que o governo tenta justificar a pobreza do Estado mostrada no Jornal Nacional


Ministro Carlos Lupi destinou R$ 4 mi para ONG de mãe de Weverton Rocha

Quatro meses após se tornar ministro, em 2007, Lupi assinou convênio com entidade ligada a Weverton Rocha, que viria a ser seu assessor

Da Folha de S. Paulo

ELVIRA LOBATO
DO RIO
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, fez um convênio de R$ 4,09 milhões com a ONG maranhense Fedecma (Federação de Desenvolvimento das Organizações do Terceiro Setor do Maranhão), da mãe do deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA).

Lupi autorizou o convênio com a ONG em agosto de 2007, quatro meses depois de assumir o ministério. Na ocasião, Weverton era secretário da Juventude e dos Esportes do governador pedetista Jackson Lago, e, segundo integrantes do PDT maranhense, tornou-se próximo de Lupi.

A ONG foi criada pela mãe de Weverton, Marileide Rocha Marques de Sousa. De acordo com o cartório onde está registrada, ela continua responsável pela instituição e tem mandato de presidente até 2012. Segundo o portal da Transparência, do governo federal, dos R$ 4,09 milhões previstos, foram repassados R$ 3,179 milhões.

ENDEREÇO

A ONG não funciona no endereço informado à Receita Federal e não há telefone registrado em nome dela.

O objetivo do convênio era a realização de cursos profissionalizantes para capacitação de jovens carentes. Como não tinha estrutura para realizar os cursos, a Fedecma repassou parte da verba a dezenas de associações de bairros e agremiações de São Luís, capital do Estado.

O “Diário Oficial” do Estado do Maranhão publicou 62 contratos com associações firmados pela Fedecma.

Cada contrato era de R$ 12 mil e previa o treinamento de 25 alunos, com duração de 200 horas/aula. Na lista dos subcontratados estão associações de donas de casa, creches e grupos folclóricos.

O terreiro de candomblé Ile Axé D’Oxumaré foi contratado para oferecer um curso de qualificação em massagem, relaxamento e depilação. Uma associação de donas de casa foi contratada para dar um curso de lanternagem e mecânica de automóveis.

O ministério defendeu a escolha da Fedecma para ancorar o projeto e disse que a escolha foi “validada” em uma audiência pública, em São Luís, em julho de 2007.

Mas, segundo a promotora de Fundações do Ministério Público do Maranhão, Sandra Lúcia Elouf, que acompanhou a audiência como convidada, um enviado do ministério informou no evento, que a pasta havia escolhido a Fedecma.

Segundo ela, Weverton e a mãe estavam na audiência, e houve protesto de algumas ONGs. Segundo a promotora, a indicação da Fedecma acabou sendo aceita por se tratar de recurso federal.

PROBLEMAS

O Ministério do Trabalho admitiu ter havido problemas na prestação de contas do convênio e informou que a entidade já devolveu R$ 7.731,40. Mas não informou o motivo da restituição.

A CGU apontou várias irregularidades na execução do convênio: superfaturamento de gastos, direcionamento de resultado de licitações, alta taxa de evasão dos alunos nos cursos e realização de cursos em condições físicas precárias e compra de material em quantidade superior ao número de jovens.

Um mês após aprovar o convênio, Lupi esteve na sede da Fedecma, em São Luís. O ministério informou sobre a visita no aviso de pauta distribuído à mídia na ocasião.

Depois que Lago perdeu o mandato, em 2009, Weverton virou assessor especial de Lupi em Brasília, de onde começou a articular sua campanha a deputado federal. Em março de 2010, ele se afastou do cargo para disputar a eleição.

Como se elegeu suplente, voltou ao posto no Ministério do Trabalho após a eleição. No mês passado, ele assumiu como deputado, na vaga do deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), que se licenciou.

O deputado está no epicentro da crise sobre a viagem de Lupi ao Maranhão, em dezembro de 2009, em um avião providenciado por um empresário que recebeu recursos do ministério para sua ONG.

Após a revista “Veja” divulgar o caso, o ministério publicou nota responsabilizando Weverton e o diretório do PDT no Maranhão pelo fretamento da aeronave. O PDT maranhense negou ter contrato o avião. A revista “Veja” o acusou de intermediar a cobrança de propina em contratos da pasta, o que ele nega.