Incra do Maranhão não vive sem irregularidades. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente não faz diferente

Do Blog do Kenard

A matéria abaixo é da assessoria do Ministério Público (o título acima é do blog). Bom, o importante é dizer que há muito o Incra e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente têm as portas abertas para ilícitos.

A Polícia Federal fez uma de suas operações no Incra. Como era 2010, ano eleitoral, um juiz achou por bem não mandar prender o presidente do Instituto, Benedito Terceiro e o ex-presidente Raimundo Monteiro, presidente do PT. Argumento singelo: a prisão de Monteiro, por exemplo, poderia beneficiar politicamente os adversários. Alguém precisava ensinar ao juiz que a não prisão beneficiou um lado.

O PT continua a mandar por lá. Portanto, as irregularidades não devem ter sido estancadas. O Incra no Maranhão sempre esteve sob o comando de Sarney e do PT. O vice-governador Washington Luiz tem grande influência no órgão.

Deixemos de lero. Leiam a matéria:

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) moveu ação civil com pedido de liminar contra o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e a empresa Formex (Fornecedora de Materiais Exportação, Importação, Comércio e Representações Ltda) por ocupação irregular do projeto de assentamento São João do Rosário, localizado no município de Rosário (MA). O MPF constatou que as atividades de exploração mineral desenvolvidas na região trazem riscos aos moradores e ao meio ambiente.

A área do projeto de assentamento São João do Rosário é de domínio público federal e destinada à reforma agrária. Em 2010, o Incra concedeu autorização irregular à Formex para exploração de granito, com uso de explosivos, na região do assentamento. A empresa obteve ainda licença ambiental concedida pela Sema no período de 2008 a 2010, com renovação até novembro de 2012.

Na ação, o MPF requereu a interdição de qualquer atividade mineratória no local, além da recuperação dos danos causados ao espaço e aos moradores. Em vistoria realizada pelo analista pericial de Biologia do MPF foi constatado que a atividade exploratória da região é irregular e desprovida de segurança, comprometendo a integridade física dos moradores.

Para o MPF, a responsabilidade do Incra está em desvirtuar a finalidade pública do assentamento (a reforma agrária), ao conceder autorização à empresa para o desenvolvimento das atividades exploratórias. Ao ser indagada pelo MPF, a autarquia comunicou o cancelamento da autorização, mas nada fez para corrigir a apropriação da área pública. Apesar do Incra e do Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM) terem cancelado a autorização, a Formex continuou a utilizar a área irregularmente, com licença da Sema.

O MPF/MA requereu a suspensão imediata de qualquer atividade de lavra sob pena de multa e a suspensão da licença de operação expedida pela Sema autorizando a exploração de granito. Requereu ainda que a Formex pague indenização pelos danos causados ao ambiente, e que os três requeridos (Incra, Sema e Formex) recuperem a área degradada por meio de projeto apresentado ao DNPM e Ibama. Os pedidos já foram deferidos pela Justiça Federal.

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