Diálogos pelo Maranhão

Flávio Dino

FDDialogosDialogar com os cidadãos do nosso estado e aprender com suas ideias é uma experiência que sempre cultivei ao longo de 30 anos de atuação nas lutas sociais e politicas. Na última segunda-feira, estava em Brasília, por conta de minhas funções como presidente da Embratur, e participei de uma videoconferência realizada com maranhenses para discutir a realidade do estado.

Durante mais de uma hora e meia, conversei com dois jornalistas e dois usuários de redes sociais sobre propostas para um Maranhão mais justo, democrático e desenvolvido. O debate pôde ser acompanhado ao vivo pelos canais de transmissão via internet e continua disponível na íntegra, no youtube.

Respondi a várias questões acerca da pauta de transformações que defendemos para o Maranhão, abrangendo desde a proposta de uma nova política industrial para o estado, que valorize a nossa produção, até questões fundiárias, educação pública de qualidade, revisão do modelo de saúde pública e reversão dos péssimos indicadores sociais.

Outro assunto que mereceu destaque no debate foi o acesso à internet no Maranhão. Infelizmente, o nosso estado ainda está bem atrás da média brasileira em domicílios que dispõem de internet. 76% da população maranhense tem o direito à informação livre cerceado porque ainda não tem acesso à rede mundial de computadores – situação que configura a maior exclusão digital do país. Mesmo diante deste absurdo cenário, a oligarquia destina menos de 0,5% do orçamento do estado para programas de Ciência e Tecnologia, o que impede a implementação de políticas eficientes de acesso universal e gratuito à internet.

Durante a videoconferência, também tratamos sobre a queda do número de empregos no Maranhão. Relatórios emitidos mensalmente pelo governo federal demonstram uma diminuição de postos de trabalho no Maranhão, reduzindo o acesso a produtos e serviços básicos. Isso é um verdadeiro escândalo, que merece uma CPI na Assembleia Legislativa.

Enquanto o país inteiro experimenta aumento na geração de emprego e renda, segundo dados do IBGE e do Ministério do Trabalho divulgados ao longo da semana, o Maranhão anda para trás no oferecimento de empregos formais. Desde dezembro, foram quase 14 mil empregos a menos para os maranhenses, enquanto outros estados no Nordeste tiveram crescimento. Desse jeito, como a oligarquia vai cumprir a promessa de gerar mais de 200 mil novos empregos no Maranhão?

A conversa com os internautas finalizou com a constatação de que o Maranhão não pode continuar a perder oportunidades, submetido a um regime que não existe mais em nenhum estado brasileiro. Daí o convite que fiz aos internautas e aqui reitero: vamos virar a página do passado e permitir que o Maranhão encontre um caminho de igualdade, democracia e desenvolvimento.

Flávio Dino, 45 anos, é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal

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