Profissão Repórter desmonta farsa do Saúde é Vida

Do Blog Marrapá

O Profissão Repórter, da Rede Globo, esteve nas cidades de Tutóia, Paulino Neves e Sucupira do Riachão para denunciar mais uma vez a farsa do programa Saúde é Vida.

Dos 72 hospitais prometidos pela governadora subjudice Roseana Sarney para o fim de 2010, apenas 23 foram inaugurados. Destes, a metade não funciona por irresponsabilidade do governo estadual, que entregou a administração deles para prefeituras que não têm condições de mantê-los funcionando, como é o caso das unidades de Lago do Junco, Benedito Leite e Tufilândia.

Veja a reportagem

O jornalístico mostrou a precariedade do posto de saúde de Tutóia, cidade de 50 mil habitantes, que não possui nem aparelho de raio-x. Enquanto isso no município mais próximo, Paulino Neves, o hospital é todo equipado, mas não atende a população pela falta de recursos para a contratação de médicos e pessoal.

Em Sucupira do Riachão o hospital sequer funciona.

O repórter Victor Ferreira também denunciou o caso da médica Erlandia, obrigada a dar plantão de 52 horas para atender a demanda de pacientes da região de Tutóia.


Aconteceu em Mirinzal

Do Jornal Pequeno

O ex-governador José Reinaldo Tavares revela em seu artigo desta terça-feira (veja íntegra na página 4) um episódio que se passou, semana passada, durante a visita da governadora Roseana Sarney a Mirinzal.

No artigo, Reinaldo cita uma carta que recebeu de um amigo e morador daquele município:

“Meu bom amigo, a governadora esteve em Mirinzal e fez o de costume: promessa de construir a ponte sobre o Pericumã e a estrada de Bequimão para Central, asfalto para prefeituras e convênios. Porém, o que chamou atenção foi que, ao ver faixas de alunos do ensino médio sobre a escola inacabada desde o governo anterior, falou que por ela a escola já estaria concluída e que o problema estaria no Ministério Público. Dito isso, responsabilizou o ex-prefeito Brasil pelo problema. Quando ela foi à casa dele fazer a visita, Brasil se queixou e ela se retratou, dizendo que se referia ao governo de Jackson Lago. Na realidade, o que ocorreu foi que a obra se iniciou no final do governo de Jackson, em convênio com a prefeitura. Foi liberado em torno de 60% do valor total da obra e diz Brasil que fez o correspondente, mas que, embora o dinheiro tivesse empenhado, não conseguiu que o governo dela pagasse o restante. Assim, ele resolveu entregar a obra de volta para o estado e se tornou mais uma prova da irresponsabilidade dos mandatários da educação do Maranhão. Acho até que o Jornal Pequeno poderia mandar fotografar a obra e pedir a Brasil a explicação do problema. Quem sabe até obter umas palavras dos estudantes prejudicados”!


Bumba meu boi na Itália

Flávio Dino

Presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal

A presidenta Dilma apresentou esta semana o cronograma de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Cidades Históricas. Serão investidos R$ 1,6 bilhão para recuperar 425 imóveis e espaços públicos em 44 cidades de 20 estados ao longo dos próximos três anos. Além disso, o governo vai disponibilizar outros R$ 300 milhões em linhas de crédito para financiamento de reformas em propriedades privadas.

Obviamente, nessa lista não poderia faltar a nossa querida São Luís, cuja rara beleza do Centro Histórico a colocou na seleta lista de 12 Patrimônios Culturais da Humanidade reconhecidos pela Unesco no Brasil. Prestes a completar 401 anos, nossa capital precisa da conjugação de investimentos a fim de manter viva tão poderosa memória, de modo a servir para delinear a nossa identidade cultural e para projetos de desenvolvimento no âmbito da economia criativa.

Assim, o aporte financeiro do governo federal é muito importante em uma área vital para o turismo internacional no Brasil. As cidades históricas são verdadeiros “chamarizes” para o turista, como bem definiu a presidenta Dilma. Preservadas, elas geram emprego e renda para os cidadãos e transformam-se em uma importante alavanca de desenvolvimento regional.

Pesquisa realizada pela Embratur junto aos turistas que vieram ao Brasil para a Copa das Confederações, em junho, mostrou que o principal interesse deles, entre um jogo e outro, era justamente visitar nossos atrativos históricos e culturais. Mais da metade (51%) dos estrangeiros visitaram bairros históricos e 40% foram a museus, casas de cultura e exposições.

Imaginemos então o potencial que há para a Copa do Mundo 2014, quando 600 mil estrangeiros visitarão o Brasil. São Luís pode se beneficiar diretamente graças à proximidade com Fortaleza, a cidade-sede que mais receberá jogos, ao lado do Rio de Janeiro. É preciso fazer valer essa oportunidade.

A Embratur está fazendo sua parte, projetando fortemente o Maranhão no cenário internacional, com dezenas de iniciativas. Foi o que ocorreu na última quinta-feira, quando o Boi de Morros apresentou-se na Praça Navona em Roma, para cidadãos, operadores de turismo e jornalistas, com excelente repercussão.

A presença do Boi de Morros na capital da Itália representou o lançamento mundial dos projetos da Embratur para as Festas Juninas de 2014. Iremos lançar, em setembro, um edital de R$ 3 milhões para promoção no exterior de nossas festas juninas. As celebrações a Santo Antonio, São João, São Pedro e São Marçal são festas tipicamente brasileiras – ao lado do carnaval – que nos diferenciam no mundo e mostram um pouco do que somos. Promovê-las no exterior é uma forma de aproveitar a feliz coincidência de a Copa do Mundo 2014 ser realizada no mês de junho, levando ao imaginário mundial as Festas Juninas como algo tão facilmente identificado com o Brasil.

Como afirmou Dilma, “preservar essa memória é um pré-requisito para sermos uma nação que se levanta sobre seus próprios pés”. Estou seguro que o Brasil saberá priorizar isso nos próximos anos. E que o Maranhão seguirá esse caminho, utilizando riquezas tão poderosas como os nossos prédios históricos, os nossos recursos naturais, a nossa cultura – da qual o bumba meu boi é tão expressiva representação.


Senado: pesquisa aponta vitória de candidatos da oposição

Do Jornal Pequeno

JP24492.1Pesquisa Amostragem/Jornal Pequeno apurou que, se as eleições para o Senado Federal fossem hoje, a oposição venceria contra qualquer um dos pré-candidatos da família Sarney. Na disputa entre Roberto Rocha e Roseana Sarney, o vice-prefeito da capital tem vantagem de 43,69% contra 35,38% da governadora. 13,85% votariam em branco ou nulo e 7,08% não sabem ou não opinam.

A vantagem dos candidatos da oposição é mantida em um cenário em que José Reinaldo Tavares disputa com Roseana Sarney. Segundo a pesquisa, o ex-governador teria 38,15% dos votos dos maranhenses contra 36,23% alcançados por Roseana. Neste cenário, 16,85% disseram que votariam em branco ou nulo e 8,77% não souberam ou preferiram não opinar.

Quando a disputa acontece contra o ministro do Turismo, Gastão Vieira, a vantagem da oposição permanece. Numa possível disputa entre Gastão e Roberto Rocha, o pré-candidato da oposição teria 38,77% dos votos contra 23,77% do pré-candidato do governo. Brancos e nulos somam 19,62% e não sabem ou não opinam, 17,85%.

No cenário em que os pré-candidatos são José Reinaldo Tavares e Gastão Vieira, a oposição também aparece em vantagem. Se as eleições fossem hoje, Tavares teria 32,38% contra 26,54% de Gastão Vieira. Brancos e nulos (19,77%) e não sabem ou não opinam (21,31%).

A pesquisa Amostragem verificou, também, o cenário entre os pré-candidatos do governo contra o deputado federal Domingos Dutra na disputa pelo Senado. No embate contra Roseana Sarney, Domingos Dutra teria 30,92% contra 38,54% de Roseana. Brancos e nulos somam 17,69% e não sabem ou não responderam, 12,85%.

Já na disputa contra Gastão, Dutra teria 19,62% de votos contra 30,54% do ministro do Turismo. Brancos e nulos somam 23,31% e não sabem ou não opinam, 26,54%.

Pesquisa Amostragem – O Jornal Pequeno divulga desde domingo (18) levantamentos feitos pelo Instituto Amostragem dos cenários pré-eleitorais e de avaliação do governo do estado. A pesquisa apontou que o pré-candidato da oposição na disputa pelo governo do Estado também venceria as eleições. Flávio Dino, presidente da Embratur, tem vantagem em todos os cenários e venceria as eleições em primeiro turno.

O Instituto Amostragem entrevistou 1.300 pessoas em 40 municípios maranhenses entre os dias 9 e 11 de agosto. A amostra tem margem de erro de 2,66% para mais ou para menos.


Polícia prende suspeitos de participação em homicídio

Com informações da Secretaria de Segurança Pública

Investigadores lotados na Delegacia do município de Bequimão cumpriram, nesta terça-feira (20), dois mandados de prisão em desfavor de duas pessoas de uma mesma família suspeitas de participação de um homicídio em 2010 naquela cidade. João de Jesus Rodrigues Amaral, 61 anos e seu filho Evandro Araújo Amaral, 26, teriam desferido várias facadas contra Domingos Cantanhende, conhecido como ‘pelado’.

De acordo com informações policiais, a vítima era pedreiro e havia trabalhado na construção da casa dos dois principais suspeitos. Segundo constam nos autos, o pedreiro teria procurado João e Evandro no intuito de receber o pagamento pela obra. Ao cobrar pelos serviços executados na residência, pai e filho decidiram cometer o homicídio. ‘Pelado’ ainda teve o corpo esquartejado.

Os suspeitos foram presos no povoado Calhau, em Bequimão. O mandado foi expedido pelo juiz Marcelo Frazão, da Comarca daquele município. João e Evandro após receberem voz de prisão foram encaminhados para a 5ª Delegacia Regional de Pinheiro e permanecerão à disposição da Justiça.


Efeitos de um parecer

José Reinaldo

O parecer do procurador-geral eleitoral, que também é o procurador-geral da República Roberto Gurgel, teve um efeito devastador sobre a família Sarney e seu grupo. Talvez a impunidade permanente, por mais que fossem denunciados por ações de improbidade e enriquecimento ilícito, acabou a acostumá-los a crer que nada ia adiante. Sempre havia alguém disposto para arquivar as acusações e livrá-los da Justiça. Estavam acima da lei, que só funcionava contra seus inimigos e adversários políticos. Essa foi a realidade do estado até há pouco tempo.

Felizmente, as coisas mudam, mesmo no Maranhão. Hoje existe um sentimento de revolta e mudança – muito forte – que anunciam grandes e irreversíveis transformações no estado. E existe ainda a força das ruas que está abalando as velhas e carcomidas estruturas políticas do Maranhão.

A desesperança, a pobreza, a regressão do estado, cada vez ficando mais para trás, enquanto todos os outros estados avançam, deram origem ao sentimento.

Pois bem, acostumados ao status quo, não esperavam que o chefe do Ministério Público ainda desse o parecer ou que, se o proferisse, os livrasse da cassação ou fosse brando. Mas os tempos são outros e a peça inicial que protocolamos é muito competente, rica em provas e documentos, e também baseada na nova jurisprudência deixada no julgamento de Jackson Lago. A ação foi cuidadosamente elaborada por Rodrigo Lago, jovem e hábil advogado.

Surpreendidos com o parecer, ficaram arrasados e perdidos. E muito nervosos com a perspectiva de verem que o fim do domínio está bem próximo. Ficaram revoltados e imagino o que dizem do procurador e também de mim, autor da ação. Não importa.

Isso explica os insultos e a tentativa de vingança. Então me ameaçam com uma Ação Popular, que não é tão popular assim, elaborada por eles mesmos e assinada há muito tempo pelo jornalista do jornal Veja Agora Caio Hostílio. Esse jornal foi criado pelo grupo Sarney durante a época em que governei o Maranhão somente para produzir ofensas, calúnias e difamações contra mim e o meu governo. A Ação Popular é uma colcha de retalhos, sem consistência, mesmo porque, se tivesse alguma, quem teria me processado seria o Ministério Público, muito pressionado na época pelos chefes oligarcas.

O jornalista produziu tanta calúnia que eu o levei as barras da Justiça por danos morais. Os processos estão sendo julgados e ele tem recebido condenações em série, atualmente já são três. Todas elas com multas pecuniárias que já somam quase R$ 30 mil.

Não bastasse isso, citam também insistentemente o processo chamado de “Navalha”, mas esse vou deixar para depois. Foi apenas uma grande armação e um violento desejo de vingança, contra muitos do meu governo, pela derrota de 2006, que nunca engoliram. A base da acusação era uma licitação que eu teria destinado a uma empresa em troca de um carro. Quando fui acusado, a licitação já havia sido realizada e a tal empresa nem participou do certame. Já falei muito sobre isso (vide postagens antigas do blog) e agora deixo para entrar em detalhes em outra ocasião.

Não me perdoam também por termos introduzido no debate maranhense o IDH e os indicadores sociais. Acredito que, se não passássemos a dar grande importância aos indicadores sociais no meu governo, cuja meta básica e aglutinadora era melhorar o IDH do estado para 0,700, estaríamos massacrados pela propaganda avassaladora e mentirosa do governo sem poder mostrar a grande mentira que essa gestão desastrosa queria impor à população, incutindo a ideia de que a oligarquia era uma grande benfeitora do estado, que crescia como nunca. O resultado dessa luta foi uma importantíssima conscientização da pobreza, do abandono e da indiferença que domina o estado.

O último exemplo da mentira que nos queriam impor era que o secretário Luís Fernando, ungido candidato da família ao governo do Estado, teria feito um governo excelente quando prefeito de São José de Ribamar.

No artigo ‘Bia Venâncio X Luís Fernando’, mostrei que dos sete principais indicadores sociais, Paço do Lumiar é melhor em cinco. Mostrei a confirmação do IDHM, em que o município de São José de Ribamar está 474 posições abaixo de Paço. Faltou dizer que o município recebe o dobro da cota do Fundo de Participação que Paço do Lumiar. Este recebeu em julho 3,7 milhões, enquanto o primeiro recebeu 7,1 milhões. Isto sem contar a quantidade enorme de convênios repassados pelo governo estadual, enquanto Paço do Lumiar não teve esse mesmo tratamento.

Então inventaram que Luís Fernando havia transformado São José de Ribamar em um modelo de excelência em educação, exemplo a ser seguido, e os prefeitos eram instados a ir conhecer tal excelência. Era um projeto tratado com muita prioridade para transformar o candidato em um grande administrador, capaz de renovar a oligarquia que nunca deu bola para o sistema educacional do estado. Rememore-se – sempre – o caso de Roseana, que quando deixou o governo no início de 2002, se ‘esqueceu’ que o estado tem 217 municípios e só tinha ensino médio em 59 deles.

Então pergunto, mas que excelência é essa na educação, se Paço do Lumiar, tão desprestigiado pelo governo, tem o IDHM Educação muito melhor que o de São José de Ribamar? Pois é, vejam que o de Ribamar é 0,700 e o de Paço é 0,739! Como se não bastasse, também o IDHM Renda de Paço é de 0,646, contra o de Ribamar, que é de 0,642. Por fim, o IDHM longevidade de Paço é de 0,796 e o de Ribamar é de 0,790.

Com efeito, pode-se ver que a grande diferença entre os dois é exatamente na educação. Triste ironia.

Finalizo externando minhas imensas saudades de Rui. Faleceu, na semana passada, um dos maiores heróis maranhenses. Herói verdadeiro, não só do Maranhão, mas do Brasil, uma lenda na aeronáutica, quando na segunda guerra comandou o esquadrão de caças ‘Senta a Pua’ na Itália. Carismático, corajoso, idealista e gentil, Rui vai deixar muitas saudades.

O ex-governador José Reinaldo Tavares escreve para o Jornal Pequeno às terças-feiras


Lei de Acesso à Informação não é cumprida por órgãos no Maranhão

Cinco órgãos públicos foram procurados pelos repórteres da TV Mirante.
Prazo de 20 dias para que cidadão obtenha informações é descumprido.

Alex Barbosa
TV Mirante

A Lei de Acesso à Informação foi criada em 2011 para dar mais transparência aos órgãos públicos. Pela lei, qualquer cidadão pode pedir informações e dados às repartições, como gastos e salários de funcionários, sem precisar explicar o porquê da solicitação. Mas no Maranhão os prazos não têm sido cumpridos e, portanto, a lei, está sendo desrespeitada.

Os repórteres Alex Barbosa, Elson Paiva e Teresa Dias foram até cinco órgãos públicos (Prefeitura de São Luís, Câmara Municipal, Governo do Maranhão – Casa Civil, Ministério Público do Estado e Tribunal de Justiça do Maranhão) com uma câmera escondida para saber se a lei está sendo cumprida – a câmera oculta foi usada somente para que a equipe fosse tratada como qualquer cidadão.

O pedido era simples: a lista de funcionários do gabinete da presidência, com os cargos e os salários de cada um. No caso do Governo do Estado e da Prefeitura, foi solicitada a lista de funcionários comissionados da Casa Civil e da Secretaria de Governo.

Já a página do Ministério Público estava fora do ar e o Tribunal de Justiça mantém disponível todos os gastos com funcionários – os cargos e os salários de cada um.

A lei determina que todas as informações de interesse da sociedade sejam disponibilizadas pela internet e obriga ainda que as informações solicitadas por qualquer cidadão sejam repassadas por escrito num prazo máximo de 20 dias.

Passado o prazo, os repórteres voltaram a todas as repartições públicas, mas somente o Ministério Público entregou a lista de funcionários comissionados da presidência e os salários de cada um.

Já o Tribunal de Justiça só não avisou que as informações completas estavam na internet – a lei diz que o órgão público deve esclarecer isso ao cidadão.

Na Câmara Municipal, ninguém soube sequer onde foi o parar o papel com o pedido das informações. E no Governo do Estado, nada de resposta ao pedido. Um funcionário disse que o responsável por esse serviço estava em férias.

Na Assembleia Legislativa, o mesmo funcionário de 20 dias antes pediu que a equipe fosse até a procuradoria para saber se havia retorno. Na Procuradoria, um outro funcionário disse que o responsável pelas informações não estava na instituição.

Esclarecimento
Depois de terem sido identificados como repórteres, a Prefeitura declarou que as informações pedidas já estão disponíveis e disse que o prazo não foi cumprido por problemas internos.

A Casa Civil do Governo do Estado alegou que houve problemas no setor de protocolo e que, por isso, não atendeu ao pedido. Até o momento, ainda não repassou os nomes, cargos e salários dos funcionários.

O Tribunal de Justiça, que mantém todas as informações disponíveis na internet, não esclareceu porque essa informação não foi repassada pelos funcionários que atenderam a equipe de repórteres.

A Câmara informou apenas que os dados solicitados estão no Diário Oficial do Município, mas a lei deixa claro que as informações precisam estar disponíveis de um jeito prático para o cidadão.

Já a Assembleia Legislativa forneceu as informações depois que soube se tratar de uma reportagem, mas não esclareceu o motivo do não cumprimento da lei dentro do prazo previsto.


Bequimão: vereador desmente nota de secretário de Saúde

O vereador Elanderson Pereira (PPS) contestou ponto por ponto da nota oficial da Prefeitura de Bequimão assinada pelo secretário de Saúde, Bastico Moraes. Leia abaixo:

Nota: “A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que ainda não está realizando atendimento na Unidade Básica de Saúde do povoado Jacioca pela falta de condições de funcionamento do posto. A construção do prédio foi feita às pressas, na gestão passada, e sua inauguração aconteceu no apagar das luzes do ano de 2013. As consequências foram inúmeras: o forro cedeu, algumas salas deixaram de ser forradas, há rachaduras pelas paredes, não foi concluído o muro, as instalações hidráulicas estão incompletas e os banheiros inacabados.”

Vereador Elanderson: Meus amigos, afirmar que Unidade Básica de Saúde do Povoado Jacioca não tem condição de funcionar mostra o quanto é mínimo o grau de comprometimento do atual secretário de saúde com a área na qual é o gestor. Estive presente, dia 31/12/2012, na inauguração simbólica da Unidade Básica de Saúde do Povoado Jacioca e naquele momento as condições físicas da UBS eram totalmente diferentes do atual cenário relatado pelo secretário.

O que Bastico afirmou em sua “nota de esclarecimento” só fundamenta a minha denúncia e as imagens que divulguei de que a atual gestão simplesmente abandonou a UBS do Jacioca. Se não vejamos: não tenho a pretensão de ensinar a advogado Zé Martins e o agrônomo Bastico Moraes gestão pública ou como administrar um município, mas amigos está escrito em todas as cartilhas e manuais de prefeito, confeccionadas inclusive pelos órgãos de fiscalização TCE e outros, que uma das ações imediatas de um prefeito eleito é fazer o levantamento das obras que estão sendo realizadas pela gestão do prefeito antecessor e verificar a atual situação, se a obra foi totalmente paga ou não, se a obra foi concluída e etc. Lembro aos meus leitores e, principalmente, ao secretário Bastico e ao Prefeito Zé Martins que no contrato de construção da UBS do Jacioca, até onde tenho conhecimento, a parte contratante foi a pessoa jurídica Prefeitura de Bequimão e não a pessoa física Antônio Diniz.

E o que ocorreu na realidade foi apenas a substituição do gestor da prefeitura, que desde o dia 01/01/2013 é o atual prefeito Zé Martins. Portanto, meus amigos e minhas amigas, se a UBS do Jacioca não tem condições de funcionar, o que discordo, a atual gestão do prefeito Zé Martins tem uma parcela de culpa muito grande, porque a empresa responsável pela construção dessa unidade de saúde, após a inauguração em 31/12/2013, ainda continuou a trabalhar na obra realizando os acabamentos finais até por volta do 20/01/2013. E é bom lembrar que o atual prefeito assumiu em 01 de janeiro de 2013. Por que o prefeito ou algum representante seu não foi fiscalizar a execução da UBS antes que a empresa responsável fosse embora? O que eu quero Secretário é que a UBS do Jacioca, assim como todo o sistema de saúde de Bequimão, funcione concretamente, o que ainda não está acontecendo na sua gestão.

Nota: “Outro fator agravante é que o posto foi construído ao lado de uma barreira, sem que tenha sido erguida qualquer estrutura de contenção de água e barro. Com as chuvas, os deslizamentos de terra foram inevitáveis e o posto de saúde ficou tomado por terra.”

Vereador Elanderson: O Secretário Bastico falta com a verdade nesse parágrafo. A UBS do Jacioca não foi construída ao lado de uma barreira e muito menos houve registro de qualquer deslizamento de terra no Povoado Jacioca.

O que ocorreu na realidade é que foi necessário fazer uma terraplanagem (nivelamento) do terreno para poder ser construída a Unidade Básica de Saúde e na parte de trás (dos fundos) da UBS o terreno ficou alto sendo necessário fazer uma contenção (que pode ser uma sarjeta, muro ou alicerce) para desviar a pouca quantidade de água da chuva que escorre do local. No meu entendimento isso não é motivo para não dar utilidade efetiva a uma unidade de saúde recém-construída.

Nota: “Diante dessa situação, a Secretaria de Saúde, com o aval do prefeito Zé Martins, será obrigada a fazer uma reforma, apenas sete meses após a obra ter sido entregue.”

Vereador Elanderson: Essa afirmação do Secretário de Saúde de que será obrigado a fazer uma reforma na UBS do Jacioca, certamente deve ter sido em virtude do aval do prefeito e não pela situação real da referida unidade de saúde. Como se não bastasse o não funcionamento da UBS do Jacioca, um absurdo, que já foi informado ao Ministério Público, agora dizem que vão “reformá-la”.

Parece que as coisas começaram a ficar mais transparentes! Para funcionar é preciso trocar a pintura da UBS e por a logomarca da atual gestão como fizeram na rodoviária, ambulatória, prefeitura e unidade mista. É um completo desrespeito com a população e desperdício do dinheiro do povo.

Nota: “Além da estrutura física inadequada, a Unidade Básica de Saúde do povoado Jacioca foi inaugurada sem que estivesse registrada junto ao Ministério da Saúde. Essa situação já foi regularizada e hoje o posto existe legalmente”.

Vereador Elanderson: Estrutura física inadequada!!! Quem visita a UBS do Povoado Jacioca de perto não tem a mesma opinião. Essa não é a opinião da Secretária-adjunta de Saúde, não é a opinião dos nove vereadores que estiveram presentes na sessão do dia 09/08/2013, inclusive não é a opinão da Presidenta da Câmara, Vereadora França, que participou da visita da comitiva da atual gestão em 09/06/2013 e que o senhor Bastico Moraes também estava presente, e não é a opinião do povo dessa região que necessita e vai mostrar que quer o funcionamento dessa Unidade Básica de Saúde.

Nota: “O Compromisso da Prefeitura Municipal de Bequimão e da Secretaria Municipal de Saúde é prestar assistência à população de forma satisfatória e com total responsabilidade. Em poucos meses da nova gestão, já se avançou bastante. A Unidade Mista de Bequimão foi recuperada; há médicos e demais profissionais da saúde atendendo 24h; foram formadas oito equipes do Programa Saúde na Família (PSF); estão sendo ampliados os postos de saúde de Areal e Quindíua; está sendo construída a Academia de Saúde; o município aderiu ao Programa Olhar Brasil e ao Saúde na Escola, que vai iniciar o atendimento por nove colégios municipais; e Bequimão passará a contar com o Núcleo de Apoio à Saúde da Família, composto por um nutricionista, dois fisioterapeutas, um terapeuta ocupacional, um pediatra, um assistente social e um psicólogo.”

Vereador Elanderson: Concordo com o Sr Bastico Moraes quando afirma “O Compromisso da Prefeitura Municipal de Bequimão e da Secretaria Municipal de Saúde é prestar assistência à população de forma satisfatória e com total responsabilidade”. No entanto, pela realidade cotidiana que eu e todos os bequimãoenses vivemos em nosso município, principalmente, na área da saúde, digo, em alto e bom som, que o prefeito Zé Martins e secretário de saúde Bastico Moraes (Ge$tore$ do$ recurso$ da $aúde) não tem o mesmo compromisso que os órgãos públicos Prefeitura e Secretaria de Saúde possuem como missão.

Até porque, o secretário de saúde e prefeito já devem ter a informação de que na sessão da Câmara realizada no dia 09/08/2013 alguns representantes da Associação de Moradores do Povoado Areal estiveram presentes e denunciaram a mim e a Vereadora Raque Paixão algumas irregularidades, que segundo eles, estão ocorrendo na reforma do Posto de Saúde desse Povoado, que cujovalor é de R$ 170.000,00 (cento e setenta mil reais). De imediato eu e a vereadora Raquel Paixão repercutimos a denúncia no plenário da Câmara e solicitamos que a comissão de saúde da Câmara visitasse o posto do Areal. E nesse mesmo dia a comissão ficou de realizar a visita no local.

E quanto as demais ações que o Secretário Bastico diz que está realizando torço realmente para que seja realidade e que realmente o povo de Bequimão possa sentir e vivenciar, no seu dia-a-dia, os resultados da correta aplicação do dinheiro público que tem sido disponibilizado ao município de Bequimão/MA para manutenção e investimento na área da saúde.

Nota: “Todas essas ações dão mostra do compromisso e respeito da Prefeitura de Bequimão e de sua Secretaria Municipal de Saúde. Causa surpresa, entretanto, a postura do vereador Elanderson Pereira (PPS), que tem usado os meios de comunicação para criar fatos sobre a situação da saúde no município. No vídeo que disponibilizou em seu blog na internet, o vereador deixa de mostrar os reais problemas do posto, ficando evidentes seus interesses meramente políticos.
Por sua vez, a atual gestão, respeitando os princípios de democracia, abriu as portas ao parlamentar e o recebeu para uma reunião, na qual foram apresentadas as condições em que se encontra a Unidade Básica de Saúde do Jacioca e as providências que já estão sendo tomadas.”

Vereador Elanderson: Em relação as afirmações acima ditas pelo secretário Bastico, é importante esclarecer que eu é que fui até a Secretaria de Saúde por várias vezes, conforme já relatei no blog, até que encontrei o secretário Bastico Moraes e informei-lhe que vândalos haviam invadido a UBS do Jacioca e que existia a possibilidade destes terem efetuado o furto de alguns equipamentos. O furto foi confirmado após a visita realizada dia 01/08/2013, no dia da gravação do vídeo. Dessa forma, conforme tenta distorcer os fatos na nota, não foi o secretário Bastico Moraes que me convidou para uma reunião para me apresentar as condições da UBS do Jacioca e as providências que estavam sendo tomadas.

Outra coisa, secretário Bastico Moraes, o objetivo do meu Blog e da minha utilização dos meios de comunicação e das redes sociais não é para criar fatos sobre nosso município, como o senhor afirmou. Faço isso para dar transparência as ações que tenho realizada no cargo de Vereador e também para denunciar casos como o que está acontecendo verdadeiramente na UBS do Jacioca. Não tenho o costume de criar fatos com disseste, muito menos falar inverdades como percebi ao ler a nota que o senhor fez.

Não sei por que o senhor secretário e saúde ficou “tão surpreso” com minha atitude de expor o ocorrido com a UBS do Jacioca na internet, redes sócias, rádios, blogs. Ou senhor imaginava que eu fosse compartilhar da falta de compromisso da atual gestão com a saúde dos bequimãoenses, ficando simplesmente inerte com tal descaso?

E para finalizar quero dizer mais uma coisa ao secretário. Sou Vereador do Município de Bequimão e como ele afirmou tenho, sim, interesse político, mas meu interesse político é o de honra cada um dos 371 votos que me foi confiado, é o de contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade de vida da nossa querida Bequimão, é o de exercer o mandado de vereador priorizando a sua mais nobre função, que é a de fiscalização do poder executivo e sua administração no uso do dinheiro do povo, e por fim digo ao senhor Bastico Moraes que meu interesse político não tem, de maneira alguma, o objetivo de me locupletar com o dinheiro do povo de Bequimão. 

O povo que será beneficiado com a UBS do Povoado Jacioca e eu ainda esperam a concretização de sua promessa secretário de saúde Bastico Moraes. O Senhor lembra que disse, após a visita realizada dia 01/08/2013 na UBS do Jacioca, que enviaria uma equipe para realizar alguns reparos na UBS na segunda-feira, 05/08/2013, para em seguia colocar a UBS para funcionar, pois é secretário, ainda estamos aguardando a sua promessa.