Um ano de muito trabalho

Por Flávio Dino

Este 2013 que se encerra foi um período em que mantive intensa atividade à frente da Embratur.  Conseguimos instalar 13 Escritórios Brasileiros de Turismo (os EBTs), que já estão servindo de referência da política promocional do Brasil no exterior, tanto trabalhando como base para nossas ações nos principais mercados do turismo brasileiro, como colhendo informações sobre tendências de consumo que contribuirão para manter atualizada a estratégia de promoção da imagem do Brasil.

Esses 13 Escritórios agora funcionam na Inglaterra, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, França, Holanda, Argentina, Peru, Estados Unidos (três) e no Japão. Isso demandou um prolongado trabalho das áreas técnicas da Embratur, para encontrarmos o melhor formato jurídico que permitisse a sua contratação e, ao mesmo tempo, assegurasse regras rígidas de execução do contrato, visando a maior produtividade. É uma conquista que me orgulho de ter coordenado, legando mais uma contribuição para a promoção do Brasil.

Além disso, apesar das limitações orçamentárias, conseguimos garantir um ritmo de ações promocionais que nenhum país mantém. A Embratur realizou, ao longo de 2013, 187 ações no exterior, com duração média de dois dias cada. Isso significa que, na prática, realizamos um evento para cada dia do ano de 2013, projetando a cultura e as paisagens brasileiras nos principais mercados do planeta.

Entre os eventos, destaco a realização dos Seminários “Goal to Brasil”, novidade lançada na nossa gestão, que foi premiada este ano em três categorias do Prêmio Stevie Awards, espécie de Oscar das ações de promoção. Com esse projeto, já capacitamos mais de 2 mil operadores e agentes de turismo estrangeiros, preparando-os para vender viagens para o Brasil com um grande volume de informações.

O resultado dessas ações é que encerramos 2013 como o melhor ano da história para a economia do turismo. Foram mais de 6 milhões estrangeiros visitando nosso país, marca nunca antes alcançada. Esse número representou, de janeiro a novembro, mais de 6 bilhões de dólares trazidos para nossa economia por meio desses turistas e injetados em um setor que equivale a 3,6% do PIB do Brasil, ajudando a gerar empregos diretos e indiretos para mais de 10 milhões de pessoas.

Esse êxito é fruto de um planejamento acertado da Embratur, que tem aproveitado a oportunidade proporcionada pelos megaeventos para alimentar um ciclo virtuoso de crescimento médio de 5% ao ano no turismo brasileiro, bem acima da média mundial. A Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo interessam não apenas pelos turistas que trazem durante os dias de evento. A exibição desses eventos pela TV, para bilhões de pessoas no mundo todo, garante uma grande exposição que, bem trabalhada, está consolidando o turismo brasileiro em um novo patamar.

Outra frente de trabalho que deixo bem implantada na Embratur é a imprescindível preocupação com a competitividade dos produtos brasileiros, pois a melhor ação promocional que pode existir é cobrar preços justos por serviços de boa qualidade.

Assim, vai chegando ao fim a minha gestão na Embratur. Em 2014 estarei integralmente dedicado ao movimento Diálogos pelo Maranhão. Já visitamos mais de 60 municípios, ouvindo a população, conhecendo melhor a realidade de cada cidade e discutindo soluções para os graves problemas sociais do nosso Estado.

Como faço desde que tinha 15 anos de idade, continuarei lutando muito contra as injustiças. Não aceito que o Maranhão figure em último ou penúltimo lugar nos indicadores sociais, nem que continue todo dia sendo alvo de notícias negativas na mídia nacional, a exemplo da atual crise na segurança pública.

Tenho fé de que em 2014, juntos, vamos virar a página da política ultrapassada que aí está e escrever uma nova história para o Maranhão, com desenvolvimento, igualdade e democracia.


Prefeitura de Bequimão recebeu mais de R$ 20 milhões do governo federal em 2013

Com informações do Blog do Elanderson

Durante o ano de 2013, a Prefeitura de Bequimão recebeu do Governo Federal mais de R$ 20 milhões para serem investidos no município.

FPM e FUNDEB 2013

Transferências federais (FPM, ITR, LC 87/96, CIDE, FNDEB) repassadas à Bequimão/MA em 2013

Conforme pode ser verificado na tabela acima, somente este ano, o valor total repassado pelo Governo Federal à Prefeitura de Bequimão,  concernente ao FPM, ITR, LC 87/96, CIDE e FUNDEB,  equivale a quantia de R$ 18.380.640,19 (dezoito milhões trezentos e oitenta mil seiscentos e quarenta reais e dezenove centavos).

Desse valor total recebido pela Prefeitura R$ 8.670.471,14 (oito milhões seiscentos e setenta mil quatrocentos e setenta e um reais e catorze centavos) se referem ao repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e R$ 9.700.238,76 (nove milhões setecentos mil duzentos e trinta e oito reais e setenta e seis centavos) correspondem ao valores recebidos do repasse do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação).

Dinheiro recebido pela Prefeitura de Bequimão correspondente ao Fundo Nacional de Saúde

Dinheiro recebido pela Prefeitura de Bequimão correspondente ao Fundo Nacional de Saúde

Outro recurso recebido pela Prefeitura de Bequimão para investimento especificamente na área da saúde do município foi o valor atinente à transferência efetuada pelo Ministério da Saúde por meio do Fundo Nacional da Saúde. No decorrer deste ano de 2013, de acordo com a planilha acima, a Prefeitura de Bequimão recebeu do Governo Federal a importância de R$ 2.645.032,16 (dois milhões seiscentos e quarenta e cinco mil trinta e dois reais e dezesseis centavos).

“É importante informar que receita da Prefeitura não é somente essa. O município ainda recebe repasses do governo estadual e também possui sua própria arrecadação, além dos convênios que celebra com os governos federal e estadual”, afirma o vereador Elanderson (SDD), para em seguida questionar:  “Agora a pergunta que não quer calar: Aonde está todo esse dinheiro???”


Ana Paula Rodrigues, uma vencedora

Por Flávio Dino

Ana Paula RodriguesEm dias tão difíceis que o Maranhão vive, precisamos reforçar o amor pelo nosso Estado, transformando esse sentimento em uma atitude transformadora e plena de esperança.

Não queremos mais o Maranhão em último lugar.

Para festejar a nossa luta por um Maranhão em primeiro lugar, minhas homenagens a uma maranhense vencedora: Ana Paula Rodrigues, campeão mundial de handebol feminino.

Que seu exemplo incentive muitos atletas em todo o Maranhão.

A infraestrutura esportiva que está sendo construída na Universidade Federal do Maranhão e em dezenas de cidades maranhenses (Centros Esportivos, Praças da Juventude, Ginásios, Quadras e Campos) é um grande passo para que mais “Anas Paulas” floresceram e brilhem nacional e internacionalmente.

A todas as atletas da seleção feminina de handebol, obrigado pelo presente de Natal para o Maranhão e para o Brasil.


O que festeja Roseana Sarney?

Por José Reinaldo Tavares

É claro que natal e ano novo são datas festivas, a primeira é uma comemoração religiosa, o nascimento de Jesus, uma comemoração para se passar em família em clima ameno e festivo de confraternização. O Ano Novo é uma data marcante, que celebra a esperança de um novo ciclo melhor para todos, comemorada em bailes e festas com grande número de pessoas. É uma alegria geral, em todo o mundo.

Portanto, como disse acima, são datas festivas, próprias para celebrações. E vejo pelos jornais a comemoração da governadora Roseana Sarney, na Casa de São Marcos, com políticos aliados, secretários e amigos. Até aí nada demais. É uma tradição. É normal.

No entanto, leio também nos blogs da família que “A governadora Roseana Sarney vive um dos melhores finais de ano dos últimos tempos. E demonstra isso no dia a dia pessoal e do governo. Seu estado de espírito é mais leve, brilhante”. Isso é ótimo! É sempre bom esse sentimento, quando motivado pela sua vida pessoal, familiar. Mas não deve ser pelo governo que faz… Imagino que nem ela está satisfeita com o seu governo e a situação de decadência total pela qual passa o estado – pior, ou quase pior, em todos os indicadores sociais.

Seria possível pensar assim, só se ela desconhecesse completamente a realidade em que vive a população maranhense e acreditasse e lesse apenas os seus jornais e blogs. Mas será que desconhece que a imensa maioria da população, mesmo na capital, não tem água em suas casas? Que a ilha está toda poluída, o que já acontece com as praias, já que no estado a carência de saneamento básico e tratamento adequado de efluentes sanitários são realidades pungentes?  Que educação pública oferece um ensino de matemática e ciências classificado como os piores do planeta? Que não temos ensino técnico ou profissional e que, se qualquer empresa ou indústria de grande porte vier para cá, terão que importar todos os técnicos de fora?

Que a saúde é o pior problema que a população enfrenta, dito por eles mesmos em pesquisa do IBOPE? Que a violência não livra lugar nenhum e que presos são degolados todos os dias, sem reação e tampouco providências do governo? Que temos, no país,  o pior acesso à justiça e a maior quantidade de casas inadequadas? Que as estradas recém-construídas já estão esburacadas antes mesmo da inauguração?   Que o Piauí, um estado “teoricamente” muito mais pobre do que o Maranhão, em dois anos no exame do PISA, passou de 21° para 11° lugar entre os estados brasileiros, com ensino de nível de qualidade comparado ao da Argentina?

Que a Organização dos Estados Americanos (OEA) abriu processo contra o Brasil por causa da mortandade nas cadeias administradas pelo governo do Maranhão? Que o Ministério Público Federal deu 15 dias para a governadora explicar o que acontece e quais as providências que está tomando para acabar com a matança?

Infelizmente, podem ter certeza, nem a OEA e nem o Ministério Público Federal vão conseguir fazer com que esse governo trabalhe…

Portanto, estimados amigos,  Roseana Sarney deve estar muito feliz e contente com a sua vida privada, porque o seu governo não dá a ela esses motivos. Nem a ela e nem a nenhum maranhense.

Para concluir, desejo boas festas a todos os meus amigos e a todos os meus queridos leitores que estiveram comigo todas as terças-feiras aqui no Jornal Pequeno. Que prevaleçam momentos amenos e bons sentimentos.

E que, esperançosos, torçamos por um 2014 que nos traga a mudança que o povo do Maranhão tão urgentemente necessita e quer.

Um forte e fraterno abraço.


Paz e Justiça, artigo de Flávio Dino

Neste Natal que se avizinha, como em tantos outros, habituamo-nos a desejar Paz a nossos entes queridos. Afinal, é o sentimento mais comumente desejado pelos 7 bilhões de seres humanos e o valor mais caro a todas as religiões do planeta, tal como no Cristianismo.

Tão essencial quanto ela é a Justiça. Sem ela, a Paz equivaleria ao silêncio dos que se resignam diante das intempéries da vida e calam perante as injustiças. A Paz não advém, necessariamente, do silêncio e da apatia. Este não é o exemplo que Jesus nos deixou.

Pois Ele foi condenado à morte na cruz pelos poderosos, à época, exatamente após ter se indignado por uma situação com a qual não concordava. Como nos conta a Bíblia, Ele “expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mateus 21-12).

Não teria Jesus nos demonstrado, com essa passagem e tantas outras, que devemos lutar contra as injustiças em busca da Paz, mesmo que isso nos provoque derrotas temporárias, como foi a crucificação para Ele?

Jesus deixou claro, a todos nós que O seguimos, que Paz não é ausência de luta, mas a resultante da correção de injustiças. Todos passamos por situações parecidas em nossas vidas e temos de entrar em disputas para obter a Justiça que tanto queremos, por meio da qual poderemos obter a tão sonhada Paz – plena e verdadeira.

Lembro desses ensinamentos bíblicos quando fico sabendo, esta semana, que o PIB per capta do Maranhão – comemorado pelo governo do estado por ser o penúltimo e não mais o último do país – está atrás do da República do Congo, na África. Ou seja, o país que passou por uma das guerras civis mais sangrentas do século 20, dizimando gerações inteiras, tem renda por habitante melhor que nosso Maranhão. O que pode explicar isso? Qual guerra civil nos acometeu nas últimas décadas que não permite que nos desenvolvamos?

Como diz Cristo na parábola sobre o proprietário que não planta nada em seu terreno: “Eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mateus 21-43). “Dar frutos” é gerar riquezas a partir das possibilidades que se abrem em nosso caminho e ser generoso diante da fartura que somos capazes de produzir.

Aproxima-se a hora em que a “terra” será tirada dos que nada produzem, dos que não dão frutos. Mas, para tal, temos de agir como Jesus nos ensinou. Afinal, “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mateus 5:-6)

Assim que penso o Natal: o nascimento de Jesus Cristo como sinal de esperança e fé. São esses sentimentos que têm me sustentado, especialmente nos últimos 2 anos em que atravesso o vale das dores eternas. Penso, neste momento, naqueles que não podem passar o Natal com sua família completa, por causa de violência, crimes, acidentes de transito, erros hospitalares. Um abraço fraterno a essas e a todas as famílias. E um Natal que renove a Justiça e a Paz!


Vaias, promessas e abandono

Ze Martins e Roseana Sarney: promessas e nada mais

Ze Martins e Roseana Sarney: promessas e nada mais

As vaias a governadora Roseana Sarney na passagem pelo município de Pinheiro, na última quarta-feira, 18, são a prova de que o povo cansou das mentiras da oligarquia e seus aliados.

No entanto, a voz das ruas parece ainda insuficiente para conter o festival de promessas vazias, enquanto as anteriores são “esquecidas” solenemente.

Durante a visita de Roseana, pasmem, o prefeito de Bequimão, Zé Martins, disse que “a governadora está dando resposta aos diversos municípios do Maranhão”.

Afirmou ainda que em Bequimão conta com o apoio do Governo do Estado para diversas ações. Citou a construção de hospital, recuperação de estrada vicinal, água para todos e distribuição de sementes.

Uma maravilha! Para quem desconhece a realidade do município. O prefeito omite um pequeno e importante detalhe: a construção do hospital começou em 2009. Foi prometida a inauguração para o fim de 2010. Depois, outro prazo para entrega em outubro de 2011 e por último o governo prometeu para fim deste ano. Quatro anos para execução de uma obra cujo prazo era de 180 dias. Símbolo inconteste da incompetência e descaso do governo Roseana. No intervalo foram duas eleições. Até agora nada!

Mais grave ainda e a incerteza quanto ao funcionamento depois de inaugurado. Sim, porque em Matinha o hospital só funcionou enquanto Roseana e Ricardo Murad inauguravam o prédio. Depois, fechou as portas e mais nenhum atendimento foi prestado a qualquer paciente.

Quanto à recuperação da estrada vicinal este blog mostrou o valor e a contratação de empresa para fazer a obra. Tudo pela bagatela de meio milhão de reais.

Quem conhece minimamente como são feitas as estradas vicinais no município sabe que esses recursos dariam para construir muito mais estradas vicinais. Mas, este é assunto para a Câmara de Vereadores e o Ministério Público.

O prefeito aliado de Roseana não lembra ou não quer refrescar a memória da governadora sobre as obras inacabadas e abandonadas no município, como a ponte do Balandro e a delegacia e quartel da PM.

A ponte já foi alvo de vários contratos e promessas. Plantaram algumas estacas de concreto no rio Itapetininga e mais nada. O dinheiro deve ter descido no leito do rio.

Nem mesmo a manifestação da população interditando a MA-106 foi capaz de fazer o governo Roseana realizar a construção de uma ponte que não chega a 100 metros de extensão. De concreto, só a Policia Militar foi enviada para conter o protesto com direito ao aparato aéreo do GTA. Manifestação pacifica da população tratada a cacetetes e bombas de efeito moral.

A delegacia outro retrato do abandono. No momento em que o estado e vergonha nacional e internacional com pedido de intervenção federal iminente. Ate decisão judicial determinando a imediata conclusão da obra foi desrespeitada pelo governo.

Mas, as eleições estão chegando e novas promessas e “recursos” serão anunciados para Bequimão. O povo, no entanto, da claros sinais de que cansou e mais do que vaias certamente mostrara nas urnas sua insatisfação.

Se Roseana e seus seguidores mostram-se insensíveis à voz das ruas, resta esperar que a voz das urnas dê um sonoro não a tanto descaso com o povo de Bequimão e do estado.

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Deu no JN: CNJ visita presídio onde 58 detentos foram assassinados em 2013

Segundo as investigações, a violência no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, é consequência da briga pelo poder entre quadrilhas rivais.

Em São Luiz, uma comissão do Conselho Nacional de Justiça visitou nesta sexta (20) o presídio de Pedrinhas, onde 58 presos foram assassinados em 2013.

Os juízes fizeram uma vistoria nos pavilhões onde os presos foram assassinados. Para entrar no presídio, tiveram que negociar com os detentos.

“Foi necessário obter uma autorização deles para que nós entrássemos. Nós vamos fazer um relatório e encaminhar ao ministro Joaquim Barbosa”, explica o representante da CNJ Douglas Martins.

A penitenciária de Pedrinhas tem capacidade para 1,7 mil presos, mas abriga 2,2 mil. Segundo as investigações, a violência é consequência da briga pelo poder entre quadrilhas rivais.

O governo do Maranhão decretou situação de emergência e requisitou forças federais, mas mesmo com a presença da Força Nacional de Segurança cinco presos foram assassinados nesta semana.

A Organização dos Estados Americanos deu um prazo de 15 dias para que o governo brasileiro informe que medidas serão tomadas para acabar com as mortes na Penitenciária de Pedrinhas. Os organismos internacionais estão preocupados com o desrespeito aos direitos humanos no Maranhão.

A procuradoria-geral da República também pediu explicações ao governo do estado. O juiz da Vara de Execuções Penais de São Luís diz que, para diminuir a lotação do presídio, pretente mandar para casa os presos que apresentarem bom comportamento.

“Seria a única saída que tem é a liberação em massa de apenados, daqueles que teriam cometido crimes menos graves, já condenados. E a concessão de medida cautelar de prisão domiciliar para aqueles que estão respondendo também por crimes menos graves”, aponta Roberto de Paula.

Em nota, o governo do Maranhão declarou que irá responder às solicitações da procuradoria-geral em 15 dias.


Luis Fernando captura prefeitos, mas o povo quer votar na oposição

Do Blog do Ed Wilson 

Alguma coisa parece ter mudado no jogo eleitoral do Maranhão.  Pela primeira vez, um candidato da oposição, Flavio Dino (PCdoB), fora da máquina do governo, lidera com folga as pesquisas e ameaça concretamente derrotar a oligarquia Sarney.

O cenário para 2014 é diferente de 2006. À época, o então governador José Reinaldo Tavares (PSB), dissidente da oligarquia, alimentou três candidaturas contra Roseana Sarney (PMDB): Jackson Lago (PDT), Aderson Lago (PSDB) e Edison Vidigal (PSB).

Jackson Lago venceu a eleição, mas foi cassado.

Em 2013, Flavio Dino segue liderando sem a máquina estadual. O candidato da governadora, Luis Fernando Silva (PMDB), não consegue decolar, mesmo com o apoio de todas as estruturas econômicas, políticas, jurídicas, midiáticas e até sobrenaturais.

No desespero, o governo coage os políticos alinhados à oposição. Ameaçado de cassação, o prefeito de Barreirinhas, Léo Costa (PDT), foi o primeiro a ceder. Em solenidade no Palácio dos Leões, sob pena de perder o mandato, inclinou-se a Roseana Sarney (PMDB).

O prefeito de Cajapió, Nonato Silva (PCdoB), mudou de partido e também declarou apoio a Luis Fernando.

A oscilação dos prefeitos é comum no período pré-eleitoral no Maranhão. Mediante ofertas de convênios e parcerias, ou ameaças de cassação, os gestores municipais aderem sob pressão à candidatura do governo.

Essa movimentação sempre ocorreu nas eleições anteriores; porém, no cenário de vantagem das candidaturas do Palácio dos Leões.

Em 2014 a tendência é de alteração desse panorama. Enquanto Roseana Sarney & Luís Fernando Silva cooptam os prefeitos, o povo segue outro caminho, apontado nas pesquisas favoráveis à oposição.

Flavio Dino continua liderando em todos os cenários, mesmo com a pressão do governo Roseana Sarney sobre os prefeitos.

O desespero diante do fracasso de Luís Fernando alterou também o modus operandi eleitoral da oligarquia Sarney.

Nos pleitos anteriores, Roseana apresentava o candidato da oligarquia Sarney e dava uma ordem aos prefeitos, algo como: “Esse é o nosso nome. Se virem para eleger”

Agora o governo está negociando com prefeitos, grupos de oposição, presidentes de câmaras municipais, vereadores, lideranças comunitárias, sindicais etc.

Na estratégia da campanha de Luís Fernando, há uma diretriz específica para os meios de comunicação nos municípios, que consiste no cerco às rádios locais, jornais regionais e blogueiros.

Mesmo com todo o poderio midiático-econômico-político, Luís Fernando Silva não decola.

Ele vai para um lado e o eleitor para outro.


Escravidão e obsoletismo

Por José Reinaldo
O ex-governador José Reinaldo Tavares escreve para o Jornal Pequeno às terças-feiras

É preciso estar muito perdido, sem rumo e evidentemente sem nada a dizer para fazer esse tipo de campanha contra Flávio Dino. Acusam-no de ter recebido na campanha passada apoio financeiro de uma empresa que teria uma subsidiária (que não doou nada) acusada de ter mantido trabalhadores em situação equivalente à escravidão. A empresa que realmente doou recursos para a campanha nunca foi acusada de nada. Agora me expliquem de que está sendo acusado Flávio Dino. O que ele cometeu de errado ou ilegal?

Eu respondo: nada!

Só o desespero pode levá-los a tal campanha. E Roseana, que recebeu dinheiro grosso de Eike Batista – esse sim – com largos interesses em licenças ambientais para seus empreendimentos fornecidas pelo governo e construindo uma termoelétrica alimentada a carvão mineral altamente poluidor em plena ilha de São Luís?

Isso é ético? Ele é um empresário ético? E daí?

E as construtoras que trabalham para o governo, que têm obras obtidas através de vultuosas dispensas de licitação, contestadas pela Controladoria do Estado, suspeitas de ilegalidade, e que (está provado!) recebiam pagamento do estado em um dia e no outro depositavam na campanha de Roseana grandes e suspeitas quantias? Ademais conjetura-se que muitas dessas obras nem foram construídas. Tudo isso é completamente ilegal. Se os órgãos de fiscalização tomassem ânimo para investigar esses fatos – já denunciados largamente pela oposição – tudo isso seria facilmente constatado.

Mas vamos mudar de assunto, pois os 72 hospitais que Roseana prometeu fazer e entregar em 2010, e que alguns poucos que foram inaugurados em um dia com muita festa, foram fechados no dia seguinte, correm o risco de, mesmo que fiquem prontos, tornarem-se todos obsoletos em pouco tempo. O melhor que esse governo faria seria nunca ter iniciado a construção deles, o que foi feito sem planejamento, com localização escolhida sem critério, com dispensa de licitações, sem transparência e a preços exorbitantes. E, como mostrou o Globo Repórter, a saúde pública se tornou um sofrimento terrível para as pessoas mais necessitadas.

Ancoro esses argumentos na premissa de que está em curso uma transformação sem precedentes na vida de qualquer cidadão do mundo.

Vejam o que está prestes a acontecer:

“Hospitais serão obsoletos em dez anos”, diz cientista da Intel.

Americano que coordenou pesquisa em oito países, incluindo o Brasil, afirma que tecnologia permitirá a ampliação dos tratamentos domésticos.

A Intel divulgou nesta segunda-feira uma pesquisa sobre o papel da tecnologia na inovação dos tratamentos de saúde. O estudo foi conduzido pelo instituto Penn Schoen Berland, sob a coordenação do americano Eric Dishman, gerente geral do grupo de Ciências da Saúde e Vida da Intel. Mais de 12.000 pessoas foram entrevistadas em oito países: Estados Unidos, Japão, França, Itália, Brasil, China, Índia e Indonésia. Segundo o levantamento, mais de 80% das pessoas disseram estar otimistas em relação ao uso da tecnologia na saúde. Metade dos entrevistados acredita que os hospitais tradicionais se tornarão obsoletos no futuro. Em entrevista exclusiva ao site de VEJA, Dishman diz que o Brasil é simpático às novas tecnologias. Confira parte da entrevista a seguir:

…O estudo prevê a capacidade de produzirmos um diagnóstico em casa, de forma independente, por meio de dispositivos de uso doméstico. Por exemplo: através de um smartphone ou tablet seria possível coletar dados sobre a saúde de uma pessoa e compartilhar essas informações com o médico. Mais da metade dos participantes da pesquisa afirmou que o hospital se tornará obsoleto. Isso significa que, no futuro, muitos dos tratamentos poderão ser realizados em casa e somente a tecnologia permitirá essa migração.”

…”O que deve acontecer com os hospitais nesse novo cenário? Os hospitais serão utilizados apenas em casos extremos. Se você precisar fazer uma cirurgia, então terá que ir a um hospital, é claro. Agora, se o problema de saúde for uma gripe, por exemplo, não será necessário ir ao hospital. Alguns países, como os da Escandinávia, estão fechando leitos hospitalares e investindo em tratamento domiciliar. As consultas acontecem via videoconferência. As visitas são virtuais e utilizam alguns softwares inteligentes capazes de personalizar o tratamento para cada paciente, ainda que o diagnóstico seja o mesmo. Esse é o futuro. Em dez anos, os tratamentos de saúde acontecerão em casa, e não no hospital.”

Em países geograficamente extensos e populosos, como é o caso do Brasil, há quem tenha que viajar horas para chegar até um hospital. As consultas via videoconferência poderiam resolver esse problema.

Nosso estado está preparado para isso? É o caso de perguntar. O Maranhão atual não está preparado para quase nada. Quase tudo terá que mudar. E é isso que a população quer, exausta com tanto descaso.

E o estado piorou muito em desigualdade medida pelo Índice de Gini. Agora é o pior do Brasil. Mas, também, em que indicador não somos os últimos ou quase isso?