Presos envolvidos com tráfico e venda de armas e munições em Bequimão

Foram apreendidas drogas e cerca de R$ 10 mil em dinheiro.

Do imirante.com

 SÃO LUÍS – A Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) realizou uma megaoperação no início da manhã desta sexta-feira (10), no município de Bequimão, com o intuito de coibir o tráfico de drogas na região.

Participaram da ação, policiais da SPCI, da 5ª e 6ª delegacias regionais, de Pinheiro e de Viana, respectivamente, da Delegacia de Costumes da capital e do Grupo Tático Aéreo (GTA) do Maranhão.

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, expedidos no mês de dezembro de 2013, pelo juiz Marcelo Frazão Pereira, da Comarca de Bequimão, após investigações da SPCI, em conjunto com a 5ª Delegacia Regional em Pinheiro.

Os mandados foram cumpridos no bairro Cidade Nova, nas ruas Capinzal, Jacinto Martins e Miguel Lemos. Na ação, foram presos Clodomir Nogueira, 51 anos, conhecido como “Kadô”; Carlos André Oliveira, 22 anos, o “Nininha”; Carlos Alberto Rodrigues, 33 anos, o “Buteco”; Daniel Figueiredo Álvares, 24 anos; Elias Almeida Bitencourt, 40 anos, vulgo “Canhoto”; Olímpio Costa, 73 anos, o “Limpóca”; e Maciel Soares Gusmão, 33 anos.

Foram apreendidas drogas e cerca de R$ 10 mil em dinheiro. Todos os presos foram encaminhados à 5ª Delegacia Regional e autuados em flagrante delito pelos delegados César Carlos da Costa Veloso, da SPCI e Sindonis da Sousa Cruz, titular da Delegacia de Bequimão.

Clodomir Nogueira, Carlos André, Carlos Alberto, Danielton Figueiredo e Olímpio Costa foram autuados em flagrante delito por tráfico de drogas. Já Maciel Soares foi autuado por porte ilegal de arma de fogo e munição.

Foram apreendidas115 munições, sendo 31 de pistola 380, 67 de calibre 22, 8 de calibre 38 e 9 de calibre 6.35; um revólver Taurus, calibre 38 com cinco munições intactas; 20 cartuchos, sendo 12 de calibre 16, 6 de calibre 20 e 2 de calibre 36; 3 litros pet contendo vários tipos de chumbo; 250 tubos de pólvora; 9 caixas de fogos de artifício; 9 celulares; 22 pedras de crack prontos para a venda; 26 papelotes de maconha; 1 papelote com cerca de 60 gramas de maconha e ainda duas motocicletas (uma Honda Titan e uma Honda Fan).

Investigações policiais apontam que Maciel Gusmão vendia munições de arma de fogo. Durante os trabalhos, o investigador Renato Tavares, lotado na 5ª Delegacia Regional acabou sendo alvejado no braço, mas não corre risco de morte. Ele foi trazido para São Luís pelo GTA.

Todos os presos estão custodiados provisoriamente na Delegacia Regional de Pinheiro à disposição da justiça.


Meca da Bestialidade Humana Mundial

Editorial do Jornal Pequeno

Toda a movimentação oficial no presídio de Pedrinhas tem um significado ainda mais surpreendente. O de que era possível evitar toda a violência desmedida que eclodiu nos últimos dias em São Luís. O governo dispunha de R$ 131 milhões para investir no Sistema Penitenciário. Só vai investir agora. Havia como separar os detentos de boa conduta dos chefões do crime organizado. Só estão fazendo isso agora.

Existiam vagas nos presídios federais para os carniceiros, de formas a impedir a comunicação entre estes e as gangs sangrentas que ainda estão fora das grades. A Polícia Militar dispunha de homens e meios para circular na madrugada reduzindo o risco de assaltos a ônibus.

Todas essas medidas poderiam ter sido tomadas desde o primeiro levante carniceiro, desde quando pela primeira vez degolaram presos, desde que a primeira vez a cidade inteira foi se esconder em casa diante do terror dos ônibus incendiados e das ruas ocupadas por bandidos. Mas aconteceu mais de uma vez, independente da comoção popular, independente de ver o Maranhão se transformar no pior gueto de horror e bestialidade do século.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) já haviam exigido isso do Brasil, já haviam exigido isso do Maranhão, já haviam punido o Brasil por isso. E ouviram apenas desculpas, apenas promessas e mais gritos e mais fugas e mais sangue e mais horror.

Que vergonha! Que imagem tresloucada! Segundo o Jornal Pequeno, todos os principais jornais dos Estados Unidos, Europa e América do Sul repercutiram a barbárie ocorrida no Maranhão. Mas a culpa por ser o estado visto hoje como a Meca da Bestialidade Humana Mundial não é de quem tinha o dever e não tomou providências. Querem que seja da imprensa que divulgou os fatos, inclusive o vídeo com a esbórnia sangrenta festejada e filmada pelos próprios monstros. Falta só que queiram culpar a quem assistiu ao vídeo daquela criança andando em chamas na Vila Sarney.

Pobre Maranhão. Uma ONG que atua em 90 países está dizendo que jamais viu tamanha barbárie. O Jornal Pequeno tinha dito a mesma coisa desde a primeira carnificina. Se mais a ONG soubesse diria que jamais viu também tamanha incompetência, tamanha leniência e omissão do poder público. O governo do Maranhão não viu por três vezes, nem sequer percebeu o peso desse espetáculo de horror na consciência da sociedade brasileira e mundial. Quanta burrice, quanta estupidez!

E as autoridades que permitiram a repetição desses fatos, o governo que não agiu estarão nas ruas do estado, a partir de agosto, com centenas de carros de som, torrando os bilhões do BNDES e outros bilhões menos acessíveis, pedindo o voto do povo. Um povo que não sabe o que é ONU, que não sabe o que é OEA e que não tem consciência de que também teve sua imagem degolada na Penitenciária de Pedrinhas. Também teve sua imagem incendiada no corpo de uma criança na Vila Sarney.


UOL entra em Pedrinhas e ouve de preso ameaça de novos ataques no MA

Do Uol

Presos do CDP (Centro de Detenção Provisória), considerado o mais violento do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, ameaçam iniciar uma nova onda de ataques caso as transferências anunciadas pelos governos do Estado e federal sejam realizadas.   O UOL teve acesso, com exclusividade, ao CDP, na tarde desta sexta-feira (10), durante visita da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Foi a primeira equipe de reportagem a entrar no local desde que eclodiu a crise no sistema prisional do Maranhão, que tem como foco o complexo de Pedrinhas.

Superlotado, com 1.700 vagas e 2.200 presos, o complexo registrou 62 mortes desde o ano passado –60 em 2013 e duas neste ano. Após uma intervenção da PM (Polícia Militar) no complexo, detentos ordenaram ataques fora do presídio — em um deles uma menina de 6 anos morreu depois de ter 95% do corpo queimado em um ônibus que foi incendiado por bandidos. Clique aqui e continue lendo.


Policial civil leva tiros no braço e no ombro em Bequimão

Do Idifusora.com

O investigador da Polícia Civil, lotado no município de Bequimão e identificado apenas como Renato, foi alvejado com dois tiros durante uma abordagem, quando um homem reagiu e acabou efetuando os disparos, sendo que um atingiu o braço e outro no ombro.

Ele participava de uma operação para cumprimento de mandados de prisão. O homem que efetuou os disparos foi preso. Renato será encaminhado para hospital de São Luís. Um helicóptero do Grupo Tático Aéreo foi ao município de Bequimão buscar o policial.


Governo Roseana Sarney faz licitação para comprar 80 kg de lagosta

Noticia divulgada pela Folha de São Paulo indica ainda que gastos com alimentos para o Palácio dos Leões e casa de praia usada pela governadora são estimados em R$ 1 milhão

Do Maranhão da Gente

lagostaEm entrevista concedida ao jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da sua família, a governadora Roseana Sarney disse que o estado é pobre e não tem condições de ficar custeando a construção de presídios, porém no item alimentação palaciana, a preocupação com os gastos não atinge o mesmo nível.

Na coluna painel de hoje o jornal Folha de São Paulo revela que o governo do Estado esta realizando uma licitação para comorar 80 kg de lagostas e outras iguarias que devem abastecer tanto a residência oficial quanto a casa de praia da governadora.

A lista inclui ainda uma tonelada e meia de camarão e 750 kg de patinha de carangueijo, duas toneladas de peixe e mais cinco toneladas de carne bovina e suína. 50 caixas de bombons e trinta pacotes de biscoitos champagne,

A previsão dos gastos com estas iguarias, no melhor estilo “ caviar”, as quais a maioria da população maranhense nunca viu nem conhece ou só ouve falar, como dizem os versos de uma canção de Zeca Pagodinho são estimados em R$ 1 milhão.

E o primeiro pregão destinado a aquisição de todo este suprimento destinado a abastecer a rica dispensa da residência oficial da governadora está agendado para amanhã com o valor de R$ 617 mil.


Afaste-se, governadora

Editorial do Jornal Pequeno

Rose-desesperada-2-893x1024Não vamos aqui defender a pena de morte, nem pregar que os chefões do crime organizado sejam eliminados nas caladas da noite. Mas, sinceramente, tem gente que não merece viver. Quem é capaz de incendiar crianças merece ter um destino cruel, sofrer dores terríveis, arder no fogo de todos os infernos.

A gente liga a televisão nos canais de maior repercussão nacional e sai da sala com a impressão de que é tudo inútil, que o Maranhão chegou ao fundo do poço e não há mais nada a fazer; que não adianta ter esperança, nenhuma forma de esperança. Nem que venha da política, nem que venha do Poder Judiciário. O Estado caiu em desgraça, e o que se vê são medidas paliativas e algumas sem pé nem cabeça, como a construção de uma delegacia dentro da penitenciária. É de se pensar que pretendem fichar e prender os presos que já estão presos e condenados.

Nunca nestes quatro séculos pudemos sequer imaginar que São Luís se tornaria o que é hoje: uma praça de sangue e horror, com uma população ameaçada noite e dia pela incompetência, a ingerência, a devassidão nos negócios públicos. Todo bandido se sentirá bem num lugar assim, como se premiado com o paraíso que tomou às mulheres, crianças e aos homens de bem.

Não se discuta mais que temos um governo, não tenham mais o desplante de gastar milhões em órgãos de comunicação para dizer que o governo é bom. Roseana fracassou, a Justiça fracassou, a polícia está sendo metralhada nas ruas e as crianças estão pegando fogo dentro de ônibus. Junte-se ao faroeste das drogas, a devassidão dos crimes de colarinho branco e estará construído o inferno que ninguém deseja. De que vale toda a nossa cultura, toda a diversidade das folias populares e esse arquipélago arquitetônico construído pela História, se não conseguimos mais dormir e qualquer um pode morrer a qualquer momento?

Governados de dentro de um presídio, sob toque de recolher é um absurdo tão grande para nossas tradições de paz e solidariedade, que, mais uma vez repetimos, só nos resta rezar e continuar perguntando, estupidificados, o que foi que aconteceu aqui. No fundo do poço, sem saída como no filme, perturbados e confinados por mentiras eletrônicas, metralhadoras e garrafas de coquetel molotov. Quem diria!

Afaste-se, governadora, é o que de melhor pode fazer por esse povo. Os que governam o Maranhão governam há tanto tempo que sofrem de estafa, de lassidão, de insuficiência pública. Permitiram que aqui se instalassem todos os cancros humanos, como a agiotagem, a pistolagem, a crueldade inominável de quem queima crianças, destruindo famílias, como aconteceu com a família dessa garota indefesa que ardeu em chamas dentro de um ônibus atacado em seu percurso diário. Morreram a menor, o bisavô, e a mãe está hospitalizada, correndo risco de morrer também. Destruíram uma família. Estamos tristes. O povo do Maranhão está apavorado e decepcionado. E é uma gente que só está preocupada em viver.