Diálogos e unidade

DSC_5496Os partidos de oposição ao grupo Sarney estão até aqui conseguindo ditar o ritmo da sucessão estadual, dando passos seguros para uma vitória em outubro. Conseguiram convergir para o nome de Flávio Dino ao governo e Roberto Rocha ao senado; e se preparam para concluir a montagem das chapas majoritárias e proporcionais, tendo um leque partidário amplo que pode chegar a 9 agremiações.

Enquanto isso o que se vê é uma impressionante crise no bloco da situação. Nem a força do Palácio dos Leões conseguiu aglutinar em torno do projeto montado pela governadora Roseana Sarney para tentar eleger Luís Fernando. Não combinou bem o jogo e foi atropelada pelo aliado Arnaldo Melo.

Mas o que sobretudo sobressai, entre acertos de um lado e erros de outro, é o fator conjuntura. De fato, há uma imensa fadiga do grupo dominante, sentimento de mudança forte e disseminado em todas as regiões do estado. Sem dúvida, sinais de um vigoroso movimento par pôr fim ao longo domínio da família Sarney.

Mesmo com toda a vantagem, é preciso muita cautela na oposição. O grupo liderado por Roseana Sarney tem força eleitoral, sabe usar a máquina e ainda exerce forte domínio sobre a chamada classe política. E o que mais a cautela recomenda é exatamente o que hoje a oposição mais almeja: a unidade ampla.

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