Legado olímpico

untitledROBSON PAZ

Os jogos olímpicos Rio 2016 chegaram ao fim. As olimpíadas foram realizadas com pleno êxito na organização, segurança, criatividade e alegria. O povo brasileiro mostrou capacidade, talento, labor, hospitalidade e solidariedade.

O Brasil superou todas as adversidades, parte delas internamente, de quem insiste em ver o país sob o complexo de vira-latas. Esta ‘cultura da inferioridade’ foi o primeiro obstáculo ultrapassado na corrida pelo sonho de realizar a olimpíada.

Para muitos parecia impossível, mas começou a se tornar real quando o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e outros sonhadores tentaram trazer o maior evento esportivo do planeta. Como em qualquer competição coletiva, quando abraçada por todos, a conquista é praticamente certa. Anos de preparação até que em 2007, o país sediou o Pan Americano. Em 2009, a escolha do Rio em Copenhague. Alegria e lágrimas de grandes personalidades e autoridades do nosso país, liderados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Pelé, o escritor Paulo Coelho.

Após sete anos, a cidade maravilhosa estava pronta para sediar os jogos olímpicos. Inéditos na América do Sul. A festa do esporte mundial não poderia ter palco mais propício. Recebemos atletas de mais de 160 países. Turistas de todo o planeta encontraram beleza e um povo encantador. Em momento político e econômico difícil é verdade, mas capaz de superar desafios e fazer uma olimpíada memorável.

Os resultados são exitosos para um país estreante na realização dos jogos olímpicos. A organização foi exemplar. A temeridade relativa à violência sucumbiu ao eficiente sistema de segurança planejado nos últimos anos. Nenhum incidente que comprometesse o sucesso do evento.

A infraestrutura do Rio de Janeiro recebeu investimentos importantes. Além do ótimo resultado para a imagem positiva do Brasil e para turismo, nosso país obteve o melhor desempenho em olimpíadas. Está entre as potências esportivas mundiais. É o décimo terceiro no ranking de medalhas e segundo país das Américas com melhor colocação.

Tantos feitos são provenientes de anos de trabalho e preparação. Fica o legado, sobretudo, na cultura do esporte. Avançamos muito, mas muito ainda há por ser feito. Por certo, modalidades esportivas terão mais investimentos e muitos adeptos, especialmente as crianças.

Espera-se que poder público e sociedade ajam para que tenhamos futuras gerações de campeãs no esporte e na vida. Para isto, é fundamental que haja estímulo ao esporte de base, nas escolas. Política adotada pelo governo do Maranhão com o resgate e ampliação dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs). Hoje, são mais de 100 mil estudantes de 83 municípios participando das competições em 20 modalidades com direito à logística de hospedagem, transporte e alimentação. O perfil da maioria dos campeões olímpicos brasileiros mostra que este é o caminho.

O esporte é promotor de feitos heróicos, de inclusão, saúde, superação, confraternização, solidariedade e paz. Os jogos do Rio legaram ao Brasil confiança e a certeza de que nosso povo forte e capaz de superar desafios. Precisa de oportunidade.

Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos

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