Maranhão escreve certo, no Brasil de linhas tortas

untitledROBSON PAZ*

O Brasil vai mal. Contas públicas desequilibradas, economia estagnada. Crise na segurança pública, na educação e na saúde da maioria dos estados. A instabilidade política e econômica impede o país de retomar o crescimento, em curto prazo.

A desigualdade aumenta. O governo federal reduz investimentos e, por consequência, direitos e oportunidades. Tudo isto afeta os brasileiros em todos os estados, sobretudo, aqueles que mais precisam.

Contudo, a acertada política econômica e social executada pelo governador Flávio Dino tem freado em grande medida os efeitos da crise no Maranhão. Por isso, estamos entre os estados com os melhores níveis de equilíbrio fiscal.

Êxitos constatados em relatórios do Banco Central (BC) e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulgados na semana passada. O BC aponta o Maranhão entre os dez estados com melhor situação fiscal e a Firjan classifica o estado como o segundo melhor desempenho em gastos de pessoal, pagamento de dívidas e investimentos.

O reconhecimento à acertada política fiscal é alvissareira. Melhor é ver que a ação do governo é ainda mais ousada na política social, com investimentos importantes na educação, saúde e segurança. Enquanto o governo federal extingue programas como “Ciência Sem Fronteiras”, nosso estado oferece oportunidade e conhecimento para jovens estudantes com o “Cidadão do Mundo”. Nos últimos dias, 70 alunos egressos da rede pública embarcaram para intercâmbio na Argentina e Canadá. Está em curso o maior programa educacional do estado com construção, reforma e reconstrução de 574 escolas dignas. Os professores foram os únicos da rede estadual a terem reajuste este ano e estão entre os mais bem pagos do país.

O Maranhão que em toda a história jamais teve escola em tempo integral tem 18 em pleno funcionamento. As duas últimas inauguradas em Timon. Um Núcleo de Educação Integral e uma unidade do IEMA (Instituto de Ciência, Educação e Tecnologia). Este, outra iniciativa inédita, que oferece ensino profissionalizante. A meta são 23 unidades até 2018.

Na segurança, o Maranhão alcançou o maior contingente policial de sua história. Mais de 12 mil policiais militares, após a contratação de mais de 3 mil policiais em apenas dois anos e três meses. Com reajuste em maio, os policiais maranhenses estarão entre os mais valorizados do país.

A saúde saiu da UTI. Foram inaugurados cinco hospitais regionais de média e alta complexidade nos municípios de Pinheiro, Caxias, Imperatriz, Santa Inês e Bacabal. A Força Estadual de Saúde fez 500 mil atendimentos nos 30 municípios mais pobres. O governo apoia os municípios, inclusive com a aquisição de ambulâncias.

O Bolsa Escola beneficia 1,2 milhão de alunos, que recebem crédito para aquisição de material escolar. Atenção que vai da educação infantil ao ensino superior com a criação da UemaSul, na região Tocantina.

Assim, o Maranhão mostra que é possível com política justa, humana e transparente trilhar o caminho certo, mesmo nas tortas linhas traçadas no Brasil.

*Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Rádio Timbira AM.

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