Ausências, desconforto e deselegância marcam ato em apoio a Sarney Filho

WhatsApp Image 2017-06-02 at 21.08.26O senador Edison Lobão (PMDB) e o filho Edinho, ex-candidato ao governo, não apareceram. Roseana Sarney fez rápida saudação e permaneceu no local por pouco mais de dez minutos. Em aparição relâmpago, o senador João Alberto (PMDB) deixou a casa de eventos antes mesmo de ser anunciado pelo mestre de cerimônia para se pronunciar. Discurso? Nem pensar.

Acusado de desvio de recursos da saúde em vários processos, o ex-secretário Ricardo Murad também não deu mínima para o lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho (PV) ao Senado. Menos de duas dezenas de prefeitos presentes. Este foi o retrato acabado do evento, que marcou a tentativa de reencontro público do grupo Sarney.

O ato realçou as diferenças e brigas internas no grupo Sarney. Sem consenso em torno das candidaturas ao Senado e ao governo em 2018 e envolta em denúncias de desvios de recursos nas investigações da Lava Jato, o clã está submerso num mar de incertezas. Há, pelo menos, três postulantes declarados às duas vagas de senador. Além de Sarney Filho, Lobão e João Alberto pretendem disputar a reeleição.

Visivelmente incomodada com a inciativa do ex-auxiliar Filuca Mendes, Roseana Sarney solidarizou-se ao irmão, mas não descartou aventurar-se em nova candidatura ao governo. João Alberto, por sua vez, assegura que só deixaria de ser candidato ao Senado numa eventual candidatura dele ao governo.

Entre os sarneystas, apenas uma certeza: o ato em apoio a Sarney Filho foi uma cartada do ministro do Meio Ambiente para evitar que a irmã o atropelasse outra vez evitando a candidatura ao Senado. Assim, acreditam os aliados de Sarney Filho, a ex-governadora terá que correr o risco de liderar uma chapa majoritária com a candidatura de dois filhos de Sarney. Uma temeridade jamais vista na política maranhense.

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