A força do celular e das redes sociais

untitledROBSON PAZ

A cena é comum. Por onde passamos vemos pessoas zapeando celular. Nas casas, escritórios, shoppings, feiras, consultórios… Nos principais centros urbanos, mas também nos lugares mais remotos lá está o pequeno dispositivo presente.

Uma força de comunicação incalculável. Pois, nele, estão reunidas várias mídias: TV, internet, rádio, jornal e redes sociais com aplicativos, que viraram febres como o WhatsApp conquistando a atenção das mais variadas faixas etárias.

Pesquisa realizada pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, divulgada na semana passada, mostrou que pela primeira vez, o celular ultrapassou o computador como o principal dispositivo utilizado para acessar notícias no Brasil.

Nas regiões urbanas do país, esse índice chegou a 65%, contra 62% dos computadores. Índices acima da média registrada nos países pesquisados, onde as taxas são de 56% e 58%, respectivamente. Resultado que demonstra clara mudança no modo de consumir notícias pela internet.

O estudo constata outra tendência no Brasil. O crescimento do WhatsApp. Exatos 46% dos entrevistados afirmaram usar o aplicativo para acessar e compartilhar notícias, o que representa um aumento de sete pontos percentuais em relação ao ano passado, segundo o levantamento.

No mesmo intervalo de tempo, o Facebook teve queda de 12 pontos na comparação com o ano anterior. O Face é utilizado por 57% das pessoas ouvidas. Já o Youtube aparece como a escolha de 36%, enquanto Instagram e Twitter por 12% dos entrevistados, cada um.

A pesquisa mostra pertinente preocupação dos brasileiros no que diz respeito às notícias falsas disseminadas por estas mídias. As redes sociais têm sentido o impacto da veiculação de notícias falsas, conforme o estudo.

A avalanche de notícias falsas nas redes sociais fortalece os meios de comunicação tradicionais na relação com o público. Neste quesito, 40% dos brasileiros consideram que as empresas de comunicação realizam um bom trabalho em separar fatos de boatos. Quando a mesma pergunta se refere ao esforço nas redes sociais, o número cai para 24%.

Contudo, a despeito do rápido crescimento da internet, a popularidade da web não é hegemônica. A expansão das redes sociais também sofre com a crise econômica. Em meio ao crescente desemprego e mudanças no mercado, mais de 36 milhões de linhas móveis foram desconectadas pelos operadores de telecomunicações nos últimos dois anos, de acordo com a pesquisa.

Ainda assim, as plataformas on-line já são a principal fonte de informação para pessoas em áreas urbanas, especialmente aquelas com maior renda e níveis de educação.

A mídia digital é uma realidade. Também na última semana a Nova 1290 Timbira AM alcançou a marca de 10 mil curtidas em sua fanpage. É a rádio maranhense em amplitude modulada mais curtida no Facebook. Conquistou ainda a segunda maior audiência entre as emissoras de rádio do Estado no aplicativo RadiosNet. Indicativos concretos da mudança porque passa a emissora pública. Parabéns a toda equipe da Rádio de Todos Nós!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM


Cultura, turismo e renda

Por Flávio Dino

DDxjfBUW0AELUzxO país enfrenta uma das maiores crises econômicas de sua história por uma disputa política sem fim no cenário nacional. Neste momento, torna-se um grande desafio construir alternativas econômicas em nosso estado, que gerem ganho de renda para as pessoas. O turismo é universalmente lembrado como uma alavanca de desenvolvimento local em momentos de crise nacional como esta. Essa foi a aposta que fizemos ao organizar o São João de Todos 2017, que encantou a tantos maranhenses e turistas neste junho. Fico feliz que tenhamos obtido resultados concretos com a geração de milhares de postos de trabalho e a movimentação de R$ 20 milhões nos arraiais da capital, e valor no mínimo o dobro nos demais municípios, totalizando pelo menos R$ 60 milhões que giraram nas cidades por conta dos arraiais.

Os festejos juninos estão entre os traços identitários do povo do Maranhão, que nos diferenciam em relação a outros estados. Muitos maranhenses passam o ano todo esperando junho. Pessoas que preparam com esmero sua roupa de brincante, seu chapéu, sua matraca, seu boi. Quando esse colorido vem às ruas, com seus diferentes ritmos e sotaques, respira-se no ar essa sensação do que é morar no Maranhão.

Transformar essa paixão em oportunidades de negócio para milhares de pessoas é um dos desafios a que me dispus à frente do Governo. Fizemos um investimento de R$ 18 milhões na realização dos arraiais em 80 cidades, via investimento direto, emendas parlamentares ou por meio de lei de incentivo.

Outra aposta importante que fizemos foi o da promoção turística do nosso São João em outros estados. Com uma nova marca promocional – “Maranhão, Terra de Encantos” – fizemos uma campanha para atração de turistas com chamadas em sites e revistas de alcance nacional. Também instalamos outdoors em cidades-pólo de emissão de turistas para o Maranhão, como Belém, Teresina e Palmas. Bem como colocamos peças de divulgação no principal aeroporto com conexão direta para nosso estado, o de Brasília.

O resultado desse trabalho pode ser visto em números. Segundo dados da ABIH, a ocupação hoteleira de São Luís ficou em 62,36% durante o mês de junho. Foi o melhor resultado dos últimos 6 anos, ultrapassando inclusive outros momentos de bonança econômica. E muito mais ainda há por vir, pois dados iniciais de reservas hoteleiras para o mês de julho em São Luís, Carolina e Barreirinhas mostram que teremos um dos melhores verões do turismo maranhense em anos.

São resultados que me alegram não só pelas oportunidades que geram, colaborando com nossa economia nesse momento de crise. Mas também por estimular a reafirmação, ano após ano, da identidade cultural de nosso estado, essa amálgama que nos faz felizes em junho. Esse São João nos deixou muitas saudades e reforçou o respeito pelos grupos culturais do nosso Estado.

Advogado, 49 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.