Mais uma etapa vencida

Robson PazROBSON PAZ

Mais um ciclo pré-eleitoral foi encerrado. O fim dos prazos de trocas partidárias e novas filiações, além das desincompatibilizações para disputar as eleições de outubro, deixou mais nítido o cenário da sucessão estadual.

A disputa pelo governo do Estado mantém amplo favoritismo do governador Flávio Dino. As ‘profecias’ dos adversários não se materializaram.
Nenhum partido do arco de alianças liderado pelo PCdoB deixou de apoiar o projeto de reeleição do governador comunista. Tampouco houve loteamento de cargos para atrair novos aliados, nem para manter os atuais como pregou a oposição oligárquica.
Nem mesmo as mudanças de legenda feita por políticos com mandato favoreceram a pré-candidatura do grupo Sarney. Ao contrário, até o vice-prefeito de Caxias deixou a nau sarneísta para se filiar ao PP, que integra a base de apoio ao governo Flávio Dino.
Se por um lado, o PSDB ganhou sobrevida com filiações de dois deputados federais pré-candidatos ao Senado, a pré-candidatura de Eduardo Braide (PMN) subiu no telhado. Sem tempo de televisão, estrutura partidária e aliados que lhe garantam sustentação para uma campanha competitiva, o deputado deve disputar a eleição para a Câmara Federal. Com isso, minguam as chances de segundo turno como atestam todas as pesquisas.
Cenário, por óbvio, pouco atraente para a confirmação da candidatura de Roseana Sarney ao governo.
Corroboram para isto outras profecias apocalípticas alardeadas pelo sarneísmo, que não se concretizaram. O estado do Maranhão vai muito bem administrativamente, com investimentos, inaugurações diárias, serviços públicos e servidores valorizados, além de amplo reconhecimento de instituições nacionais e internacionais. Portanto, muito distante daquilo que desejavam os pregadores do caos.
O governador Flavio Dino goza de uma das maiores aprovações do país com mais de 60% de popularidade e praticamente o mesmo percentual de intenções de votos.
Como as eleições deste ano ocorrerão em ambiente de tensão após a prisão política do ex-presidente Lula, há outro componente que terá grande importância. Enquanto Flávio Dino tem o apoio do ex-presidente, cuja aprovação beira os 80% no estado, seus adversários terão que carregar o peso da desaprovação acima de 80% do governo Michel Temer, defendido por eles.
A seis meses das eleições muito ainda por acontecer, mas o ambiente político eleitoral está pouco propício a reviravolta. Por tudo isto, parece cada vez mais improvável o embate entre Flavio Dino e Roseana Sarney. Os sinais são visíveis. Esperemos para conferir.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

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