Com estacas de até 40 metros, grande parte da ponte Central-Bequimão fica escondida no solo

ponte-estruturaBoa parte da estrutura da ponte Central-Bequimão que está sendo construída na Baixada Maranhense não é visível para quem passa pelo local. A complexa engenharia da obra inclui materiais instalados a até 40 metros de profundidade. Foi uma maneira de superar as dificuldades impostas pelo terreno instável na região do rio Pericumã.

Grande quantidade do solo que existe no local é considerado mole. Há pontos em que esse solo mole tem espessura de 26 metros. Se fossem colocadas, por exemplo, estacas com essa mesma altura no solo, elas “escorregariam”.

É por isso que, nesses pontos, as estacas tiveram que ir bem mais fundo. Há trechos em que a profundidade das estacas chegará a 40 metros. É mais ou menos a altura de um prédio de 20 andares.

Responsável técnico pelas obras da ponte construída pelo Governo do Maranhão, o engenheiro civil Fernando Navarro explica que o projeto tem duas grandes fases: a que fica do solo para cima; e a que fica do solo para baixo.

“Do solo para baixo, são as fundações, que são estacas de grande diâmetro e profundidade com execução bastante complexa”, afirma. As fundações precisam suportar as enormes cargas da estrutura da ponte.

“Hoje nós estamos com as estruturas metálicas 100% fabricadas. São estruturas especiais com aço especial anticorrosão, que não enferrujam.

Canteiro de obras

“Existem fases do projeto que são no solo, em muita profundidade. Para fabricar a estrutura metálica, nós precisamos de um ano. Para a parte de projetos, foram dois anos. Então são três anos de trabalho de desenvolvimento e de projeto sendo executado”, afirma o engenheiro Fernando Navarro.

Todas as estacas da obra estão prontas e no canteiro para serem cravadas no solo. De acordo com Navarro, já foi iniciada a execução das fundações do lado do rio que fica em Bequimão. Em seguida, será feito o mesmo trabalho na parte que fica na cidade de Central. E, por último, no meio do rio. A ponte vai ter 15 pilares de apoio. São sete em cada margem e um no centro.

Depois da fundação, começam a ser montados os 15 vãos – um para cada pilar. E aí vem a fase em que as vigas são unidas para fazer a estrutura superior, por onde vão circular os veículos.

Dez cidades interligadas

Com extensão de 589 metros, a ponte vai interligar 10 municípios da Baixada Maranhense e diminuir a distância de deslocamento dos moradores da região em 125 quilômetros. As cidades diretamente beneficiadas são Bequimão, Central, Apicum-Açu, Bacuri, Serrano do Maranhão, Cururupu, Porto Rico, Cedral, Guimarães e Mirinzal.

“Essa é uma obra de grande complexidade e que exige um planejamento que envolve diversas etapas e a participação do consórcio responsável pela construção. O Governo do Maranhão acompanha de maneira permanente o desenvolvimento da obra”, diz o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.


Lula: O Brasil voltará a ser dos brasileiros

LulaEnquanto o país prestava atenção à Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, uma das leis mais vergonhosas de sua história. Por maioria simples de 217 votos, decidiram vender  aos estrangeiros 70% dos imensos campos do pré-sal que a Petrobrás recebeu diretamente do governo em 2010. Foi mais um passo do governo golpista e seus aliados para entregar nossas riquezas e destruir a maior empresa do povo brasileiro.

O projeto de lei aprovado semana passada é um crime contra a pátria, que exige reação firme da sociedade para ser detido no Senado, antes que seja tarde demais. É uma decisão que entrega de mão beijada campos do pré-sal com potencial de conter cerca de 20 bilhões de barris de petróleo e gás, burlando a lei que garante o pré-sal para os brasileiros.

Para entender a gravidade desse crime, é preciso voltar ao ano de 2009, quando a Petrobras precisava investir para explorar o recém-descoberto pré-sal. Apresentamos então um projeto de lei em que a União (a quem pertencem as reservas de petróleo, não se esqueçam) vendeu à estatal, em troca de títulos, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal. Foi a chamada Cessão Onerosa.

Assim, a empresa se valorizou, fez a maior operação de capitalização da história e tornou-se capaz de investir. O resultado é que, em tempo recorde, o pré-sal já produz 1,7 milhão de barris/dia, mais da metade da produção nacional. Como era uma operação especial, para defender interesses estratégicos do país, definimos na Lei 12.276/10, que a Cessão Onerosa “é intransferível”.

Fora dessa área, o pré-sal só pode ser explorado pelo regime de partilha, por meio de uma legislação que garante a soberania do país e direciona essa riqueza para investimentos em educação, saúde, ciência e tecnologia, o nosso passaporte para o futuro.

Já circulam estudos indicando que o petróleo dos campos de Cessão Onerosa será vendido a preços entre US$ 6 e US$ 8 o barril, que é o custo de exploração, quando o preço internacional do barril oscila entre U$ 70 e US$ 80. As chances de achar petróleo nesses campos são praticamente totais, porque nós, brasileiros, já mapeamos as áreas. Para as petroleiras, é como comprar um bilhete premiado de loteria. Para o Brasil, é como vender a galinha da fábula, que botava ovos de ouro.

De posse desses campos, os estrangeiros vão comprar sondas e plataformas lá fora, sem gerar um só emprego na indústria brasileira. Vão contratar engenheiros e técnicos lá fora; vão controlar diretamente toda a inteligência de pesquisa e exploração em nosso pré-sal, o que também é um ataque a nossa soberania.

Esse ataque vem acontecendo desde o início do governo golpista, quando aprovaram a chamada Lei Serra, que excluiu a participação obrigatória da Petrobrás em todos os campos do pré-sal. Foi mais um golpe na indústria naval brasileira, que se somou à decisão de reduzir para 50% a obrigação da Petrobrás de comprar máquinas e equipamentos no Brasil, o chamado conteúdo local.

Na presidência da Petrobrás, Pedro Parente, representante do PSDB, iniciou a privatização de atividades estratégicas como a produção de biocombustíveis, distribuição de gás de cozinha, produção de fertilizantes e participações na petroquímica. Pôs à venda a Liquigás, a BR distribuidora, a fábrica de nitrogenados de Três Lagoas e o gasoduto do Sudeste (NTS).

Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares. Fez reajustes quase diários dos combustíveis, acima dos preços internacionais, o que aumentou os lucros dos estrangeiros. A importação de óleo diesel dos Estados Unidos mais que dobrou.

Não podemos esquecer que os primeiros a sofrer com a nova política de preços da Petrobrás foram os mais pobres, que passaram a usar lenha e o perigosíssimo álcool para cozinhar, por causa do brutal aumento do botijão de gás.

Essa desastrosa política provocou, em maio, a paralisação dos transportes terrestres que tantos prejuízos provocou ao país. O Ipea acaba de informar que a produção industrial caiu 13,4% naquele mês. Não houve queda igual nem mesmo no primeiro mês da crise financeira global de 2008, quando o recuo foi de 11,2% (e cabe lembrar que superamos rapidamente aquela crise).

Em dois anos, foram mais de 200 mil demissões de trabalhadores da Petrobrás e de empresas contratadas por ela, além de mais de 60 mil demissões na indústria naval. A indústria de máquinas e equipamentos calcula uma perda de 1 milhão de empregos na cadeia de óleo e gás, em decorrência dessa política suicida.

A desvalorização do patrimônio da Petrobrás, com a venda de empresas controladas, a perda de mercado no Brasil, a opção por se tornar mera exportadora de óleo cru, entre outras ações danosas de Parente, é dezenas de vezes maior que os alegados R$ 6 bilhões que teriam sido desviados nos casos investigados pela Lava Jato.

A votação da semana passada na Câmara, em regime de urgência, sem nenhum debate com a sociedade, mostrou que o governo golpista tem uma pressa desesperada para entregar o patrimônio nacional e destruir nossa maior empresa.

A verdade é que o tempo deles está acabando. Correm para entregar o que prometeram aos patrocinadores do golpe do impeachment em 2016: nosso petróleo, nossas riquezas, as empresas dos povo, a Petrobrás, a Eletrobrás e os bancos públicos. Foi para isso, e para revogar direitos dos trabalhadores, que eles derrubaram a honesta presidenta Dilma Rousseff.

Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, e não apenas na Petrobrás. A politica externa dos chanceleres tucanos voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado dos EUA, num retorno vergonhoso ao complexo de vira-latas que tínhamos superado em nosso governo.

Mas o tempo deles acaba em outubro, quando o Brasil vai eleger um governo democrático, com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo e do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país ou ao nosso povo. Quando o Brasil eleger um governo que vai acabar com a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional.

Podem ter certeza: voltando ao governo, com a força do povo e a legitimidade do voto democrático, vamos reverter tudo que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país. E o Brasil vai voltar a ser dos brasileiros.

Luiz Inácio Lula da Silva

Ex-presidente e pré-candidato do PT à Presidência da República

*Artigo originalmente publicado no Jornal do Brasil


Com chegada de nova leva de materiais, Ponte Central–Bequimão continua cronograma de avanços

Estrutura-Ponte-Central-BequimãoA Ponte Central-Bequimão, localizada sobre o Rio Pericumã, é uma das maiores obras em execução no Maranhão. Com investimento de aproximadamente R$ 70 milhões, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), vai encerrando mais um longo período de espera pela solução da mobilidade, escoamento de produção e rota turística da Baixada Maranhense.

“Essa é uma obra de grande complexidade e que exige um planejamento que envolve diversas etapas e a participação do consórcio responsável pela construção, a Sinfra acompanha de maneira permanente o desenvolvimento da obra”, disse o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.

O secretário explicou ainda que a Sinfra auxilia no que compete à Secretaria, como é o caso do chamado Aterro de Conquista, que é a construção do aterro para chegar até às margens do rio também sobre solo mole. “Lá nós tivemos que fazer camadas de aterro com geodreno para que todas as cargas consigam chegar ao canteiro de obra e acelerar o desenvolvimento da Ponte”, contou Clayton Noleto.

Canteiro de Obras

São dois canteiros de obras e infraestrutura de deslocamento de equipamentos montados nas cidades de Bequimão e Central, onde a ponte já começa a tomar forma depois da conclusão da fase de fundação, do início da colocação dos primeiros três dos 15 pilares de sustentação e da chegada das peças que compõem a estrutura mista da ponte que é composta de concreto e aço, com vigas metálicas.

“Também é papel da Sinfra providenciar os acessos à ponte. Ao todo, são 12 km de um lado e 13 km de outro, a construção da fundação que exige alcançar rocha com 27 metros de profundidade e todos esses desafios têm sido gradual e progressivamente atendidos e alcançados”, destacou Noleto.

“Nós temos muita responsabilidade, sabemos que não podemos fazer uma obra de grande magnitude de qualquer jeito, então o Governo do Maranhão tem feito um grande esforço, sob o comando governador Flávio Dino, para alcançar esses objetivos”, afirmou o titular da Sinfra.

Ligação terrestre

Localizada na MA-211, a ponte tem extensão de 589 metros e interligará os municípios de Bequimão e Central do Maranhão, criando acesso para as cidades de Apicum-Açu, Bacuri, Serrano do Maranhão, Cururupu, Porto Rico, Cedral, Guimarães e Mirinzal, reduzindo em até 152 km o percurso e solucionando os entraves de mobilidade urbana para os moradores da região. Além disso, garante escoamento da produção de pescado, alavanca o turismo e possibilita mais rapidez no acesso à capital do Maranhão e ao estado do Pará.

“A Ponte sobre o Rio Pericumã é um sonho não apenas da cidade de Bequimão, mas de toda a região. Ela trará desenvolvimento econômico porque vai gerar movimentação no setor de comércio do pescado, de serviços e trazer empregos,” afirma o governador Flávio Dino.

Chegada de materiais

Caminhões carregados com materiais e peças de aço para a construção da nova etapa da ponte chegaram na última semana ao Maranhão e vão ajudar a iniciar a etapa de colocação das vigas de sustentação.

“Podemos assegurar à população do Maranhão, principalmente da região da Baixada, que espera essa obra há muitas décadas, que a obra está sendo executada com qualidade, com precisão técnica e é o nosso compromisso cumprir as etapas seguintes para concluir a obra e alcançar mais esse grande êxito da engenharia maranhense”, completa Noleto.


Nordeste na vanguarda da comunicação cidadã

Robson PazROBSON PAZ

A agenda de retrocesso imposta ao país pelo governo Michel Temer (MDB) ameaça recentes conquistas da comunicação pública. Sob o dogma do Estado mínimo, Temer e aliados incluíram a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no pacote das empresas públicas passíveis de extinção. Pôs em prática o Plano de Demissão Voluntária (PDV) para os servidores da empresa com redução prevista de até 22% do quadro de pessoal.

Mais recentemente, o Conselho de Administração da EBC rebaixou a empresa criada para desenvolver a comunicação pública à categoria de agência de comunicação governamental. Determinou que a Agência Brasil passe a oferecer apenas conteúdos jornalísticos estatais. A deformação autoritária da empresa iniciada após o golpe de 2016 mereceu o repúdio do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e dos ex-presidentes da EBC.

A cartilha da negação do direito à comunicação já havia sido adotada no Rio Grande do Sul, onde o governador Ivo Sartori, coincidentemente do MDB, extinguiu o sistema público de comunicação do estado. Os projetos encaminhados pelo governo à Assembleia Legislativa extinguem a TVE, a rádio FM Cultura, entre outras instituições.

É inevitável a comparação com o desmonte da Rádio Timbira AM pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), na década de 1990. Ao não conseguir seu intento de privatizar a rádio, tal qual o aliado Temer, a emedebista impôs um PDV aos funcionários da emissora e sucateou a mais longeva rádio do estado. Foram mais de duas décadas de abandono e ostracismo.

Pois bem. A despeito dos reveses, nem tudo são trevas na comunicação pública. Há luz no fim do túnel. Na última semana, trocamos experiências acerca da comunicação estatal pública com dirigentes de rádios e TVs de estados nordestinos. É especialmente estimulante ver a valorização da comunicação estatal pública nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Paraíba.

Os baianos contam com a TV Educativa e a Rádio Educadora FM. Ambas geridas pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB). Em Aracaju, a Fundação Aperipê reúne televisão Educativa (Aperipê TV) e duas emissoras de rádio: Aperipê AM e FM.

Nas Alagoas, o Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) é responsável pela TVE e as Rádios Difusora AM e Educativa FM. Com mais de 80 anos, a Rádio Tabajara AM foi completamente reestruturada, bem como a emissora FM formando o sistema de comunicação estatal público da Paraíba.

No mar de intempéries e monopólio da grande mídia, as emissoras públicas do Nordeste destacam-se pelo jornalismo plural, diversidade da programação cultural e educativa.

Depois de duas décadas de abandono e descaso, a Nova 1290 Timbira AM está inserida nesse contexto. Agora, participa de esforço conjunto para estabelecer integração entre o sistema público de comunicação da região. Um grande desafio!

As parcerias de conteúdo e cooperação técnica se constituem num passo de elevado significado e importância para a garantia do direito humano fundamental à liberdade de expressão e livre acesso às informações.

Iniciativa, que coloca o Nordeste na vanguarda da comunicação pública do país.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Equipes técnicas discutem próximas etapas da construção da ponte Central-Bequimão

Tecnicos-Ponte-Central-BequimaoA equipe técnica de engenharia da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) participou, na quarta-feira (20), no Palácio Henrique de La Roque, em São Luís, de reunião para alinhar detalhes de uma das obras mais aguardadas pela população da região da Baixada Maranhense, a construção da ponte Central-Bequimão sobre o Rio Pericumã.

Os representantes da empresa responsável pela obra, Fábio Bonfim e Sávio Dilascio, apresentaram as etapas do trabalho que serão realizadas e discutiram as técnicas a serem aplicadas para estruturar o projeto. Eles explicaram que os procedimentos que serão aplicados garantem a segurança dos trabalhadores que atuam na execução da obra e da comunidade que utilizará a ponte depois da conclusão dos trabalhos.

Fábio Bonfim apresentou modelos de pontes importantes em diversos estados do país e, também, projetos internacionais, em que foi utilizada a Técnica de Empurramento, a mesma que será usada nas obras da ponte, que está sendo erguida em um trecho entre os municípios de Central e Bequimão.

Com a utilização dessa técnica, segundo Fábio Bonfim, 90% da obra é feita em terra, o que garante mais estabilidade e segurança. Após concluída a pré-montagem do material, o empurramento das estruturas é feito sobre os pilares, o que garante a formação da ponte.

Atualmente, as obras preliminares, que incluem estudos geotécnicos e mobilização de equipamentos, estão avançadas. Com a central de concreto instalada, será possível o avanço das fundações e pilares na margem Bequimão. O secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto, destacou os trabalhos que estão sendo realizados para que mais essa obra seja entregue pelo Governo do Estado à população.

“O Governo do Estado está empenhado para que essa obra seja mais um grande passo de desenvolvimento para o Maranhão e, sobretudo, para essa região que tanto aguardou essa ponte. Estamos trabalhando com estruturas de mecânica pesada, com uma obra de altíssima complexidade, e temos certeza que a população terá uma obra digna, bem estruturada, para que possamos comemorar juntos mais essa vitória”, disse Clayton Noleto.

Novas estruturas

Nesta semana, 16 carretas chegaram ao Maranhão com novas estruturas que darão início a fase de pré-montagem da ponte. Segundo a equipe técnica, após a conclusão dessa fase dos trabalhos, esses equipamentos serão tracionados sobre os pilares, formando a futura pista de rolamento de veículos.

A ponte terá 589 metros de extensão. É uma obra de alta complexidade técnica e um sonho aguardado, há anos, pelos moradores da Baixada Maranhense. A ponte interligará 10 municípios da Baixada Maranhense e diminuir a distância de deslocamento aos moradores da região em até 125 quilômetros. A obra sobre o Rio Pericumã é de alta complexidade técnica e vai interligar mais de 10 cidades.


Trabalho como valor fundamental

Por Flávio Dino

ponte_central_bequimaoUm dos valores que devem nortear a administração pública no Brasil, em meio a uma conjuntura política conturbada que enfrentamos nos últimos anos, é a dedicação ao trabalho. Este é um quesito cada vez mais imprescindível, quando o país diz cada vez mais claramente que não mais comporta os privilégios que eram concedidos a grupos políticos e familiares.

Entendi, durante os quase 30 anos de atuação como servidor público, que esse era o caminho correto a seguir. Foi essa percepção de uma vida de trabalho que trouxe ao comando do Poder Executivo estadual, junto com toda a equipe, que tem uma visão avançada e humanizada de atuação.

Como exemplo atual da nossa dedicação a metas sérias, menciono obras em execução como a ponte Central/Bequimão. Iniciamos a última semana com o deslocamento das estruturas para a tão sonhada ponte Central-Bequimão, possibilitando à população do Litoral Ocidental uma importante ligação rodoviária, esperada há décadas. São 10 municípios diretamente beneficiados com a ponte, que interligará pessoas, polos produtivos e rotas de turismo.

Este é um dos sonhos maranhenses que estamos tirando do papel, como resultado de um trabalho diário de mais de três anos. Para vermos essa realidade se concretizar, passamos pelas fases necessárias antes do início das obras, que vão desde o projeto, a licitação da implantação e compra das estruturas que chegaram há poucos dias na região, enfrentando infelizmente uma oposição irascível dos defensores da velha política.

Outra importante ação que deixa de ser “lenda” para se tornar realidade é a construção da rodovia MA-275, ligando as cidades de Amarante a Sítio Novo. Estivemos lá esta semana, no início dos trabalhos de pavimentação. 40km de estrada de barro e pontes de madeira vão sendo substituídas por uma nova estrada de asfalto, encurtando distâncias e levando mais dignidade à vida da Região Tocantina.

Não são obras isoladas, fazem parte de uma série de ações de infraestrutura que iniciamos e entregamos desde 2015. Do início do nosso governo até hoje, foram mais de 2.500km de asfaltamento, recuperação e inauguração de estradas que interligam cidades, viabilizando a infraestrutura necessária.

Apontamos esses exemplos para mostrar que a atitude do governante pode ser transformadora, trabalhando por ações inovadoras e viáveis nas mais diferentes regiões do estado. Ao longo desses três anos, investimos em políticas públicas sérias e que começaram a trazer mais dignidade a cada uma das regiões maranhenses. Não apenas estamos honrando os compromissos feitos, mas construindo um Maranhão mais justo e com mais oportunidades para todos.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.