Escola, Liberdade e República

Por Flávio Dino

governador-eleito-flavio-dino-1-e1416615703474101535Comemoramos neste 15 de novembro que passou quase 130 anos de nossa República. Regime que se propagou pelo mundo baseado nas ideias do Iluminismo. No antigo regime, valia a vontade de uma só pessoa, e não havia alternância no poder, na medida em que a sucessão era definida em âmbito familiar. Na República, o poder não se cristaliza na mão da mesma família e até a maioria deve respeitar e conviver com os desejos de outros grupos, num ambiente de pluralidade de ideias.
Aqui no Maranhão, vivemos um nascimento tardio desta República, pois o coronelismo de traços coloniais muito se alongou, adentrando no século 21. Infelizmente, contudo, superamos um desafio e já estamos às voltas com outras ameaças, notadamente esse assustador ressurgimento do fascismo, em vários quadrantes do mundo.
Essa ameaça é muito bem identificada pela ex-chanceler norte-americana Madeleine Albright no recém lançado livro “Fascismo, um alerta”. Albright aponta a proliferação no mundo de um novo tipo de líder que “diz falar por uma nação ou grupo, não se preocupa com os direitos dos outros e está sempre disposto a usar de violência ou qualquer outros meios necessários para atingir seus objetivos”.
A prevalecer esse tipo de liderança, teremos sistemas políticos apenas formalmente republicanos, mas na prática esvaziados de sentido material. Vemos isso por meio de ameaças à liberdade de opinião, por exemplo com discursos de ódio e medo contra jornalistas ou professores.
Propostas como “Escola Sem Partido” são visceralmente anti-republicanas, na medida em que tolhem a ideia de “governos moderados”. Com efeito, se não há possibilidade de opinião, inexiste pensamento crítico e prevalece a vontade unilateral das instâncias de mando.
Consentâneo com o primado republicano, o artigo 206 da Constituição Federal determina a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;” além de garantir o “pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas” no país. Foi com essa base teórica e normativa que, na semana dedicada à República no Brasil, editei Decreto orientando a rede estadual de ensino a respeitar a livre manifestação de pensamento e opinião, essencial para que a sociedade não seja atropelada por propósitos despóticos.
Como muitas vezes costuma acontecer, uma bandeira se levanta justamente para se encobrir uma batalha por seu revés. Pois o que pregam os arautos da Escola Sem Partido que não determinar politicamente o que devem falar alunos e professores?
Começam tempos em que é preciso estar atentos a riscos colocados à República. Que tenhamos força e coragem, como recomendam as Sagradas Escrituras (Josué, 1).

O amor vencerá o ódio

Robson PazROBSON PAZ

O Brasil está diante da eleição mais importante da história, desde a redemocratização do país. De um lado, a luz da democracia e do amor. Do outro, a escuridão da intolerância e da barbárie.

No centro, a população dividida. Parte desta, inebriada com pregações de ódio e violência. Não estamos, portanto, diante de simples decisão sobre quem será o presidente pelos próximos quatro anos. Mas, a escolher entre o caminho da dignidade humana, das liberdades individuais e o medievalismo das ‘santas inquisições’.

As recentes pesquisas mostram que há progressivo desencanto com o ‘mito’ da candidatura, que se apresenta como signatária da antipolítica, do combate à corrupção e à violência. Isto porque as práticas mostram o inverso. O representante da extrema direita tem se revelado um político intolerante, enredado em denúncias de corrupção, caixa dois e defensor da violência e da tortura.

A pregação do ódio aos opositores e morte, inclusive de inocentes, estarrece o país e o mundo. Quem em sã consciência seria capaz de utilizar o voto para autorizar um presidente da República a torturar e matar seus semelhantes?

Ainda mais contraditório é tentar associar a violência, misoginia, racismo, homofobia, intolerância, guerra, armamento com a mensagem de amor, da coexistência e da paz deixada por Jesus para a humanidade.

Decerto, o filho de Deus feito homem condenou práticas imorais e a corrupção. É verdade! Contudo, o fez convertendo estes por meio do amor e do perdão. Foi assim com a mulher que seria apedrejada por adultério, com os cobradores de impostos, entre outros tantos exemplos. “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. (…) Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” Sábias palavras, que ecoam por séculos, milênios.

Jesus não pregou a extinção, mas o respeito aos diferentes. “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes. (…) Pois eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” (Mateus 9:12, 13)

É preciso dizer não à ameaça à democracia no Brasil, aos direitos humanos e às liberdades individuais. Valorizar as famílias é assegurar igualdade de direitos e oportunidade para todos e todas, moradia digna, educação gratuita e com qualidade, acesso à saúde.

O futuro do nosso país depende de cada um de nós. É auspicioso ver que eleitores indecisos e propensos em votar em branco e/ou nulo começam a entender que se omitir do processo é fortalecer os ideais odiosos e intolerantes, que ameaçam a dignidade humana.

Dos mais brilhantes líderes da história, Nelson Mandela afirmou que “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

É preciso refletir sobre tudo isto na hora de votar. Não podemos ser cúmplices, nem compactuar com a morte da esperança numa nação melhor e mais justa para esta e as próximas gerações. É o destino de mais de 200 milhões de brasileiros que está em jogo. O amor vencerá o ódio!

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Maranhão contra o câncer de mama

Por Flávio Dino

saúdeDesde 2015, temos trabalhado em políticas de saúde em favor de toda a sociedade maranhense, procurando levar serviços para quem antes era obrigado a se deslocar centenas e centenas de quilômetros para ser atendido. Não é diferente no caso do combate ao câncer de mama, tema do Outubro Rosa que se inicia esta semana.

Com apoio da Vale e uma parceria com o Hospital de Barretos, referência no tratamento ao câncer, temos hoje um serviço móvel muito eficiente. Essa foi a forma que encontramos de levar atendimento a mais de 150 municípios do estado que não tinham como realizar exames preventivos. Em três anos e meio, só com a Carreta da Mulher, pudemos atender mais de 67 mil mulheres.

Além do trabalho das equipes municipais, na rede estadual de saúde realizamos mais de 150 mil exames com mamógrafos, além de palestras educativas, fundamentais para o reforço da cultura da prevenção. Em relação ao câncer de colo de útero, a rede estadual de saúde realizou mais de meio milhão de exames preventivos.

No combate ao câncer em geral, implantamos a radioterapia e instalamos a 1º Unidade de Oncologia Pediátrica em Imperatriz, com leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI, além de consultas médicas especializadas, exames laboratoriais e diagnósticos por imagem, garantindo o tratamento a crianças de mais de 40 municípios da região, que antes precisavam se deslocar para serem atendidas.

Em São Luís, após a inauguração do Hospital de Ortopedia e Traumatologia (HTO), o Hospital Geral, que também atendia a estas especialidades, passou a funcionar exclusivamente como Hospital do Câncer, devidamente reformado e equipado para esse tipo de tratamento. Desenvolvemos também o Projeto Bem Acompanhado, realizado com foco nos acompanhantes dos pacientes, por meio de atividades lúdicas, dinâmicas, entretenimento e exercícios físicos.

E instalamos a Casa de Apoio ao Hospital do Câncer, espaço de acolhimento aos pacientes e seus familiares durante o tratamento, quando oriundos de outras cidades. A Casa, que fica nas proximidades da unidade hospitalar, dispõe de dormitórios, espaços de convivência, sala de leitura e refeitório, onde são servidas as principais refeições gratuitamente.

No início do ano, também inauguramos a Unidade de Oncologia do Hospital Macrorregional de Caxias, servindo a mais de 13 municípios da região, com capacidade para realizar mais de 400 procedimentos quimioterápicos por mês, e estrutura completa de serviços de prevenção e tratamento do câncer.

Em convênio com o Hospital Aldenora Bello, investimos na ampliação física da unidade e na aquisição de equipamentos para radioterapia e mamografia, para garantir o aumento da capacidade de atendimento no tratamento oncológico.

São ações de um governo que trata a saúde da mulher como deve ser tratada: prioridade de um governo que cuida das pessoas. Das muitas batalhas travadas na missão de governar o Maranhão, a de garantir condições adequadas de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer é uma das que temos empenhado muitos esforços. Muito ainda temos que avançar. Conto com a participação de todos no Outubro Rosa e vamos continuar trabalhando para melhorar ainda mais os nossos serviços públicos.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Flávio Dino: Pontes para o Desenvolvimento

Por Flávio Dino

Ponte do Balandro construída e pavimentada pelo governo Flávio Dino

Ponte do Balandro construída e pavimentada pelo governo Flávio Dino

Governar o Maranhão em meio à crise que o país vive é um grande desafio. Mesmo assim, temos conseguido realizar obras que estão mudando a realidade de nosso estado, garantindo um futuro melhor para todos. Um bom exemplo são as diversas pontes que entregamos ou estamos fazendo. Elas garantem um melhor fluxo de trânsito nas cidades, melhoram a logística e facilitam o turismo.

É o caso da ponte sobre o Rio Novo em Paulino Neves, que assegura a melhor ligação entre os Lençóis e o Delta do Parnaíba, viabilizando a Rota das Emoções – um excelente produto turístico que está em franco crescimento.

Na região Sul, entregamos a Ponte de Sambaíba, que passa sobre o rio Balsas. Com investimento total de mais de R$ 13 milhões, a obra foi entregue este ano aos moradores. Com 174 metros de extensão e 13 de largura, a ponte era um sonho de Sambaíba e região, inclusive em razão de sua importância para a produção.

Somente na capital, são três pontes entregues. Há dois anos, a Ponte Pai Inácio facilita o deslocamento entre bairros densamente habitados, beneficiando diretamente 300 mil moradores. Também inauguramos a Ponte da Vitória, ligando o Parque Vitória à Estrada da Maioba (MA-202), e a Ponte da Juçara, que interliga a Estrada da Maioba (MA202) à Estrada de Ribamar (MA-201).

Essas obras de mobilidade urbana na Grande Ilha garantem mais qualidade de vida, com um trânsito melhor, garantindo mais tempo para as famílias e acesso mais fácil aos serviços públicos de saúde e segurança.

Há uma quarta ponte em construção na capital, a Ponte próxima ao Pátio Norte, que criará uma relevante alternativa de deslocamento para milhares de moradores de Ribamar e Paço do Lumiar.

Na Baixada, outra obra importante está em andamento: a Ponte Central-Bequimão. Essa é mais uma lenda que estamos tirando do papel. Os trabalhos já começaram com as primeiras estacas sendo fixadas e todo o material das vigas já adquirido e entregue no canteiro de obras em Bequimão. A ponte vai beneficiar diretamente 10 cidades, reduzindo em 126 quilômetros a distância de deslocamento na região. Além dos benefícios atinentes à mobilidade, a Ponte Central-Bequimão vai desenvolver ainda mais o turismo e a produção de pescado no nosso Litoral Ocidental.

É assim, trabalhando de forma séria, que estamos transformando a realidade de nosso estado, construindo pontes para nosso desenvolvimento. Por meio de obras de infraestrutura e do investimento forte em educação, estamos criando caminhos para o crescimento do Maranhão.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Com segurança, medo vai ficando no passado

Robson PazROBSON PAZ

O 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), constatou bons resultados da acertada política de segurança pública posta em prática no Estado pelo governador Flávio Dino.

Estudo, divulgado este mês, mostra que o Maranhão foi o segundo estado do Nordeste com a maior redução dos crimes de homicídios em 2017. A curva descendente dos indicadores de violência desde 2015 é um alento para a população, que, na primeira metade desta década, viveu sob a égide do medo.

Temor que teve o ápice em 2014, quando rebeliões, degolas, ônibus incendiados, toques de recolher fizeram muitas pessoas perderem a vida nas chamas da insensatez de criminosos e da negligência de poderosos encastelados em palácios cercados por grades. Cenário pavoroso, de triste memória para os maranhenses.

Passados três anos e meio, a taxa de homicídios caiu pela metade no comparativo com o ano de 2014. Cerca de mil vidas salvas. São famílias que deixaram de chorar perda dos entes. Filhos que podem abraçar seus pais e pais que convivem com os filhos cotidianamente. São Luís deixou o ranking das 50 cidades mais violentas do mundo, segundo levantamento da organização da sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz.

Tudo isto é fruto de muito trabalho e investimento sério em políticas públicas.

As polícias foram valorizadas e estruturadas. O Maranhão tem atualmente o maior contingente da história do Estado com 15 mil policiais. Viaturas, armamentos, laboratórios científicos e inteligência, que aperfeiçoam as investigações e operações realizadas pelo sistema de segurança. Delegacias foram construídas e reformadas.

Criação de programas como o Pacto pela Paz, que envolve poder público e sociedade civil. Reconhecimento aos policiais, com o maior número de promoções da história.

O Corpo de Bombeiros foi ampliado com novos quartéis no interior do Estado, além de centenas de unidades aparelhadas e estruturadas tecnologicamente.

Com mais treinamento, profissionais e setores especializados, a apreensão de drogas foi 70 vezes maior que em 2014. A queda no roubo a bancos alcançou 73% comparado com o último ano do governo passado.

A mudança que humaniza o sistema penitenciário do Estado é notável. A construção de novos presídios, reforma e ampliação de dezenas de unidades reduziu o caos antes existente no sistema penitenciário. Com disciplina, presos passaram a aprender profissão. Milhares de apenados desenvolvem atividades, como a fabricação de blocos de concreto utilizados no Mutirão da Rua Digna.

A fiscalização no trânsito salvou muitas vidas e retirou de circulação criminosos, que praticavam assaltos, sobretudo, utilizando motos roubadas.

Com a descentralização do Centro Tático Aéreo (CTA), o Maranhão passou a combater com mais rapidez a criminalidade. Além de São Luís, o CTA passou a ter bases nos municípios de Imperatriz e Presidente Dutra.

Com profissionais capacitados, valorizados e estimulados, o combate à criminalidade é ainda mais eficaz. A segurança melhora e a população vai, passo a passo, deixando para trás o medo, que por muito tempo assombrou os maranhenses.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Flávio Dino: Educação como prioridade de verdade

Flavio Dino-educaçãoPor Flávio Dino

Nesses quase quatro anos, nosso governo entregou milhares de obras. Mas as que mais me emocionam sempre são as Escolas Dignas. Ali, onde havia antes taipa, símbolo material do descaso da oligarquia, ergue-se uma escola de verdade, de alvenaria, com ventilação, banheiro, água. Uma escola digna de nossa gente, que por cinco décadas lutou contra desmandos. É por isso que eu construo e reformo escolas, enquanto antes os governantes se preocupavam com palácios e banquetes.

Governamos com o coração de quem sofre junto com as pessoas. Aposto que a Educação está sendo o grande trampolim da transformação do Maranhão. É só olhar nossos estados vizinhos que, após a libertação do jugo oligárquico, investiram em educação. No espaço de uma geração conseguiram mudar substancialmente a qualidade de vida da população.

É por isso que, ainda em 2015, lancei o programa Escola Digna, que abrange uma série de ações voltadas à educação de qualidade. Do programa, as construções que substituem as antigas escolas de taipa são a parte mais visível e simbólica. Já entregamos mais de 800 novas escolas, construídas, reconstruídas e reformadas. Mas há todo um pacote que dá suporte à melhoria da educação. Investimos também em transporte escolar com a entrega de mais de 80 ônibus para apoiar o trabalho das prefeituras e com o Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (PEATE). E entregamos mais de 700 mil uniformes para nossos alunos.

Também investimos na valorização dos professores, implantando a carreira de 40 horas semanais, na qual pagamos hoje o maior salário do país. A qualificação do corpo docente é uma meta permanente: oferecemos cursos para mais de 50 mil professores, da rede estadual e das redes municipais.

Temos também o Bolsa Escola, que pelo terceiro ano garantiu a compra de material escolar para centenas de milhares de alunos. Foram investidos até agora R$ 150 milhões somente neste programa, estimulando também a economia e o emprego em mais de 1.000 estabelecimentos comerciais que vendem o material escolar.

Criamos uma rede inédita de educação em tempo integral. Já são mais de 40 escolas desse tipo funcionando, incluindo os IEMAs, que garantem o ensino profissionalizante no Maranhão. O Aulão do Enem, o Cidadão do Mundo, o programa Mais Estágio e nossos programas que alfabetizaram mais de 40 mil adultos, todos fazem parte da revolução que estamos fazendo na Educação do Maranhão.

Os resultados já estão sendo colhidos. Entre 2013 e 2015, a nota do Maranhão no Ideb – o principal indicador da educação básica no país – aumentou 11%. E neste ano vamos aumentar ainda mais a nota.

Comungo da ideia de que a Educação é a única forma de enfrentarmos o maior problema do Brasil, que é a desigualdade: poucos com muito e muitos com quase nada. E é exatamente a Educação o único investimento capaz de desenvolver nosso Estado de forma sustentável e justa. Faço questão de transformar essa convicção, que é prioridade no campo das ideias, em prática cotidiana.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Oito novos grandes hospitais

05-Equipe-de-funcionários-durante-inauguração-do-Hospital-Macrorregional-Tomás-Martins-em-Santa-Inês-1024x768Por Flávio Dino

Vivemos a mais profunda crise política e econômica da história do Brasil, infelizmente, com impacto em todos os âmbitos da vida em sociedade. Uma das áreas mais sensíveis, a Saúde, também vive esses efeitos. Dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) do Ministério da Saúde, divulgados recentemente, mostraram que mais de 34 mil leitos foram fechados no país. Fico feliz que, enquanto isso, aqui no Maranhão, estamos conseguindo fazer o movimento contrário, aumentando a rede estadual. Agora temos oito novos hospitais regionais para atender o público. Foram 677 novos leitos, sendo 156 de UTI.

Antes, tínhamos dois hospitais regionais, em Presidente Dutra e Coroatá. Hoje temos os hospitais de Pinheiro, Caxias, Santa Inês, Imperatriz, Bacabal, Balsas e Chapadinha, este último inaugurado semana passada, uma obra grandiosa que vai atender a toda a região do Baixo Parnaíba. Abrimos ainda o Hospital de Traumatologia e Ortopedia em São Luís, que já realizou mais de 50 mil atendimentos.

Agora sim temos uma verdadeira rede estadual de hospitais, que o Maranhão sempre precisou ter. Até pouco tempo atrás, havia imensas áreas totalmente esquecidas pelo governo do estado. Hoje, há uma rede distribuída territorialmente, visando atender de forma igual a todos os maranhenses. Nosso governo é assim: trata de forma igualitária a todos. Não cabe mais, hoje em dia, o pensamento que já vigorou de tratar os cidadãos de determinada região como invisíveis.

Construir essa rede foi uma tarefa difícil. Recebi obras inacabadas, que não foram concluídas por erros, desvios ou porque tinham medo do elevado custeio mensal. Como governamos com seriedade, conseguimos concluir as obras e iniciar os atendimentos. Onde antes havia esqueletos de obras, hoje há hospitais de verdade. Somente esse resultado já mostra a gigantesca mudança que realizamos na Secretaria de Saúde. E ainda temos muito o que fazer.

Com o HTO (Hospital de Traumatologia e Ortopedia), por exemplo, estamos realizando cirurgias em pessoas que estavam esperando há meses. Com sua inauguração, o antigo Hospital Geral foi transformado, de verdade, em Hospital do Câncer, possibilitando tratamento adequado aos pacientes de ambas as especialidades.

Nosso próximo passo, na Grande Ilha, será agora a construção do novo Hospital de Urgência e Emergência, que irá desafogar os Socorrões municipais. Já iniciaremos essa obra que representará grande conquista à população da Região Metropolitana.

Prova de que levamos a sério o que é sério. A maior obra de um governo são as pessoas e o que fazemos por elas. Cuidamos da saúde de todos, com trabalho, dedicação, empenho. Sem pirotecnias, apenas investindo o dinheiro público onde é necessário e não gastando em privilégios. Muito ainda há o que construir por nosso estado. Nesse caminho seguiremos.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


A saúde eficaz do Maranhão

ROBSON PAZ

Robson PazA crise econômica nacional levou mais de 60 mil usuários a deixarem os planos de saúde, entre junho de 2017 e junho de 2018. Os dados são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Outro estudo divulgado pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde mostra que mais de 34 mil leitos de internação foram fechados no país, nos últimos oito anos, na rede pública de saúde.

Vários estados e municípios fecharam hospitais, UPAs, atrasam salários dos profissionais de saúde. Situação que revela a gravidade da saúde pública no país. Como consequência, brasileiros, sobretudo os mais pobres, sofrem nas intermináveis filas para atendimento e nos corredores dos hospitais.

A despeito deste cenário caótico, o Maranhão mostra eficácia e ousadia na gestão da saúde pública. Criou inédita rede de atendimento hospitalar regional. Em três anos e meio, o governador Flávio Dino concluiu e entregou oito hospitais regionais, que atendem milhões de pessoas em todas as regiões. Hospitais de média e alta complexidade em Pinheiro, Imperatriz, Caxias, Balsas, Santa Inês, Bacabal, Chapadinha e HTO (Hospital de Traumatologia e Ortopedia) em São Luís. Com as novas unidades de saúde, o governo do Estado aumentou em 50% o número de leitos na rede pública. Feito extraordinário!

Aliado a este importante investimento, a consecução de programas como o Ninar, que oferta atendimento para crianças com problemas de neurodesenvolvimento, demonstra a dimensão humana e correta aplicação dos recursos públicos. E o mais emblemático: o acolhimento das crianças e familiares ocorre na antiga casa de festas do governo. Adaptada e reestruturada, a casa abriga aqueles que mais precisam.

Enquanto o país constata o recrudescimento dos índices de mortalidade infantil e materna, o Maranhão inova com a Força Estadual de Saúde, que leva esperança para população das 30 cidades mais pobres do Estado. Atenção básica que mitiga a ocorrência de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, além da mortalidade infantil e materna. Atendimento realizado em povoados remotos, onde muitos jamais foram visitados por médicos.

Pacientes com câncer agora tem rede de tratamento estadual, a partir do Hospital do Câncer em São Luís, antigo Hospital Geral, e a descentralização dos serviços oferecidos também em Imperatriz e Caxias.

O projeto Sorrir garante às famílias de baixa renda tratamento odontológico gratuito. A maioria dos municípios foi contemplada com ambulâncias. Concursos públicos para profissionais de saúde foram realizados, depois de décadas.

Tudo isto resulta da prioridade e esforço fiscal do governo Flávio Dino para complementar o subfinanciamento do sistema de saúde público estadual – são apenas R$ 25 milhões do SUS (Sistema Único de Saúde) por mês. O governo investe R$ 115 milhões mensais em recursos próprios.

A saúde é direito de todos. Contudo, por muito tempo este foi negligenciado. Agora, enquanto o Brasil regride com a PEC do Teto, que congela por 20 anos investimentos na área, o Maranhão colhe frutos da semente da mudança. O impacto só não é ainda maior em face do êxodo da saúde privada para o sistema público de saúde.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Flávio Dino: Pai, trabalho e exemplo

Por Flávio Dino

Flavio Dino - professorComo nos ensina o Livro de Tiago, na Bíblia, fé e obras devem caminhar de mãos dadas. Portanto, nada mais certo que sejamos coerentes entre o que temos de ideais e o que executamos em nosso dia a dia.

Tem sido um desafio fazer um governo coerente com meus princípios de justiça para todos, em meio à maior crise da história de nosso país. Mas é justamente nesses períodos que implantar bons princípios se torna ainda mais essencial. É só olhar para a situação em todo o país, com o brutal aumento do desemprego. Aqui no Maranhão, em junho, conseguimos criar um bom número de postos de trabalho. Fomos o estado do Nordeste que mais criou empregos. E o terceiro estado do país. Esse saldo positivo se verifica desde o ano passado.

Os números são resultado de uma gestão fiscal séria no nosso estado, que conseguiu manter o pagamento de servidores e a realização de obras, que têm ativado a economia e gerado empregos. Além de programas específicos que criamos, como o Mais Empregos, incentivo fiscal do governo por cada emprego gerado, com o qual conseguimos criar 500 postos de trabalho formal, na primeira etapa. Também tivemos o Mais Renda, que beneficiou milhares de empreendedores com equipamentos, capacitação e assessoria técnica. O mutirão Rua Digna vem melhorando o calçamento de 220 vias urbanas no estado, com a geração de milhares de empregos.

Quem governa não pode se perder no cipoal de burocracia, normas e contas. É preciso lembrar que cada decisão de Governo tem repercussões na vida de seres humanos, que são a parte mais importante da “contabilidade pública”. Por isso, a cada programa que criamos, sempre fico feliz quando posso olhar nos olhos dos destinatários das ações governamentais e ver esperança, pois essa é maior recompensa para quem governa com o coração.

Foi o que ocorreu sexta-feira passada em que recebi os alunos do IEMA que foram medalhistas na Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia, na Tailândia. No olhar de cada jovem, havia felicidade e a esperança de um futuro melhor.

Só esse olhar já justifica o enorme esforço fiscal que temos feito para ampliar políticas públicas das quais o nosso povo merece e precisa. Felizmente, o Maranhão agora segue altivo e sereno e não sairá de seu caminho de mudanças que começou a trilhar nos últimos anos.

Esse é o maior presente para pais e mães, pelo qual luto todos os dias: ver os filhos bem tratados, respeitados nos seus direitos, com acesso a uma educação digna.

Desejo que todos os pais tenham um dia abençoado e cheio de amor. Meu abraço especial aos pais que sentirão saudade, a dura presença da ausência, mas que continuam a amar. Ser pai é uma missão divina, que deve ser exercida todos os dias, o tempo inteiro. Não importa se o filho já é adulto e mora longe, se é criança ou adolescente. Não importa nem se uma tragédia tenha levado, precocemente, o filho de volta ao Pai.  Somos pais sempre e para sempre.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Sucessão presidencial imprevisível

Robson PazROBSON PAZ

Concluído o prazo das convenções, 13 candidatos foram oficializados para disputar a Presidência da República. É o maior número de concorrentes desde as eleições de 1989. À época, 22 nomes concorreram ao pleito presidencial.

Salvo o imponderável, o próximo presidente do Brasil será eleito em segundo turno, como ocorre desde 2002. Imprevisível, contudo, a esta altura cravar quem estará na disputa, no dia 28 de outubro. As recentes pesquisas apontam Lula (PT) contra Bolsonaro (PSL/PRTB). Dificilmente a candidatura do ex-presidente resistirá à apreciação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em face da Lei da Ficha Limpa, sem entrar no mérito da decisão.

Exatamente por isso, Lula e o PT confirmaram o plano B: a candidatura do ex-prefeito de São Paulo e coordenador do programa de governo petista, Fernando Haddad, como candidato a vice e virtual candidato a presidente, a se confirmar o impedimento de Lula. A aliança tem ainda PCdoB, PROS e PCO. Manuela D’Ávila será a vice de Haddad.

Sem Lula na disputa, o jogo zera. Pelo menos, teoricamente. As pesquisas mostram Bolsonaro e Marina Silva (Rede) na liderança dos levantamentos momentaneamente.

Mas é a partir do dia 16, quando começa a campanha eleitoral, e do dia 31 com a propaganda eleitoral no rádio e TV, que a batalha começa pra valer. E não há favoritismo.

Até onde a vista alcança não há ambiente de unidade nos principais pólos políticos, que protagonizam as eleições para presidente, desde 1994. Tanto no campo conservador quanto no progressista há divisões.

A despeito da aliança entre PSDB, PTB, DEM, PSD, PP, PR, SD, PRB e PPS, a direita representada na candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) não está coesa.

As candidaturas de Álvaro Dias (Podemos/PSC/PTC/PRP) e Henrique Meireles (MDB/PHS) demonstram que há dissensos. Cenário que fica ainda mais latente com a festejada candidatura da extrema direita, que reúne PSL e PSDC, sob liderança de Bolsonaro.

No centro, a candidatura de Marina Silva (Rede/PV) é uma espécie de zebra sempre pronta para acontecer.

No campo popular e democrático, as candidaturas de Fernando Haddad, Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSol/PCB). Tal qual a direita, a pulverização de candidaturas é um dos pontos fracos para as forças progressistas. A extrema esquerda marca posição com Vera Lúcia (PSTU).

A despeito das adversidades com a prisão política de Lula, o PT foi o partido que melhor articulou para assegurar presença no segundo turno. Concorrerá para isso a força eleitoral de Lula e as alianças costuradas. Além do apoio de PROS e PCdoB, a garantia de palanques regionais fortes para Haddad, sobretudo, no Nordeste e Sudeste, aumentam as chances de estar no segundo turno.

Tarefa que parece tanto mais complexa para o candidato do establishment. Por uma razão simples. Ele terá de conter a sangria eleitoral pró-Bolsonaro, superar Marina Silva, não perder terreno para Álvaro Dias e se desvencilhar da herança maldita do governo Temer e do fantasma da Lava Jato.

Ainda assim, PT e PSDB têm reais chances de protagonizar uma vez mais a disputa pela Presidência da República.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.