Governo que leva a sério o que é sério

FlavioDinoPor Flávio Dino

A semana que passou teve início com novas pesquisas que voltaram a comprovar a boa avaliação que as pessoas fazem sobre os rumos do nosso governo. É uma prova de que a população reconhece que somos um governo que leva a sério o que é sério. Tratamos como devem ser tratadas a educação, saúde e segurança do estado: como prioridade real e não como discurso vazio.

Um exemplo é a educação, em que implantamos o Escola Digna, maior programa de investimentos da área de toda a história do Maranhão. Estamos reformando as escolas da rede estadual, reconstruindo prédios e inaugurando novas 300 unidades até 2018.

Esta semana, entreguei a reconstrução da Escola Barjonas Lobão, no bairro do Cohatrac, em São Luís. Foi a primeira obra nessa unidade de ensino em mais de 20 anos. Antes já havia entregue a Escola Modelo de São Luís, realmente transformada em modelo, após mais de 100 anos de existência. Obras novas que vêm a interromper longos períodos de descaso ao qual a educação esteve relegada por tanto tempo. E nesta semana que hoje inicia irei inaugurar 5 escolas novas, em vários municípios.

Na área da segurança, chegamos esta semana a 730 novas viaturas entregues. Isso significa uma média de 1 viatura nova a cada 32 horas de Governo, certamente um recorde. Com a integração de novos policiais, já formamos uma tropa de 12 mil homens, a maior da história do estado. E iremos ampliá-la ainda mais, com um novo concurso, cujo edital sairá até o final deste mês.

Com esse investimento em segurança, temos conseguido reduzir significativamente os índices de criminalidade no estado. Houve uma queda de 34% no número de homicídios na Grande São Luís entre janeiro e julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2014 (governo passado).

Tratar com seriedade é o que temos feito na saúde onde, em pouco tempo, criamos uma verdadeira rede estadual de grandes hospitais, que não existia. Na semana que passou, foi a vez de inaugurar o sexto: o Hospital regional de Balsas, que beneficiará diretamente 234 mil pessoas. É impressionante pensar que, até este ano de 2017, toda essa parcela da população do estado estava abandonada pelo poder público, sem uma unidade de saúde com o porte que o Sul do estado merece.

Inaugurar essas obras, ao mesmo tempo que me alegra profundamente, me deixa indignado. Pois penso nas décadas que o Maranhão perdeu, subjugado por pequenos grupos que sugavam o sangue do povo para alimentar seus caprichos e delírios.

Fico pensando o quanto nosso estado poderia estar à frente de outros e com condições mais dignas de vida para nossa população, se uma oligarquia não tivesse se aninhado no Palácio dos Leões, usando todo tipo de subterfúgio para ali manter-se.

Graças a Deus essa é uma página virada de nossa história. O Maranhão já há quase três anos decidiu escrever sua história de um jeito diferente. Me sinto feliz por fazer parte desse projeto do povo do Maranhão de resgatar o que nunca deveria nos ter sido arrancado: a nossa dignidade.

Advogado, 49 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Risco de direitização?

Robson PazROBSON PAZ

A política brasileira pós-Lava Jato é uma incógnita. A pouco mais de um ano das eleições presidenciais não há prognósticos confiáveis. As principais lideranças e partidos políticos do país estão envoltos na operação, que deixou o Brasil num mar de instabilidade política, econômica e institucional.

Os partidos – PT, PSDB, PMDB – que protagonizaram todas as eleições, após a redemocratização do Brasil, têm seus líderes alvos de denúncias. Aqui não cabe julgar se procedentes ou não. Do petrolão do PT, ao propinão do PSDB e agora o quadrilhão do PMDB. Só há escombros na guerra pelo poder no país.

Não bastassem as denúncias da Lava Jato, que implodiram ou ameaçam implodir candidaturas postas como certas a exemplo do ex-presidente Lula e do tucano Aécio Neves, há no bunker dos partidos, que hegemonizaram as últimas disputas, uma guerra fria interna pela herança das ruínas partidárias.

No campo progressista, caso se inviabilize a candidatura Lula, sobram generais prontos e liderarem novas batalhas. Contudo, dificilmente capazes de aglutinar as forças de centro-esquerda. Há duas pré-candidaturas postas: Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT). E pouca predisposição de construir a unidade. Diante da indecisão, PCdoB e PSB poderão avançar em faixas próprias.

Se na frente progressista há indefinição, não menos complexo está o quartel de centro-direita. O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), que também tem contra si citações no âmbito da operação Lava Jato, tenta unir as forças conservadoras. Não encontra consenso nem mesmo no PSDB, que tem no prefeito de São Paulo, João Dória, outro pré-candidato em campanha aberta em viagens pelo país.

Outros dois postulantes, não menos implicados na Lava Jato, o senador José Serra (PSDB) e o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, trabalham sem fazer alarde para montar suas tropas. Meireles colocou a infantaria do PSD para testar a viabilidade de sua pré-candidatura. Além das ligações com a JBS, pesam contra o ministro a monumental rejeição do presidente Michel Temer, acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de comandar uma organização criminosa.

Neste campo minado de absoluta indefinição, restam poucas certezas: o crescimento do sentimento antipolítica, estimulado pela cobertura cinematográfica dos escândalos de corrupção pela grande mídia e a pré-candidatura de ultradireita de Jair Bolsonaro (PEN). Poucos em sã consciência podem conceber o país governado por perfil tão ultrapassado e reacionário.

No entanto, a crise política, econômica e institucional do país cria ambiente propício para o surgimento de franco-atiradores ou para melhor entendimento: aproveitadores. Políticos que se apresentam “contra tudo isso que está aí”, embora na essência sejam semelhantes ou mesmo piores nas ideias e práticas. Verdadeiros cavalos de tróia a enganar um eleitorado cético, mas em busca de um “super herói”.

É algo distante da realidade? Pode ser. Mas, o risco da direitização extrema do país precisa ser alvo de preocupação dos brasileiros. O fascismo está à espreita esperando a oportunidade para o ataque final. O Brasil não suporta mais retrocesso.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Maranhão no rumo certo

FlavioDinoPor Flávio Dino

Por décadas, nós maranhenses vivemos uma triste rotina: a de conviver com a contínua citação negativa de nosso estado no noticiário nacional, sempre frequentando as últimas posições de qualquer ranking. Seja qual fosse o recorte, o Maranhão estava ali alternando o último ou penúltimo lugar. Educação, índice de policiais por habitante, transparência das contas públicas, sempre estava lá nosso estado, na parte inferior das tabelas. Graças a Deus, esse triste passado vai ficando para trás. Em pouco tempo de gestão, o Maranhão passou a ser um dos líderes em diferentes rankings nacionais.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), por exemplo, nos classificou com boa situação fiscal. E a Secretaria de Tesouro Nacional destacou o Maranhão na lista dos estados com maior crescimento de investimentos públicos. Um estudo divulgado esta semana pelo jornal Valor Econômico, um dos maiores do país, nos coloca com a 2ª maior previsão de crescimento do PIB em 2017. Números auspiciosos para nossa economia em tempos tão difíceis no cenário nacional, em que vivemos a pior crise dos últimos 100 anos.

Todos esses indicadores mostram que nosso estado está no caminho certo. Muitos outros índices ainda mostrarão o resultado positivo de nossas políticas. Um dos primeiros que foi atualizado, o IDEB, já mostra o avanço que tivemos no início do Governo. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) medido neste ano vai confirmar que revertemos a tendência de queda que havia nascido no caos do governo passado. Na Segurança Pública também temos números melhores agora que no passado, o mesmo se verificando na situação penitenciária, que infelizmente constitui uma gigantesca herança maldita.

A verdade é que estou colocando em prática as medidas que anunciei em campanha, quando percorri nosso estado de ponta a ponta mobilizando as pessoas em favor da mudança. Não eram palavras da boca para fora, como pode ser comprovado por outro ranking, do site nacional de notícias G1, que nos coloca como o segundo governo que mais cumpriu suas promessas de campanha no Brasil.

Enquanto nós trabalhamos para melhorar a situação do estado, mesmo em meio à avassaladora crise nacional, um número divulgado esta semana mostra o que acontecia anteriormente. Um levantamento de uma consultoria privada mostra que, nos dez anos seguintes a 2005, o Maranhão andou mal no ranking nacional de qualidade de vida.

Esse número comprova o que eu já dizia à época: enquanto o Brasil crescia e melhorava de vida na melhor década da economia dos últimos tempos, o Maranhão estava estagnado, escravo das múltiplas amarras que o sistema coronelista gerava. Levaremos alguns anos mais, porém é certo que agora estamos cortando essas amarras, desta feita de modo definitivo, para que um outro Maranhão possa florescer.

Fico pensando o que seria de nosso estado se passasse esta crise nacional sob o comando de grupos que mais se preocupavam em usar o dinheiro público para comprar lagostas do que em pagar professores, mais cuidavam de privilégios de poucos do que dos direitos de todos.

Vivemos hoje no Brasil uma tempestade perfeita, fruto da junção de uma crise política com crise econômica. Mesmo assim, estamos provando que o Maranhão não é destinado ao fracasso das últimas posições. Podemos ser um estado de referência positiva. Basta acreditar no nosso povo, como eu acredito.

Advogado, 49 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Soluções para a Baixada

Robson PazROBSON PAZ

A Baixada Maranhense é uma das regiões mais belas e ricas naturalmente do nosso Estado. Contudo, a população constituída por quase meio milhão de habitantes foi por muito tempo abandonada. A dívida do Estado para com esta região remanesce do período colonial, quando os mais vulneráveis, notadamente índios e negros foram dizimados, açoitados e relegados à margem pelo poder dominante. O coronelismo e a exclusão se perpetuaram na maioria dos municípios até o início deste século.

Nos últimos dois anos e oito meses, a Baixada Maranhense experimenta virtuoso ciclo de investimentos em políticas públicas realizado pelo governador Flávio Dino. Resgate social e histórico. As ações e projetos contemplam áreas essenciais, como saúde, infraestrutura, educação e produção. A conclusão e funcionamento do hospital regional Dr. Jackson Lago, na cidade de Pinheiro assegura atendimento de média e alta complexidade, que beneficia a população de dezenas de municípios da região. Outra unidade hospitalar está em construção na cidade de Viana. Acesso adequado e célere à saúde. Municípios com baixo IDH, como Cajari e Pedro do Rosário recebem também profissionais da Força Estadual de Saúde, que com equipe multidisciplinar realizam atendimento domiciliar oferecendo atenção básica à saúde daqueles que mais precisam. Programas de largo alcance social, como o Bolsa Escola, para aquisição de material escolar; Escola Digna, que substitui escolas de taipa e palha por espaços onde as crianças podem aprender com dignidade, bem como a reforma, reconstrução de escolas.

A região receberá unidades plenas do IEMA (Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia), nos municípios de Santa Helena e São Vicente de Ferrer. São Bento já conta com escola em tempo integral. O ensino superior também recebe investimentos no polo da Uema.

As principais rodovias da região estão sendo reconstruídas. A MA-014, no trecho que liga Vitória do Mearim a Três Marias e a MA-106, do porto do Cujupe até Governador Nunes Freire. A rodovia, que liga Pedro do Rosário à BR-316 (Cocalinho), está sendo concluída, bem como a Estrada do Peixe, de Matinha a Itans. A reforma e ampliação dos terminais do Cujupe e Ponta da Espera. O Mais Asfalto apoia os municípios na tarefa de melhorar as vias urbanas das cidades, garantindo escoamento da produção e mobilidade, além de gerar emprego e renda.

Ainda este ano, o governo Flávio Dino vai começar intervenções para melhorar a qualidade de vida dos baixadeiros. Sobretudo, aqueles que tiram seu sustento dos campos inundáveis da região. É o Programa Diques da Produção. Construção de canais e barragens, que visam perenizar o máximo possível as águas nos campos para assegurar a criação de peixes, animais e cultivo de frutas e hortaliças em mais de 30 municípios. O programa Água para Todos retira milhares de pessoas do sofrimento com a falta d’água.

Todo este conjunto de obras e serviços cuida de reparar em grande medida décadas, séculos, de exclusão de um povo, cuja história é marcada pela luta em defesa dos seus direitos. Antes, suprimidos. Agora, garantidos para todos.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Bem-vindo, Lula! Parabéns, São Luís!

Robson PazROBSON PAZ

Em meio às comemorações pelos 405 anos, São Luís recebe o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Visita de elevada simbologia da luta e resistência contra o modelo de dominação, que marca a história do Brasil e do Maranhão.

São Luís fundada por franceses, invadida por holandeses e colonizada por portugueses teve sua construção, como de resto quase todo o país, sob a égide da exclusão social. Sobretudo, da população indígena e negra. A despeito da invisibilidade imposta pelos privilegiados, estes são protagonistas de nosso rico patrimônio sociocultural.

A presença de Lula em São Luís, neste momento, é simbólica. De retirante nordestino a presidente da República, Lula é um misto de sobrevivente e exemplo de superação, êxito sobre a política elitista e excludente do país, cuja principal característica é a negação de direitos. Como nenhum outro na história, este operário representou e realizou em grande medida o sonho de inclusão da maioria da população brasileira no orçamento da União.

Após experimentar crescimento com inclusão social nos governos Lula, o golpe, que retirou a ex-presidente Dilma Rousseff do poder, fez o Brasil retroceder sob uma agenda draconiana, patrocinada pelo grande capital e por interesses internacionais na exploração das riquezas e entrega do patrimônio nacional. A semelhança com o período colonial não é mera coincidência.

Não foi sem luta, suor e sangue dos povos indígenas e negros, que a bela São Luís foi erigida a partir do Forte de São Luís, em 1612. A capital de todos os maranhenses tem sua história marcada pela luta por direitos e liberdade. Na história recente, as greves de 1951 e 1979. A primeira, um movimento social contra o sistema de fraudulento e opressor; enquanto a outra se fez contra aumento abusivo e pelo direito à meia passagem levaram ludovicenses às ruas contra o poder dominante. Rebeldia política de quem jamais elegeu um prefeito apoiado pela dinastia Sarney, que dominou o estado por cinco décadas.

É esta São Luís que abraça o ex-presidente Lula na sua caravana da cidadania e justiça. Estarão juntos dois expoentes da política brasileira. Lula um dos melhores presidentes do nosso país. Idealizador e executor de políticas inclusivas, como Bolsa Família, Luz Para Todos, Prouni, Minha Casa Minha Vida, PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), das UPAs, das universidades públicas, que deram oportunidade aos mais pobres; Flávio Dino, que realiza uma gestão transformadora e inclusiva com programas, como Escola Digna, ampliação da rede de atendimento à saúde construção de hospitais regionais e da Força Estadual de Saúde, do Bolsa Escola, do Mais Asfalto, que urbaniza cidades e constrói estradas e pavimenta sonhos; do Pacto pela Paz, que investe como nunca antes na segurança pública; do olhar para aqueles que mais precisam.

Que a força e a rebeldia de nossa brava gente lance luz e esperança no reencontro do Brasil com a justiça social, a soberania e direitos para todos os brasileiros. Bem-vindo, Lula! Parabéns, São Luís!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Em vez de bombas de gás, direitos e serviços

Robson PazROBSON PAZ

Era início de tarde do dia 30 de julho de 2010. À margem do rio Itapetininga, após ato político e caminhada, na cidade de Bequimão, o então candidato ao governo Flávio Dino afirmou em tom profético: “Eu vou construir e inaugurar esta ponte”. Afirmação feita a uma cética senhora, que disse não acreditar mais na construção da ponte do Balandro, cujas obras iniciaram dias antes em ação eleitoreira da ex-governadora Roseana Sarney. A ponte foi mais uma entre tantas obras da época, que consumiram recursos públicos sem sair do papel.

Indignados com o descaso, milhares de bequimãoenses foram às ruas na maior manifestação realizada no município contra a paralisação das obras, em 2011. As respostas da ex-governadora foram bombas de gás, cassetetes e voos rasantes do helicóptero da polícia, além de promessas, aditivos e nada mais.

Pois bem, após assumir o governo, em 2015, Flávio Dino determinou a construção da ponte, que liga a sede do município de Bequimão a mais de 10 povoados e beneficia mais de 5 mil pessoas.

Por mais de uma década parte da população usou uma ponte improvisada, de madeira, que mais parecia a ‘ponte do rio que cai’, aquela do quadro de programa televisivo.

Agora, o governador Flávio Dino entrega a obra sonhada e reivindicada pela população. O município também recebe o Centro de Referência e Assistência Social (CRAS). O equipamento atenderá cerca de 750 famílias em situação de vulnerabilidade social, por ano. Em todo o estado, foram entregues mais de 110 CRAS e CREAS pelo atual governo.

O governador entregará ainda cinco sistemas de abastecimento de água, pondo fim à via crucis de parte da população, que recorre aos cacimbões para obter água potável.

Mais de 2.276 uniformes gratuitamente para alunos das escolas da rede estadual localizadas em Bequimão. Em todo o Estado, mais de 750 mil fardamentos foram distribuídos.

A educação profissionalizante é outra semente plantada pelo governo em Bequimão. O município tem uma unidade vocacional do Iema (Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão). Centenas de alunos já concluíram cursos técnicos em Agricultura Orgânica, Alvenaria, Inglês Básico e Intermediário. É mais conhecimento e oportunidade para jovens e adultos.

Outras 6,5 mil crianças e adolescentes são beneficiados com o programa Bolsa Escola, que oferta recursos para a aquisição de material escolar. São meninos e meninas, que muitas vezes deixavam de ir à escola por falta de materiais básicos, como caderno, lápis, mochila, sapato.

Está em construção a sonhada ponte Central-Bequimão, que vai impulsionar o desenvolvimento do município e de toda a região do Litoral Ocidental Maranhense. Vai potencializar o turismo, escoamento da produção pesqueira, assegurar mais mobilidade e qualidade de vida à população.

Mudança é isso. Em vez de bombas de gás, direitos e serviços para a população.

Como ensinava João do Vale canto com alegria a nossa terra de Tapuitininga. Viva Bequimão! Viva o Maranhão de todos nós!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM


Marcar crianças é indigno. É injusto. É desumano

Robson PazROBSON PAZ

Na semana passada, conversava com um primo e lembrávamos os tempos da escola. Entre as reminiscências a hora do lanche e quão saborosa era a merenda escolar, em meados dos anos 80, no pacato povoado Jacioca, em Bequimão. Do cardápio, o item mais lembrado era um delicioso mingau lácteo sabor baunilha. Relembramos também as almôndegas, a sopa…

– Nunca mais saboreei um arroz com macarrão tão gostoso como aquele! Disse o primo.

– Os lanches eram realmente muito saborosos. Concordei.

– Acho que era nossa fome também que fazia a comida ainda mais deliciosa. Nós íamos para a escola, muitas vezes, para nos alimentarmos melhor. Concluiu ele.

Fiz questão de relatar o rápido diálogo para mostrar a importância da merenda escolar no ambiente da escola pública. Nenhuma criança pode ter bom rendimento escolar sem estar bem alimentada. Disto, por certo, poucos haverão de discordar.

Mas, nestes tempos obscuros do nosso país, acontecem coisas capazes de fazer corar de vergonha até as mais inoxidáveis panelas. Há poucos dias, São Paulo, maior cidade da América Latina, protagonizou uma das cenas mais vexatórias de nossa história recente. Alunos marcados nas mãos para não repetir o lanche escolar. Isso mesmo!

Na cidade mais rica e desenvolvida do Brasil, alunos de escolas públicas são proibidos de repetir a merenda escolar. Imagem degradante, bizarra, vergonhosa para a humanidade. Pior, isto ocorreu no estado, onde administradores festejam o deus mercado.

O Brasil vivencia a estranha experiência RobinHoodiana às avessas. O governante de plantão Michel Temer retira dos pobres para dar aos ricos. Fez isso ao anistiar bilionária dívida dos ruralistas e das grandes empresas com dívidas astronômicas, enquanto penaliza os mais pobres a pagarem a conta, seja com desconto de dez reais no salário mínimo ou com abusivo e ilegal reajuste nos preços dos combustíveis. Os poderosos parecem decididos a perpetuar e ampliar a desigualdade social no país. Mas, chegar ao cúmulo do absurdo de “ferrar” alunos nas escolas… Crianças não podem, nem devem ser tratadas como gado. É indigno! É injusto! É desumano!

Antes, deveriam ser marcados os contumazes corruptos, que pegos em tenebrosas transações são capazes de escapar e se reinventar. Basta ver indigitados dirigentes de empresas públicas do passado, hoje travestidos de gestores bem-sucedidos e modernos empreendedores. Estes, sim, deveriam não apenas ser marcados, mas banidos da vida pública para que nossas crianças não tenham que passar pelo constrangimento de estudar em condições degradantes e sem merenda escolar.

Por experiência própria, sempre sonhei com o dia em que a merenda escolar fosse também estendida para alunos de ensino médio. Hoje, alegra-me ver que o Maranhão acessa, com décadas, talvez séculos de atraso, o patamar de oferecer a estudantes de ensino médio escolas em tempo integral e profissionalizante, que aliam a oferta de conhecimento, ambientes dignos, com café, lanches, almoço e jantar para os jovens alunos. Escolas dignas, que servem de inspiração para nosso país.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM


A força do celular e das redes sociais

untitledROBSON PAZ

A cena é comum. Por onde passamos vemos pessoas zapeando celular. Nas casas, escritórios, shoppings, feiras, consultórios… Nos principais centros urbanos, mas também nos lugares mais remotos lá está o pequeno dispositivo presente.

Uma força de comunicação incalculável. Pois, nele, estão reunidas várias mídias: TV, internet, rádio, jornal e redes sociais com aplicativos, que viraram febres como o WhatsApp conquistando a atenção das mais variadas faixas etárias.

Pesquisa realizada pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, divulgada na semana passada, mostrou que pela primeira vez, o celular ultrapassou o computador como o principal dispositivo utilizado para acessar notícias no Brasil.

Nas regiões urbanas do país, esse índice chegou a 65%, contra 62% dos computadores. Índices acima da média registrada nos países pesquisados, onde as taxas são de 56% e 58%, respectivamente. Resultado que demonstra clara mudança no modo de consumir notícias pela internet.

O estudo constata outra tendência no Brasil. O crescimento do WhatsApp. Exatos 46% dos entrevistados afirmaram usar o aplicativo para acessar e compartilhar notícias, o que representa um aumento de sete pontos percentuais em relação ao ano passado, segundo o levantamento.

No mesmo intervalo de tempo, o Facebook teve queda de 12 pontos na comparação com o ano anterior. O Face é utilizado por 57% das pessoas ouvidas. Já o Youtube aparece como a escolha de 36%, enquanto Instagram e Twitter por 12% dos entrevistados, cada um.

A pesquisa mostra pertinente preocupação dos brasileiros no que diz respeito às notícias falsas disseminadas por estas mídias. As redes sociais têm sentido o impacto da veiculação de notícias falsas, conforme o estudo.

A avalanche de notícias falsas nas redes sociais fortalece os meios de comunicação tradicionais na relação com o público. Neste quesito, 40% dos brasileiros consideram que as empresas de comunicação realizam um bom trabalho em separar fatos de boatos. Quando a mesma pergunta se refere ao esforço nas redes sociais, o número cai para 24%.

Contudo, a despeito do rápido crescimento da internet, a popularidade da web não é hegemônica. A expansão das redes sociais também sofre com a crise econômica. Em meio ao crescente desemprego e mudanças no mercado, mais de 36 milhões de linhas móveis foram desconectadas pelos operadores de telecomunicações nos últimos dois anos, de acordo com a pesquisa.

Ainda assim, as plataformas on-line já são a principal fonte de informação para pessoas em áreas urbanas, especialmente aquelas com maior renda e níveis de educação.

A mídia digital é uma realidade. Também na última semana a Nova 1290 Timbira AM alcançou a marca de 10 mil curtidas em sua fanpage. É a rádio maranhense em amplitude modulada mais curtida no Facebook. Conquistou ainda a segunda maior audiência entre as emissoras de rádio do Estado no aplicativo RadiosNet. Indicativos concretos da mudança porque passa a emissora pública. Parabéns a toda equipe da Rádio de Todos Nós!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM


Cultura, turismo e renda

Por Flávio Dino

DDxjfBUW0AELUzxO país enfrenta uma das maiores crises econômicas de sua história por uma disputa política sem fim no cenário nacional. Neste momento, torna-se um grande desafio construir alternativas econômicas em nosso estado, que gerem ganho de renda para as pessoas. O turismo é universalmente lembrado como uma alavanca de desenvolvimento local em momentos de crise nacional como esta. Essa foi a aposta que fizemos ao organizar o São João de Todos 2017, que encantou a tantos maranhenses e turistas neste junho. Fico feliz que tenhamos obtido resultados concretos com a geração de milhares de postos de trabalho e a movimentação de R$ 20 milhões nos arraiais da capital, e valor no mínimo o dobro nos demais municípios, totalizando pelo menos R$ 60 milhões que giraram nas cidades por conta dos arraiais.

Os festejos juninos estão entre os traços identitários do povo do Maranhão, que nos diferenciam em relação a outros estados. Muitos maranhenses passam o ano todo esperando junho. Pessoas que preparam com esmero sua roupa de brincante, seu chapéu, sua matraca, seu boi. Quando esse colorido vem às ruas, com seus diferentes ritmos e sotaques, respira-se no ar essa sensação do que é morar no Maranhão.

Transformar essa paixão em oportunidades de negócio para milhares de pessoas é um dos desafios a que me dispus à frente do Governo. Fizemos um investimento de R$ 18 milhões na realização dos arraiais em 80 cidades, via investimento direto, emendas parlamentares ou por meio de lei de incentivo.

Outra aposta importante que fizemos foi o da promoção turística do nosso São João em outros estados. Com uma nova marca promocional – “Maranhão, Terra de Encantos” – fizemos uma campanha para atração de turistas com chamadas em sites e revistas de alcance nacional. Também instalamos outdoors em cidades-pólo de emissão de turistas para o Maranhão, como Belém, Teresina e Palmas. Bem como colocamos peças de divulgação no principal aeroporto com conexão direta para nosso estado, o de Brasília.

O resultado desse trabalho pode ser visto em números. Segundo dados da ABIH, a ocupação hoteleira de São Luís ficou em 62,36% durante o mês de junho. Foi o melhor resultado dos últimos 6 anos, ultrapassando inclusive outros momentos de bonança econômica. E muito mais ainda há por vir, pois dados iniciais de reservas hoteleiras para o mês de julho em São Luís, Carolina e Barreirinhas mostram que teremos um dos melhores verões do turismo maranhense em anos.

São resultados que me alegram não só pelas oportunidades que geram, colaborando com nossa economia nesse momento de crise. Mas também por estimular a reafirmação, ano após ano, da identidade cultural de nosso estado, essa amálgama que nos faz felizes em junho. Esse São João nos deixou muitas saudades e reforçou o respeito pelos grupos culturais do nosso Estado.

Advogado, 49 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Símbolos da mudança

untitledROBSON PAZ

Nos últimos dias o depoimento da professora Narcisa, da comunidade Bacuri I, no município de Peritoró, viralizou nas redes sociais.

“Olha que mudança! Esta é a escola onde vou trabalhar. Estou muito feliz por isso. Por receber essa escola para trabalhar com mais dignidade”. Testemunho que emociona e mostra a dimensão do atraso, em que estava mergulhado o nosso Estado.

Realidade ainda mais impactante se pensarmos que as crianças estudavam em condições subumanas, tendo entre outras privações fazer suas necessidades fisiológicas no mato ou num quadrado cercado de palha. Carteiras quebradas, escolas sem bebedouros. Desumano!

Cenário que está mudando com a entrega de 200 escolas dignas pelo governador Flávio Dino, este ano, e mais 100, no ano que vem. Outras 600 escolas, que ameaçavam desabar sobre as cabeças dos estudantes devido ao abandono de décadas, foram reconstruídas ou reformadas.

Mudança que vai muito além da construção e melhoria estrutural das escolas. A concepção do modelo educacional do estado passa por profunda transformação. O Maranhão que jamais teve escola de tempo integral agora tem 18. Destas, sete são Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMAs). Nelas, estudantes aprendem uma profissão, com direito a três refeições diárias. Professores são valorizados e capacitados. Há democracia nas escolas com a participação de alunos, profissionais e pais na escolha dos gestores.

Tudo isto ganha mais relevo no Brasil atual com mais de 14 milhões de desempregados e aguda crise econômica e política. Nunca antes no país, a população menos favorecida precisou tanto da atenção do Estado. Nacionalmente, ocorre o oposto.

A lógica inversa no Maranhão alcança a garantia de direitos, cidadania, dignidade e serviços públicos para os desvalidos. Gente que agora tem acesso a almoço e jantar com valores simbólicos. Restaurantes populares e cozinhas comunitárias em todas as regiões; parte dos produtos adquiridos dos agricultores familiares.

A oferta de serviços de saúde avança com cinco novos hospitais regionais (Pinheiro, Caxias, Santa Inês, Imperatriz e Bacabal), a Força Estadual de Saúde, que atende a população dos municípios mais pobres e mais de 100 ambulâncias entregues pelo governo em apoio aos municípios.

O Maranhão que tinha a menor média policial por habitante no país conta hoje com mais de 12 mil policiais. Maior contingente da história do estado. Mais de 500 novas viaturas, armamentos e laboratórios reforçam o combate ao crime.

O programa Mais Asfalto melhora a qualidade de vida e mobilidade em mais de 150 cidades. A infraestrutura rodoviária é parte das mais de 800 obras em curso no estado, para melhorar entre outros o escoamento da produção, que tem recebido atenção do governo com apoio e assistência técnica aos pequenos produtores.

Jovens oriundos de escolas públicas fazem intercâmbio em outros países, pessoas com deficiência com acesso a transporte gratuito. A casa de veraneio do governo vai abrigar famílias de crianças em tratamento de microcefalia. Antes, local para poucos privilegiados se refestelarem com dinheiro público. Agora, símbolo de um Maranhão, onde reina o povo.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM