Trabalho como valor fundamental

Por Flávio Dino

ponte_central_bequimaoUm dos valores que devem nortear a administração pública no Brasil, em meio a uma conjuntura política conturbada que enfrentamos nos últimos anos, é a dedicação ao trabalho. Este é um quesito cada vez mais imprescindível, quando o país diz cada vez mais claramente que não mais comporta os privilégios que eram concedidos a grupos políticos e familiares.

Entendi, durante os quase 30 anos de atuação como servidor público, que esse era o caminho correto a seguir. Foi essa percepção de uma vida de trabalho que trouxe ao comando do Poder Executivo estadual, junto com toda a equipe, que tem uma visão avançada e humanizada de atuação.

Como exemplo atual da nossa dedicação a metas sérias, menciono obras em execução como a ponte Central/Bequimão. Iniciamos a última semana com o deslocamento das estruturas para a tão sonhada ponte Central-Bequimão, possibilitando à população do Litoral Ocidental uma importante ligação rodoviária, esperada há décadas. São 10 municípios diretamente beneficiados com a ponte, que interligará pessoas, polos produtivos e rotas de turismo.

Este é um dos sonhos maranhenses que estamos tirando do papel, como resultado de um trabalho diário de mais de três anos. Para vermos essa realidade se concretizar, passamos pelas fases necessárias antes do início das obras, que vão desde o projeto, a licitação da implantação e compra das estruturas que chegaram há poucos dias na região, enfrentando infelizmente uma oposição irascível dos defensores da velha política.

Outra importante ação que deixa de ser “lenda” para se tornar realidade é a construção da rodovia MA-275, ligando as cidades de Amarante a Sítio Novo. Estivemos lá esta semana, no início dos trabalhos de pavimentação. 40km de estrada de barro e pontes de madeira vão sendo substituídas por uma nova estrada de asfalto, encurtando distâncias e levando mais dignidade à vida da Região Tocantina.

Não são obras isoladas, fazem parte de uma série de ações de infraestrutura que iniciamos e entregamos desde 2015. Do início do nosso governo até hoje, foram mais de 2.500km de asfaltamento, recuperação e inauguração de estradas que interligam cidades, viabilizando a infraestrutura necessária.

Apontamos esses exemplos para mostrar que a atitude do governante pode ser transformadora, trabalhando por ações inovadoras e viáveis nas mais diferentes regiões do estado. Ao longo desses três anos, investimos em políticas públicas sérias e que começaram a trazer mais dignidade a cada uma das regiões maranhenses. Não apenas estamos honrando os compromissos feitos, mas construindo um Maranhão mais justo e com mais oportunidades para todos.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Falta rebeldia ao futebol brasileiro

Robson PazROBSON PAZ

Nos gramados a Seleção Brasileira vai muito bem, obrigado. Contraditoriamente é inversamente proporcional o comportamento da torcida brasileira, cuja apatia nem de longe demonstra a paixão nacional pelo esporte.

Qual a explicação? A crise econômica, política e institucional explica em certa medida a baixa estima da torcida canarinho. A bola murcha é constatada em pesquisas. O Instituto Paraná mostra que 65% da população não estão nada interessados ou têm muito pouco interesse na Copa do Mundo. De acordo com o Datafolha, 41% estão desinteressados pela competição. Dez pontos percentuais a mais em relação a 2010.

Mas, se é verdade que a crise reflete diretamente o desinteresse popular, não menos verdadeira é a falta de rebeldia dos ídolos fora das quatro linhas. O silêncio sobre os problemas do país é tão frustrante quanto ser goleado por 7 a 1 em casa, com estádio lotado.

Muito diferente de outras épocas. Craques do futebol nacional já protagonizaram movimentos políticos como a Democracia Corintiana, liderada pelo doutor Sócrates, que revolucionou o ambiente futebolístico e contribuiu no processo de redemocratização do país na ‘Diretas Já’, década de 80.

Antes, no ápice da ditadura militar o atacante da Seleção e do Atlético Mineiro Reinaldo protestava em plena Copa do Mundo, em 1978, contra o regime opressor. Ao fazer gol, Reinaldo comemorou erguendo o braço com punho fechado. “Era um gesto socialista, em protesto pelo fim da ditadura”, conta o ex-craque.

Os generais daquele tempo usavam o futebol como meio para aplacar os ânimos contra a ditadura com discursos ufanistas. Ao cumprimentar Reinaldo, Ernesto Geisel teria transmitido a ordem: “Vai jogar bola, garoto. Deixa que política a gente faz”.

Opressão que parece dominar o meio futebolístico nacional. O que explicaria a inércia diante de escândalos de corrupção envolvendo a cúpula do futebol brasileiro com denúncias de propinas? Em recente relato do livro publicado na Europa, o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter discorre sobre bastidores do caso de corrupção envolvendo ex-dirigentes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e parte da grande mídia. Segundo ele, dinheiro de uma emissora brasileira de TV teria sido desviado para a criação de uma “caixa-preta” no futebol.

O máximo que se ouve de jogadores da Seleção é o surrado chavão de que a conquista da Copa é uma forma de propiciar alegria à sofrida população. Discurso um tanto desconectado da realidade.

Na ausência de vozes do futebol nacional, coube ao ex-craque argentino Diego Maradona atacar publicamente o golpe, que retirou do poder a ex-presidenta Dilma Rousseff, cassada injustamente, e a prisão arbitrária do ex-presidente Lula.

Sobram bons exemplos de atletas que utilizaram o esporte como instrumento para transmitir mensagens essenciais para organização da sociedade. O craque africano Didier Drogba, ex-atacante da Costa do Marfim, liderou o processo de pacificação do país, após quase dez anos sob guerra civil.

Torçamos por nossa Seleção para que seja uma vez mais vitoriosa em campo e inspire nossos craques à prática da consciência política e à rebeldia de outrora. Tenhamos fé no Brasil!

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Respeito aos servidores

Robson PazROBSON PAZ

O Maranhão tem 110 mil servidores públicos estaduais. É praticamente a população do município de Açailândia, oitavo maior contingente populacional do Estado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Este exército de homens e mulheres é essencial para a promoção de direitos e a eficaz prestação dos serviços públicos. A despeito das intempéries enfrentadas pelo funcionalismo na maioria dos estados, é notável a política de valorização deste proporcionada pelo governo Flávio Dino.

Ações que vão muito além da política salarial. Melhoria das condições e ambientes de trabalho, capacitação e assistência à saúde.

Uma das conquistas mais simbólicas é a construção do Hospital do Servidor, cuja obra avança com previsão de entrega para este ano. É a devolução de um direito e patrimônio dos servidores, retirados por gestões passadas.

Não por acaso, aqueles que negaram aos servidores atendimento no antigo Hospital do Ipem e os submeterem ao deslocamento para hospital, no município de São José de Ribamar, acionam a Justiça contestando o investimento, que dará acesso dos servidores ao novo hospital.

Coincidentemente, os diligentes autores da ação foram acusados pela Polícia Federal de comandarem Organização Criminosa (Orcrim), que teria desviado R$ 1,2 bilhão da saúde estadual.

Pois bem. Não bastasse o investimento para garantir melhor assistência à saúde dos servidores, o governador Flávio Dino é dos poucos que têm mantido em dia e, no mais das vezes, antecipado o pagamento dos funcionários públicos. Com a crise do país, cerca de 17 estados quebraram, muitos destes atrasaram ou parcelaram salários dos servidores.

É também o Maranhão reconhecido nacionalmente por pagar o maior salário do país para professores em início de carreira com jornada de 40 horas semanais. Em três anos, o atual governo concedeu o equivalente a 30,35% de reajuste para os professores da rede estadual. Índice acima da inflação.

Mais de 22 mil professores receberam benefícios de progressões, titulações, estímulos e promoções na carreira e o governo fez concurso público para 1.500 docentes, que aprovados já exercem suas funções.

Também foram valorizados policiais civis e militares. Mais de 3,5 mil novos policiais foram contratados e está em andamento concurso público para contratação de 1,2 mil novos policiais militares. Outros 8 mil policiais receberam promoções, nos últimos três anos.

Somadas, as duas categorias representam mais da metade dos servidores do Estado e atuam em áreas essenciais para a população. Os resultados desse investimento começam a aparecer com a melhoria do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e redução dos indicadores de violência. São Luís deixou a lista das 50 cidades mais violentas do mundo.

Com a ampliação dos serviços públicos foram realizados seletivos e concursos públicos em diversas áreas. Certames que garantiram a geração de milhares de empregos e renda.

Noutra dimensão, os servidores terão acesso a mais de dois mil apartamentos com preços 25% mais baratos que o valor de mercado. Isto é respeito aos servidores, que fazem a diferença na construção de um Maranhão melhor e mais justo para todos.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Caçada à liberdade de imprensa

Robson PazROBSON PAZ

Na semana em que o Brasil lamentou a perda de Alberto Dines, um dos mais notáveis jornalistas do país, o Maranhão foi surpreendido com anúncio feito pelo jornal “O Estado do Maranhão”, de propriedade do ex-senador José Sarney, de que o grupo político por ele liderado quer fechar a Rádio Timbira AM por até seis meses.

Com injustificado ar de regozijo, o jornal afirma que há quatro representações contra a emissora estatal na Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral e no Ministério das Comunicações, sob inconsistente argumento de que o veículo estaria sendo indevidamente usado com fins eleitorais.

Embora não seja novidade, é inusitado que o grupo que detém o maior conglomerado de comunicação do estado proponha fechar a única emissora de rádio pertencente ao povo do Maranhão.

Não há registro de qualquer desrespeito à legislação pela Nova 1290 Timbira AM. No período pré-eleitoral, a lei veda aos veículos de comunicação pedido explícito de voto, fato que jamais ocorreu na emissora.

Pelo contrário, a linha estabelecida na rádio é explícita para que todo o esforço da equipe seja voltado à prática de jornalismo ético, democrático e responsável.

O jornal do ex-senador Sarney faz referência a fato comprovadamente inexistente. A transmissão do ato político do ex-presidente Lula pela Timbira. O monitoramento da rádio exigência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) demonstra que tal evento público jamais foi transmitido. Naquele ato, houve sim cobertura jornalística, pois se tratava de fato de interesse público. Conduta adotada pela emissora em atos de outros líderes presidenciáveis que visitaram o Maranhão, como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), João Dória (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Rodrigo Maia (DEM). Aliás, pluralidade de vozes proporcionada também em nível estadual com reportagens que tiveram como protagonistas políticos de diferentes correntes ideológicas.

A Rádio Timbira, antes proibida pelo governo anterior de colocar ouvintes no ar, hoje se constitui no mais democrático espaço para a livre manifestação independentemente de ideologia, credo ou gênero em toda a programação. Isto resguardados os marcos da civilidade e do respeito ao regramento constitucional. Não cabem, pois, os argumentos das quatro representações que tentam colocar mordaça na primeira rádio do Maranhão. Isto posto, só resta uma explicação para que a emissora estatal incomode poderosos do estado: o jornalismo.

Sim, em pleno século 21, praticar jornalismo sério no Maranhão, dar voz a quem antes não tinha, é ato impensável para censuradores. Talvez porque seus arsenais midiáticos não informem a população sobre ações de interesse público nas mais diversas áreas.

A censura que tentam impor à Timbira é prática diária dos meios de comunicação sob controle daqueles que ora acusam a emissora. Por tudo isto, convido publicamente os autores das representações, os deputados Eduardo Braide (PMN), Adriano Sarney (PV), Andreia Murad (PRP) e Hildo Rocha (MDB), para entrevistas, ao vivo, em nossos estúdios. Oportunidade para demonstrar uma vez mais o caráter democrático e plural da Rádio Timbira. A Rádio de todos nós.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Não era por dez centavos… era por quê?

Robson PazROBSON PAZ

Todos lembram as manifestações populares, as maiores após a redemocratização do país, em junho de 2013. O Brasil estava com índices razoáveis de desemprego, inflação relativamente controlada e serviços públicos em expansão, há pelo menos uma década. Subitamente a população foi às ruas protestar. A começar de São Paulo, onde houvera aumento de dez centavos nas passagens de ônibus. Como uma avalanche impulsionada pelas redes sociais, especialmente o Facebook, o país foi às ruas. Um movimento gigantesco, teoricamente apartidário, cuja pauta era etérea. “Não é por dez centavos!”, “Vem pra rua!”. Entoavam líderes das manifestações.

A mídia tradicional tratou de garantir repercussão e a glamourização dos movimentos Brasil a dentro. Até multinacional encomendou música sob medida para anúncio em horário nobre numa convocação im(ex)plícita: “Vem pra rua!”. As manifestações lograram certo êxito. O governo Dilma ampliou investimentos em serviços públicos, notadamente para a mobilidade urbana. O movimento arrefeceu até as eleições de 2014. A reeleição da presidenta Dilma foi a senha para começar nova onda de manifestações contra reajuste de combustíveis, aumento da inflação, corrupção. A grande mídia insuflou em certa medida os protestos, desta feita, com convocações sem rodeio nos intervalos de novela em horário nobre, transmissões ao vivo dos protestos, nos domingos.

Todo este movimento culminou com a derrubada da presidenta Dilma, num golpe parlamentar com o auxílio jurídico midiático. Pois bem, venderam para a população que os problemas do país seriam resolvidos. A estabilidade econômica, política e institucional seria garantida.

Passaram-se dois anos do golpe. Nada melhorou na vida da maioria dos brasileiros. Ao contrário, os preços de combustíveis passaram a ser reajustados com impressionante velocidade e atingem os maiores níveis ultrapassando R$ 5 em estados como o Rio de Janeiro. Mais de 27 milhões de brasileiros estão desempregados. Quase três vezes mais do que no governo Dilma. Os investimentos em serviços públicos, como saúde e educação, foram garroteados e ficarão congelados por 20 anos. Na prática, serão reduzidos os recursos para dois setores vitais para o país. Ataques também às políticas habitacional e de transferência de renda.

As riquezas do país colocadas à venda por preços risíveis em privatizações duvidosas de setores estratégicos para o país, como o sistema elétrico, o pré-sal e programas aeroespaciais.

Tudo isto acontecendo e nenhuma panela a fazer barulho. Evidente está que realmente nunca foi por dez centavos. Também não foi pra combater a corrupção, pois esta se instalou no Palácio do Planalto, onde nos dizeres do ex-procurador Geral da República Rodrigo Janot se instalou uma organização criminosa para comandar o país. Nem as malas abarrotadas com milhões de reais parecem despertar a população, que a tudo assiste impavidamente.

Mas, se não era por dez centavos, nem contra o desemprego e a corrupção, o que justificaria as tais manifestações iniciadas em junho de 2013, como e para onde se dissipou toda aquela energia mobilizadora? Talvez daqui a 50 anos documentos da CIA possam revelar aquilo que, de fato, levou as multidões para as ruas do país.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Pré-candidatura de Roseana Sarney agoniza

Robson PazROBSON PAZ

A 90 dias do fim do prazo de registro de candidaturas para as eleições de 7 de outubro, um mar de incertezas ronda a oposição sarneysista sobre o candidato que enfrentará o governador Flávio Dino na disputa pelo governo do Estado.

Há meses, escrevi neste espaço que o embate entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney é improvável. Tese que se consolida à medida em que se aproxima o pleito.

A razão é simples. Sem apoio popular, político e aliada de Michel Temer, presidente mais rejeitado do país pós-ditadura, Roseana Sarney aposta as últimas fichas no poderio midiático do clã. E partiu para um festival de ataques Fake news ao governo Flávio Dino. Tentaram transformar em escândalo e envolver o governo no suicídio do médico Mariano Castro; no suposto monitoramento de políticos e a nomeação legal de capelães da Polícia Militar. Com baixa credibilidade e nenhum amparo na realidade, as investidas midiáticas da oposição sarneysista fracassaram, conforme atestam pesquisas.

A rejeição experimentada nas andanças pelo interior fez a emedebista recuar das aparições públicas. Aos defensores da candidatura de Roseana Sarney resta torcer por um ‘inusitado’ escândalo envolvendo o governo. Uma espécie de novo ‘Reis Pacheco’ para dar o mínimo de oxigênio ao projeto sarneysista de voltar ao poder. Chances remotas se considerarmos que o governo Flávio Dino se destaca como o mais eficiente do país, combate a corrupção e cuja transparência e controle dos gastos públicos saltou de zero para dez na escala da CGU (Controladoria Geral da União).

E na ausência de Roseana Sarney, qual será o posicionamento do clã? Apoiar Roberto Rocha? Estimular a candidatura de Eduardo Braide? Nenhuma coisa, nem outra. Ser a segunda força política do Estado não é a pior situação dos mundos. Menos ainda considerando que daqui a quatro anos haverá novo embate pelo governo e este não terá como candidato o governador Flávio Dino.

Por isso mesmo, Sarney não pensa na hipótese de transferir o espólio. Sabendo disso, o deputado estadual Eduardo Braide anunciará, nas próximas semanas, sua candidatura a deputado federal. Manterá, assim, o projeto de disputar a prefeitura de São Luís em 2020.

Pois bem, e o que faria o grupo Sarney? A prioridade do clã é eleger um senador. Com o olhar voltado para a eleição de 2022. A evidência aponta para a candidatura de Sarney Filho (PV). Mas, este poderá ser uma vez mais sacrificado e ceder a vaga para a irmã.

Qual seria a justificativa e quem substituiria Roseana Sarney? A explicação já começou a ser ensaiada. Roseana só aceitaria ser candidata ao governo no comando do MDB. Proposta, de pronto, recusada pelo senador João Alberto. Com a desistência de Roseana Sarney resta como alternativa a candidatura do fiel escudeiro de Sarney, João Alberto. Candidatura que cumprirá a tarefa de manter minimamente coeso os 25% orgânicos do grupo.

Aos demais candidatos do consórcio sarneysista restará resignarem-se à condição de linha auxiliar do projeto coronelista. E Flávio Dino segue com amplo favoritismo para conquistar o segundo mandato.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Mães plenas de direitos

Por Flávio Dino

MãesNesses três anos de trabalho à frente do governo, tenho orgulho das obras que já entregamos. São 2.500 quilômetros de asfalto, mais de 750 escolas, 7 hospitais de grande porte e mais de mil viaturas policiais. Porém o que mais me alegra é que em cada um desses números está o verdadeiro objetivo desse governo, que é cuidar dos maranhenses. Não podia ser diferente com as mães, para as quais criamos projetos como o Pequeno Maranhense e a Rede Ninar.

Com o Programa Pequeno Maranhense, já entregamos 12 mil kits para as mães logo após o nascimento dos seus bebês. Para receber o kit, as mães precisam realizar seis consultas de pré-natal. É um estímulo a mais para que possam dar toda a atenção necessária a este momento da vida. Além do pré-natal, as mães também participam de rodas de apoio ao parto e ao nascimento, o que consolida o programa Pequeno Maranhense como uma medida de humanização no atendimento à saúde.

Já a Rede Ninar é composta das maternidades estaduais, da Casa da Gestante em Imperatriz, e do Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças, em São Luís. No ano passado, inauguramos na rede a primeira UTI Materna do Maranhão. Também faz parte dessa rede uma das obras mais importantes do nosso governo que é a Casa de Apoio Ninar. Foram mais de 20 mil atendimentos realizados. Onde antes era uma mansão usada para festas e banquetes em governos passados, agora é um local de acolhimento a mães e filhos.

Cuidar bem das pessoas também é a missão da Casa da Gestante, reconstruída e inaugurada em nosso governo na cidade de Imperatriz, para apoio às pacientes do Hospital Regional Materno Infantil. Lá, as mulheres de toda a Região Tocantina têm um atendimento qualificado com equipe multidisciplinar, tanto para o apoio às gestantes de risco quanto aos primeiros dias de mães que tiveram algum tipo de dificuldade no parto.

Além da Rede Ninar, lembro o Bolsa Escola como um grande presente que já demos às mães, com a entrega de mais de R$ 150 milhões para que elas comprassem material escolar para seus filhos. Afinal, todos nós pais e mães ficamos felizes com um apoio verdadeiro e sério à educação dos nossos filhos, como agora está sendo feito no Maranhão com o Programa Escola Digna.

São alguns dos muitos presentes e direitos que o nosso governo, que olha para quem mais precisa, está garantindo às mães do Maranhão. A elas minhas homenagens e a minha gratidão.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Lições do Maranhão

Robson PazROBSON PAZ

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) visitou o Maranhão e com ar professoral discorreu sobre soluções para o crescimento, segurança, educação e saúde do Estado e da região Nordeste. Noutros tempos, impressionaria a muitos com propostas, que mais parecem poções mágicas, para a resolução de problemas crônicos enfrentados pela população.

A retomada do crescimento prometida pelo tetra governador de São Paulo passou a ser experimentada pelo Maranhão, nos últimos anos, apesar da maior crise econômica e política enfrentada pelo país. Sob o governo Flávio Dino, nosso estado se destacou como estado brasileiro, que mais cresceu em 2017, segundo estudo feito pelo Itaú Unibanco e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo. Menos de 24 horas após a visita do ex-governador paulista, outro veículo nacional, o portal G1, com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, informa que o Maranhão é o segundo estado do país com maior investimento em escolas, hospitais, infraestrutura, saneamento básico, segurança.

A seriedade com que são promovidas as políticas públicas coloca o governo Flávio Dino como referência nacional. O Maranhão paga o maior salário do país para professores em início de carreira. Duas vezes mais que o rico estado de São Paulo. A rede escolar passa pela mais profunda reestruturação da história e está em pleno funcionamento, com inédita rede de educação em tempo integral e profissionalizante com 40 unidades em todas as regiões do Estado. Além de escolas dignas, contribuem para o bom momento da educação professores capacitados, gestão escolar democrática e alunos com oportunidade para adquirir novas experiências e conhecimentos em outros países.

Na saúde, o Maranhão ampliou a rede de hospitais regionais como nenhum outro estado do país. Eram apenas duas unidades: em Presidente Dutra e Coroatá. Agora, são nove hospitais regionais de alta complexidade com a inauguração e funcionamento dos hospitais nos municípios de Pinheiro, Imperatriz, Caxias, Balsas, Bacabal, Santa Inês e o Hospital de Ortopedia e Traumatologia (HTO) em São Luís. A população ganhou um hospital exclusivo para o tratamento do câncer, o Hospital Geral, e, pela primeira vez, pacientes de Imperatriz e Caxias passaram a ter atendimento oncológico nas respectivas cidades. A Força Estadual de Saúde (Fesma) é outra inovação, que cuida da saúde preventiva nos municípios mais pobres do Estado. Maranhenses que jamais tiveram acesso a serviços médicos recebem “anjos” em suas casas para combater diabetes, mortalidade materna e infantil; hipertensão e hanseníase.

Com facções criminosas atuando nacionalmente como o PCC (Primeiro Comando da Capital), São Paulo está longe, não parece o melhor exemplo de combate à violência.. Aqui, em três anos e meio, o estado deixou para trás o colapso na segurança, a barbárie dentro e fora dos presídios. Com a maior tropa da história das polícias, mais viaturas, descentralização do Centro Tático Aéreo, valorização e capacitação dos policiais, por meio do Pacto pela Paz, São Luís deixou a lista de 50 cidades mais violentas do planeta.

O Maranhão está no rumo certo ao conciliar desenvolvimento, responsabilidade fiscal e combate às desigualdades. Nossa gente voltou a sonhar. Não é mágica! É trabalho!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Salvando vidas

Flávio Dino

Policiais-1-360x240Em janeiro de 2014, o Maranhão foi destaque mundial por tristes motivos: absurdas cenas nas penitenciárias e São Luís entre as cidades mais violentas do mundo, com ônibus queimados nas ruas e constantes toques de recolher contra a população, por parte de quadrilhas. Este ano, o sistema de segurança maranhense voltou a ser destaque na mídia nacional. Mas agora por um bom motivo. O Jornal Folha de S. Paulo citou o bom exemplo das Apacs (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), sistemas de internação dos detentos que produzem bons resultados. E São Luís deixou finalmente a lista das 50 cidades mais violentas do mundo.

São resultados de uma política consistente na área de segurança baseada na recuperação da autoridade do Estado e de sua capacidade de combate ao crime. Infelizmente, o governo de antes não gozava de tal credibilidade. E o descaso com a segurança era demonstrável em números. Quando assumi, o Maranhão tinha o menor índice de policiais por habitante do país.

Reforçamos a força policial e hoje temos a maior tropa da história do Maranhão, com mais de 12 mil homens e mulheres. Além de nomear e treinar, estamos equipando essas forças: foram mais de 1 mil viaturas entregues desde 2015. E também estamos pagando melhor: em três anos, foram 8 mil promoções. Antes, uma simples promoção de policial chegava a demorar décadas.

Fizemos obras para construir ou recuperar 28 prédios ocupados por órgãos da Segurança Pública – como delegacias da Polícia Civil, batalhões da Polícia Militar, unidades de Corpo de Bombeiros e Polícia Técnica. E são três novos presídios prontos, além daqueles que estão em construção.

Também realizamos ações preventivas por intermédio dos Conselhos Comunitários do Pacto pela Paz, uma proposta que apresentei ainda durante a campanha eleitoral, envolvendo moradores e instituições sociais, para que tenhamos uma Polícia mais próxima dos parâmetros de cidadania que defendemos.

Os resultados estão aí: o número de homicídios na Grande Ilha caiu 62% no primeiro quadrimestre do ano em comparação com o mesmo período da gestão passada. Se considerarmos os três anos, já são milhares de vidas salvas. Vidas que seriam destruídas, enquanto dinheiro público corria pelo ralo da corrupção, da jogatina e dos banquetes suntuosos. Isso mudou e vamos continuar mudando.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Contra a marcha do retrocesso, mobilização.

Robson PazROBSON PAZ

Dia do Trabalho, data que homenageia a luta dos trabalhadores por direitos, é momento propício para importantes reflexões, especialmente sobre estes tempos anômalos em que vive o país.

É de estarrecer ver direitos dos trabalhadores extintos, enquanto castas protestam desavergonhadamente pela manutenção de seus privilégios.

Endinheirados bancados pelo labor do povo, sem qualquer pudor defendem extravagâncias do alto de seus supersalários. E, pasmem, bradam contra o “trabalho escravo”. A porteira aberta por uma ex-ministra do governo Temer foi escancarada por parte dos magistrados federais, que se manifestaram publicamente em defesa de indecoroso auxílio moradia.

Detalhe: a cândida ajuda de custo, que consome meses de trabalho de brasileiros, muitos dos quais ainda sem teto para abrigar a si e seus familiares, é paga vergonhosamente para arautos da moralidade, que residem em casa própria, de alto padrão, em bairros luxuosos.

E essa ‘gente de bem’ não para de protestar. De todos os cantos do país surgem integrantes de entidades classistas a vociferar contra a tal ‘escravidão’. Afinal, como pode trabalhar bem um profissional percebendo em média apenas míseros R$ 25 mil mensais?

Pensar que este séquito tanto bradou contra programas de transferência de renda como o Bolsa Família, como imoralidade a comprometer as finanças e o futuro do país. Um acinte!

Todo este conjunto de absurdos só reitera aquilo que está evidente na realidade brasileira: a desigualdade. Esta a maior chaga de nossa Nação. A mãe de todas as corrupções, mas ignorada e negligenciada pela minoria detentora do capital, que se autoproclama maioria.

Este 1º de Maio é, pois, momento oportuno para protestar contra a injustiça e desigualdade simbolizada entre outras na flexibilização da lei que combate o trabalho análogo à escravidão. Este sim, atentado à dignidade humana, aprovado, sob os auspícios de feitores, torturadores de ontem e hoje.

Pouco a esperar de um estado de exceção, que encarcera o único líder emergido da luta dos trabalhadores alçado democraticamente à Presidência da República, condutor de um dos períodos mais prósperos do Brasil em toda a história.

Foi sob a presidência deste ex-operário que o salário mínimo alcançou seus maiores índices de reajuste e valorização, e milhões de empregos foram criados, além do combate concreto ao trabalho escravo. Os direitos dos trabalhadores foram respeitados e criaram-se oportunidades para a juventude sedenta por espaço no mercado de trabalho.

Não há outro diagnóstico para o Brasil, que não seja de um país doente, onde privilegiados defendem abertamente suas benesses nada republicanas, enquanto tentam trancafiar a esperança de justiça social numa torre como nos tempos medievais.

Do lado de fora, milhões de desempregados, direitos negados, aumento da pobreza extrema e atentados à vida democrática. A marcha do retrocesso só será contida mediante a mobilização popular. Pelos direitos dos trabalhadores e pelo direito ao Estado verdadeiramente democrático, cuja força não seja usada somente para massacrar os mais pobres. Os brasileiros não podem deixar de lutar e acreditar.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.