Abertas inscrições para contratação de professores do Ensino Médio

EducaçãoA Secretaria de Estado da Educação (Seduc) abriu, nesta semana, as inscrições para Processo Seletivo Simplificado para Contratação Temporária de 219 professores e formação de Cadastro Reserva, para atuarem no Ensino Médio Regular, das escolas estaduais situadas nos municípios, nas zonas urbanas e rurais, das 19 Unidades Regionais de Educação (UREs).

As inscrições podem ser realizadas até às 23h e 59min de sexta-feira (11), exclusivamente no endereço eletrônico da Seduc (www.educacao.ma.gov.br), e a entrega dos documentos e títulos, acompanhados da Ficha de Inscrição, gerada via internet, deve ser realizada nas sedes das UREs até as 19h do dia 14 de maio de 2018.

O candidato deve entregar a Ficha de Inscrição em envelope pardo, tamanho ofício, contendo a cópia dos seguintes documentos, acompanhado dos originais: Carteira de Identidade; CPF; Título de Eleitor; Certificado de reservista (para o sexo masculino); comprovante de quitação eleitoral; comprovante de residência em nome do candidato ou declaração do responsável pelo comprovante de residência; documentos de comprovação dos Requisitos Básicos e dos Títulos e Experiência Docente, de acordo com o contrato pleiteado.


No ensino médio, rendimento é maior com envolvimento dos pais

Por Ana Cássia Maturano 

Os resultados de mais uma avaliação das escolas brasileiras saíram. As notícias são promissoras. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, a meta proposta pelo Ministério da Educação (MEC) foi superada pelo ensino fundamental I e II e atingida pelo ensino médio.

Esse índice é calculado considerando-se o rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil. A ideia é atingir, até 2021, índices europeus, o que foi conseguido atualmente por 3% de escolas de ensino fundamental II e 12,88 % do fundamental I.

Esses dados referem-se ao Brasil como um todo. Porém, variam de acordo com a região, o que não é nenhuma surpresa. A região Nordeste, por exemplo, tem os índices mais baixos considerando-se os anos finais do ensino fundamental. O sudeste apresenta os melhores resultados. As coisas melhoraram, mas as diferenças entre as regiões do país continuam – a mais rica tem uma educação melhor que a mais pobre. A boa escola depende de investimento financeiro e também do interesse de que as coisas mudem.

Indo mais além, existem diferenças gritantes entre as escolas. Enquanto umas não conseguiram atingir 1,0 de média, outras ultrapassaram a casa dos 8,0. Ainda temos muitos problemas nessa área. A diferença da qualidade de ensino é uma delas, tornando a educação algo injusto em nosso país.

Um dado que chamou a atenção é que a nota dos anos iniciais do fundamental teve um crescimento maior em relação às séries finais e ao ensino médio. A ideia é que houve um investimento maior na fase inicial da escolarização. É o caso da antecipação da entrada do aluno na escola – antes era aos sete anos e hoje é aos seis. Como se vê, quando há empenho, os resultados aparecem. Porém, está mais do que claro que o avanço da educação formal não depende só da escola ou do quanto o poder público se importa com ela. Depende também do aluno e da família por trás. Tanto é assim, que algumas escolas atribuem seus bons resultados ao envolvimento dos pais.

No final do ensino fundamental, ou mesmo no médio, os jovens estão em uma fase mais complicada da vida: a adolescência. São tantas coisas para resolver internamente, em uma época em que o espírito contestador e opositor se inflama, que é até esperada uma queda em seu rendimento. Mesmo que isso seja comum de acontecer, não quer dizer que o aluno deva ser colocado na posição de pobre coitado e que as coisas fiquem como estão. Pelo contrário.

É aí que entra a família. Mais do que nunca, os jovens precisam dela, mesmo que digam o contrário. Além de a fase ser complicada para os pais, eles consideram que os filhos dão conta da escola sozinhos, e acabam deixando tudo por conta deles. Veem isso como uma condição para que cresçam.

Realmente é a fase de caminharem sozinhos, ninguém vai ficar lembrando o filho sobre ter que fazer a lição ou estudar para a prova. Essa responsabilidade deve ser construída antes. Porém, é preciso que os pais estejam atentos, cobrem empenho de seus filhos e os consequentes resultados (naquilo que podem oferecer). Não dá para entrarem na adolescência junto com eles.

No início da escolarização, a participação da família geralmente é intensa. Quando ela vai chegando ao fim, os pais se afastam.

Os índices do governo federal dão um sinal positivo. Mas, em se tratando de educação, que ninguém ache que já está tudo certo. Principalmente num país como o nosso, em que o problema nessa área parece ser crônico. Para crescermos é necessário muito investimento do poder público, aliado ao envolvimento do aluno e sua família com a aprendizagem.


Maioria dos candidatos de Bequimão concluiu Ensino Médio

Mais da metade dos candidatos a vereador do município de Bequimão concluiu o Ensino Médio ou o Curso Superior, segundo dados divulgados pela Justiça Eleitoral.

De acordo com as estatísticas, 49,4% dos candidatos tem o Ensino Médio Completo. Dos postulantes à Câmara Municipal 13,6% concluíram o Curso Superior.

Por outro lado, 18,9% dos candidatos não concluíram o Ensino Fundamental. Outros 3,15% sabem apenas ler e escrever.

Já os três candidatos a prefeito do município possuem nível superior. Já os candidatos a vice um tem curso superior completo; um concluiu o ensino médio e outro lê e escreve.

Veja abaixo as estatísticas do nível de escolaridade dos candidatos a vereador:


Admito a minha incompetência

Do blog do José Luiz Oliveira de Almeida

A minha incapacidade de mobilizar os meus pares para discutir,   com mais profundidade, alguns temas é, pelo menos para mim, proverbial.

Muitos conseguem; eu, não.

Considero-me, nessa questão, uma nulidade.

Hoje, na sessão do Pleno, tentei, mais uma vez em vão, fomentar um debate mais profundo acerca das contratações temporárias para professores do ensino médio, prática costumeira do Poder Executivo estadual.

Pretendi chamar a atenção para o fato de que a não realização de concursos significa um retrocesso, pois que é, para mim, além do mais democrático meio de acesso, uma conquista da sociedade.

Não esqueci, nessa linha de argumentação, de Luis Roberto Barroso, para quem o concurso público, a partir de uma leitura axiológica do nosso sistema jurídico-constitucional, está incorporado  no patrimônio jurídico da cidadania.

Fiz ver, nesse sentido, que o Poder Executivo, com essa ação, ou seja, com a contratação temporária, feria, a mais não poder,  o principio que veda o retrocesso; princípio em pleno vigor em nosso Direito Positivo, inobstante não esteja expresso em nossa Carta Magna.

Chamei, ou melhor, tentei chamar  a atenção dos meus pares, ademais, para a constatação de que essas contratações malferem,no mesmo passo e a um só tempo, os princípios da legalidade, da moralidade e da dignidade da pessoa humana.

Falei por uns cinco minutos quase que ao vento, incapaz que fui – e admito a minha incapacidade – de convencer os meus colegas para a importância – pelo menos para mim – do que propunha, em face de compreender que, nos dias atuais, superada a face positivista, toda discussão deve partir da matriz epistemológica que decorre do neoconstitucionalismo, daí a razão de ter sustentado o meu voto nos princípios constitucionais.

Tentei fazer ver que, em face desse novo paradigma, os juízes passaram de simples aplicadores da lei para condição de legítimos intérpretes da vontade constitucional.

Na parte que considero mais contundente do meu voto, pretendi demonstrar que vislumbrava um vínculo simbiótico entre as contratações temporárias e o clientelismo político.

Mas nada!

Nem assim eu consegui chamar a atenção dos meus pares.

Eu sou mesmo um zero à esquerda!

Mas insisti!

Teimoso, fui além!

Socorri-me de Celso Antonio Bandeira de Melo – para quem violar um princípio e muito mais grave que transgredir uma norma qualquer –  para lembrar-lhes a gravidade de o Poder Executivo afrontar os princípios constitucionais que acima mencionei, lembrando, inclusive, que, em face da textura aberta  de tais princípios, eles podiam, sim, ser buscados para dar substrato ao meu voto.

Debalde, no entanto.

Depois da sessão, um advogado que se encontrava na plateia se aproximou de mim e disse, textualmente: Vossa Excelência lançou palavras ao vento.

Mas eu acho que o advogado foi mais do que benevolente comigo.

O que ele quis dizer, na verdade, foi o seguinte: Vossa Excelência não tem a mais minha capacidade de convencer ninguém, muito menos os seus pares.

Nessa arte, confesso, sou mesmo incompetente.