Mil dias de esperança e combate à desigualdade

Robson PazROBSON PAZ

1º de janeiro de 2015. O Maranhão unido pelo sentimento de esperança. Saudado por milhares de maranhenses, o governador Flávio Dino anunciava em seu primeiro discurso medidas concretas para combater a corrupção, os privilégios e a desigualdade.

Mil dias após aquela festiva quinta-feira, a constatação de que nosso Estado passa por profunda transformação. Propagandas enganosas substituída por gestão com seriedade, honesta e políticas públicas, que concorrem para a justiça social.

Indicadores educacionais vergonhosos combatidos com o “Escola Digna”. Programa que vai muito além de substituir escolas de taipa, barro e palha por prédios confortáveis de alvenaria. Pelo menos, metade da rede estadual de ensino reconstruída ou reformada. Profissionais de educação valorizados e qualificados.

A melhoria da educação passa ainda por mais envolvimento de pais e alunos no cotidiano escolar a partir das inéditas eleições diretas para gestores escolares. Inovações que garantiram ao Maranhão melhor desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Noutra dimensão, o governador criou pela primeira vez na história uma rede de educação técnica em tempo integral. Já são sete IEMAs em pleno funcionamento e serão 23 até o fim de 2018, além de 11 escolas em tempo integral.

As crianças, a juventude e tantos outros invisíveis aos olhos do Estado voltaram a ter esperança e oportunidade com programas, como o Bolsa Escola, Cidadão do Mundo, Mais Estágio, CNH Jovem, Travessia.

Mudança visível também na ampliação da rede de atendimento hospitalar. Nunca antes na história, a população maranhense pôde contar com uma rede de hospitais de grande porte em praticamente todas as regiões. São seis unidades (Pinheiro, Caxias, Imperatriz, Santa Inês, Bacabal e Balsas), que retiram da procissão de ambulâncias mais da metade da população.

Famílias dos municípios mais pobres do estado recebem atenção básica à saúde. Médicos, enfermeiros, terapeutas, fonoaudiólogos integram a Força Estadual de Saúde.

O pânico que aterrorizava os lares maranhenses com falta de segurança e caos nos presídios, passo a passo, está sendo revertido. Centenas, milhares de vidas salvas com o Pacto Pela Paz. Ampliação do contingente policial. Temos hoje a maior tropa da história da Polícia Militar. A inédita marca de 730 viaturas para reforçar a segurança. Mais armamentos e laboratórios para combater a criminalidade. Os resultados são a redução nas mortes violentas, assaltos a bancos, mais apreensão de drogas e armas. As cabeças antes decapitadas no sistema penitenciário agora são usadas para desenvolver atividades laborais e educacionais.

O Maranhão fomenta o desenvolvimento com inclusão social com a construção de estradas e pavimentação de vias urbanas. É mais qualidade de vida e melhores condições para o escoamento da produção.

Ainda há muito por fazer, mas dentre todas as ações uma simboliza estes mil dias de governo Flávio Dino: a transformação da casa de veraneio do governo, antes utilizada para luxuosas farras, em espaço para acolher crianças pobres. É a síntese aguda da mudança. No passado, de poucos. Agora, de todos.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Travessia da esperança

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A imagem dos meninos com deficiência Gabriel e João Victor nas águas da praia de São Marcos em São Luís viralizou nas redes sociais, no último fim de semana. Mais que viralizar, as imagens emocionam, nos enchem de alegria e esperança. Emociona ver maranhenses antes “invisíveis” usufruindo de direitos básicos como o simples acesso ao lazer, antes improvável.

Alegra-nos ver que milhares de pessoas com deficiência passaram a contar com o projeto Travessia, criado pelo governador Flávio Dino, que transporta gratuitamente crianças e adultos, que necessitam de deslocamento para buscar saúde, educação, trabalho, lazer e entretenimento.

A foto do menino negro, na cadeira de rodas, ao lado da mãe também negra, entrando nas águas, sob o olhar atento do salva-vidas do Corpo de Bombeiros do Maranhão é emblemática deste momento de mudanças porque passa nosso Estado. Símbolo de um governo presente na vida daqueles que mais precisam.17264899_717174565109986_3373436922038535768_n

Além desta inédita ação do “Travessia” na praia com cadeiras adaptadas e absoluta segurança, o projeto contempla cadeirantes, crianças com microcefalia e deficientes visuais com transporte confortável, climatizados e adaptados, que são disponibilizados pela Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB).

No mês passado, o “Travessia” completou um ano. Atualmente, atende aos cidadãos da região Metropolitana de São Luís e da região Tocantina, nos municípios de Imperatriz, Davinópolis, Senador La Rocque e João Lisboa.

A capacidade de atendimento é de até 2 mil usuários por mês. Os carros são adaptados para levar até três cadeirantes e seus acompanhantes. Com o sucesso do projeto, o governador Flávio Dino já anunciou que vai expandir os serviços para todas as regiões do Estado. Notícia alvissareira!

Outra ação de elevado impacto social é a entrega de aproximadamente 90 novas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), no estado. Serão 159 novos equipamentos sociais, neste ano.

Os Centros oferecem serviços socioassistenciais de proteção social básica nos municípios. Porta de entrada para programas sociais, nestes ambientes, assistentes sociais e psicólogos realizam atendimento psicossocial a crianças e adolescentes vítimas de violência, de trabalho infantil ou que tenham cometido ato infracional, além do apoio a famílias vulneráveis socialmente.

17308973_717174578443318_7345937011279255637_nCom o “Bolsa Escola”, mais de 1,2 milhão de alunos entre 4 a 17 anos são beneficiados com crédito para aquisição de material escolar. Outra iniciativa do governo do Estado que propicia às crianças e aos adolescentes de baixa renda a oportunidade de ter acesso a produtos básicos, que na maioria das vezes falta nas casas de milhares de famílias maranhenses.

A bela cena protagonizada por João Victor e Gabriel e programas sociais que concorrem para a promoção da dignidade do ser humano nos renovam a esperança de nesta travessia da vida ver em plenitude a prática dos ensinamentos de Jesus: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade.” (1João 3,18).

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social


Fio de esperança

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O Prêmio Nobel da Paz está em boas mãos. O reconhecimento ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo acordo de paz assinado com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) não poderia acontecer em melhor momento. Não somente pelo documento que encerra oficialmente um conflito de 52 anos com mais de 250 mil vítimas. Isto em si, é algo extraordinário. Mais pelos gestos de solidariedade, que emocionaram o planeta, protagonizados pelo povo colombiano, após a tragédia com o vôo da Chapecoense, que vitimou 71 pessoas.

Da Colômbia partiram as manifestações humanitárias mais confortantes que uma cidade, um estado ou país em prantos poderia receber. A começar pela solidariedade de pessoas simples. Gente que se dispôs a levar água, alimentos, agasalhos para os hospitais. Era a forma que encontravam para estender a mão às vítimas.

A presteza e eficiência no resgate e atendimento médico aos sobreviventes. Trabalho reconhecido por todos, inclusive por eles e familiares. Dignas de aplausos atitudes humanas, como a do médico que hospedou parentes de um dos pacientes na própria casa.

No campo do esporte, a postura do Atlético Nacional, clube que disputaria a final da Copa Sul-Americana, em renunciar ao título em favor da Chapecoense foi algo espetacular. Feito que mereceu da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) reconhecimento ao conceder-lhe o “Fair Play” pela promoção do jogo limpo, da paz e da solidariedade.

O gesto do clube colombiano é pouco comum nestes tempos em que a “competitividade” e “lucratividade” se sobrepõem aos valores éticos, morais e humanos. Grandeza que os colombianos materializaram num dos mais belos espetáculos de solidariedade e amor ao próximo, protagonizado por milhares de pessoas que lotaram o estádio Atanasio Girardot e seu entorno, em Medellín.

Emoção que se espraiou por todo o planeta. De todos os campos de futebol brotaram as mais belas e variadas homenagens. No Brasil, torcidas de todos os clubes se abraçaram num só sentimento de comunhão. Na última rodada do Campeonato Brasileiro, todos os clubes homenagearam a Chape.

A rede solidária construída pós-tragédia mostra que podemos ter um mundo mais humano, em que prevaleça o respeito, a paz, a união, o amor.

Disputas, vitórias, derrotas, sempre vão existir. Contudo, jamais podem se sobrepor à vida. A ganância e a impunidade serão sempre adversárias dos valores que realmente importam.

Ao receber o Nobel da Paz, o presidente colombiano citou a letra de “Blowing in the Wind” do cantor Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, deste ano. “Quantas mortes serão necessárias até que se saiba que pessoas demais já morreram?” Infelizmente, conhecemos a força solidária do povo colombiano num momento doloroso. Mas, o sentimento emanado por ele é um fio de esperança, de que o amor ao próximo é a semente para florescer um mundo mais fraterno, onde o ser humano tenha mais valor que as coisas e a coletividade seja capaz de vencer o individualismo.

Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos


Celebrando a esperança e dignidade

ROBSON PAZ*

DSC_8373A escola é certamente uma das instituições públicas mais presentes na vida dos maranhenses. É também seguramente o serviço público com maior potencial de transformação de nossa sociedade.

Por certo esta é uma das razões da felicidade e emoção de professores, alunos e pais com a recente reestruturação e entrega de mais de 30 escolas pelo governo. Outras dezenas estão em obras por todas as regiões do Estado e até 2018 serão construídas 300 escolas dignas.

A sede de educação com qualidade foi manifestada, por meio de discursos e manifestações de agradecimento ao governador Flávio Dino, nos municípios.

Em Coroatá, onde três escolas foram completamente restauradas, profissionais da educação e alunos sublinharam a emoção de ver que, agora, além dos bons profissionais, terão boas acomodações, melhor estrutura e equipe qualificada para trabalhar. “Hoje, já não somos mais invisíveis e a prova disso é que estou aqui em nome de todos os alunos da escola Clodomir Millet agradecendo esse gesto que nos dignifica e nos motiva ao aprendizado”, disse a aluna, emocionada.

Foram décadas de abandono das escolas, que culminou com a falta de professores, material didático, ventiladores quebrados, carteiras danificadas e falta de merenda com qualidade. “Após esta longa espera um dia apareceu um governador querido enviado por Deus e que vendo a nossa angústia de nós se compadeceu e realizou o milagre”, nas palavras da professora de São Mateus, a constatação de que o sonho de ter escolas dignas se tornou quase uma súplica.

Há relatos de escolas com mais de 30 anos sem passar por reformas. De um estudante são-mateuense o reconhecimento da dimensão transformadora da educação. “…este investimento que o governo faz é a mais forte maneira de acabar com a criminalidade, oportunizando uma educação de qualidade para todos”.

Difícil acreditar que aqueles que governaram por meio século o Maranhão tenham desprezado tanto a educação de nossa gente.

O patrono da educação brasileira Paulo Freire traduziu com rara sensibilidade e precisão as razões que levam as classes dominantes a negarem tão precioso direito. “Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica”.

Não por acaso, aqueles que deveriam zelar pela garantia de serviços públicos, no passado, estão envoltos em delações sob acusação de desvios milionários de recursos públicos. Um contraste com a celebração da esperança e dignidade de quem crer que com escolas dignas teremos uma sociedade capaz de promover a verdadeira libertação das injustiças sociais, a efetiva democratização e a transformação da realidade excludente da maioria dos maranhenses. Cenário que começa a mudar a partir da valorização dos professores, da reestruturação e democratização das escolas, tornando-as dignas das esperanças de nosso povo.

*Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos