Flávio Dino rebate fake news da oligarquia na própria rádio de Sarney

Dino-Mirante

Por decisão da Justiça Eleitoral, o governador Flávio Dino obteve uma importante vitória que dá isonomia ao pleito de outubro. Ontem, terça-feira (31/07), ele foi entrevistado pela Rádio Mirante, de propriedade da família Sarney, e, ao falar sobre fake news, relembrou episódios históricos de notícias falsas disseminadas pelo império midiático da oligarquia.

Durante cerca de 30 minutos, Flávio Dino foi entrevistado pela Radio Mirante FM pertencente ao Sistema Mirante de Comunicação, desde que o seu governo teve início em 2015. Isso só se deu devido a uma vitória na Justiça obtida por ele. “Infelizmente tem tido muita dificuldade para que a gente possa exercer o direito, a liberdade de expressão, nesses sistemas de comunicação e as vezes a gente tem que ir à justiça”, iniciou Dino.

A primeira pergunta foi em relação às fake news em pré-campanha. Flávio Dino, de forma categórica e educada, detonou o império midiático de Sarney.

“É uma coisa bastante antiga em eleições no Maranhão. Eu lembro do saudoso senador Epitácio Cafeteira, que foi vítima de uma notícia conhecida como Caso Reis Pacheco, ele era oposição na época, e acusaram ele de ser envolvido até em assassinato. Na eleição passada em 2014, até de assaltante de banco me acusaram. Então, realmente, essa coisa de notícia falsa é muito grave”, disse o governador, que ainda lembrou da mentira sarneyzista sobre o cachê do cantor Agnaldo Timóteo.

Para o governador, é um erro achar que fake news é feita apenas na internet. “A mídia comercial também pratica notícias falsas, as vezes por interesses políticos, econômicos, interesses, por exemplo, dos seus proprietários. Acontece muito no Brasil que os proprietários dos meios de comunicação, sejam também candidatos. Esse é um problema grave na democracia brasileira”, frisou.

Na entrevista, Flávio Dino desmentiu também a falácia publicada hoje pelo jornal O Estado do Maranhão, que afirmou que o PIB do Maranhão teve queda.

“É fake news colocar assim: ‘Governo Dino: PIB caiu 15%’. Primeiro porque não caiu em razão do nosso governo, caiu em razão da crise econômica nacional. Ou seja, não foi o PIB do Maranhão que caiu, foi o PIB do Brasil que caiu, por conta de um desastre político e econômico que se produziu. Segundo, nós só vamos ter os quatro anos de mandato divulgados oficialmente pelo IBGE, em 2020. Então você não pode hoje afirmar que o PIB nem que cresceu e nem que diminuiu, é uma questão de rigor metodológico”, explicou.

Durante a entrevista, Flávio Dino ressaltou ainda os feitos do seu governo nas áreas da educação, segurança, saúde e todas as outras que o colocaram como o governador mais eficiente do Brasil, segundo levantamento do G1. Apesar da interrupção abrupta em quase todos os questionamentos, Dino conseguiu, com a verdade, se sobressair em relação às pegadinhas que jornalistas travestidos de assessores tentavam jogar para ele.

Ao fim, a entrevista na Mirante serviu para mostrar os motivos que levam o sistema a não chamar Flávio Dino para entrevistas. Depois das várias mentiras desmascaradas, ele só entrará novamente na emissora por força judicial.

Observatório dos Cocais, com edição


Jornalismo aético

Robson PazROBSON PAZ

A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas. Isto é o que preconiza o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros em seu Artigo 1º, Inciso I.

A prática de parte da mídia é o oposto. No Maranhão, há muito, a linha política de proprietários de vários meios de comunicação tem feito vítimas. Entre estas, gente íntegra e honrada, mas, sobretudo, a verdade e o jornalismo.

Temos, nos dias atuais, um moderno e midiático tribunal da inquisição que acusa, julga e condena com impressionante velocidade. A comunicação deixou de ser o quarto poder e parece reunir todos num só. Um escárnio!

Faço este prelúdio, para mencionar a aberração jornalística veiculada pela TV Mirante de São Luís, afiliada à Rede Globo, nesta segunda-feira, 16. A despeito de envolver o secretário Carlos Lula (Saúde) no suicídio do médico Mariano Silva Castro, acusado de envolvimento em suposto esquema de corrupção na saúde do Estado, a emissora repercutiu mentira plantada em blog e deu a esta ares de verdade.

A reportagem (des)informou que o secretário de Saúde teria pedido Habeas Corpus no mesmo dia em que o médico cometeu suicídio. Rápida consulta aos órgãos ou ao processo na Justiça Federal constataria tratar-se de informação inverídica.

Mas, a produção do telejornal optou por questionar a Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap) e a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Ambas responderam que a informação não procedia. O instrumento jurídico solicitado pelo secretário Carlos Lula é datado do ano passado. Época, da operação da Polícia Federal. Nada tendo a ver com o evento relatado na reportagem.

É sabido por todos, no meio jornalístico, que tal informação seria suficiente para derrubar a pauta. Não foi o que ocorreu. Não bastasse a divulgação da notícia falsa, a TV foi além e afirmou que a Secap e a SES não responderam até as sete horas da manhã. A farsa rapidamente foi desmascarada. E-mail publicizado pela Secap mostra que as informações foram, sim, enviadas e o recebimento confirmado pela produção da TV, na tarde do último domingo, 15.

É creditado às redes sociais a proliferação das fake news, as notícias falsas. Tavestidas de novidade, nada mais são que as mentiras há muito disseminadas por parte dos veículos de comunicação com o fito de auferir dividendos políticos.

A recente investida guarda muita semelhança com o Caso Reis Pacheco e outros mais recentes. Aquele, em 1994, versou sobre um suposto assassinato às vésperas das eleições para o governo do Estado. Prática utilizada pela mesma emissora de TV, que envolveu então o senador e candidato Cafeteira como mandante do falso crime. Pouco tempo depois, restou provado que a vítima estava viva. Tarde demais! O estrago já estava feito. Cafeteira perdeu a eleição.

É inaceitável que o jornalismo cometa suicídio para atender às pressões políticas de quem quer que seja. A ética deve prevalecer.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.