Escola, Liberdade e República

Por Flávio Dino

governador-eleito-flavio-dino-1-e1416615703474101535Comemoramos neste 15 de novembro que passou quase 130 anos de nossa República. Regime que se propagou pelo mundo baseado nas ideias do Iluminismo. No antigo regime, valia a vontade de uma só pessoa, e não havia alternância no poder, na medida em que a sucessão era definida em âmbito familiar. Na República, o poder não se cristaliza na mão da mesma família e até a maioria deve respeitar e conviver com os desejos de outros grupos, num ambiente de pluralidade de ideias.
Aqui no Maranhão, vivemos um nascimento tardio desta República, pois o coronelismo de traços coloniais muito se alongou, adentrando no século 21. Infelizmente, contudo, superamos um desafio e já estamos às voltas com outras ameaças, notadamente esse assustador ressurgimento do fascismo, em vários quadrantes do mundo.
Essa ameaça é muito bem identificada pela ex-chanceler norte-americana Madeleine Albright no recém lançado livro “Fascismo, um alerta”. Albright aponta a proliferação no mundo de um novo tipo de líder que “diz falar por uma nação ou grupo, não se preocupa com os direitos dos outros e está sempre disposto a usar de violência ou qualquer outros meios necessários para atingir seus objetivos”.
A prevalecer esse tipo de liderança, teremos sistemas políticos apenas formalmente republicanos, mas na prática esvaziados de sentido material. Vemos isso por meio de ameaças à liberdade de opinião, por exemplo com discursos de ódio e medo contra jornalistas ou professores.
Propostas como “Escola Sem Partido” são visceralmente anti-republicanas, na medida em que tolhem a ideia de “governos moderados”. Com efeito, se não há possibilidade de opinião, inexiste pensamento crítico e prevalece a vontade unilateral das instâncias de mando.
Consentâneo com o primado republicano, o artigo 206 da Constituição Federal determina a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;” além de garantir o “pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas” no país. Foi com essa base teórica e normativa que, na semana dedicada à República no Brasil, editei Decreto orientando a rede estadual de ensino a respeitar a livre manifestação de pensamento e opinião, essencial para que a sociedade não seja atropelada por propósitos despóticos.
Como muitas vezes costuma acontecer, uma bandeira se levanta justamente para se encobrir uma batalha por seu revés. Pois o que pregam os arautos da Escola Sem Partido que não determinar politicamente o que devem falar alunos e professores?
Começam tempos em que é preciso estar atentos a riscos colocados à República. Que tenhamos força e coragem, como recomendam as Sagradas Escrituras (Josué, 1).

ENTREVISTA – FLÁVIO DINO| Um comunista e a identidade política nordestina

Do Diplomatique Le Monde

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Reeleito para seu segundo mandato como governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) analisa as perspectivas políticas para os próximos anos, as relações de sua região, onde a esquerda saiu vitoriosa, com o futuro governo e as dinâmicas da corrida eleitoral. “Se o programa de Guedes tivesse sido apresentado, Bolsonaro perderia a eleição”. Se Jair Bolsonaro se identifica com Pinochet e Paulo Guedes promete aplicar uma agenda econômica semelhante ao que o ditador chileno fez no país andino, o governador do Maranhão Flávio Dino, 50 anos, tem como referência o ex-presidente chileno Salvador Allende — um marxista declarado que chegou ao poder pelo voto democrático. Nascido na capital São Luís, Dino acredita que foi a Greve da Meia Passagem — popular movimento estudantil maranhense de 1979, brutalmente reprimido pela polícia — um dos principais fatores que o levou para a política. “Eu tinha onze anos e assisti tudo da minha janela, vi passeatas, policiais batendo em estudantes, bombas de gás lacrimogêneo. A greve ‘abriu minha cabeça’. Simultaneamente tivemos a campanha da anistia, meu pai tinha sido cassado em abril 1964, ele era deputado estadual. Eu tenho o telegrama do comando do exército determinando a cassação dele por ser comunista, e ele nem era (risos). Mas naquela época, assim como nos dias de hoje, tudo que era contestador era classificado como comunismo”, afirma o governador. Formado em direito na Universidade Federal do Maranhão, advogou para uma série de sindicatos, e aos 25 anos passou no concurso para juiz federal, coincidentemente o mesmo em que Sérgio Moro foi aprovado. Abandonou a magistratura 13 anos depois para entrar na política. “Quando considerei que havia uma transição a ser feita no Maranhão do modelo oligárquico para uma sociedade mais aberta, pluralista, livre, resolvi me engajar nessa causa me filiando a um partido político (PCdoB), me elegi deputado federal e disputei três vezes o governo do estado, 2010, 2014, 2018, perdi a primeira e ganhei as outras duas”, explica.

Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o primeiro governador da história do Partido Comunista do Brasil prevê uma crise política em 2019 por acreditar que durante a corrida eleitoral a dupla Bolsonaro/Guedes ocultou a agenda econômica que pretendem implementar. Ciente de que a esquerda precisa se reorganizar, defende a criação de uma frente ampla baseada na experiência da esquerda portuguesa, além de afirmar que existem interesses internacionais que operam na desestabilização para que o Brasil não se torne uma potência mundial.

Você é conhecido por militar desde cedo, inclusive no DCE da UFMA. Como era atuar no movimento estudantil numa época em que existiam no mundo, com clareza, dois sistemas políticos…

É, eu sou da época pré-queda do muro de Berlim (risos). Nós nos situávamos de modo geral, e ainda hoje, no campo da esquerda. Havia um debate muito intenso sobre modelos de socialismo, porque naquele período tínhamos a União Soviética, China, Cuba… Havia uma discussão na militância política sobre os modelos na estruturação de uma nova sociedade. Mas, de modo geral, um sentimento anticapitalista, de que o capitalismo não é o final da história, que não é o modelo definitivo por ser concentrador de riqueza e excludente em relação à maioria da população.

Hoje o senhor prefere ser classificado como socialista ou comunista?

Pra mim, hoje, é a mesma coisa. Acho que foi superada aquela visão segundo a qual haveria uma sociedade sem estado, que iria caracterizar o comunismo como uma espécie de etapa superior do socialismo, em que a sociedade seria tão perfeita, tão utopicamente perfeita, que como não haveria classes sociais e injustiças, sequer haveria estado. Isso hoje é inexeqüível pela própria complexidade da sociedade, então pra mim hoje são termos sinônimos. Mas no mundo de hoje ainda existe espaço para as utopias? Sem as utopias ninguém vive. Temos que ter os pés na realidade, mas o olhar no horizonte. E as utopias estão no horizonte. Se você ficar preso no aqui e no agora, nas coisas tais quais ela são, você renunciou a vida. Então, temos que estar sempre sonhando, projetando, imaginando, mesmo coisas que da sua vida familiar, pessoal, profissional ou política sejam aparentemente irrealizáveis. Sempre temos que estar olhando para o horizonte, e a utopia é decisivo para que mantenhamos a pulsação existencial na direção transformadora. É claro que isso não deve gerar ansiedade ou agonia, mas precisamos de uma referência, de algo melhor. No meu caso, de que o mundo para ser bom tem que ser bom para todo mundo. Eu sei que gerações e gerações se passarão até que nós tenhamos uma sociedade efetivamente justa, mas eu acredito nisso e luto por isso, é minha utopia, é o que me impulsiona, que me faz todos os dias acordar e trabalhar muito. E acredito que nós temos que colocar um tijolinho na construção dessa utopia.

O que te levou a abandonar a carreira de juiz federal para entrar na política?

A magistratura tem que buscar a isenção, você não pode ser parte de conflitos, pelo menos essa é minha concepção – um e outro, agora, andaram alterando esses cânones. Mas, na minha visão, um juiz tem que ter um comportamento, no máximo quanto possível, que o legitime como arbitro imparcial dos conflitos alheios. Nesse sentido, um juiz não pode exercer com plenitude suas paixões, porque se não ele vai quebrar essa legitimação derivada de uma isenção e imparcialidade. E eu sou muito intenso nas coisas que eu faço, e considerava que havia uma antinomia entre os deveres do cargo de juiz com essa intensidade com que eu procuro fazer as cosias. Associado a isso, existia um limite profissional, porque na maioria das vezes, um juiz de primeira instância trata de casos individuais, de pessoas determinadas, e busca fazer justiça naquele caso, enquanto na política você está lidando, normalmente, com os interesses de milhares ou milhões de pessoas. Quando eu proferia uma sentença, por exemplo, em favor de um estudante ter acesso a educação, eu fazia justiça para uma pessoa. Quando eu construo uma escola, eu estou fazendo justiça para milhares de estudantes. Eu gostava muito de ser juiz, e posso, inclusive, voltar a fazer com o maior prazer, mas considerava que naquele momento da minha vida, aos 38 anos, e considerando o que estava acontecendo no Maranhão, a desagregação do sistema oligárquico e a necessidade de construir algo novo, fiz a opção mais dura, porém mais congruente com meu jeito de ser e forma de agir.

A esquerda proporcionou avanços no começo desse século, mas o retrocesso foi muito rápido. Porque o Brasil parece estar eternamente condenado a ser um país do futuro?

Muito provavelmente porque não rompemos com características históricas que aprisionam o Brasil. Nós fizemos uma abolição da escravatura que manteve o racismo como algo estruturante da sociedade. Em certo sentido, o capitalismo foi implantado no Século XIX, mas mantendo a mentalidade da casa grande e da senzala. Superamos o regime militar, mas ao mesmo tempo mantivemos a impunidade dos torturadores. Eu te diria que são essas coisas do passado que nos escravizam até hoje, e nos impedem de conseguirmos caminhar para uma sociedade mais igualitária. Enquanto não enfrentarmos esses esqueletos do armário, ficaremos condenados o tempo todo a isso que você diz, essa agonia do eterno retorno. Essas transições imperfeitas ao longo da história fazem com que tenhamos muito retrocessos, exatamente por não completarmos a tarefa de superar esses demônios, sobretudo os demônios da escravidão negra, do passado colonial, da mentalidade de senhores de escravo, de casa grande e senzala, da naturalização da desigualdade, do sofrimento físico visto por alguns como legítimo para o exercício do poder, mediante, por exemplo, a tortura. Agora um candidato venceu as eleições para presidente sem explicar muito sua agenda, simplesmente com o slogan de ser “contra tudo isso que está aí”, o que parece ser incoerente… E neste caso ele é profundamente parte disso que estou falando. Todo esse legado, toda essa herança, está impregnado na candidatura dele, mas do que em qualquer outra pessoa. Muito se diz sobre a reorganização da esquerda.

Na sua opinião, como reinventar a esquerda brasileira e qual o papel dela nesse novo cenário que se desenha?

Em primeiro lugar, em relação ao governo Bolsonaro, eu não tenho nenhuma dúvida de que o lugar certo é na oposição. Uma oposição democrática, claro, respeitando o resultado das urnas, porém oposição. O segundo aspecto: é preciso, nesse instante, redescobrir a força e a organização das classes populares, porque são elas que podem ancorar profundamente um processo de mudança social num sentido de combate a desigualdade. Quando olhamos o resultado da eleição presidencial vemos claramente uma clivagem de classes entre o voto do Haddad e do Bolsonaro. Acho que isso é um sinal muito poderoso para a esquerda de onde está sua vertente principal de construção. As classes populares que tem maior interesse na superação da desigualdade, embora a superação da desigualdade obscena que o Brasil tem seja de interesse de todos. Apesar desse interesse as classes populares ajudaram a eleger um candidato que terá como Ministro da Economia Paulo Guedes e agenda muito semelhante ao que foi o governo Pinochet no Chile.

Você já disse em mais de uma oportunidade que prevê uma crise política em 2019. O que você espera dessa eventual crise e como olhar para o futuro com otimismo?

Eu sempre me refugio naquela fórmula gramsciana de “pessimismo na teoria, otimismo na ação”. Ou seja, você tem que ter criticidade na abordagem dos temas, porém acreditar que novas conjunturas se colocam. Apesar do aqui e o agora ser muito difícil e complexo, nós podemos transformar e devemos lutar para transformar. Porque eu imagino que haverá crise? O campo vitorioso, em primeiro lugar, não foi claro em relação ao seu programa de governo, por uma razão simples: se o programa da dupla Bolsonaro/Guedes tivesse sido apresentado ele teria perdido a eleição. No momento em que esse programa vier à luz, a parte das pessoas que votaram em Bolsonaro acreditando que ele era antissistema irá ver que na verdade ele é uma engrenagem do mesmo sistema de sempre de dominação e de concentração de riqueza na mão de uma minoria. As privatizações propostas por eles vão fazer com que direitos sejam submetidos à lógica do mercado. A idéia da reforma da previdência de Paulo Guedes e Bolsonaro é o mesmo sistema que o Pinochet aplicou no Chile, em que cada um contribui para sua própria aposentadoria. Ou seja, quem mais tem contribui mais e vai ter uma aposentadoria melhor. Quem menos tem vai contribuir pouco e terá uma aposentadoria menor. Isso quebra o laço de solidariedade que é inerente ao conceito de previdência social que está na constituição de 1988, em que toda sociedade contribui para aqueles mais frágeis em razão de sua idade ou infortúnios possam usufruir de um final de vida digno. Então há um inhame de solidariedade que é rompido pelo regime de capitalização, e, ao introduzir esse modelo, os mais ricos deixam de ajudar os mais pobres e por isso a concentração de riqueza continua. A previdência deles é um modelo que tem tudo haver com esse sistema a favor da casa grande. E por isso eu antevejo uma crise política, porque na medida em que isso vier à luz, vai haver frustração de largas parcelas da sociedade, e imagino uma conjuntura muito parecida com o governo Collor, que no prazo de um ano ele já havia erodido praticamente toda sua popularidade.

Como a agenda econômica de Guedes/Bolsonaro deve impactar nos estados do Nordeste, sobretudo o Maranhão, governado por um comunista, onde o futuro presidente prometeu “varrer do estado”?

Só o voto popular do povo do Maranhão pode varrer o Partido Comunista do estado. Bolsonaro não é o “dono da vassoura”, quem é o “dono da vassoura” é sua excelência, o povo. E aí, só em 2022. Então, essa hipótese realmente não existe no contexto democrático. O que eu espero, obviamente, é que seja possível discutir pautas de interesse da Federação e pautas de interesse do Nordeste. Como disse, a oposição é um exercício legítimo do estado democrático de direito. Não impede, é claro, que naquilo que disser respeito ao desenvolvimento regional, haja debate. Espero que o Nordeste seja preservado no que tem de mais importante para a estruturação de políticas de desenvolvimento. Me refiro, por exemplo, a obras de modo geral, ao Banco do Nordeste, a transferência constitucional de recursos para nacionais, que são devidos ao Nordeste não por benemerência, mas por uma correção de desigualdades históricas, regionais. Então, nós estamos reivindicando a manutenção de políticas de desenvolvimento regional que estão na constituição de 1988, e que são devidas em razão da má formação do federalismo brasileiro que fez com que o eixo mais dinâmico da economia brasileira durante períodos pretéritos sugasse energias das outras regiões do país. Então, nós queremos igualdade e chances de oportunidades. Por isso, defendemos as políticas de desenvolvimento regional. Tenho muito medo de medidas que sejam antissociais. Por exemplo, se uma reforma da previdência selvagem for implementada, nós teremos o sacrifício das aposentadorias dos trabalhadores rurais para o futuro e isso seria um desastre social, eu te diria um genocídio, mas ao mesmo tempo teria um impacto econômico muito negativo nas nossas cidades do nordeste de modo geral, uma vez que a previdência social e aquele sistema de repartição que eu descrevi, é também um vetor de circulação de riqueza da economia local, de sustentação do comércio local. Então, eu gostaria de sublinhar que essas medidas antissociais, elas têm um efeito no beneficiário imediato, em quem deixará de se aposentar por hipótese, mas tem também um efeito dominó sobre as próprias atividades econômicas dessas cidades nordestinas, cujas redes de comércio e serviço dependem em larga medida, por exemplo, da aposentadoria dos trabalhadores rurais.

Se algumas características apresentadas por Guedes/Bolsonaro já nos permitem fazer uma analogia ao governo Pinochet, não é exagero dizer que seu governo no Maranhão se assemelha ao do atípico revolucionário Salvador Allende, que chegou ao poder pelo voto democrático se declarando abertamente um socialista marxista…

Eu tenho um pequeno busto do Salvador Allende na minha sala, inclusive (risos). Eu tenho alguns bustos ao lado dos meus santos. É um dos grandes ídolos que eu tenho. E um dos grandes livros que eu li é “Confesso que vivi”, do Pablo Neruda. Um livro autobiográfico, claro que é a história do Neruda, mas é muito “entrecortado” porque o Neruda foi Senador do Chile no período do Allende, então esse livro tem muito da intensidade daquele período chileno. Salvador Allende é um dos ídolos políticos que eu tenho, sem dúvida.

Quando o filho de Bolsonaro ameaçou o STF, o senhor prontamente respondeu que estaria na porta do Supremo, na linha de frente da defesa da democracia. Sua fala foi inspirada na resistência de Salvador Allende no Palácio de La Moneda?

Eu não hesitaria se fosse o caso. Mas eu espero, realmente, que isso não ocorra. Minha criticidade não chega ao ponto de imaginar que isso efetivamente vá ocorrer. Ou seja, que eles sejam capazes de determinar o fechamento do Supremo e do Congresso. Realmente, eu não vislumbro isso como uma coisa concreta, factível. Mas, se fosse o caso, eu não teria nenhuma dúvida, porque eu me sentiria mal comigo mesmo, não por heroísmo. Ao contrário, por profundo respeito aos verdadeiros heróis da democracia que sacrificaram suas vidas para que as ditaduras militares da América do Sul fossem superadas. Eu me sentiria muito mal diante desses verdadeiros heróis se a minha geração permitisse a volta da ditadura militar. Por isso mesmo eu não hesitaria em estar na linha de frente de qualquer resistência, caso isso viesse ocorrer. Sublinhando de novo que eu não acredito que isso ocorra.

Você não teme a possibilidade desse governo de extrema-direita diminuir os repasses aos estados do Nordeste, sobretudo ao seu que leva o nome de “comunista”? Além disso, qual é a saída para essa região que contrariou a onda conservadora que elegeu Bolsonaro? E como conseguir governar com estabilidade nesse período?

Em primeiro lugar, diante do belicismo das manifestações do presidente eleito antes e depois da eleição, é claro que todo temor é justificado. Então, a primeira resposta é sim, eu tenho receio de que esse belicismo se traduza até em medidas injustas contra o povo do Nordeste de modo geral. Segundo lugar, qual é a saída? União do Nordeste. E união, eu diria até, de todos os governadores que defendem um pacto federativo justo. Acho que nós do Nordeste, somos todos os nove governadores amigos, convivemos juntos por várias razões e temos muita identidade, devemos convidar todos os governadores do Brasil, independentemente de posição ideológica, que queiram debater um federalismo justo. Ou seja, segunda resposta, a receita é o máximo de união possível no âmbito dos governos estaduais. A terceira pergunta, como governar com estabilidade: nós temos feito um esforço muito grande de manutenção da responsabilidade fiscal, que não é um dogma de fé, é um instrumento e um caminho. Se você não tem um governo equilibrado do ponto de vista fiscal você não se consegue fazer políticas sociais e de desenvolvimento. Nossa preocupação é manter esse equilibro. Estamos discutindo num quadro árido, hostil do ponto de vista político e econômico, como manter esse equilíbrio sem perder serviços públicos, sem sacrificar os direitos das pessoas, porque se você perder esse equilíbrio você perde a governabilidade, e perde a capacidade de melhorar a vida das pessoas, porque aí você entra num emaranhado, numa espécie de labirinto que você demora anos para sair, que é o caso do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, por exemplo. Então, nesse quadro hostil, minha obstinação hoje é manter o equilíbrio de receita e despesa.

O senhor foi reeleito no primeiro turno contra uma das oligarquias mais fortes do país levando o nome de comunista no partido. Em sua opinião, o que aconteceu nas eleições de 2018 para que um candidato como Bolsonaro tenha sido eleito?

Eu acho que ele conseguiu agregar, em primeiro lugar, uma minoria de preconceituosos, racistas, misóginos e violentos, e isso infelizmente existe na sociedade. E, repito, uma minoria dos eleitores dele se inserem nessas categorias, e ele conseguiu galvanizar essa minoria. Ao mesmo tempo, ele conseguiu ampliar isso com um discurso antissistema por duas razões: em primeiro lugar a crise econômica classicamente beneficia saídas supostamente antissistemas. Hitler e Mussolini são frutos diretos de crises econômicas. E a segunda razão pela qual ele conseguiu êxito, a única proteção do sistema institucional aos olhos do povo foi removida. Essa proteção se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é o único integrante do sistema político tal qual como existente que tinha a adesão da maioria do povo. Na hora que essa “proteção” do sistema político institucionalizado foi removida arbitrariamente não sobrou nada no lugar, e aí nós vimos essa avalanche, porque ele era o único político popular que tinha no Brasil nesse ano de 2018. Quando ele foi inabilitado não sobrou nenhum anteparo, e a população de modo geral ficou procurando quem era o substituto desse que era identificado como porto-seguro, que era o Lula, e identificou no discurso antissistema, não só do Bolsonaro, mas de alguns candidatos aos governos estaduais como Wilson José Witzel, eleito no Rio de Janeiro. Se o Lula estivesse solto ele teria vencido a eleição no primeiro turno e eu não tenho nenhuma dúvida, por isso aliás, que ele foi preso.

Quem o senhor acredita que opera esse sistema que colocou o impeachment em marcha e prendeu um candidato?

Somente um ingênuo, hoje, poderia dizer que não existem interesses internacionais por trás disso. Eu sou uma pessoa de boa fé, mas procuro fugir da tolice, e por isso mesmo tenho convicção de que há interesses internacionais poderosos movidos, por exemplo, pelo desejo de dissolver o bloco dos BRICS, de impedir uma potência regional como o Brasil de se afirmar no mundo com soberania energética e tecnologia, movida, por exemplo, pelos interesses ávidos de domínio do pré-sal, essa grande reserva petrolífera que Deus nos legou. Então, essa gama de interesses internacionais se organizaram muito poderosamente, e a prova definitiva está na eleição presidencial. A prova das provas, a rainha das provas, foi o envolvimento de empresas estrangeiras e de consultores internacionais vinculados a correntes ideológicas estrangeiras na eleição presidencial, cujo expoente mais notável foi esse senhor Steve Bannon, que permitiu que as fake news derrotassem o sistema institucional brasileiro. As fake news pautaram o debate presidencial e conseguiram impor uma agenda falsa, de ocultação da agenda verdadeira do Bolsonaro, que é esse programa antinacional e antipopular, e conseguiram driblar, inclusive, os mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral. E isso foi feito por uma inteligência fora do Brasil. Então, não há duvidas, com uma prova tão evidente, de que desde 2013 nós vivemos em uma conjuntura onde interesses estrangeiros se imiscuíram muito fortemente na política interna brasileira.

Alguns críticos políticos acreditam que se Bolsonaro implementar o 13º bolsa família ele pode angariar votos e aumentar a popularidade no Nordeste. O senhor acredita que o nordestino vota por essas pequenas concessões? O que fez o nordestino votar à esquerda?

Nas últimas eleições com certeza o reconhecimento da correção de um caminho, que junta investimento público e políticas sociais. É claro que uma medida utópica dessa seria bem vinda, e eu sou defensor de políticas sociais de um modo geral, venha de onde vier. Porém, insuficiente para imaginar que com isso se iria comprar a consciência da população. É preciso ver o conjunto da obra para entender o motivo pelo qual os nordestinos votam à esquerda. O lulismo se firmou como uma corrente popular mais forte da história brasileira pelo conjunto da obra, não por uma medida só.

Então, o senhor acredita que só a implosão do sistema político conseguiria fazer com que essa agenda de Guedes/Bolsonaro passasse pelo crivo do voto?

Sem dúvida. Eles precisaram primeiro tirar a Dilma por um impeachment fraudulento e vexatório do ponto de vista jurídico. Porque politicamente o deputado vai lá e vota como a consciência manda, e eu respeito isso. Mas juridicamente o impeachment era insustentável, não houve crime de responsabilidade nenhuma. Ele foi criado para permitir que uma parte dessa agenda passasse. O Temer, num certo sentido, fracassou porque erodiu a popularidade e por isso não conseguiu implementar o conjunto da agenda, embora em grande parte ele tenha executado. E aí a saída foi aprofundar ainda mais a destruição do sistema político de um modo tal que todos os partidos foram levados, não só os de esquerda. Fala-se muito que o PT tem que fazer autocrítica, sim. E o PSDB, não tem? Foi igualmente reprovado nas urnas. O MDB… todo o sistema institucional foi tragado, triturado por esses interesses econômicos, internacionais, e por essa lógica da imposição do político antissistema de modo artificial, para possibilitar que ele seja uma espécie de cavalo de tróia desse programa que hoje se fala: de reforma da previdência, privatizações, etc. Bolsonaro é um cavalo de tróia que foi apresentado pelo povo brasileiro como antissistema, que na verdade no seu bojo carrega exatamente o pior do sistema, que é concentração de riqueza, negação de sistema, etc.

A formação de uma frente ampla nos moldes do que ocorreu com a esquerda em Portugal não saiu do papel para as eleições presidenciais. Com uma coligação de 16 partidos, você se inspirou nesse modelo?

Claro, e essa é a receita do sucesso. Na vida política o isolamento quase nunca é um bom lugar. E numa sociedade complexa e plural como a brasileira, e estamos falando de uma das maiores democracias do planeta, você caminhar isolado é muito difícil. Então você sempre tem que ter flexibilidade para buscar alianças, inclusive com o chamado centro, que foi muito estigmatizado. Não o centro político, partidário. O centro que eu particularmente olho, é o pensamento médio da sociedade. É mais ou menos como se existissem três terços, um deles mais progressista, outro mais conservador e o terceiro que fica ali pelo meio, de um modo geral é assim e no Maranhão isso é muito claro. Então você tem que buscar alianças para polarizar seguimentos que estão nesse centro, e, infelizmente, por uma série de razões nós não conseguimos isso nas eleições presidenciais. Mesmo o Haddad só conseguiu ampliar na última semana e é quando ele cresce. Exatamente quando ele consegue ampliar é que ele cresce. E esse é o principal desafio, como manter sua visão programática, estratégica e de princípios. Ao mesmo tempo ter consciência de que você não é detentor da verdade ou da virtude. Nenhuma corrente política é detentora desses valores. Sempre temos que ter flexibilidade para abranger outros seguimentos sociais e políticos. Quando Haddad conseguiu isso, não pela vertente partidária, porque essa já estava destruída, mas pela vertente social, os artistas entraram na campanha, movimentos sociais, pessoas do povo, juventude, mulheres, etc. Quando ele consegue isso ele quase chega. Mais duas semanas talvez ele chegasse, exatamente pela virtude da amplitude. Agora, pensando no futuro, no ponto de vista político, nós precisamos de uma reorganização orgânica da esquerda. Nós temos uma força claramente hegemônica, que é o PT, mas essa força não pode resolver sozinha as coisas. É preciso que tenha amplitude para que a gente consiga obter as vitórias. Se você olhar nas derrotas desde 2013, vai notar que conforme as alianças foram ficando estreitas, as derrotas foram vindo.

E qual foi o erro de planejamento do PCdoB, que não alcançou a cláusula de barreira?

Superestimamos algumas hipóteses, tínhamos como meta fazer 12 deputados e fizemos nove, mas dá para corrigir esse erro. Existem mecanismos legais que permitem a sobrevivência do PCdoB. Por exemplo, outros partidos comunistas ao longo do mundo já adotaram, como os comunistas uruguaios que atuam dentro da Frente Ampla, ou os comunistas portugueses dentro dos verdes. Existem experiências frentistas, que aglutinam dois ou três partidos. De uma forma ou de outra, fundido ou não, o PCdoB vai continuar existindo, porque é um partido que corresponde a um pensamento que não se pode negar a legitimidade e que eu traduzo, de modo geral, ao pensamento anticapitalista, que é o que nós somos, acreditamos que o capitalismo não é o final da história.

Por fim, a revolução está em marcha?

Sempre está em marcha, a revolução é inerentes a natureza humana. Como disse o filósofo, nenhum homem se banha duas vezes no mesmo rio, e na política é assim também, nada é imutável, tudo flui, e as derrotas de hoje são aprendizados para outras vitórias.


“Manteremos o mesmo ritmo da primeira gestão, para melhorar cada vez mais”, afirma Flávio Dino

O governador Flávio Dino declarou que nos próximos quatro anos será mantido o mesmo ritmo de obras e ações realizadas neste primeiro mandato, incluindo novas nomeações de policiais militares e os avanços na saúde com entrega de policlínicas regionais. O compromisso foi reafirmado durante entrevista concedida para mais de 30 emissoras de rádios do Maranhão, com retransmissão pela Nova 1290 – Rádio Timbira AM.

A vitória expressiva nas eleições 2018, que garantiu a reeleição, foi o tema de abertura da entrevista. Flávio Dino atribuiu o êxito no processo eleitoral ao reconhecimento da população aos resultados das políticas públicas e pela forma séria, correta e responsável de governar. “É uma vitória importante para o nosso estado, mas que tem um alcance nacional e por isso deve ser duplamente comemorada”, reforçou.

Flávio Dino enfatizou que após a eleição manteve a agenda de trabalho com visitas a obras em andamento e anunciou a inauguração de mais unidades do programa Escola Digna já na próxima semana. “A gestão não para. Manteremos o mesmo ritmo da primeira gestão, para melhorar cada vez mais, porque não há milagre, há trabalho”. O governador anunciou ainda modificações na estrutura de governo, sempre tendo como objetivo a continuidade do que está dando certo.

Questionado sobre as avaliações do primeiro governo, Flávio Dino destacou que a referência será o trabalho eficiente que vem sendo promovido, com fins a melhorar ainda mais os dados. O governador citou a Segurança Pública que teve redução dos índices de mortes violentas, resultados estes repercutidos nacionalmente. “Nosso empenho será continuar o processo de ampliação e qualificação das forças de segurança pública. São novos desafios que se estendem por outras políticas públicas importantes”, enfatizou. Ele anunciou que serão realizadas nomeações de policiais do último concurso.

Outra área importante destacada pelo governador foi a Educação, na qual a gestão conseguiu colocar o Maranhão em uma posição de destaque como o terceiro melhor do Nordeste, segundo dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Recebemos a Educação com decréscimo e conseguimos melhorar este dado. Nacionalmente, saímos do 22º lugar para o 13º”, lembrou.

Flávio Dino garantiu a manutenção do programa Escola Digna e das medidas que garantiram maior valorização dos professores, como a realização do concurso público com um dos melhores salários do país; ampliação de jornada para que professores de 20 horas possam passar para 40 horas dobrando sua remuneração; e a unificação de matrícula permitindo que o professor possa ter outro vínculo funcional.

“Sou professor e conheço sala de aula. Sei a importância da infraestrutura educacional para a melhoria da vida do professor. Vamos manter este trabalho sério, sempre respeitando os professores e garantindo as condições de trabalho”, pontuou.

Na Saúde, foi estruturada a rede de hospitais regionais. “O desafio nesta pasta é a manutenção destas unidades e ampliação do acesso às consultas e exames”, pontuou.

O governador citou, ainda, a necessidade de ampliar o financiamento da saúde pública. “Esse é um debate nacional que precisa ser mais discutido”, disse. Atualmente, o Estado recebe R$ 25 milhões mensais do Governo Federal via Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que a manutenção da rede de saúde custa R$ 115 milhões.

“Todos os meses, complementamos esse valor com R$ 90 milhões dos cofres do Estado, porque se fôssemos manter apenas com o recurso que chega do Governo Federal, teríamos que fechar unidades. Os municípios passam pela mesma situação. Recebem valores que não pagam a contratação de um médico, muito menos mantém um sistema. Contudo, defendo a manutenção do SUS, que atende aos mais pobres”, argumentou.

Flávio Dino enfatizou que durante décadas o repasse à saúde para o Maranhão tem sido um dos menores do Brasil. “Há algo de errado nisso e cabe à bancada federal melhorar esse cenário para que possamos melhorar o que estamos realizando”, destacou. A implantação de policlínicas regionais é outra medida a ser implantada durante o segundo mandato, que consiste na pactuação da gestão destas unidades. A administração se dará pelo modelo de consórcio com os custos distribuídos entre estado e municípios. O modelo será apresentado em seminário previsto para o mês de novembro.

Plano Mais IDH

O Plano Mais IDH – que realiza medidas para melhorar as condições de vida da população nos 30 municípios com menores índices de desenvolvimento humano – será mantido, afirmou o governador. “É um plano de dimensão estratégica, de médio a longo prazo, e onde está sendo implantado teremos uma sensível elevação do IDH, na próxima avaliação”, garantiu Flávio Dino. Para tanto, a permanência das equipes da Força Estadual de Saúde (Fesma) será intensificada nestas cidades atuando em eixos básicos de acompanhamento à mortalidade infantil e materna, hipertensão, diabetes e hanseníase. A proposta é ampliar o atendimento com equipes volantes para outros municípios que tenham índices baixos.

Eleições do legislativo e presidência

O governador destacou a vitória no Senado com a eleição dos dois nomes ligados à chapa da gestão estadual – Weverton Rocha e Eliziane Gama – e que vão somar forças para que as políticas que favoreçam a população maranhense sejam efetivadas.

“Essas candidaturas derrotaram políticos tradicionais, que eram tidos como imbatíveis e serão muito importantes para obtenção de recursos e projetos para o Maranhão. Da mesma forma, as conquistas na Assembléia Legislativa e Câmara Federal. Com essa nova configuração da bancada acredito que será possível concretizar muitas realizações para o nosso estado. Estou muito feliz e grato ao povo do Maranhão”, pontuou Flávio Dino.

Sobre a composição para o segundo mandato, considerando a contemplação de partidos aliados, o governador pontuou que vai conversar com todas as legendas. “Vamos considerar as indicações dos partidos e pesar não apenas o apoio político. Todos vão participar, como já participam nos vários mecanismos de cooperação a exemplo das emendas parlamentares e parcerias. Não faremos politicagem. Vamos manter a combinação do técnico com o político”, afirmou.

Sobre a eleição presidencial, que será definida no segundo turno, o governador pediu que todos estejam unidos para que esse cenário venha ser favorável à população. “Que todos os maranhenses orem e vigiem. Tem sido difícil governar no meio desta tempestade que pode piorar. Falta clareza e estamos à porta de um segundo turno polarizado de foram inadequada, com muita violência e pouco debate sobre propostas”, enfatizou o governador Flávio Dino.

O governador pontuou que não se deve fugir aos debates e que são importantes para esclarecer a população. “Eu era líder absoluto nas pesquisas, agora em 2018 e também em 2014, e fui aos debates. Mesmo liderando, creio que é um dever como candidato, prestar contas e dizer o que se quer fazer de verdade. Isto não está havendo nesse segundo turno, mas ainda há tempo. É preciso discutir os temas”, declarou.

Durante a entrevista, foram abordadas as obras do Governo Federal que estão paradas no Maranhão. “Qualquer Governo Federal tem o dever de retomar e concluir as obras inacabadas. Assim fizemos quando assumimos. Encontrei obras inconclusas e nos esforçamos para concluir”, afirmou. No conjunto de obras, ele citou estradas, creches, quadras esportivas em escolas, redes coletoras de água e esgoto e outras que tiveram recursos interrompidos pelo Governo Federal. “Obra inconclusa é a mais cara que existe. Se retomamos geramos emprego e renda. Então, é melhor retomar. Essa será a primeira reivindicação que vamos levar ao próximo Governo Federal”, destacou.

Concluindo a entrevista, Flávio Dino reforçou que acredita na força da democracia e no voto popular. “Quando se obtém duas vitórias seguidas no voto popular, nos sentimos grato como estou. Foram duas vitórias de dimensão histórica em nosso Estado. Agradeço aos que participaram de todo esse debate. Não me escondo de debater. Vou às cidades, converso com as pessoas. Quem se esconde é a negação da Democracia. Posso afirmar que nosso segundo governo será melhor que o primeiro, pois estou mais experiente e mais incentivado a tocar o Estado. Conseguimos feitos notáveis e temos um governo respeitado nacionalmente. Faremos aprimoramentos e vamos continuar este trabalho estabelecido e que a população reconhece”, afirmou.

Pool de rádios

Na lista de emissoras participantes da transmissão nesta segunda-feira estiveram as rádios Educadora, Cidadania FM e Jovem Pam (São Luís), Cultura FM (Lago da Pedra), Cultura FM (Chapadinha), Sucesso (Santa Helena), Sertão FM (São João dos Patos), Unida FM (Vargem Grande), Rádio Verde (São Bernardo), Tropical FM (Santa Luzia do Parúa), Redenção FM (Olho d’Água das Cunhãs), Jangada FM, Difusora FM (Zé Doca), Jangada FM (Godofredo Viana), Cidade FM (Bacabal), Liderança FM (Barão de Grajaú), Educativa FM (Coroatá), Verdes Mares FM (São José de Ribamar), Difusora Sul FM (Imperatriz), Cultura FM (Paço do Lumiar), Cidade FM (Pedreiras), Cidade FM (Itaipava do Grajaú), dentre outras.


VÍDEO | Flávio Dino pede mudança de agenda na campanha para derrotar Bolsonaro

Da Revista Fórum

Em entrevista exclusiva em vídeo ao editor da Fórum, Renato Rovai, o governador reeleito do Maranhão pede uma disputa urgente pela mudança de pautas e quer o tema da segurança como central na campanha de Haddad.

O governador do Maranhão esteve em São Paulo para uma reunião do comando da campanha de Fernando Haddad e concedeu entrevista exclusiva ao editor da Fórum, Renato Rovai.

O vídeo que segue tem aproximadamente 20 minutos e nele Dino diz como enfrentou as fake news da família Sarney e aponta que a questão da segurança foi fundamental para Haddad perder em várias capitais do Nordeste.

Ele avalia que apenas com propostas relacionadas a programas sociais o campo progressista perderá este debate.
E ainda alerta que há uma clara tentativa de Bolsonaro em comandar a agenda dos debates da campanha trazendo à tona apenas questões de ordem moral. E que no primeiro turno a campanha de Haddad não conseguiu escapar disso.

Na avaliação de Dino, que além de se reeleger fez os dois senadores e aproximadamente 2/3 dos deputados federais e estaduais, se não escapar desta armadilha, o campo progressista será derrotado. “Quem pauta a campanha ganha a eleição”, afirmou. Assista ao vídeo.


Povo festeja vitória de Flávio Dino com mais de 2 mil votos de diferença em Bequimão

O povo foi às ruas e fez a festa para comemorar a reeleição do governador Flávio Dino, na noite de domingo, 7, em Bequimão. A caminhada liderada por Robson Paz, César Cantanhede, os vereadores Fredson e Raquel, o ex-prefeito Bernal, o ex-vereador Elanderson e o suplente de vereador Antônio Taxista percorreu ruas e avenidas da cidade embalados pelo passinho do 65.

Flávio Dino teve 6.655 votos contra 4.407 de Roseana Sarney em Bequimão. A diferença totalizou 2.248 votos. Maura Jorge teve 205 votos, Roberto Rocha 75 votos e Ramon Zapata 22.

Os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama também venceram os candidatos da oligarquia Sarney em Bequimão. Weverton teve 6.143 votos. Eliziane foi a segunda colocada com 5.083 votos. Sarney Filho com 4.172 ficou na terceira posição seguido por Lobão com 3.494 e Zé Reinaldo com 826 votos.

“Foi a vitória da política com seriedade e justiça social. É a vitória do povo do Maranhão e do povo de Bequimão”, comemorou Robson Paz.


Pesquisa Ibope/TV Mirante confirma vitória de Flávio Dino no primeiro turno

Do Página 2

Ibope-votos-validos-1Até na nova pesquisa Ibope contratada pela TV Mirante, de propriedade da família Sarney, Flávio Dino (PCdoB) lidera com folga e vence no primeiro turno com 59% dos votos válidos, quase o dobro de Roseana Sarney (MDB), que aparece em segundo lugar com 32%.

Na sequência aparecem Maura Jorge (PSL), com 5% e Roberto Rocha (PSDB), com 2%. Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL) obtiverem 1% cada.

Dino cresceu 2% em relação ao levantamento anterior do Ibope, quando já despontava com 57% dos votos válidos. Já Roseana, que antes tinha 36%, agora caiu quatro pontos percentuais.

A três dias do pleito, o resultado do levantamento Ibope praticamente confirma que o grupo liderado pelo oligarca José Sarney “jogou a toalha”.

A pesquisa Ibope/TV Mirante foi registrada no TSE sob o nº MA-07570/2018. A amostragem ouviu 1.008 eleitores entre os dias 2 e 4 de outubro. A margem de erro da projeção é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


VÍDEO | Flávio Dino manifesta apoio à reeleição e destaca qualidades do deputado Neto Evangelista

O governador e candidato à reeleição Flávio Dino destacou o trabalho, competência, experiência e seriedade do deputado estadual Neto Evangelista em vídeo de apoio à candidatura do ex-secretário de Desenvolvimento Social.

“Deu uma grande colaboração ao nosso governo exercendo o cargo de secretário de Desenvolvimento Social. À frente dessa secretaria implementou importantes programas sociais a exemplo do Mais Renda, Restaurantes Populares, Bolsa Escola. Por tudo isso, por essa trajetória, tenho certeza que Neto Evangelista vai ser novamente um grande representante do povo do Maranhão na Assembleia Legislativa”, afirmou.

 


“Vou ajudar Flávio Dino a fazer mais pelo Maranhão e a fazer mais por Bequimão”, diz Márcio Jerry. Assista

Em mensagem à população de Bequimão, o ex-secretário de Comunicação e Assuntos Políticos e candidato a deputado federal Márcio Jerry afirmou que na Câmara Federal vai ajudar Flávio Dino a continuar o trabalho, que o fez ser considerado o melhor governador do Brasil, no Maranhão e em Bequimão.

“O governador tem muitas ações importantes em todo o Maranhão e em Bequimão. Serei deputado federal, com fé em Deus e com seu apoio, para ajudar Flávio Dino a fazer mais pelo Maranhão e ajudar Flávio Dino a fazer mais por Bequimão. Para fazer com que Bequimão e o Maranhão possam andar no rumo certo do progresso e do desenvolvimento”, disse.

Márcio Jerry destacou as ações do governo Flávio Dino em Bequimão e afirmou que sua candidatura a deputado federal é resultado da luta da vida inteira como militante dos movimentos sociais e como ex-secretário do governo Flávio Dino, quando o ajudou a fazer tantas e importantes mudanças no Maranhão.

Jerry ressaltou o apoio recebido em Bequimão. “Abraçando este grande companheiro, este dileto companheiro Robson Paz, que é secretário de estado do governo Flávio Dino, que está levantando a nossa bandeira, deixo um abraço a Bequimão abraçando este grande filho de Bequimão”, afirmou.

No vídeo, o governador Flávio Dino afirma que é muito importante para o Maranhão que Márcio Jerry conquiste uma das 18 vagas de deputado federal pelo Maranhão.

A campanha de Márcio Jerry em Bequimão, coordenada por Robson Paz, conta com apoios importantes do vereador Fredson, do ex-prefeito Bernal, do suplente de vereador Antônio Taxista, do ex-vereador Elanderson e várias lideranças políticas e comunitárias do município.


Econométrica: Flávio vence com 62%; Eliziane e Weverton são líderes isolados para o Senado

Flávio-senadoresA nova pesquisa Econométrica, divulgada nesta segunda-feira (1), mostra que o governador Flávio Dino está consolidado em primeiro lugar na corrida eleitoral, com ampla vantagem sobre a segunda colocada. Flávio aparece com 61,9% dos votos válidos.

É mais que o dobro de Roseana Sarney, que tem 29,9% das intenções de voto. Em seguida, vêm Maura Jorge (5,3%), Roberto Rocha (2,5%), Ramon Zapata (0,4%) e Odívio Neto (0,1%).

Senado

Para o Senado, os dois candidatos de Flávio Dino lideram com boa vantagem sobre os demais concorrentes. Neste ano, o eleitor vota em dois senadores.

Weverton Rocha tem 33,1% das intenções totais de voto, e Eliziane Gama aparece com 30%.

Atrás deles estão Sarney Filho, com 23,5%, e Edison Lobão, com 23,1%. A lista ainda tem Zé Reinaldo (9,8%), Alexandre Almeida (5,7%), Samuel Campelo (1,7%), Iêgo Brunno (1,3%), Preta Lú (1,1%), Saulo Arcangeli (0,8%) e Saulo Pinto (0,5%).

Brancos e nulos são 17,9%. E 51,5% não souberam responder. A soma total dá 200% porque o eleitor vota em dois senadores.

Registro

A pesquisa foi feita entre os dias 27 e 30 de setembro, com 1.411 entrevistados em todas as regiões do Maranhão. A margem de erro é de 2,6 pontos para mais ou para menos. O levantamento está registrado sob o número MA-01075/2018.