Eleitorado maranhense vota em Fernando Haddad se Lula não concorrer

haddadHaddad é candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o trâmite final da homologação da candidatura de Lula na Justiça Eleitoral. Caso a candidatura do ex-presidente seja impugnada, Haddad assume em seu lugar e a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB), será a candidata a vice.

Segundo o Exata/JP, para o eleitorado maranhense o candidato apoiado por Lula, Fernando Haddad, venceria as eleições no primeiro turno com uma diferença de 30 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), preferido para 17% dos entrevistados.

Em seguida, aparecem os candidatos Marina Silva (Rede), com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 2%. Álvaro Dias (Podemos), Vera Lúcia (PSTU) e Henrique Meirelles (MDB) figuram no estudo com 1% cada um. Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 13% e 4% disseram não saber ou não responderam.

O percentual de transferência de votos de Lula para Fernando Haddad mostra na pesquisa Exata está alinhado com o cenário registrado pelo Datafolha na última pesquisa. Nela, Lula aparece com 39% de intenções de voto, e 31% dos eleitores dizem que votam com certeza em quem Lula indicar. 31% é nada menos que 79% dos eleitores que declaram voto em Lula.

Lula candidato

O Instituto Exata projetou ainda cenário onde Lula é candidato. Se as eleições fossem hoje e a candidatura de Lula seja deferida, o petista venceria a disputa também no primeiro turno com 67% das intenções de votos, mais de 50 pontos à frente de Jair Bolsonaro, que nesse panorama somou 15%.

Logo atrás aparece Marina Silva, com 4% e Ciro Gomes, com 3%. Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e Cabo Daciolo figuram com 1% cada. João Amoêdo, Henrique Meirelles, Vera Lúcia, Eymael, Guilherme Boulos e João Goulart Filho não pontuaram nesse contexto.

Registrada no TSE sob o número MA-07422/2018, a pesquisa Exata/JP ouviu a opinião de eleitores de todo o Maranhão entre os dias 19 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.

No Bom dia 247 deste domingo, 26, o jornalista Leonardo Attuch, editor do 247, destacou o alto poder de transferência de votos de Lula para Fernando Haddad.


Ato com milhares de pessoas em São Luís confirma apoio de Lula a Flávio Dino

Milhares de pessoas foram ao ato Lula Presidente na noite desta sexta-feira (24) no Centro Histórico de São Luís. Foi uma das mais fortes manifestações pela candidatura do ex-presidente e também a reafirmação do apoio de Lula ao governador e candidato à reeleição Flávio Dino.

Além de Flávio, o candidato a vice na chapa de Lula, Fernando Haddad, esteve presente e atuou como representante do ex-presidente. A deputada federal Manuela D’Ávila, integrante da chapa de Haddad e Lula, também foi um dos destaques do evento. O ato contou ainda com a participação de Weverton Rocha, candidato ao Senado pelo Maranhão.


Haddad, Flávio Dino e Manuela

Haddad, que é ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, disse que foi perguntando numa rádio maranhense quem era o candidato de Lula. “Eu até estranhei”, contou Haddad. “Eu disse: ‘você tá com essa dúvida até agora? Eu vou resolver essa parada agora pra você. O candidato do Lula é Flávio Dino!’”, acrescentou o ex-prefeito.

O lado da Justiça

Flávio Dino destacou o papel importante da candidatura de Lula para a democracia: “Vocês estão aqui porque estão do lado da Justiça. A Justiça é maior que a injustiça, o bem vence o mal e é por isso que estou pedindo que vocês me ajudem, nós temos uma batalha no Maranhão”.

“Estamos solidários ao presidente Lula. Eu fui lá em Curitiba. E o povo do Maranhão sabe que ele solto ganha a eleição no primeiro turno em todo o Brasil”, afirmou Flávio.

“O sentido histórico dessa noite é sermos portadores da bandeira da esperança, da Justiça, da igualdade social, de um Brasil e de um Maranhão que não tenha dono nunca mais e seja sempre de todo nós, como hoje é”, acrescentou.


Ato Lula Presidente

A voz da esperança

Manuela afirmou que “nós somos o grito contra a prisão arbitrária do presidente Lula. O Brasil merece ser feliz, merece um projeto de desenvolvimento que coloque as pessoas em primeiro lugar”.

“Nós somos a campanha do Lula e do Flávio nas ruas todas as horas do dia nos próximos 44 dias”, acrescentou.


Lula dispara no Datafolha e pode vencer no primeiro turno

Da Revista Fórum

lula-povoO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece disparado na liderança com 39% das intenções de voto na primeira pesquisa Datafolha realizada após os registros das 13 candidaturas ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro aparece com 19% no segundo lugar. Aparecem embolados no terceiro posto Marina Silva (Rede, com 8%), Geraldo Alckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%).

Com o petista no páreo, brancos e nulos somam 11%, com 3% de indecisos. Sem ele, os índices sobem respectivamente para 22% e 6%.

Já no cenário sem Lula, quem lidera é o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 22%. Neste cenário, o vice Fernando Haddad (PT), conta com 4%, empatado com o senador Alvaro Dias (Podemos). O Datafolha aponta que 31% dos eleitores votaria em um candidato indicado por Lula, enquanto 48% não votaria e 18% anotam um talvez.

A pesquisa diz ainda que Haddad não é conhecido por 27% dos eleitores, contra 59% que já ouviram falar do ex-prefeito paulistano. Em comparação, Lula é conhecido de 99% dos ouvidos, Marina, por 93% e Alckmin, por 88%. Assim, Haddad registra baixa rejeição: 21%.

Sem Lula, Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando atrás de Bolsonaro com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe para 9%, empatando na margem com Ciro.

Bolsonaro é o candidato mais rejeitado, com 39% de eleitores dizendo que nunca votariam nele. É seguido por Lula (34%) e, num patamar mais abaixo, Alckmin (26%), Marina (25%) e Ciro (23%).

Leia a pesquisa completa aqui


Erro de avaliação?

Robson PazROBSON PAZ

A despeito de toda engenharia da elite política, jurídica e midiática, a desarmonia de parte das forças de esquerda contribuiu significativamente para a concretização do golpe parlamentar, que retirou a presidenta Dilma Rousseff do poder, em 2016.

Há vários os exemplos. A dispersão de partidos como o PSB, que apoiou o impeachment. É um destes. Mesmo no PT, houve quem avaliasse que o afastamento de Dilma em meio ao desgaste resultante da crise econômica abriria caminho para a volta triunfal do ex-presidente Lula. Erro de leitura monumental.

Afastada a presidenta legitimamente eleita, passo seguinte do consórcio golpista foi a condenação, sem provas, do ex-presidente e o conseqüente enquadramento na Lei da Ficha Limpa. A prisão política tem como pano de fundo impedir que Lula, líder em todas as pesquisas, dispute a eleição e conquiste nas urnas o terceiro mandato para a Presidência da República.

Pois bem. Enquanto a direita e o centrão selam aliança pró-Geraldo Alckmin (PSDB), os partidos de esquerda teimam em não construir o caminho da unidade. Contrariam a vontade popular, manifesta em todos os levantamentos estatísticos realizados, que reprova o modelo de gestão imposto pelos conservadores ora no Palácio do Planalto.

Apesar de reiterados apelos do PCdoB pela união, o fato concreto é que PT, PSB, PT e PSol caminham a passos largos para a pulverização de candidaturas presidenciais deixando o terreno livre para as candidaturas patrocinadas pelos artífices do golpe, que interrompeu o ciclo de governos populares e progressistas iniciado em 2003 e consequentemente levou o ex-presidente Lula para a prisão.

A coesão dos partidos de centro-direita garantiu tamanha tranquilidade ao pré-candidato Geraldo Alckmin, que este se dá ao luxo de prospectar adversários. Reportagem do Jornal Folha de S. Paulo, no último domingo, 22, afirma que o ex-governador de São Paulo prevê segundo turno em que enfrentará o candidato do PT, apoiado pelo ex-presidente Lula.

Tese reiterada nesta segunda por articulista do jornal paulista. Não é difícil entender a razão da predileção. Basta lembrar que antes mesmo do impeachment de Dilma e da prisão de Lula, o PT foi alvo de campanha sistemática da grande mídia numa tentativa torná-lo sinônimo de corrupção.

A repercussão foi de tal dimensão que o processo de afastamento da presidenta Dilma se deu mesmo sem provas, em grande medida pela repulsa de parte da população ao PT sob o discutível argumento de combate à corrupção seletivamente.

De todo este massacre jurídico midiático sobrou a figura do ex-presidente Lula, que a despeito de toda a campanha manteve-se com índices elevados de popularidade. De sorte, que, mesmo preso político, lidera todas as pesquisas de intenção de votos para a presidente.

Seria esta umas das razões pelas quais Alckmin do alto de sua experiência político eleitoral aposta (ou torce?) que enfrentará candidato do PT no segundo turno?

Toda esta conjuntura exige desprendimento das forças progressistas para evitar que a elite conservadora dê o golpe final e legitime nas urnas o processo arbitrário e antidemocrático em curso no país.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.


Flávio Dino aponta que Moro e Gebran não têm poder para impedir liberdade de Lula

Flávio Dino-LulaMaranhão 247 – Aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso prestado por Sergio Moro, o governador maranhense Flávio Dino explica, de forma didática, como a perseguição ao ex-presidente cria uma anarquia jurídica e um vale-tudo judicial. Ele também explica por que tanto Moro como João Pedro Gebran estão agindo de forma ilegal ao impedir a liberdade de Lula. “No tempo em que havia alguma consistência e coerência no Direito praticado no Brasil, somente órgão colegiado do TRF 4ª Região poderia revogar ordem de Habeas Corpus deferida por desembargador. Com a ultrapolitização da Justiça, aí temos esse vale-tudo deplorável”, diz ele. “Nesse mesmo tempo passado, um juiz de 1º grau não impedia cumprimento de decisão de Tribunal de 2º grau. Qualquer que fosse ela, certa ou errada. Em 28 anos de atuação profissional jamais vi coisa igual. Nesse mesmo tempo passado, só havia um desembargador de plantão, previamente designado e mediante publicação antecipada. Agora vale-tudo e prevalece a lei do mais forte, mesmo que isso seja a morte do Direito. Consequências políticas desse amontoado de casuísmos: baixa credibilidade nas instituições; quebra da legitimidade do poder do Estado; esvaziamento das eleições; acirramento dos conflitos sociais. Basta ler as pesquisas de opinião para constatar.”

Confira, abaixo, sua sequência de tweets:

 


Lula: O Brasil voltará a ser dos brasileiros

LulaEnquanto o país prestava atenção à Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, uma das leis mais vergonhosas de sua história. Por maioria simples de 217 votos, decidiram vender  aos estrangeiros 70% dos imensos campos do pré-sal que a Petrobrás recebeu diretamente do governo em 2010. Foi mais um passo do governo golpista e seus aliados para entregar nossas riquezas e destruir a maior empresa do povo brasileiro.

O projeto de lei aprovado semana passada é um crime contra a pátria, que exige reação firme da sociedade para ser detido no Senado, antes que seja tarde demais. É uma decisão que entrega de mão beijada campos do pré-sal com potencial de conter cerca de 20 bilhões de barris de petróleo e gás, burlando a lei que garante o pré-sal para os brasileiros.

Para entender a gravidade desse crime, é preciso voltar ao ano de 2009, quando a Petrobras precisava investir para explorar o recém-descoberto pré-sal. Apresentamos então um projeto de lei em que a União (a quem pertencem as reservas de petróleo, não se esqueçam) vendeu à estatal, em troca de títulos, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal. Foi a chamada Cessão Onerosa.

Assim, a empresa se valorizou, fez a maior operação de capitalização da história e tornou-se capaz de investir. O resultado é que, em tempo recorde, o pré-sal já produz 1,7 milhão de barris/dia, mais da metade da produção nacional. Como era uma operação especial, para defender interesses estratégicos do país, definimos na Lei 12.276/10, que a Cessão Onerosa “é intransferível”.

Fora dessa área, o pré-sal só pode ser explorado pelo regime de partilha, por meio de uma legislação que garante a soberania do país e direciona essa riqueza para investimentos em educação, saúde, ciência e tecnologia, o nosso passaporte para o futuro.

Já circulam estudos indicando que o petróleo dos campos de Cessão Onerosa será vendido a preços entre US$ 6 e US$ 8 o barril, que é o custo de exploração, quando o preço internacional do barril oscila entre U$ 70 e US$ 80. As chances de achar petróleo nesses campos são praticamente totais, porque nós, brasileiros, já mapeamos as áreas. Para as petroleiras, é como comprar um bilhete premiado de loteria. Para o Brasil, é como vender a galinha da fábula, que botava ovos de ouro.

De posse desses campos, os estrangeiros vão comprar sondas e plataformas lá fora, sem gerar um só emprego na indústria brasileira. Vão contratar engenheiros e técnicos lá fora; vão controlar diretamente toda a inteligência de pesquisa e exploração em nosso pré-sal, o que também é um ataque a nossa soberania.

Esse ataque vem acontecendo desde o início do governo golpista, quando aprovaram a chamada Lei Serra, que excluiu a participação obrigatória da Petrobrás em todos os campos do pré-sal. Foi mais um golpe na indústria naval brasileira, que se somou à decisão de reduzir para 50% a obrigação da Petrobrás de comprar máquinas e equipamentos no Brasil, o chamado conteúdo local.

Na presidência da Petrobrás, Pedro Parente, representante do PSDB, iniciou a privatização de atividades estratégicas como a produção de biocombustíveis, distribuição de gás de cozinha, produção de fertilizantes e participações na petroquímica. Pôs à venda a Liquigás, a BR distribuidora, a fábrica de nitrogenados de Três Lagoas e o gasoduto do Sudeste (NTS).

Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares. Fez reajustes quase diários dos combustíveis, acima dos preços internacionais, o que aumentou os lucros dos estrangeiros. A importação de óleo diesel dos Estados Unidos mais que dobrou.

Não podemos esquecer que os primeiros a sofrer com a nova política de preços da Petrobrás foram os mais pobres, que passaram a usar lenha e o perigosíssimo álcool para cozinhar, por causa do brutal aumento do botijão de gás.

Essa desastrosa política provocou, em maio, a paralisação dos transportes terrestres que tantos prejuízos provocou ao país. O Ipea acaba de informar que a produção industrial caiu 13,4% naquele mês. Não houve queda igual nem mesmo no primeiro mês da crise financeira global de 2008, quando o recuo foi de 11,2% (e cabe lembrar que superamos rapidamente aquela crise).

Em dois anos, foram mais de 200 mil demissões de trabalhadores da Petrobrás e de empresas contratadas por ela, além de mais de 60 mil demissões na indústria naval. A indústria de máquinas e equipamentos calcula uma perda de 1 milhão de empregos na cadeia de óleo e gás, em decorrência dessa política suicida.

A desvalorização do patrimônio da Petrobrás, com a venda de empresas controladas, a perda de mercado no Brasil, a opção por se tornar mera exportadora de óleo cru, entre outras ações danosas de Parente, é dezenas de vezes maior que os alegados R$ 6 bilhões que teriam sido desviados nos casos investigados pela Lava Jato.

A votação da semana passada na Câmara, em regime de urgência, sem nenhum debate com a sociedade, mostrou que o governo golpista tem uma pressa desesperada para entregar o patrimônio nacional e destruir nossa maior empresa.

A verdade é que o tempo deles está acabando. Correm para entregar o que prometeram aos patrocinadores do golpe do impeachment em 2016: nosso petróleo, nossas riquezas, as empresas dos povo, a Petrobrás, a Eletrobrás e os bancos públicos. Foi para isso, e para revogar direitos dos trabalhadores, que eles derrubaram a honesta presidenta Dilma Rousseff.

Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, e não apenas na Petrobrás. A politica externa dos chanceleres tucanos voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado dos EUA, num retorno vergonhoso ao complexo de vira-latas que tínhamos superado em nosso governo.

Mas o tempo deles acaba em outubro, quando o Brasil vai eleger um governo democrático, com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo e do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país ou ao nosso povo. Quando o Brasil eleger um governo que vai acabar com a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional.

Podem ter certeza: voltando ao governo, com a força do povo e a legitimidade do voto democrático, vamos reverter tudo que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país. E o Brasil vai voltar a ser dos brasileiros.

Luiz Inácio Lula da Silva

Ex-presidente e pré-candidato do PT à Presidência da República

*Artigo originalmente publicado no Jornal do Brasil