Sarney Filho deu carona em jatinho da FAB para Rocha Loures, homem da mala de dinheiro de Temer, e outros políticos e empresários

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Do Blog do Garrone

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, organizou uma caravana de casais que saiu de Brasília a Foz do Iguaçu, no Paraná, para a premiação do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), grupo da família do prefeito de São Paulo, João Doria. O maranhense e o ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento, requisitaram o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para a farra.

Segundo a Folha, “o decreto 4.244/2002, que dispõe sobre os voos, permite o uso da frota “somente” para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa”.

Sarney Filho, conhecido em Brasília como o rei dos ares, comandou a farra, em abril, com esposas e amigos, entre eles Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer preso após ser flagrado com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, embarcou com uma assessora. lores
Também viajaram o tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), que pediu demissão na sexta (8), e a mulher, Márcia, que também pegou carona em outras missões oficiais. Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), do PSD, voou na companhia de amigos e empresários.

Um deles é Marcelo Rehder, contemporâneo de faculdade do ministro e diretor da empresa Ella Link, envolvida em um projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa. Ele pegou carona, por exemplo, para uma agenda de Kassab no Instituto Butantã, em São Paulo, que produz vacinas.

Outro passageiro em voos do ministro é Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão. Em três ocasiões, houve agendas relacionadas ao setor de comunicações, como um jantar da RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul.

O evento, em um resort próximo das cataratas, durou três dias.


Deu na GloboNews: Sarney Filho quer Roseana Sarney fora da disputa pelo governo

Do Blog do Garrone

Comentário do jornalista Vandson Lima, do Valor Econômico, no programa Fatos e Versões (GloboNews), revelou que diante da dificuldade do clã em eleger duas crias a cargos majoritários em 2018, o ministro Sarney Filho (PV) trabalha para que o candidato da oligarquia ao governo seja o senador Roberto Rocha (PSDB).

Zequinha acredita que suas chances de conquistar uma das vagas no Senado são maiores em uma dobradinha com o famoso asa de avião do que com sua irmã Roseana, cuja a candidatura ainda não decolou e pode levar os dois para o buraco.

É só olhar para que lado aponta a biruta…


Temer e Sarney Filho queriam enrolar ministro do Ambiente da Noruega

Por Marcelo Leite* / Folha de S. Paulo

SarneyFilho Bequimão 9ago2014Há barulho demais com essa história de a Noruega cortar pelo menos R$ 167 milhões em doações para o Fundo Amazônia (e mesmo assim chegando a um total de mais de R$ 3 bilhões encaminhados desde 2009 para financiar projetos sustentáveis na região).

O acordo sempre foi desembolsar o dinheiro de acordo com reduções no desmatamento. Se a devastação cresce desde 2014, era inevitável que os pagamentos encolhessem.

Os noruegueses acreditam no cumprimento de acordos. Ao escolher o momento da visita do presidente Michel Temer (PMDB) ao país nórdico para confirmar (mais que anunciar) o corte, tornam claro que também não se deixam enganar facilmente.

Temer e seu ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PV), parecem ter acreditado que conseguiriam enrolar o ministro ambiental da Noruega, Vidar Helgesen.

Anunciaram na segunda-feira (19), três dias antes de desembarcar em Oslo, o veto presidencial integral às medidas provisórias 756 e 758. Elas haviam sido modificadas pelo Congresso para ceifar nacos ainda maiores de unidades de conservação (UCs) como a Floresta Nacional do Jamanxim (PA).

Helgesen já havia escrito uma carta constrangedora a Zequinha Sarney antes mesmo do veto. Diplomaticamente, elogiava a redução do desmate até 2014, mas se dizia preocupado com a retomada da destruição.

“Essa questão também determinará o futuro de nossa parceria baseada em resultados”, avisava o texto que vazou ainda no domingo (18). “Na tendência atual, as contribuições baseadas em resultados que podem ser recebidas pelo Fundo Amazônia […] já estão significativamente reduzidas. Mesmo um incremento bem modesto [no desmatamento] levará esse número para zero.”

O papel mais bisonho coube ao ministro Sarney Filho. Ao armar a reapresentação do talho em Jamanxim na forma de um projeto de lei, deu a entender que o problema estava no aumento da área cortada pelo Congresso.

Não. O problema é o governo Temer considerar que não há problema em diminuir o nível de proteção de 3.000 quilômetros quadrados de uma floresta nacional (categoria de UC que veda a ocupação humana) apenas para satisfazer alguns pecuaristas e grileiros do Pará.

Como esse é o objetivo do projeto de lei combinado no Planalto, parece evidente que Zequinha já se dispõe a engolir o sapo cevado na Casa Civil de Eliseu Padilha (PMDB). O Congresso do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) só confirmou seu DNA ruralista ao elevar o corte para 4.800 km².

Chega a ser risível o ministro do Meio Ambiente atribuir a Dilma Rousseff (PT) o repique na devastação dos últimos anos, como fez sem corar em Oslo. E não só por ser um truísmo.

Dilma sempre desdenhou a preservação ambiental, desde seus tempos nas Minas e Energia e na Casa Civil. Ela só começou a abrir a porteira de concessões à bancada ruralista –por exemplo nos sucessivos adiamentos de prazos para que fazendeiros regularizem seu cadastro ambiental rural (CAR)– que Temer e Padilha agora escancaram.

Em dezembro de 2006, o texto “Sai daí, Marina” na pág. 2 desta Folha recomendava à então ministra petista Marina Silva (hoje na Rede) abandonar o governo Lula, coisa que ela só fez 16 meses depois. Sarney Filho talvez não possa esperar todo esse tempo.

*É repórter especial da Folha, autor dos livros ‘Folha Explica Darwin’ (Publifolha) e ‘Ciência – Use com Cuidado’ (Unicamp).


Sarney Filho admite incompetência e diz que ‘Só Deus’ pode garantir redução do desmatamento na Amazônia

Do Blog do Gilberto Lima

Na Noruega, o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho expôs a incompetência do governo Temer para frear o desmatamento na Amazônia. Em entrevista, ele disse que o governo brasileiro não pode garantir a redução do desmatamento no País. Deixou claro que está à espera de um milagre divino.

“Só Deus pode garantir isso [redução do desmatamento], mas eu posso garantir que todas as medidas para diminuir o desmatamento foram tomadas e nossa expectativa e esperança é que esse desmatamento diminua”, disse o ministro.

Após tendência de queda nos últimos anos, o desmatamento registrou um aumento de 58% em 2016, segundo estudo da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ao lado de Sarney Filho, o ministro norueguês de Meio Ambiente, Vidar Helgesen, anunciou que o país vai cortar 50% os repasses ao Fundo Amazônia devido aos resultados. Ele destacou que a medida pode ser revista se houver mudança nos indicadores ambientais brasileiros.

De 2009 e 2016, a Noruega aportou cerca de R$ 2,8 bilhões no Fundo Amazônia. O governo norueguês é o maior financiador externo para o combate ao desmatamento no Brasil.

Sarney Filho disse que o aumento do desmatamento deve-se a cortes no orçamento de proteção ambiental na administração anterior e que serão feitos novos aportes para o Ibama.

Autoridades norueguesas haviam alertado o Brasil antes da viagem. Em carta enviada ao ministro do Meio Ambiente da Noruega, Sarney Filho disse que não há perspectiva de retrocesso na Lei Geral de Licenciament e garantiu que o país mantém o compromisso com a sustentabilidade.


Ausências, desconforto e deselegância marcam ato em apoio a Sarney Filho

WhatsApp Image 2017-06-02 at 21.08.26O senador Edison Lobão (PMDB) e o filho Edinho, ex-candidato ao governo, não apareceram. Roseana Sarney fez rápida saudação e permaneceu no local por pouco mais de dez minutos. Em aparição relâmpago, o senador João Alberto (PMDB) deixou a casa de eventos antes mesmo de ser anunciado pelo mestre de cerimônia para se pronunciar. Discurso? Nem pensar.

Acusado de desvio de recursos da saúde em vários processos, o ex-secretário Ricardo Murad também não deu mínima para o lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho (PV) ao Senado. Menos de duas dezenas de prefeitos presentes. Este foi o retrato acabado do evento, que marcou a tentativa de reencontro público do grupo Sarney.

O ato realçou as diferenças e brigas internas no grupo Sarney. Sem consenso em torno das candidaturas ao Senado e ao governo em 2018 e envolta em denúncias de desvios de recursos nas investigações da Lava Jato, o clã está submerso num mar de incertezas. Há, pelo menos, três postulantes declarados às duas vagas de senador. Além de Sarney Filho, Lobão e João Alberto pretendem disputar a reeleição.

Visivelmente incomodada com a inciativa do ex-auxiliar Filuca Mendes, Roseana Sarney solidarizou-se ao irmão, mas não descartou aventurar-se em nova candidatura ao governo. João Alberto, por sua vez, assegura que só deixaria de ser candidato ao Senado numa eventual candidatura dele ao governo.

Entre os sarneystas, apenas uma certeza: o ato em apoio a Sarney Filho foi uma cartada do ministro do Meio Ambiente para evitar que a irmã o atropelasse outra vez evitando a candidatura ao Senado. Assim, acreditam os aliados de Sarney Filho, a ex-governadora terá que correr o risco de liderar uma chapa majoritária com a candidatura de dois filhos de Sarney. Uma temeridade jamais vista na política maranhense.


Em Pinheiro e Bequimão, PT sofre síndrome de Estocolmo

Do Blog Marrapá

Sem-título-1É curioso e até mesmo incompreensível o comportamento de petistas dos municípios de Pinheiro e Bequimão. Algo que pode ser denominado de sadomasoquismo político. Explico. Em Pinheiro, os sarnopetistas conseguiram a proeza de entregar o partido para aqueles que tiraram a presidente Dilma e o PT do poder.

Mal Acostumados à boquinha, termo cunhado por ninguém menos que João Alberto, o PT teve que ser submetido a intervenção do diretório nacional para deixar de apoiar o líder do coronelismo em Pinheiro Filuca Mendes do PMDB. Defensores do pragmatismo e oportunismo político poderiam considerar normal tal aliança. Acontece que o filho de Filuca Mendes, o deputado federal Victor Mendes (PSD) votou pelo impeachment e referendou o golpe contra a democracia e o PT.

Pois bem, na vizinha Bequimão o PT fez o mesmo. Abandonou históricos aliados e negociou apoio ao prefeito do PMDB. Os áulicos petistas dirão que não poderiam apoiar o PSDB, histórico adversário em nível federal. Tudo bem não fosse um detalhe que salta aos olhos. O tutor político do prefeito de Bequimão é ninguém menos que o ministro Sarney Filho (PV). E sabem como votou o intrépido ministro do Meio Ambiente no processo de impeachment na Câmara? Bingo! Contra o PT e Dilma e a favor do golpe.

Os sarnopetistas de Bequimão e Pinheiro tem muito em comum. Ambos sofrem da síndrome de Estocolmo.

Não se fazem mais petistas como antigamente…


Bonito, hein, ministro? Sarney Filho teria usado helicóptero pago pelo Governo Roseana

Da Veja

SarneyFilho Bequimão 9ago2014Com a Lava-Jato alçando os números da corrupção a patamares nunca vistos e revelando estratégias jamais sonhadas o caso que se verá a seguir chega a parecer coisa de criança. Uma auditoria realizada pelo Governo do Maranhão reuniu indícios de que o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho(PV) , usou dinheiro do contribuinte para não ter de gastar do seu. Mais precisamente: Viajou pelo Estado em campanha eleitoral abordo de um helicóptero custeado por dinheiro público, a pretexto de estar a serviço do Governo. Dando para o erário: R$ 116.400. Prejuízo para um país que sonha um dia livrar-se da política provinciana, delinquente e mesquinha: Bem, aí é incalculável.

Segundo auditória, o ministro Sarney Filho usou em 2014 junto com Adriano Sarney (PV) , seu filho, um helicóptero contratado pelo Governo do Maranhão, estão sob o comando de Roseana Sarney, para comparecer a eventos de campanha eleitoral – Sarney Filho buscava o nono mandato como deputado federal, Adriano Sarney debutava na disputa por uma vaga de deputado estadual.helicoptero09ago2014

O helicóptero foi contratado em novembro de 2013, pela Secretaria de Meio Ambiente com o objetivo de “atender as demandas” da pasta. Mais o primeiro voo só foi realizado em julho do ano seguinte, nove meses depois do início do contrato, durante a campanha eleitoral. Em 24 de julho, registros mostram que a aeronave decolou de São Luís para Tutóia, município de pouco mais de 50.000 habitantes a 350 KM de São Luís, a onde só se chega depois de 6h30 de carro. No mesmo dia, o site mantido pelo deputado para documentar suas andanças durante a campanha destaca que ele esteve na mesma Tutóia. A coincidência de datas entre os eventos de campanha da família Sarney e os voos do helicóptero contratado com dinheiro público ocorreu outras dez vezes nos três meses seguintes. Em um dos casos, foram duas coincidências no mesmo dia: Sarney Filho esteve pela manhã em Barreirinhas e a tarde em Pirapemas a 300KM do primeiro compromisso. A aeronave fez nesse dia igual trajeto, como demonstram as notas fiscais dos voos. Durante o período que permaneceu alugada pela Secretaria do Meio Ambiente, ela realizou 13 voos. Como em 11 a indícios de que o principais foi os Sarney , é de desconfiar que a locação teve o único propósito de servir aos membros do clã que por cinco décadas exerceram o poder no Maranhão, Estado que tem o segundo mais baixo IDH do Brasil, não avança no Ranking desde 2000, apresenta o pior saneamento básico do nordeste e registra a população mais pobre do país.

Sarney Filho entrou para a política aos 21 anos, em 1978 quando foi eleito, deputado estadual. Desde então, não saiu mais. Em 1982 , elegeu -se deputado federal pela primeira vez. Quando o pai estava prestes a deixar a presidência da República, no início dos anos 90, chegou a almejar a condição de herdeiro político da família e ser candidato a governador, mas foi preterido por Roseana, sua irmã mais velha, que concorreu ao cargo quatro anos depois.

É a segunda vez que Sarney Filho ocupa o Ministério do Meio Ambiente. A primeira foi durante o Governo Fernando Henrique Cardoso. Deixou o cargo em 2002, depois que uma operação da Polícia Federal encontrou R$ 1,34 milhão em uma empresa de Roseana e seu marido, no episódio que enterrou a candidatura da primogênita a presidência da República e que foi atribuído a maquinações do PSDB. O tucano José Serra era candidato a sucessão de FHC.

A indicação de Sarney Filho para o Governo Michel Temer teve o claro propósito de amolecer o coração de seu pai-junto com Renan Calheiros , ainda o nome mais influente no PMDB no Senado. A jogada não foi em vão, como mostrou na semana passada o senador maranhense João Alberto, que na votação da pronúncia do impeachment mudou de lado na última hora, traindo Dilma Rousseff e engrossando o placar dos 59 senadores que votaram pelo processo.

Procurado por Veja, o ministro Sarney Filho negou que tenha utilizado o helicóptero alugado pelo Governo da irmã e limitou-se a dizer que todos os seus gastos de campanha foram declarados a justiça eleitoral e a aprovados. A Secretaria de Transparência e Controle do Maranhão vai dar seguimento a investigação.


Deu na Folha: Planilha sugere repasse ilegal de R$ 400 mil a Sarney Filho

Da Folha de S. Paulo

16167210O acordo de delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, relacionou mais um ministro do governo Michel Temer. Uma planilha com valores e datas produzida por Machado e entregue à PGR aponta que o filho do ex-presidente da República José Sarney, Sarney Filho, atual ministro do Meio Ambiente, recebeu R$ 400 mil como “vantagens ilícitas em doações oficiais” no ano de 2010.

Naquele ano, Sarney Filho foi candidato a deputado federal pelo PV (Partido Verde) do Maranhão. Segundo a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral em 2010, a direção estadual do PV no Maranhão recebeu R$ 1 milhão em doações durante a disputa eleitoral. Desse total, R$ 400 mil vieram da empreiteira Camargo Corrêa e R$ 135 mil da construtora Queiroz Galvão.

Na planilha entregue por Machado, o valor de R$ 400 mil ligados a Sarney Filho aparece ao lado da sigla “CC”, provável referência à Camargo Corrêa. Há na planilha outros valores ligados a José Sarney e à sigla “QG”, suposta referência à empreiteira Queiroz Galvão.

Nos depoimentos que prestou na delação premiada, Machado não citou o nome do atual ministro do Meio Ambiente, mas a planilha entregue por ele inclui o nome de Sarney Filho. O papel descreveria a forma pela qual Machado distribuiu ao ex-presidente Sarney um total de R$ 18 milhões em “vantagens ilícitas” entre 2006 e 2014. Nesse período, Machado presidia a Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Machado assim descreveu sua relação com José Sarney e a decisão de começar a pagar: “Conheço Sarney desde 1982, quando ele foi candidato a vice-presidente da República. No ano de 2006, fui procurado por ele, que relatou suas dificuldades em manter sua base política no Amapá e Maranhão, e pediu ajuda. Eu disse que ia examinar e ver o que poderia ser feito. Definimos então um pagamento anual para a sua sustentação política.

Esse pagamento se deu mediante doações oficiais e não oficiais, realizadas por meio de pagamento de vantagens ilícitas pelas empresas que possuíam contratos com a Transpetro. Os pagamentos foram realizados até o ano de 2014″.

Segundo o delator, esses valores foram pagos em doações oficiais ou em espécie, com dinheiro providenciado por empresas que tinham contratos com a Transpetro.

OUTRO LADO

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, informou à Folha, em nota, que “tudo pode se esperar de um indivíduo que chegou ao cúmulo de gravar uma pessoa de 86 anos no leito de hospital, como fez esse monstro moral, Sérgio Machado”.

O ministro afirmou que “dizer que doações oficiais, amplamente publicizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral, seriam produto de ‘vantagens indevidas’, pedida por meu pai, é muito fácil para um picareta que, como ele, não teve o pudor de usar seus três filhos na roubalheira bilionária que promoveu”.

“Vi esse marginal várias vezes na casa de meu pai, de quem se dizia amigo, porém nunca conversamos nada que levantasse de minha parte a menor suspeita sobre o bandido que ele é”, disse o ministro, na nota.

Folha apurou, sobre a referência do ministro a suposta gravação em leito do hospital, que os autos trazidos a público nesta quarta-feira (15) não confirmam que Machado fez gravação semelhante com o ex-presidente José Sarney. As gravações com o ex-presidente teriam ocorrido em sua residência, em Brasília.


Irregularidades no Maranhão envolvem Sarney Filho

f4b122c741190be120443b0ba7e0cc76Jornal GGN – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) pagou mais de R$ 1 milhão à empresa Tramitty Business to Government por serviços não realizados, denunciou a Procuradoria Geral do Estado (PGE). Sob o comando de Genilde Campagnaro, a secretária foi apadrinhada ao cargo pelo deputado federal Sarney Filho (PV-MA).

Genilde contratou a Tramitty para realizar o processo de licitação de empresas que se candidatariam aos serviços de assessoria técnica no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e no Plano de Recomposição de Área Degradada (PRAD). Mas o problema é que a própria Tramitty venceu a licitação.

Ao investigar o caso, a Secretaria de Transparência e Controle (STC) verificou que houve direcionamento na licitação, como exigências impostas pela Tramitty para que outras empresas fossem automaticamente excluídas da concorrência. Assim, o único candidato foi uma empresa de um funcionário da Tramitty.

“Fica claro mais um flagrante do conluio entre pseudos concorrentes objetivando fraudar a licitação, com a permissividade e atuação conjunta de servidores públicos, também réus no presente processo, que foram responsáveis pelo procedimento licitatório”, disse o procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia, na ação ingressada na 6ª Vara da Justiça Federal.

Com a licitação, a empresa iria receber um total de R$ 9,69 milhões de recursos do Banco da Amazônia (basa), em convênio com o BNDES. Foi feito apenas um pagamento de R$ 1,4 milhão, sem, contudo, a Tramitty realizar o serviço.

“A única coisa encontrada para justificar o pagamento foi um plano de trabalho e o documento ainda estava fora das especificações exigidas pela própria na Tramitty, no termo de referência para a licitação”, disse Maia.

Na denúncia, a PGE solicita o bloqueio dos bens, a quebra de sigilo bancário e ressarcimento de R$ 4,3 milhão, dos quais R$ 1,4 milhão referente ao pagamento e mais uma multa civil de R$ 2,9 milhão.

Outros casos

Não é a primeira licitação no estado sob investigação, ainda nesta semana.

Outra realizada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, para contratar serviços de engenharia nas unidades do Poder Judiciário, pagando mais de R$ 35 milhões foi suspensa pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após encontrar irregularidades.

Uma delas foi a modalidade de licitação usada pelo TJ-MA: de acordo com os serviços contratados, a concorrência deveria ocorrer no modelo “técnica e preço” e não por pregão eletrônico.

No edital, também foram omitidas as informações sobre custos e quantidade de cada lote dos serviços de manutenção predial preventiva e corretiva, além da impossibilidade de as empresas interessadas elaborarem uma proposta de preços, porque o envio desse material deveria ocorrer no limite de apenas 4 horas após a fase de lances.

Ao investigar o caso, o conselheiro relator no CNJ, Fernando Mattos, disse que ainda será preciso apurar o nível de ilegalidades. “Somente após a análise detida dos documentos acostados aos autos eletrônicos e das informações do TJ-MA, procedimento este incompatível com a tutela de urgência, será possível aferir as ilegalidades suscitadas”, afirmou.


Edinho revela acordo imoral de Sarney Filho contra a Baixada

Do Blog do Garrone

sar-e-sarney-filho-300x219O pré-candidato ao governo do Maranhão pelo PMDB, Edinho Lobão, teria revelado durante conversa com prefeitos da Baixada Maranhense um acordo feito entre o prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes, e o deputado federal Sarney Filho, contra a população que sonha com a construção de uma ponte sobre o Rio Pericumã.

Com 110 metros de extensão, a ponte pretende interligar cidades como Guimarães, Mirinzal, Cururupu, Cedral, Porto Rico, Serrano, Apicum-Açu e Bacuri beneficiando moradores dessas regiões com a redução da distância considerável entre Bequimão e Cedral, que de 100 km passará a ser apenas de 32km, podendo ser feito em meia hora.

Prefeitos que participaram da reunião com o pré-candidato e pediram empenho do peemedebista para que a obra, de responsabilidade da Secretaria de Cidades, saia definitivamente do papel, ouviram uma resposta negativa de Edinho, alegando que não podia fazer nada por conta desse suposto acordo entre o prefeito Filuca e o deputado federal Sarney Filho.

Edinho Lobão teria revelado que o prefeito apoiaria Adriano Sarney para deputado estadual, filho do deputado Sarney Filho, que por sua vez usaria sua força e influência contra a construção da ponte.

De acordo com prefeitos que participaram da reunião, o prefeito mantém negócios que seriam prejudicados com a construção da ponte.

A obra da Ponte sobre o Rio Pericumã está orçada em R$ 22 milhões e interligará pelo menos 10 municípios na Baixada Maranhense, melhorando o escoamento da produção local por causa da diminuição da distância entre as cidades.