Bilionário denunciado por lavagem de dinheiro doa R$ 102 mil para Sarney Filho

Do Blog do Clodoaldo

sarneyfilhoMiguel Ethel Sobrinho, empresário com fortuna estimada em R$ 1 bilhão e ex-diretor da Caixa Econômica Federal durante o governo do presidente José Sarney, aparece na lista de doadores da campanha de Zequinha Sarney (PV) ao Senado.

Na última quinta-feira (20), Ethel doou R$ 102 mil para tentar alavancar a candidatura do caçula do oligarca José Sarney, que está em queda nas pesquisas.

Em 2007, ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Inusitadamente, seu sócio na Participa Empreendimento Imobiliários, Walter Luiz Teixeira, também foi denunciado na época, e doou no mesmo dia que Ethel, mais R$ 95 mil para a campanha de Zequinha.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ligações Perigosas com Roseana

A Participa Empreendimentos foi a mesma empresa que vendeu ações do Shopping São Luís à Bel-Sul, empresa administrada por Jorge Murad, marido de Roseana Sarney (MDB).

Ethel também foi citado na transação entre Roseana, Jorge Murad e o falido Banco Santos. Reportagens do jornal O Estado de São Paulo apontaram em 2010 que a ex-governadora e seu marido teriam simulado empréstimo de R$ 4,5 milhões do Banco Santos para lavar US$ 1,5 milhão de contas na Suíça.


Filuca Mendes e Sarney Filho voltam a atacar construção da ponte Central-Bequimão

contra a ponteO ex-prefeito de Pinheiro Filuca Mendes e o deputado federal Sarney Filho atacaram a construção da ponte Central-Bequimão.

Secretário de Cidades do governo Roseana Sarney, Filuca foi incapaz de construir a ponte do Balandro com 72 metros de extensão. E não foi por falta de recursos. Na gestão do pai do deputado federal Victor Mendes foi pago mais da metade do valor empenhado para a execução da obra e a ponte não saiu do papel.

Pois bem, o indigitado sarneysista com passagem nebulosa na Secretaria de Cidades, segundo o sucessor Pedro Fernandes, esteve no fim de semana em Bequimão para inaugurar um comitê eleitoral e pôs se a atacar a maior obra em construção na região: a ponte Central-Bequimão.

“A ponte Central-Bequimão é a maior enganação que já vi no mundo”, atacou ao afirmar falsamente que nenhuma estaca havia sido fincada na construção. Dias antes, o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, visitou a obra, que está em pleno andamento.

Sem a menor pudor, Sarney Filho disse que o projeto executivo e os recursos foram deixados por Roseana Sarney. Duas inverdades. “Essa ponte aqui é piada”, disse ele.

Do alto de sua ‘experiência’ como engenheiro, Filuca afirmou que a ponte não será construída.

Ficou a dúvida se falava amparado nas próprias práticas frustradas da não construção de uma pequena ponte ou se no acordo entre ele e Sarney Filho, revelado por Edinho Lobão, para impedir a construção da ponte ligando o Litoral à Baixada e São Luís.sf-filuca-ponte

Filuca e Sarney Filho parecem não tolerar ver o sonho da população virar realidade. Terão de se acostumar pois todas as pesquisas mostram que Flávio Dino vencerá a eleição no primeiro turno e o trabalho na ponte vai continuar.


Roseana Sarney e Sarney Filho estão inelegíveis e com as candidaturas impugnadas

Do Blog do Cunha Santos

Sarney-RosenaÉ claro que essa inelegibilidade ainda precisa ser confirmada pela Justiça, mas trata-se aqui de caso cristalino na legislação. O deputado Rubens Júnior, que por conta disso está sendo massacrado dia e noite no Sistema Mirante de Comunicação, protocolou na Justiça notícia de inelegibilidade de Roseana que não quer mais ser Sarney. Conforme o parlamentar, ela não poderia ter lançado candidatura sem antes se desligar dos cargos que ocupa no Sistema Mirante de Comunicação, posto que este mantém uma série de contratos com o poder público.

A impugnação de Sarney Filho partiu do jornalista e candidato a deputado federal Márcio Jerry e o argumento que alimenta essa ação é o mesmo: Sarney Filho não pode disputar o cargo de senador da República enquanto se mantiver na condição de representante do Sistema Mirante de Comunicação.

Enquanto a campanha de Flávio Dino arrasta multidões, de pessoas e carros, como no recente exemplo de Bacabal, as imagens da campanha de Roseana que não quer mais ser Sarney nem são divulgadas, tamanho é o vexame da ausência da população. Em meio a esse vendaval de negativismo, descobre-se que os dois irmãos, Roseana que não quer mais ser Sarney e Sarney Filho, não se afastaram, em tempo hábil, dos cargos de representação que ocupam numa empresa que contratou com o poder público no período vedado, seis meses antes da eleição. Márcio Jerry afirma que o simples fato de manterem outorga de concessão e autorização de emissora e retransmissora de TV e Rádio já torna Sarney Filho inelegível.

Em nota, a coligação “O Maranhão quer mais” diz que Roseana Sarney jamais ocupou cargo de direção na empresa, insulta os pais do deputado Rubens Júnior, mas em nenhum momento faz qualquer citação sobre o que diz a lei ou produz qualquer argumento jurídico que conteste a inelegibilidade de Roseana Sarney.


Sarney Filho deu carona em jatinho da FAB para Rocha Loures, homem da mala de dinheiro de Temer, e outros políticos e empresários

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Do Blog do Garrone

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, organizou uma caravana de casais que saiu de Brasília a Foz do Iguaçu, no Paraná, para a premiação do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), grupo da família do prefeito de São Paulo, João Doria. O maranhense e o ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento, requisitaram o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para a farra.

Segundo a Folha, “o decreto 4.244/2002, que dispõe sobre os voos, permite o uso da frota “somente” para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa”.

Sarney Filho, conhecido em Brasília como o rei dos ares, comandou a farra, em abril, com esposas e amigos, entre eles Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer preso após ser flagrado com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, embarcou com uma assessora. lores
Também viajaram o tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), que pediu demissão na sexta (8), e a mulher, Márcia, que também pegou carona em outras missões oficiais. Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), do PSD, voou na companhia de amigos e empresários.

Um deles é Marcelo Rehder, contemporâneo de faculdade do ministro e diretor da empresa Ella Link, envolvida em um projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa. Ele pegou carona, por exemplo, para uma agenda de Kassab no Instituto Butantã, em São Paulo, que produz vacinas.

Outro passageiro em voos do ministro é Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão. Em três ocasiões, houve agendas relacionadas ao setor de comunicações, como um jantar da RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul.

O evento, em um resort próximo das cataratas, durou três dias.


Deu na GloboNews: Sarney Filho quer Roseana Sarney fora da disputa pelo governo

Do Blog do Garrone

Comentário do jornalista Vandson Lima, do Valor Econômico, no programa Fatos e Versões (GloboNews), revelou que diante da dificuldade do clã em eleger duas crias a cargos majoritários em 2018, o ministro Sarney Filho (PV) trabalha para que o candidato da oligarquia ao governo seja o senador Roberto Rocha (PSDB).

Zequinha acredita que suas chances de conquistar uma das vagas no Senado são maiores em uma dobradinha com o famoso asa de avião do que com sua irmã Roseana, cuja a candidatura ainda não decolou e pode levar os dois para o buraco.

É só olhar para que lado aponta a biruta…


Temer e Sarney Filho queriam enrolar ministro do Ambiente da Noruega

Por Marcelo Leite* / Folha de S. Paulo

SarneyFilho Bequimão 9ago2014Há barulho demais com essa história de a Noruega cortar pelo menos R$ 167 milhões em doações para o Fundo Amazônia (e mesmo assim chegando a um total de mais de R$ 3 bilhões encaminhados desde 2009 para financiar projetos sustentáveis na região).

O acordo sempre foi desembolsar o dinheiro de acordo com reduções no desmatamento. Se a devastação cresce desde 2014, era inevitável que os pagamentos encolhessem.

Os noruegueses acreditam no cumprimento de acordos. Ao escolher o momento da visita do presidente Michel Temer (PMDB) ao país nórdico para confirmar (mais que anunciar) o corte, tornam claro que também não se deixam enganar facilmente.

Temer e seu ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PV), parecem ter acreditado que conseguiriam enrolar o ministro ambiental da Noruega, Vidar Helgesen.

Anunciaram na segunda-feira (19), três dias antes de desembarcar em Oslo, o veto presidencial integral às medidas provisórias 756 e 758. Elas haviam sido modificadas pelo Congresso para ceifar nacos ainda maiores de unidades de conservação (UCs) como a Floresta Nacional do Jamanxim (PA).

Helgesen já havia escrito uma carta constrangedora a Zequinha Sarney antes mesmo do veto. Diplomaticamente, elogiava a redução do desmate até 2014, mas se dizia preocupado com a retomada da destruição.

“Essa questão também determinará o futuro de nossa parceria baseada em resultados”, avisava o texto que vazou ainda no domingo (18). “Na tendência atual, as contribuições baseadas em resultados que podem ser recebidas pelo Fundo Amazônia […] já estão significativamente reduzidas. Mesmo um incremento bem modesto [no desmatamento] levará esse número para zero.”

O papel mais bisonho coube ao ministro Sarney Filho. Ao armar a reapresentação do talho em Jamanxim na forma de um projeto de lei, deu a entender que o problema estava no aumento da área cortada pelo Congresso.

Não. O problema é o governo Temer considerar que não há problema em diminuir o nível de proteção de 3.000 quilômetros quadrados de uma floresta nacional (categoria de UC que veda a ocupação humana) apenas para satisfazer alguns pecuaristas e grileiros do Pará.

Como esse é o objetivo do projeto de lei combinado no Planalto, parece evidente que Zequinha já se dispõe a engolir o sapo cevado na Casa Civil de Eliseu Padilha (PMDB). O Congresso do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) só confirmou seu DNA ruralista ao elevar o corte para 4.800 km².

Chega a ser risível o ministro do Meio Ambiente atribuir a Dilma Rousseff (PT) o repique na devastação dos últimos anos, como fez sem corar em Oslo. E não só por ser um truísmo.

Dilma sempre desdenhou a preservação ambiental, desde seus tempos nas Minas e Energia e na Casa Civil. Ela só começou a abrir a porteira de concessões à bancada ruralista –por exemplo nos sucessivos adiamentos de prazos para que fazendeiros regularizem seu cadastro ambiental rural (CAR)– que Temer e Padilha agora escancaram.

Em dezembro de 2006, o texto “Sai daí, Marina” na pág. 2 desta Folha recomendava à então ministra petista Marina Silva (hoje na Rede) abandonar o governo Lula, coisa que ela só fez 16 meses depois. Sarney Filho talvez não possa esperar todo esse tempo.

*É repórter especial da Folha, autor dos livros ‘Folha Explica Darwin’ (Publifolha) e ‘Ciência – Use com Cuidado’ (Unicamp).


Sarney Filho admite incompetência e diz que ‘Só Deus’ pode garantir redução do desmatamento na Amazônia

Do Blog do Gilberto Lima

Na Noruega, o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho expôs a incompetência do governo Temer para frear o desmatamento na Amazônia. Em entrevista, ele disse que o governo brasileiro não pode garantir a redução do desmatamento no País. Deixou claro que está à espera de um milagre divino.

“Só Deus pode garantir isso [redução do desmatamento], mas eu posso garantir que todas as medidas para diminuir o desmatamento foram tomadas e nossa expectativa e esperança é que esse desmatamento diminua”, disse o ministro.

Após tendência de queda nos últimos anos, o desmatamento registrou um aumento de 58% em 2016, segundo estudo da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ao lado de Sarney Filho, o ministro norueguês de Meio Ambiente, Vidar Helgesen, anunciou que o país vai cortar 50% os repasses ao Fundo Amazônia devido aos resultados. Ele destacou que a medida pode ser revista se houver mudança nos indicadores ambientais brasileiros.

De 2009 e 2016, a Noruega aportou cerca de R$ 2,8 bilhões no Fundo Amazônia. O governo norueguês é o maior financiador externo para o combate ao desmatamento no Brasil.

Sarney Filho disse que o aumento do desmatamento deve-se a cortes no orçamento de proteção ambiental na administração anterior e que serão feitos novos aportes para o Ibama.

Autoridades norueguesas haviam alertado o Brasil antes da viagem. Em carta enviada ao ministro do Meio Ambiente da Noruega, Sarney Filho disse que não há perspectiva de retrocesso na Lei Geral de Licenciament e garantiu que o país mantém o compromisso com a sustentabilidade.


Ausências, desconforto e deselegância marcam ato em apoio a Sarney Filho

WhatsApp Image 2017-06-02 at 21.08.26O senador Edison Lobão (PMDB) e o filho Edinho, ex-candidato ao governo, não apareceram. Roseana Sarney fez rápida saudação e permaneceu no local por pouco mais de dez minutos. Em aparição relâmpago, o senador João Alberto (PMDB) deixou a casa de eventos antes mesmo de ser anunciado pelo mestre de cerimônia para se pronunciar. Discurso? Nem pensar.

Acusado de desvio de recursos da saúde em vários processos, o ex-secretário Ricardo Murad também não deu mínima para o lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho (PV) ao Senado. Menos de duas dezenas de prefeitos presentes. Este foi o retrato acabado do evento, que marcou a tentativa de reencontro público do grupo Sarney.

O ato realçou as diferenças e brigas internas no grupo Sarney. Sem consenso em torno das candidaturas ao Senado e ao governo em 2018 e envolta em denúncias de desvios de recursos nas investigações da Lava Jato, o clã está submerso num mar de incertezas. Há, pelo menos, três postulantes declarados às duas vagas de senador. Além de Sarney Filho, Lobão e João Alberto pretendem disputar a reeleição.

Visivelmente incomodada com a inciativa do ex-auxiliar Filuca Mendes, Roseana Sarney solidarizou-se ao irmão, mas não descartou aventurar-se em nova candidatura ao governo. João Alberto, por sua vez, assegura que só deixaria de ser candidato ao Senado numa eventual candidatura dele ao governo.

Entre os sarneystas, apenas uma certeza: o ato em apoio a Sarney Filho foi uma cartada do ministro do Meio Ambiente para evitar que a irmã o atropelasse outra vez evitando a candidatura ao Senado. Assim, acreditam os aliados de Sarney Filho, a ex-governadora terá que correr o risco de liderar uma chapa majoritária com a candidatura de dois filhos de Sarney. Uma temeridade jamais vista na política maranhense.


Em Pinheiro e Bequimão, PT sofre síndrome de Estocolmo

Do Blog Marrapá

Sem-título-1É curioso e até mesmo incompreensível o comportamento de petistas dos municípios de Pinheiro e Bequimão. Algo que pode ser denominado de sadomasoquismo político. Explico. Em Pinheiro, os sarnopetistas conseguiram a proeza de entregar o partido para aqueles que tiraram a presidente Dilma e o PT do poder.

Mal Acostumados à boquinha, termo cunhado por ninguém menos que João Alberto, o PT teve que ser submetido a intervenção do diretório nacional para deixar de apoiar o líder do coronelismo em Pinheiro Filuca Mendes do PMDB. Defensores do pragmatismo e oportunismo político poderiam considerar normal tal aliança. Acontece que o filho de Filuca Mendes, o deputado federal Victor Mendes (PSD) votou pelo impeachment e referendou o golpe contra a democracia e o PT.

Pois bem, na vizinha Bequimão o PT fez o mesmo. Abandonou históricos aliados e negociou apoio ao prefeito do PMDB. Os áulicos petistas dirão que não poderiam apoiar o PSDB, histórico adversário em nível federal. Tudo bem não fosse um detalhe que salta aos olhos. O tutor político do prefeito de Bequimão é ninguém menos que o ministro Sarney Filho (PV). E sabem como votou o intrépido ministro do Meio Ambiente no processo de impeachment na Câmara? Bingo! Contra o PT e Dilma e a favor do golpe.

Os sarnopetistas de Bequimão e Pinheiro tem muito em comum. Ambos sofrem da síndrome de Estocolmo.

Não se fazem mais petistas como antigamente…


Bonito, hein, ministro? Sarney Filho teria usado helicóptero pago pelo Governo Roseana

Da Veja

SarneyFilho Bequimão 9ago2014Com a Lava-Jato alçando os números da corrupção a patamares nunca vistos e revelando estratégias jamais sonhadas o caso que se verá a seguir chega a parecer coisa de criança. Uma auditoria realizada pelo Governo do Maranhão reuniu indícios de que o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho(PV) , usou dinheiro do contribuinte para não ter de gastar do seu. Mais precisamente: Viajou pelo Estado em campanha eleitoral abordo de um helicóptero custeado por dinheiro público, a pretexto de estar a serviço do Governo. Dando para o erário: R$ 116.400. Prejuízo para um país que sonha um dia livrar-se da política provinciana, delinquente e mesquinha: Bem, aí é incalculável.

Segundo auditória, o ministro Sarney Filho usou em 2014 junto com Adriano Sarney (PV) , seu filho, um helicóptero contratado pelo Governo do Maranhão, estão sob o comando de Roseana Sarney, para comparecer a eventos de campanha eleitoral – Sarney Filho buscava o nono mandato como deputado federal, Adriano Sarney debutava na disputa por uma vaga de deputado estadual.helicoptero09ago2014

O helicóptero foi contratado em novembro de 2013, pela Secretaria de Meio Ambiente com o objetivo de “atender as demandas” da pasta. Mais o primeiro voo só foi realizado em julho do ano seguinte, nove meses depois do início do contrato, durante a campanha eleitoral. Em 24 de julho, registros mostram que a aeronave decolou de São Luís para Tutóia, município de pouco mais de 50.000 habitantes a 350 KM de São Luís, a onde só se chega depois de 6h30 de carro. No mesmo dia, o site mantido pelo deputado para documentar suas andanças durante a campanha destaca que ele esteve na mesma Tutóia. A coincidência de datas entre os eventos de campanha da família Sarney e os voos do helicóptero contratado com dinheiro público ocorreu outras dez vezes nos três meses seguintes. Em um dos casos, foram duas coincidências no mesmo dia: Sarney Filho esteve pela manhã em Barreirinhas e a tarde em Pirapemas a 300KM do primeiro compromisso. A aeronave fez nesse dia igual trajeto, como demonstram as notas fiscais dos voos. Durante o período que permaneceu alugada pela Secretaria do Meio Ambiente, ela realizou 13 voos. Como em 11 a indícios de que o principais foi os Sarney , é de desconfiar que a locação teve o único propósito de servir aos membros do clã que por cinco décadas exerceram o poder no Maranhão, Estado que tem o segundo mais baixo IDH do Brasil, não avança no Ranking desde 2000, apresenta o pior saneamento básico do nordeste e registra a população mais pobre do país.

Sarney Filho entrou para a política aos 21 anos, em 1978 quando foi eleito, deputado estadual. Desde então, não saiu mais. Em 1982 , elegeu -se deputado federal pela primeira vez. Quando o pai estava prestes a deixar a presidência da República, no início dos anos 90, chegou a almejar a condição de herdeiro político da família e ser candidato a governador, mas foi preterido por Roseana, sua irmã mais velha, que concorreu ao cargo quatro anos depois.

É a segunda vez que Sarney Filho ocupa o Ministério do Meio Ambiente. A primeira foi durante o Governo Fernando Henrique Cardoso. Deixou o cargo em 2002, depois que uma operação da Polícia Federal encontrou R$ 1,34 milhão em uma empresa de Roseana e seu marido, no episódio que enterrou a candidatura da primogênita a presidência da República e que foi atribuído a maquinações do PSDB. O tucano José Serra era candidato a sucessão de FHC.

A indicação de Sarney Filho para o Governo Michel Temer teve o claro propósito de amolecer o coração de seu pai-junto com Renan Calheiros , ainda o nome mais influente no PMDB no Senado. A jogada não foi em vão, como mostrou na semana passada o senador maranhense João Alberto, que na votação da pronúncia do impeachment mudou de lado na última hora, traindo Dilma Rousseff e engrossando o placar dos 59 senadores que votaram pelo processo.

Procurado por Veja, o ministro Sarney Filho negou que tenha utilizado o helicóptero alugado pelo Governo da irmã e limitou-se a dizer que todos os seus gastos de campanha foram declarados a justiça eleitoral e a aprovados. A Secretaria de Transparência e Controle do Maranhão vai dar seguimento a investigação.