Canais de esperança e solidariedade

Robson PazROBSON PAZ

Lembro com alegria de uma das mais belas imagens da minha infância. Dezenas de pessoas reunidas em pescaria num braço de rio, que banhava o povoado Jacioca, município de Bequimão. As margens do rio prateada de piaba, espécie característica da região. Ao final da pesca, a maior parte dos peixes era distribuída gratuitamente para os moradores da comunidade. Foi o maior e mais contundente exemplo de solidariedade coletiva, que tive a felicidade de presenciar.

Comunhão presente nas sagradas escrituras. “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum.” (At 4,32)

Os tempos passaram. O rio, outrora caudaloso e perene, hoje praticamente não existe. Desaparece na estiagem e ressurge frágil no período chuvoso. Nem de longe lembra o vigor e a fertilidade de antes.

Cena tristemente comum na Baixada Maranhense, principalmente nos campos durante a escassez de chuva. Por consequência, a população vê minguar sua principal fonte de segurança alimentar. Não apenas pela carência de peixes, mas pela falta de água para o gado, as aves e outros animais.

A salinização das águas dos campos inundáveis e rios é outro problema, que compromete o ecossistema da Baixada.

Em boa hora, o governador Flávio Dino criou o programa Diques da Produção, que beneficia 35 municípios da região com a construção de barragens e canais para armazenar água durante o período chuvoso, viabilizar a produção de peixes, cultivo de frutas e hortaliças, além da criação de animais.

É um programa social de largo alcance. Com resultados práticos. Na década passada, um protótipo foi executado no Igarapé do Troitá, no município de Anajatuba. Iniciativa do ex-presidente da Assembleia Legislativa, João Evangelista, baixadeiro de larga visão e grande sensibilidade social, abraçada pelo ex-governador Zé Reinaldo. O projeto é um sucesso com o armazenamento de água o ano todo e farta produção pesqueira e agrícola às margens do igarapé.

Agora, o Diques da Produção está em campo literalmente nos municípios de Anajatuba, Mirinzal, São Vicente de Férrer, Peri-Mirim, Viana, Palmeirândia, Penalva, Bacurituba e Santa Rita. Os canais em construção têm 1.200 metros de extensão e incalculável alcance social.

O povoado Jacioca, em Bequimão, a que fiz referência está entre os contemplados pelo governador Flávio Dino para ser beneficiado com o canal. A obra, que vai começar nos próximos dias, vai beneficiar milhares de pessoas de uma região com mais de 10 povoados.

É emocionante ver que a vocação produtiva da Baixada Maranhense está, de fato, sendo priorizada pela primeira vez na história do Maranhão. Com projetos simples, mas de elevada dimensão humana, social e econômica. Por certo, brevemente voltaremos a ver a fartura no cotidiano dos conterrâneos baixadeiros a socializarem a riqueza da região. Modelo comunista de governar fazendo mais com menos e para todos. Efetivo combate às desigualdades regionais e sociais. Verdadeiros rios de esperança a povoar mentes e corações da população da Baixada garantindo segurança alimentar e desenvolvimento sustentável para milhares de maranhenses.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM


Muros da intolerância, pontes de solidariedade

Por Flávio Dino

14051686_609360229224754_5087275829257628374_nTodos estamos destinados a viver em sociedade, compartilhando os mesmos bens que a natureza nos oferece. E também comungando os mesmos desafios humanos: doenças, desemprego, desigualdade, injustiças. Portanto, temos o dever de encontrar soluções coletivas que melhorem o nível de vida de todos, garantindo um futuro de mais oportunidades a nós mesmos e às gerações futuras.

No entanto, vivemos um momento da história em que alguns falsos profetas vendem a possibilidade de saídas individualistas. Soluções que contemplem apenas parte da sociedade apta a ‘se virar sozinha’, deixando à míngua a imensa maioria da sociedade, que não tem o mesmo ponto de partida em oportunidades. São profetas que semeiam em meio a um momento de desilusão da sociedade. Desânimo justificado pela imensidão de desafios coletivos que ainda temos a enfrentar. No entanto, essa pregação não busca nenhuma verdadeira salvação para todos. Apenas quer solidificar seus castelos de prosperidade, jardins cercados que isolam a maioria da sociedade para fora de muros. Esses aventureiros sempre existiram na história, mas nunca com resultados exitosos. E ao longo dos tempos já vestiram várias roupas: o ditador carismático; o gestor técnico; o antipolítico; o soldado da lei; entre outros disfarces que os defensores de privilégios costumam usar.

O Papa Francisco esta semana nos lembrou que, “em momentos de crise, o discernimento não funciona”. E buscamos “um salvador que nos devolva a identidade e defenda-nos com arames farpados”. Penso nessas palavras do Santo Padre quando vejo a notícia do absurdo projeto de construção de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México. Como se isolando uns cidadãos de outros, a vida destes pudesse prosperar mais. Ideia em consonância com a recente saída do Reino Unido da União Europeia, que mostra um certo espírito de época, com o crescimento aqui e ali de posições de cunho fascista.

No Brasil, não é diferente e também vivemos um momento semelhante. As instituições estão com sua credibilidade destroçada, enquanto empresas e empregos desaparecem, a fim de atender altos interesses econômicos. Vemos uma minoria que pensa ser possível evoluirmos sem um debate democrático sobre nosso futuro. E convivemos com ´especialistas´ que acham que o Brasil pode resolver a grave crise econômica que vive com um ‘salve-se quem puder’, deixando à própria sorte milhões de brasileiros. Tudo isso tem alimentado ódio, muito ódio, que grita nas caixas de comentários de sites ou nas redes sociais.

Felizmente, essas pulsões autoritárias e egoístas têm sido efêmeras. Perseveraram na história da Humanidade os grandes avanços sociais de períodos em que se apostou na solidariedade. É o caso da Era de Ouro do pós-guerra, em que foram criados e multiplicados muitos instrumentos sociais de solidariedade existentes hoje, como a Previdência Social e os sistemas públicos de saúde.

Não tenho dúvida de que o Brasil vai reencontrar seu caminho de desenvolvimento e paz. E no Maranhão seguimos a nossa luta com muita fé e otimismo, pois os resultados aí estão. Adultos sendo alfabetizados; crianças e jovens estudando em escolas melhores e recebendo material escolar via Bolsa Escola; restaurantes populares sendo abertos; mais portas se abrindo na saúde; agricultores familiares recebendo inédito apoio, entre tantas conquistas derivadas de uma firme e autêntica opção pela Justiça Social. Por isso, tenho convicção de que vamos atravessar esses tempos sombrios no planeta. Servirão para tornar mais profundo na memória coletiva o valor milenar do humanismo.

Lembro novamente do Papa Francisco alertando sobre os falsos profetas que, “diante da necessidade da multidão”, pregam “o cada um por si”. O papa lembra que o princípio cristão, como o de outras religiões, é o da solidariedade. Tanto que um dos últimos ensinamentos de Jesus, na Santa Ceia, foi “Fazei isto em memória de mim” (Coríntios 11:24). Indicando que a melhor forma de vivenciá-Lo é comungar, partilhar, solidarizar-se. Que assim seja.


Fio de esperança

untitledROBSON PAZ

O Prêmio Nobel da Paz está em boas mãos. O reconhecimento ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo acordo de paz assinado com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) não poderia acontecer em melhor momento. Não somente pelo documento que encerra oficialmente um conflito de 52 anos com mais de 250 mil vítimas. Isto em si, é algo extraordinário. Mais pelos gestos de solidariedade, que emocionaram o planeta, protagonizados pelo povo colombiano, após a tragédia com o vôo da Chapecoense, que vitimou 71 pessoas.

Da Colômbia partiram as manifestações humanitárias mais confortantes que uma cidade, um estado ou país em prantos poderia receber. A começar pela solidariedade de pessoas simples. Gente que se dispôs a levar água, alimentos, agasalhos para os hospitais. Era a forma que encontravam para estender a mão às vítimas.

A presteza e eficiência no resgate e atendimento médico aos sobreviventes. Trabalho reconhecido por todos, inclusive por eles e familiares. Dignas de aplausos atitudes humanas, como a do médico que hospedou parentes de um dos pacientes na própria casa.

No campo do esporte, a postura do Atlético Nacional, clube que disputaria a final da Copa Sul-Americana, em renunciar ao título em favor da Chapecoense foi algo espetacular. Feito que mereceu da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) reconhecimento ao conceder-lhe o “Fair Play” pela promoção do jogo limpo, da paz e da solidariedade.

O gesto do clube colombiano é pouco comum nestes tempos em que a “competitividade” e “lucratividade” se sobrepõem aos valores éticos, morais e humanos. Grandeza que os colombianos materializaram num dos mais belos espetáculos de solidariedade e amor ao próximo, protagonizado por milhares de pessoas que lotaram o estádio Atanasio Girardot e seu entorno, em Medellín.

Emoção que se espraiou por todo o planeta. De todos os campos de futebol brotaram as mais belas e variadas homenagens. No Brasil, torcidas de todos os clubes se abraçaram num só sentimento de comunhão. Na última rodada do Campeonato Brasileiro, todos os clubes homenagearam a Chape.

A rede solidária construída pós-tragédia mostra que podemos ter um mundo mais humano, em que prevaleça o respeito, a paz, a união, o amor.

Disputas, vitórias, derrotas, sempre vão existir. Contudo, jamais podem se sobrepor à vida. A ganância e a impunidade serão sempre adversárias dos valores que realmente importam.

Ao receber o Nobel da Paz, o presidente colombiano citou a letra de “Blowing in the Wind” do cantor Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, deste ano. “Quantas mortes serão necessárias até que se saiba que pessoas demais já morreram?” Infelizmente, conhecemos a força solidária do povo colombiano num momento doloroso. Mas, o sentimento emanado por ele é um fio de esperança, de que o amor ao próximo é a semente para florescer um mundo mais fraterno, onde o ser humano tenha mais valor que as coisas e a coletividade seja capaz de vencer o individualismo.

Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos


Nota de Solidariedade

Associação Maranhense de Imprensa (A.M.I.)

A Associação Maranhense de Imprensa (A.M.I.) lamenta profundamente o assassinato brutal e covarde do jornalista Décio Sá, ocorrido na noite da última segunda-feira, 23, em São Luís.

A execução de um jornalista configura-se como um dos mais bárbaros atentados contra a liberdade de expressão e contra o Estado Democrático de Direito Brasileiro.

Décio Sá era um dos mais combativos e destemidos jornalistas maranhenses, buscando sempre trazer à luz o que alguns tentavam manter sob o manto da escuridão.

Ao mesmo tempo que se solidariza com os colegas, amigos e familiares de Décio Sá, a A.M.I. exige do poder público em todas as esferas uma rápida elucidação do crime que tem caráter evidente de execução por pistolagem.

São Luís (MA), 25 de Abril de 2012

A Diretoria


Vereador Fredson presta solidariedade a Flávio Dino

Do Blog do Fredson

É como pai que presto minha solidariedade ao ex-deputado Flávio Dino e sua família. Perder um filho em qualquer circunstância é incompreensível. Mais ainda quando ocorre de forma tão trágica e surpreendente.

A dor profunda com a partida do menino Marcelo, 13 anos, enche de tristeza o coração de cada pai deste estado. Que Deus em sua infinita misericórdia possa amenizar sofrimento e console a família e amigos.

Para nós que sonhamos com um estado mais justo e solidário ficará eternizada em nossas mentes a imagem do menino que ao lado do pai sonhou com um Maranhão melhor para todos nós. Força, Flávio! À luta sempre!


Superintende do Incra manifesta solidariedade a Flávio Dino

Do Blog do Robert Lobato

Da sua página no Facebook, o superintendente do Incra no Maranhão, José Inácio Rodrigues, manifestou solidariedade ao presidente da Embratur, Flávio Dino, em virtude do falecimento do filho do comunista.

Na mensagem, Zé Inácio destaca a coragem de Dino e pede que ele a transforme “em força para continuar caminhando”. Veja: