Flávio Dino: Maranhão, Terra de Encantos

Por Flávio Dino

lençóisO turismo é uma aposta estratégica de nosso governo no estímulo ao desenvolvimento de diferentes regiões do estado. Compreendi, desde quando presidi a EMBRATUR (Instituto Brasileiro do Turismo), que esse segmento tem capacidade de estimular a economia mesmo em tempos de crise. É por isso que mantivemos a aposta no Turismo, mesmo em meio a uma situação nacional de aperto fiscal, participando de feiras nacionais e internacionais e fazendo campanhas publicitárias em outros estados.

E temos conquistado bons resultados, mesmo em meio à maior crise da história de nosso país. Prova são os empregos gerados. Os hotéis de São Luís estiveram com mais de 70% de ocupação durante julho. São números que nos dão certeza do caminho que seguimos. E há ainda muito campo para crescer. Pesquisa do Observatório do Turismo com as pessoas que nos visitaram durante o São João mostra que elas realizaram um gasto diário médio de R$ 200,00.
E que 96% dos turistas consideraram nossos festejos excelente ou bom. E o melhor: mais de 80% dos que visitaram São Luís têm interesse de voltar para conhecer outras cidades.

Governar bem é identificar oportunidades de desenvolvimento, garantindo condições adequadas de geração de empregos e renda. Por isso, investimos na melhoria dos pontos turísticos de todo o estado. Por exemplo, urbanizamos a parte central de Carolina, resolvendo problemas acumulados em décadas. Também fizemos a recuperação dos acessos ao Poço Azul, em Riachão.

Em outro pólo turístico de nosso estado, dos Lençóis, fizemos diversas obras de infraestrutura que têm melhorado o deslocamento dos moradores e de turistas. Fizemos a MA-320, que liga o Povoado Sangue à cidade de Santo Amaro; recuperamos os acessos à Cardosa e ao Santo Antônio, em Barreirinhas; construímos a ponte sobre o Rio Novo, em Paulino Neves, e estamos pavimentando a estrada Barreirinhas/Paulino Neves, garantindo o acesso da Rota das Emoções, dos Lençóis a Jericoacoara, passando pelo Delta do Parnaíba.

E ainda apoiamos a capacitação da cadeia turística. Foram mais de 4 mil profissionais capacitados, em 10 polos turísticos. Mantivemos ações permanentes de limpeza e manutenção de pontos de visita e ampliamos a rede de Centrais de Atendimento ao Turista.

Todas essas ações de apoio ao turismo não teriam resultado sem o principal investimento na imagem do nosso estado, que é realizar um governo sério e limpo. O passado de desleixo, desmando e denúncias ficou para trás, recuperando o respeito do resto do país pelo Maranhão. Reposicionamos o estado aos olhos do Brasil e do mundo. E vamos seguir transformando o Maranhão com trabalho sério, para garantir que mudanças reais continuem a acontecer.

Advogado, 50 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Bequimão, Cururupu, Guimarães, Porto Rico e Alcântara serão contemplados com cursos de qualificação turística

Polo Floresta dos GuarásOs municípios de Cururupu, Bequimão, Guimarães, Porto Rico e Alcântara receberão, a partir desta segunda-feira (17), os projetos “Mais Qualificação e Turismo” e “Regionalização”. A ação que acontece até o dia 20 de abril é uma iniciativa do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), e irá beneficiar o Polo Floresta dos Guarás e Alcântara, município pertencente ao Polo São Luís.

“Por determinação do secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino, estamos visitando todos os polos a fim de medir as atividades turísticas dessas regiões e incentivar a melhoria contínua das atividades turísticas. O programa de Regionalização melhora e estrutura o turismo dos municípios com uma série de ações, uma delas é o Cadastur, que promove a regularização dos meios de hospedagens, com isso, a categorização sobe, assim, os municípios ficam aptos para captar recursos do Ministério do Turismo e da Embratur. Nesta gestão, nós unificados os programas “Mais Qualificação e Turismo” e “ Regionalização” por entendermos que essas atividades precisam andar de forma paralela potencializando o turismo e otimizando os recursos”, explica o secretário adjunto de Turismo, Hugo Veiga.

Os municípios irão receber a equipe da Secretaria Adjunta de Turismo da Sectur com uma agenda de reuniões técnicas, palestras, cursos de qualificação e ações esclarecedoras voltadas para o novo sistema de Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas do Turismo (Cadastur).

Nos cinco municípios, as pessoas interessadas terão a oportunidade de participar dos cursos de Organização de eventos, Qualidade no atendimento, Como manter um negócio: cama e café, Técnicas para recepção para meios de hospedagens, Qualidade no atendimento em bares e restaurantes, Boas práticas para manipulação de alimentos e Gestão Pública para o Turismo e Projetos Técnicos (este último para servidores públicos).

Regionalização
O Polo Floresta dos Guarás e o município de Alcântara também receberão as ações do programa Regionalização. O programa reúne ações de maneira associada e articulada de incentivo à estruturação dos 10 Polos Turísticos, como reuniões técnicas com gestores e secretários de Turismo e curso de Gestão Pública para o Turismo e Projetos Técnicos. Na oportunidade, também será feita a identificação dos atrativos e das condições de infraestrutura das localidades, servindo de base para conscientização e monitoramento para o remapeamento em 2019.


Cultura, turismo e renda

Por Flávio Dino

DDxjfBUW0AELUzxO país enfrenta uma das maiores crises econômicas de sua história por uma disputa política sem fim no cenário nacional. Neste momento, torna-se um grande desafio construir alternativas econômicas em nosso estado, que gerem ganho de renda para as pessoas. O turismo é universalmente lembrado como uma alavanca de desenvolvimento local em momentos de crise nacional como esta. Essa foi a aposta que fizemos ao organizar o São João de Todos 2017, que encantou a tantos maranhenses e turistas neste junho. Fico feliz que tenhamos obtido resultados concretos com a geração de milhares de postos de trabalho e a movimentação de R$ 20 milhões nos arraiais da capital, e valor no mínimo o dobro nos demais municípios, totalizando pelo menos R$ 60 milhões que giraram nas cidades por conta dos arraiais.

Os festejos juninos estão entre os traços identitários do povo do Maranhão, que nos diferenciam em relação a outros estados. Muitos maranhenses passam o ano todo esperando junho. Pessoas que preparam com esmero sua roupa de brincante, seu chapéu, sua matraca, seu boi. Quando esse colorido vem às ruas, com seus diferentes ritmos e sotaques, respira-se no ar essa sensação do que é morar no Maranhão.

Transformar essa paixão em oportunidades de negócio para milhares de pessoas é um dos desafios a que me dispus à frente do Governo. Fizemos um investimento de R$ 18 milhões na realização dos arraiais em 80 cidades, via investimento direto, emendas parlamentares ou por meio de lei de incentivo.

Outra aposta importante que fizemos foi o da promoção turística do nosso São João em outros estados. Com uma nova marca promocional – “Maranhão, Terra de Encantos” – fizemos uma campanha para atração de turistas com chamadas em sites e revistas de alcance nacional. Também instalamos outdoors em cidades-pólo de emissão de turistas para o Maranhão, como Belém, Teresina e Palmas. Bem como colocamos peças de divulgação no principal aeroporto com conexão direta para nosso estado, o de Brasília.

O resultado desse trabalho pode ser visto em números. Segundo dados da ABIH, a ocupação hoteleira de São Luís ficou em 62,36% durante o mês de junho. Foi o melhor resultado dos últimos 6 anos, ultrapassando inclusive outros momentos de bonança econômica. E muito mais ainda há por vir, pois dados iniciais de reservas hoteleiras para o mês de julho em São Luís, Carolina e Barreirinhas mostram que teremos um dos melhores verões do turismo maranhense em anos.

São resultados que me alegram não só pelas oportunidades que geram, colaborando com nossa economia nesse momento de crise. Mas também por estimular a reafirmação, ano após ano, da identidade cultural de nosso estado, essa amálgama que nos faz felizes em junho. Esse São João nos deixou muitas saudades e reforçou o respeito pelos grupos culturais do nosso Estado.

Advogado, 49 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Turismo e empregos

Por Flávio Dino

Flavio sensacionalTodos sabem a enorme capacidade que o turismo tem de gerar empregos. Há Nações que vivem primordialmente dessa atividade. O nosso Estado agora tem uma estratégia clara de atração de turistas e temos convicção de que os resultados virão com grande intensidade. Destacamos investimentos em infraestrutura e em promoção turística como essenciais para mais esse passo no nosso projeto de desenvolvimento do Maranhão.

Nosso estado concentra em sua extensão territorial parte importante da diversidade natural do Brasil. Da transição do Cerrado para a Amazônia até nosso belo litoral, a diversidade de paisagens é temperada por sotaques, músicas e sabores únicos de nossa gente. Neste cenário de naturezas e culturas diversas, dá-se a história de um povo que luta diariamente por transformação, enquanto preservamos nossas tradições. Esse é o cartão postal que passamos a mostrar ao mundo com mais competência, inclusive com o lançamento de nossa nova marca de promoção turística: “Maranhão, Terra de Encantos”. A marca contém a bela evocação de nossos principais ativos estratégicos no turismo, a exemplo dos Lençóis Maranhenses.

Uma amostra de todos esses atrativos foi levada esta semana que passou à WTM Latin America – uma das principais feiras de turismo do mundo, que se realiza em São Paulo. Lá foi feito o lançamento da nova marca de promoção turística do Maranhão, em um belo estande que oferecia material com informações e fotos sobre nossos principais destinos. Ainda em São Paulo, fizemos uma ação promocional no Mercado Municipal, em parceria com a prefeitura de São Luís, envolvendo gastronomia, música e dança. Tem sido assim o ano inteiro: o Maranhão presente nos principais eventos promocionais para empresas e profissionais do turismo, com crescente destaque.

A divulgação turística do Maranhão em todo o país soma-se ao esforço que temos feito para garantir a qualificação dos roteiros de viagem em nosso estado. Estamos investindo para garantir um acesso seguro aos turistas que vão visitar as diferentes cidades do Parque Nacional dos Lençóis. A estrada de Santo Amaro já está com mais da metade da obra concluída, passando agora pela etapa de pavimentação de 39 quilômetros. Ainda mais avançada está a estrada em Paulino Neves, que será pavimentada neste ano, e a ponte sobre o Rio Novo, que está sendo substituída por uma nova. A antiga estrutura, que foi condenada, está sendo trocada por uma nova, com 140 metros de extensão e 12 metros de largura. Essa ponte é fundamental para a ligação entre os Lençóis e o nosso Delta do Parnaíba, e de lá até o litoral do Ceará, de onde vem muitas turistas aos Lençóis.

Também está em obras a MA-312, conhecida como Estrada do Caranguejo, em Araioses. Em Tutóia, já foram implantados 10 mil metros de rede de distribuição de água e em maio concluiremos a primeira etapa da obra, garantindo a melhoria do abastecimento de água para moradores e turistas. Em Barreirinhas, estamos instalando a Companhia de Policiamento especializada em turismo, além da recuperação da entrada da cidade.

A partir de junho, esses trabalhos vão aumentar e atingir outras cidades, melhorando o acesso aos nossos principais produtos turísticos, além das reformas em nossas Casas de Cultura – que estão em andamento. Por exemplo, restauramos o Convento das Mercês que, vítima de absurdo abandono, estava prestes a desabar. E garantimos a reabertura da Casa de Cultura Josué Montello, no ano do seu centenário.

Além dos recursos do estado, contamos com investimentos privados, como a recente inauguração do Centro Cultural da Vale, a partir da recuperação de um prédio histórico. Um novo ponto a ser visitado pelos turistas e também por todos nós. Menciono também o apoio que estamos dando ao PAC Cidades Históricas do Governo Federal, no qual já investimos mais de R$ 10 milhões de recursos estaduais.

Cada um de nossos atrativos turísticos está sendo transformado em vetores de desenvolvimento em todo o estado. O turismo tem essa característica de garantir possibilidades econômicas às mais diversas regiões e oportunizar negócios para pequenos e médios empresários da cadeia do turismo – hotelaria, alimentação, artesanato e pequenos empreendedores. Que possamos trilhar esses caminhos, oferecendo beleza e paz aos turistas e fazendo de nosso estado um lugar melhor para todos.

Advogado, 48 anos, Governador do Maranhão. Foi presidente da Embratur, deputado federal e juiz federal.


Abrindo caminhos para o turismo

untitledROBSON PAZ

O Maranhão reúne as mais belas e encantadoras paisagens naturais. Nenhum lugar do planeta concentra em sua extensão territorial a singularidade dos lençóis com suas dunas e lagoas; a Chapada das Mesas com imponentes cachoeiras, rios, florestas; extensa faixa litorânea com lindas praias, Delta das Américas, além de rico acervo histórico, arquitetônico e patrimônio cultural da humanidade.

Tamanho potencial turístico requer investimentos em infraestrutura e promoção para incluir definitivamente o Maranhão no roteiro turístico nacional e internacional. Iniciativas de pronto adotadas pelo governador Flávio Dino.

A retomada do Consórcio da Rota das Emoções com os estados do Ceará e Piauí visando promover os destinos Jericoacoara (CE), Delta das Américas (PI/MA) e Lençóis Maranhenses reveste-se de elevada importância para o turismo da região. Mas, não só.

Obras de grande relevância para integrar a rota turística da região estão em execução. A estrada Barreirinhas a Paulino Neves, que facilita o acesso de turistas a partir dos estados vizinhos para a região, está em ritmo acelerado. Também importante é a estrada que liga a paradisíaca Santo Amaro à MA-402, no povoado Sangue. São rodovias que para além de integrar municípios, como Barreirinhas, Tutóia, Paulino Neves e Santo Amaro ao circuito da Rota das Emoções certamente promoverão inclusão de parcela significativa de maranhenses, que terão acesso a renda, oportunidade de emprego e serviços públicos.

O turismo tem se notabilizado por movimentar a economia em diversas dimensões gerando emprego e renda. Esta é por certo uma ótima alternativa para incluir municípios que em pleno século 21 ostentam indicadores sociais desastrosos. Territórios onde a riqueza natural contrasta com a pobreza da maioria da população.

Outro pólo de grande potencial turístico ainda inexplorado é a região do Litoral Ocidental Maranhense. Nela, temos belas praias, rios, a ilha dos Lençóis e floresta dos guarás. A ponte sobre o rio Pericumã, que ligará os municípios de Bequimão a Central, propiciará a descoberta deste tesouro para o turismo.

Com isso, abre-se uma janela de oportunidade notável para o desenvolvimento dos municípios da região. Parte deles, com indicadores sociais sofríveis.

Também para estimular a economia do turismo no Estado, o governador Flávio Dino reduziu a carga tributária sobre combustível da aviação visando incrementar o turismo em São Luís e em outras cidades. Carolina passou a ter vôo direto para o município. As obras do aeroporto de Barreirinhas retomadas. A reestruturação do sistema de transporte aquaviário também é fator essencial para melhorar o fluxo de turistas à cidade histórica de Alcântara. Outro importante atrativo turístico do Estado.

Todo este conjunto de ações tem a capacidade de colocar nosso estado entre os protagonistas do turismo brasileiro. Com tanta exuberância natural e agora com a infraestrutura ampliada, o Maranhão abre caminhos para o desenvolvimento turístico com geração de renda e distribuição de riquezas entre seus habitantes.

Radialista, jornalista. Subsecretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos


Céus abertos ao turismo, artigo de Flávio Dino

Por Flávio Dino

Flavio dinoCom nossos mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, que se espalham do frio do Cone Sul das Américas ao clima quente e úmido em que estamos inseridos no Maranhão, é inimaginável pensar em turismo no Brasil sem o transporte aéreo. Esse insumo básico para o turismo no Brasil e para o Brasil – o avião – tem sido motivo de preocupação por parte da Embratur nos últimos anos. Por razões comerciais, as empresas têm concentrado voos em poucos aeroportos, de maior fluxo de pessoas, como forma de potencializar ganhos diante do aumento de custos provocado pela alta do dólar.

Menos voos em menos aeroportos é um problema grave para o turismo em um país continental como o nosso, ainda mais visando a Copa do Mundo que se avizinha. Das 12 cidades-sede da Copa, espalhadas por todas as regiões do país, apenas 4 tiveram aumento da oferta de assentos nos últimos 12 meses.

Em dezembro, quando houver o sorteio de chaves da competição, saberemos as seleções que jogarão em cada cidade. Mas, somente ao final da primeira fase, o turista saberá em qual cidade sua seleção jogará as oitavas, quartas ou semifinais. Ou seja, só a partir daí poderá comprar suas passagens de avião, se desejar acompanhar integralmente o time do seu país. Nas condições atuais, o estrangeiro que se dedicar a seguir sua seleção terá de ultrapassar as barreiras de preços muitas vezes proibitivos ou de conexões absurdas país afora.

Nada que, infelizmente, já não faça parte da rotina de quem viaja de avião pelo país. Após o crescimento impressionante de 30 milhões para 100 milhões de passageiros/ano em apenas uma década de política de distribuição de renda, o fluxo de passageiros corre o risco de voltar a estagnar. A elevação de preços, redução de voos e excesso de conexões estão entre os gargalos. Uma hipotética viagem entre dois pontos do Nordeste – São Luís e Aracaju, por exemplo – representa uma romaria pouco agradável de aeroporto em aeroporto, com duração inacreditável.

Ações imediatistas de algumas empresas acabam por multiplicar os problemas. Cabe ao Estado atuar para determinar ou estimular soluções que garantam o fácil trânsito de turistas pelo Brasil. Por isso, a presidenta Dilma lançou o programa de regionalização dos aeroportos, visando investir R$ 7 bilhões na reforma de 270 aeroportos de médio e pequeno porte.

Na semana passada, estive com o ministro Moreira Franco, da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, e pude acompanhar o andamento do programa. Tive a satisfação de verificar que alguns aeroportos maranhenses estão entre os prioritários. Em nosso estado, as obras serão iniciadas com maior rapidez em Santa Inês e Bacabal, por necessitarem de intervenções menos complexas. Os aeroportos de Balsas e Barra do Corda também estão na lista prioritária da SAC, mas precisam de obras mais complexas, que exigirão mais tempo. Em fase mais avançada está a construção de um novo terminal de passageiros em Barreirinhas e a liberação da pista.

Essas obras, tão sonhadas por empresários e trabalhadores de todo o Maranhão, vão dinamizar a vida social e econômica de cada uma dessas cidades e seus entornos. No caso dos Lençóis Maranhenses, a Embratur vê um potencial gigantesco a ser explorado com a vinda de estrangeiros para a Copa. Fortaleza é, junto com o Rio de janeiro, a cidade que mais receberá jogos na Copa do Mundo.

Mas não basta ter mais aeroportos se não houver mais voos e mais aviões. Por isso, precisamos fortalecer economicamente as empresas existentes, abrir ainda mais o nosso mercado à concorrência e utilizar todos os recursos do programa lançado pela presidenta Dilma destinados ao apoio a novas empresas de aviação regional. São passos fundamentais para que o turismo continue a quebrar recordes ano a ano, como tem sido até aqui.

Presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal


Uma jornada para o Brasil

Flávio Dino

Flavio dinoEsta semana estarei no Rio de Janeiro para acompanhar de perto um capítulo essencial para o ciclo virtuoso que o turismo brasileiro está vivendo. A visita do Papa Francisco ao nosso país, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), integra com destaque a rota de megaeventos realizados no país – que teve início durante a Conferencia da ONU Rio+20 em junho do ano passado e culminará com os Jogos Olímpicos e ParaOlímpicos de 2016.

Nosso país vai recepcionar uma quantidade enorme de turistas, contribuindo para que superemos a meta estipulada para este ano de 6 milhões de estrangeiros. Parte deles já está no Brasil desde a semana passada, conhecendo as belezas de nosso país e a cultura do nosso povo, antes de rumar ao Rio de Janeiro, onde ocorre a JMJ.

Nos 5 dias de evento, os turistas nacionais e estrangeiros irão gerar mais de R$ 658 milhões de impactos econômicos diretos. Com os efeitos indiretos na economia brasileira, haverá um impacto total de R$ 1,2 bilhão, muito superior aos investimentos públicos e privados realizados para sediar o evento.

Mas o principal ponto positivo é que parte significativa desse dinheiro vai direto para o bolso do microempreendedor do turismo, de comerciantes e de vendedores ambulantes, que fazem parte da extensa cadeia produtiva do setor. Repete-se, assim, o sucesso obtido na Copa das Confederações, quando o turismo movimentou mais de R$ 740 milhões na economia do país.

Muito além desse significativo impacto imediato, há um efeito positivo de longo prazo, que é o mais importante. A imagem de nosso país será projetada para centenas de milhões de pessoas no mundo todo. Mais de 5 mil jornalistas estão credenciados para cobrir a Jornada Mundial da Juventude – um recorde em relação às outras edições do evento.

As imagens do Cristo Redentor, no Rio, e da Basílica de Aparecida, no estado de São Paulo, serão reproduzidas para pessoas em todo o mundo. As milhares de reportagens sobre o Brasil, que serão reproduzidas em todo o planeta, representam um ganho espetacular, que apenas seria possível ultrapassar se fizéssemos um investimento massivo em publicidade no mundo inteiro, com custos incalculáveis e inviáveis.

Ha que se considerar, ainda, que os jovens participantes de hoje serão pais e mães de família amanhã, e terão o Brasil como uma referencia para novas viagens de lazer ou para participarem de outros eventos.

Da parte da Embratur, colaboraremos com essa megaexposição instalando um telão na Plaza del Vaticano em Buenos Aires. A cidade do Papa Francisco poderá assistir à JMJ ao ar livre, com vídeos retratando nossos principais destinos turísticos e com espetáculos de vários artistas brasileiros, como o maranhense Zeca Baleiro. Além disso, a Embratur patrocina a Central Digital do Cristo Redentor, com imagens e informações sobre todos os estados brasileiros, de modo a que os milhares de visitantes possam desenvolver interesse por novas viagens pelo Brasil.

Esses impactos, obviamente, não são importantes apenas para o Rio de Janeiro, que sedia o evento. O Rio é o principal cartão-postal do Brasil no exterior. Quanto maior sua exposição no mundo, mais turistas podemos trazer para o país. E quanto mais turistas, mais empregos e oportunidades de negócios para milhões de brasileiros.

Flávio Dino, 45 anos, é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal